março 2014 archive

As metas e objetivos no setor público e privado

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Estava refletindo sobre os contratos de gestão assinados pelos secretários do governo Fortunati, que determinavam as metas a serem atingidas ao longo do ano. Li, também, sobre a manifestação da Secretaria responsável referindo-se aos contratos como sendo um fato histórico. Seria histórico se alguma Secretaria tivesse atingido sua meta.

Busquei, então, alguns matérias sobre gestão empresarial, pois da forma como o poder público trata o assunto parece que as regras mudaram. Pois bem, lá estava o item planejamento anual, onde metas e formas de atingir as metas são explícitas. Na iniciativa privada, quando se definem metas, ao longo do ano se definem períodos de revisão delas. Isso  nos permite ver onde estamos indo bem e onde precisamos melhorar para atingir o objetivo inicialmente proposto. Uma grande oportunidade para se continuar ou voltar ao caminho certo. Por fim o material tinha uma frase que ficou gravada em minha mente: “uma empresa vive de objetivos atingidos, pois caso contrário todos não teremos mais objetivos”.

Por que o poder publico não pode se espelhar nessas ações simples? Na iniciativa privada não existe chance para erros. No setor público, também não. Precisamos ter esse pensamento sempre. Objetivo é objetivo.

O poder público tem deixado claro o pouco comprometimento com a população, pois são sucessivos erros de planejamento e execução que aparecem e todos são tratados como casos isolados. Mas eles acontecem em cadeia. Claro que tem o lado positivo, mas ele somente se efetiva se sua gestão for eficiente.

RS perde mais um investimento

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Tenho acompanhado nos últimos dias inúmeras manifestações sobre a transferência da Stemac para Goiás. Nas opiniões, vi dois lados contraditórios: o primeiro dos que defendem que a empresa poderia ficar aqui com o mesmo tratamento tributário que recebeu em Goiás; o segundo, daqueles que acreditam que a logística não era de fato um problema.

Vamos aos fatos. Em primeiro lugar, este não é um caso isolado. O RS tem perdido empresas para outros Estado há muito tempo como a Grendene, Azaleia, Ford e os investimentos mais pesados da Gerdau. Nada disso é de agora.Essa saída permanente tem pelo menos 15 anos. E, apesar disso, ainda não tivemos tempo de descobrir o por quê? Não tivemos capacidade de nos planejar e agir para conter essa evasão?

Soma-se a isso uma outra visão, que considero bastante equivocada. Os movimentos do atual governo do RS sinalizam eles acreditam que a guerra fiscal é uma anomalia. Anomalia para quem? Para os Estados que a utilizam para levar nossas empresas e atrair investimentos, ou para um governo que não pensa no longo prazo? Para os cidadãos que recebem a chance de novos empregos ou dos gaúchos que perdem seus empregos?

O RS não é previlegiado do ponto de vista logístico. Mas isso sempre soubemos. E, num curto prazo, essa stiuação não vai mudar, principalmente se continuarmos com as políticas populistas que incham o Estado e afastam as empresas e o desenvolvimento sustentável dos gaúchos. Para um Estado sem dinheiro, com endividamento monstruoso, acho difícil mudar isso buscando novas despesas e não vendo novas receitas.

Há muitos anos o ambiente de negócios estabelecido no RS vem se deteriorando. Se não há atração de investimentos, não há recursos a serem investidos em políticas sociais. Sem atração de investimentos e com o agravante de não sermos capazes de matermos as empresas e indústrias que aqui estão, perdemos duas vezes. Enquanto não foi feita a reforma tributária, temos que trabalhar com as regras que valem hoje. Nossa inércia está nos colocando cada vez mais distantes do cenário ideal. Quem pagará essa conta? Novamente a população.

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