março 2014 archive

Cpers orienta alunos a não comparecer às escolas, enquanto Secretaria da Educação do RS afirma o contrário

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A tradicional oposição entre governo do Estado e Cpers/Sindicato fica, mais uma vez, evidente. Na paralisação que ocorre de segunda a quarta-feira, a Secretaria da Educação orienta estudantes a comparecer às aulas, enquanto o representante da categoria diz o contrário.

Em assembleia-geral em Porto Alegre, na sexta-feira passada, foi aprovada a adesão dos docentes estaduais na greve nacional, liderada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT). O carro-chefe das reivindicações é o cumprimento da lei do piso do magistério como vencimento básico.

O Cpers, que espera grande participação, também discute outras pautas, como criação do piso para funcionários de escola, defesa dos planos de carreira e manutenção do índice de reajuste do piso de acordo com o custo-aluno.

— É muito importante que os pais ouçam os professores, porque a defesa da escola pública passa por uma parceria com os professores e a comunidade escolar. Agora, a única política que o governo expressa para a educação são as ameaças de corte de ponto, as ameaças aos trabalhadores, é orientar a comunidade de forma equivocada, não respeitando o direito de greve — critica a presidente o sindicato, Rejane de Oliveira.

O titular da Secretaria da Educação do Rio Grande do Sul, Jose Clovis de Azevedo, diz não haver motivos para os professores pararem as atividades. Ele justifica citando investimentos em pessoas e estrutura física — em obras, seriam R$ 300 milhões durante o governo Tarso, mais do que nos oito anos anteriores.

— Há todo um esforço nosso no sentido de valorizar o professor, e isso tem sido entendido, embora não possamos atender a tudo que eles merecem e precisam, mas iniciamos um processo de recuperação, tanto salarial, quanto das condições funcionais dos nossos educadores — salienta.

Doutor em Psicologia Escolar e professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Fernando Becker sustenta que paralisações prejudicam a continuidade do trabalho na escola, processo que exige continuidade. Ele lamenta que questões político-partidárias interfiram na relação da categoria com o governo, deixando de lado o que realmente interessa aos trabalhadores e estudantes:

— Isso não significa que os professores não têm direito de fazer as suas reivindicações. O problema é saber o que está atravessando as reivindicações. A gente vê que não é um movimento que só visa a melhoria da educação.

Para Becker, a saída é cada escola se organizar com base nas próprias necessidades e pedir melhorias:

— A escola tem um poder bastante grande, que ela não se dá conta que tem.

No ano passado, após três semanas, a greve foi encerrada sem avanços concretos. A baixa adesão ao movimento foi colocada como um dos principais motivos para o retorno às aulas.

Fonte: Zero Hora

Dia da Escola

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A escola, depois da família, é o primeiro grupo social a que pertencemos. E grupos sociais são importantes para que aprendamos a interagir com pessoas, a conhecer novos comportamentos e a respeitar uns aos outros. Além do mais, a escola é fonte de conhecimento e educação, tanto formal quanto informal, é um espaço onde o aluno é o protagonista e aprende a desenvolver suas atividades, além de ser um laboratório de inclusão social, promovendo no jovem o sentido de importância da comunidade.

Durante todo o nosso crescimento, precisamos de um referencial e essa é uma das principais funções da escola. Cada fase do aluno, novas necessidades e capacidades devem ser exploradas e para isso, a escola deve dispor de uma gama de profissionais como orientadores educacionais, professores e psicólogos.

Infelizmente, a educação no Brasil ainda não está satisfatória, apesar de índices cada vez mais positivos. Há um aumento da taxa de alfabetização, aumento do número de alunos que completam o nível superior, novas escolas de ensino fundamental foram construídas e há uma queda no índice de evasão escolar.

Autor: Juscelino Tanaka

Em vídeo, secretário-geral da FIFA cobra mais agilidade nos trabalhos para a Copa de 2014

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O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, voltou a cobrar o Brasil por conta do atraso na entrega dos estádios para a Copa do Mundo, que começa no dia 12 de junho. Em vídeo publicado nesta quinta-feira no site da entidade, ele lembrou que ainda falta inaugurar três sedes de jogos (Itaquerão, Arena Pantanal e Arena da Baixada), criticou especificamente a falta de pavimentação em torno do Beira-Rio, ressaltou que a Fifa nunca pediu dinheiro ao governo brasileiro e faz um alerta: “Não podemos desapontar os fãs de futebol”.

A crítica mais direta recaiu sobre Porto Alegre, cidade que ainda discute como irá realizar as obras ao redor do Beira-Rio. “Fora do estádio não existe pavimentação. Não podemos instalar toda a estrutura de TV e os centros de hospitalidade estão sem pavimentação. Estamos falando de mais de 140 mil metros quadrados, o que leva de dois a três meses para fazer. E estamos a três meses da Copa”, lembrou Valcke. “Não é apenas a Fifa que está em uma corrida, é o Comitê Organizador, o governo e todas as cidades, que ainda têm que correr com seus estádios e a infraestrutura para estarem prontas para a Copa.”

Na tentativa de responder a uma das críticas que marcaram os protestos de rua contra a realização da Copa, Valcke reafirmou que a Fifa não está recebendo dinheiro do governo brasileiro – pelo contrário, está investindo no País – e lembrou que cabe ao Brasil criar um legado.

“Não é só o que a Fifa está fazendo, mas o que as sedes fizeram para beneficiar as pessoas que moram nas cidades. Existirá um legado, assim como aconteceu com a Alemanha em 2006. O País recebe hoje, eu acho, 5 milhões de turistas (ao ano) e tem infraestrutura e potencial para receber mais turistas e ser um país para onde as pessoas queiram ir. A Copa é o primeiro atrativo para isso”, comentou o dirigente, principal encarregado na Fifa pela organização do Mundial.

“A Fifa não está usando nenhum dinheiro público. O que a Fifa injeta no País é por volta de US$ 800 milhões. A Fifa não está pedindo ajuda financeira para as autoridades do Brasil. O que for gasto irá continuar no Brasil. É gasto com infraestrutura, que não vamos tirar do Brasil quando formos embora depois da final”, completou Valcke.

No fim, cobrou que as autoridades envolvidas na organização da Copa não desapontem os fãs de futebol, que esperam quatro anos pelo Mundial. “Estamos trabalhando para que, ao fim da Copa, todos os 32 times digam que foi a melhor Copa, que tudo foi perfeito. Que elogiem o local de treinos, os locais que jogaram, a organização. Quero ter certeza de que as centenas de milhares de pessoas que viajarem para o Brasil tenham seus melhores momentos. Ter certeza que todos nos estádios não encontrarão problemas. Não podemos desapontar os fãs de futebol. A Copa do Mundo é o maior evento de futebol a cada quatro anos. Meu trabalho é ter certeza de que Brasil, Fifa e Comitê Organizador vão dar esse diamante para o mundo”, finalizou Valcke.

Fonte: Jornal do Comércio

Estatizar ou não o transporte?

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O sistema de ônibus de Porto Alegre é operado por três consórcios privados e uma empresa pública, a Carris. Os consórcios conseguem cobrir os custos e ainda têm lucro. Pela mesma tarifa, a estatal dá prejuízo e sangra os cofres do município.

Essa situação ajuda a explicar por que especialistas consideram danosa a proposta de estatizar todo o sistema de ônibus, ideia que levou um grupo de militantes a recorrer à violência para impedir a realização da audiência pública em que seria discutida a licitação do transporte da Capital, na noite de segunda-feira.

A proposta de estatizar todos os ônibus tem sido defendida pelo Bloco de Luta pelo Transporte Público, que esteve em peso no Ginásio Tesourinha para barrar a audiência. O grupo é contra empresas lucrarem com o sistema e defende passe livre nos ônibus.

Os especialistas em transporte, no entanto, afirmam que deixar as empresas lucrarem sai mais em conta do que estatizar. A diferença entre os consórcios privados da Capital e a Carris seria uma demonstração disso.

– A Carris só dá déficit para o governo. É uma estrutura pesada, com muito empreguismo. Estender esse modelo a todo o sistema de ônibus quebraria Porto Alegre. O aumento de custos provocaria uma tarifa mais elevada ou altamente subsidiada – afirma o engenheiro Mauri Panitz, mestre em transporte e trânsito.

Só no ano passado, a prefeitura teve de cobrir um prejuízo de R$ 40 milhões na Carris. João Fortini Albano, do Laboratório de Sistemas de Transporte (Lastram) da UFRGS, afirma que estatais dão prejuízo em setores onde a iniciativa privada consegue obter lucro porque são menos eficientes.

– O poder público não tem vocação para transporte. Ele tem de se preocupar é com segurança, com saúde, com educação – argumenta.

Um sistema 100% estatal e com passe livre não seria viável na avaliação do professor da UFRGS:

– A prefeitura não tem como aumentar arrecadação. Para bancar a tarifa zero, teria de tirar recursos de outros áreas. Não há dinheiro para isso.

Segundo cálculos feitos no ano passado pela EPTC, o município teria de arcar com um custo de R$ 684 milhões ao ano para oferecer a tarifa zero – 13% do orçamento total.

Em 1989, então prefeito interveio em seis empresas

Professor de transporte e trânsito da Unisinos, João Hermes Nogueira Junqueira diz que o passado recente oferece provas de que a estatização é prejudicial. Em 1989, o então prefeito Olívio Dutra promoveu uma intervenção em seis empresas de ônibus, depois de elas pedirem reajuste da tarifa. Um mês depois, o próprio Olívio aumentou a passagem em 40%. No final, teve de devolver a operação aos empresários e fazer um acordo por causa de indenizações determinadas pela Justiça.

– Depois de gerar uma dívida monstruosa para o município, as empresas retomaram o serviço, e dando as cartas. A prefeitura ficou nas mãos delas – observa Junqueira.

O professor entende que apenas licitar o transporte, no entanto, não é suficiente. Ele afirma que uma das razões para a falta de qualidade dos sistemas é a inexistência de fiscalização.

– Está provado pela experiência que o melhor modelo é aquele em que empresas privadas fazem a operação, o setor público diz o que quer e fiscaliza. E os usuários têm o poder de avaliar a qualidade do sistema.

Fonte: Zero Hora

Confusão segue no transporte público de Porto Alegre

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(Foto: Zero Hora) 

Prejuízo de mais de R$ 15 mil reais. Mais de 200 alunos (entre crianças e idosos) sem poder fazer atividades físicas. Debate sobre licitação do transporte público encerrado. E assim se desenhou mais um triste capítulo do transporte público em Porto Alegre. Com erros de vários lados, perde a população da capital gaúcha.

Me pergunto, ao ver as imagens da fúria descabida dos integrantes do Bloco de Lutas, por quê? Será que passa pela cabeça de alguém, que arranca pias dos banheiros e transforma os materiais em armas, que essa atitude não leva à nada? Será que entendem que as transformações que há mais de 20 anos precisamos promover se dará pela violência? Será que esqueceram que nossa marca para o mundo é de cidade da participação popular?

Assim como nas manifestações de junho e julho de 2013, a violência nos prende em casa. Sem segurança, não há diálogo. Sem diálogo, não há mudança. Sem mudança, seguimos parados. Porto Alegre está estagnada. Os problemas avançam. As soluções tardam. E, ainda assim, dezenas de pessoas entendem que a selvageria é o melhor caminho.

Porto Alegre vivem tempos difíceis não apenas  pela falta de planejamento, de saúde em estado grave, de insegurança… Porto Alegre vive tempos difíceis porque o alvo tem sido um só: o povo. Uns tentaram calar a população ao impedi-los de entrarem na Câmaram Municipal na primeira tentativa de audiência pública. Outros tentaram calar a populaçãoa tirando paus, pedras e enfrentando a guarda municipal. Calaram o povo com o grito histérico.

Sem voz, somos fracos. A maior arma que nós, cidadãos comuns, temos, é a voz, a participação, a informação. A não realização da auidiência pública ontem nos faz ainda mais distantes do importante debate sobre a licitação do transporte público. Agora estamos de mãos amarradas e pouco podemos fazer para que a licitação – atrasada em pelo menos 20 anos – seja a melhor para todos que usam o transporte público.

Me entristece, pois quero para minhas filhas uma cidade melhor. E é por isso que sigo na luta.

A geração de emprego e renda nas capitais e no interior

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Na leitura do jornal Estadão e dos dados do Caged, dias atrás, verifiquei o fato que já debato há algum tempo e que já escrevi alguns artigos: a constante preocupação do interior dos Estados em gerar emprego, enquanto as capitais, entre elas Porto Alegre, ainda vivem a nostalgia de gerarem empregos com serviços e comércio para suprir as necessidades das regiões metropolitanas. Não podemos dizer que vivemos um caos, ainda mais se analisarmos o índice de desmeprego em Porto Alegre: um dos mais baixos da história. A questão é que esse dado não pode ser avaliado de forma isolada. É preciso uma visão ampla para evitar que problemas graves surjam num curto prazo.

Por isso, algumas capitais já identificaram sua fadiga e inoperância em gerar novos empregos e buscaram estratégia diferenciadas. A cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, viu ao longo do tempo suas industrias migrarem para o interior do Estado. Precisou se reinventar por vários motivos, entre eles a concentração populacional. Nessa reivenção, a Prefeitura decidiu atrair centros internacionais de pesquisas e buscou espaço para as indústrias de tecnologia. A cara do Rio mudou para melhor!

E Porto Alegre? Nada de mudançca significativa. Em 2012, em pleno processo eleitoral, escrevi alguns artigos alertando para saturação do processo de desenvolvimento econômico e geração de emprego e renda na capital gaúcha. Há poucos anos, Poa era o centro comercial e de serviços da região metropolitana. Shoppings, cinema, restaurantes, e hipermecados só tinham em Porto Alegre. Hoje Viamão, Canoas, Cachoeirinha e outras cidades já possuem uma boa infraestrura e melhoraram de forma significativa seus comércios e serviços e menos precisa da capital. Resultado: as pessoas já não precisam ir a Porto Alegre para consumir.

Minha pergunta se repete há alguns anos: qual o plano de desenvolvimento econômico e geração de emprego do município? Sabemos como gerar emprego de diversos setores e qualificações? A resposta vem sempre se repetindo: não. Ainda temos tempo de mudar isso. De não nos iludirmos com as manchetes que falam em pleno emprego. Como economista, sei os risco que corremos analisando dados de forma isolada. Desenvolvimento é algo que precisa ser estimulado permanentemente e com planejamento de curto, médio e longo prazo. É preciso mudar de rumo urgente.

Um basta à política eleitoreira e de curto prazo

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(Foto: Alergs)

Ao analisar os últimos fatos que permeiam a política e a economia gaúchas, todas as medidas que tenho visto envolvem apenas medidas de curto prazo, sem nenhum planejamento adequado para os próximos anos. Do ponto de vista político, a chegada de Projetos de Lei na Assembleia Legislativa para votar aumentos de salários (sem discutir o mérito), ou a proposta de inserir pais de funcionários em planos de saúde do Estado, ou, ainda, as renúncias fiscais pontuais para a Copa do Mundo, não visam a propor mudanças significativa nas questões que afligem o povo gaúcho. Vejo, infelizmente, nossa política ser feita com medidas paliativas que não chegam nem perto de atender as demandas do Estado. Me parecem apenas medidas de caráter eleitoreiro. 

Há muito tempo a Alergs não discute temas ligado ao desenvolvimento do Estado, à geração de emprego e renda, ou pontos importantes que visem ao bem da família gaúcha. Hoje, podemos verificar que os Projetos de Lei apresentados são, em sua maioria, propostos pelo Executivo e suas apreciações feitas pelos parlamentares são no mínimo intrigantes. Sugiro que acompanhem as votações no site da Alergs.

Neste contexto, o RS entra no processo eleitoral sem rumo, carente de uma gestão mais efetiva e menos propagandista, carente de um parlamento mais efetivo em legislar sobre o futuro e o presente dos gaúchos. É isso o mínimo que esperamos de nossos representantes.

Acredito ser importante, neste ano eleitoral, parar e refletir o que foi realmente efetivado pelos representantes do povo, de que forma eles contribuíram, no curto e no longo prazo. Também é de suma importância saber o que fizeram por Porto Alegre, pois nos últimos pleitos não elegemos nenhum representante puro sangue da capital. Quem representa Porto Alegre na Alergs?

Dia internacional da mulher

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Não acho que eu precise lembrar os motivos do 8 de março ser o dia internacional da mulher. Também não acho que precise falar sobre a importância da data e das reflexões que ela traz. Mas é sempre preciso reforçar a luta pela igualdade de direitos. Não queremos ser iguais, homens e mulheres, na forma de pensar e agir. Sabemos das diferenças que nos enriquecem a todos. Mas não podemos admitir que mulheres ganhem menos que homens, que estejam alijadas da política, que sofram violência doméstica sem ter a quem recorrer. Há muito para mudarmos e só há mudança se caminharmos – homens e mulheres – lado a lado.

Mulher na política

Em 12 meses, contados desde outubro de 2012, a filiação feminina a partidos políticos representa 64% das 136 mil pessoas que ingressaram nas mais de 30 legendas no período. Mesmo com esse avanço, apenas nas eleições de 2012 foi alcançada a meta de 30% de candidaturas femininas prevista na Lei Eleitoral. Desde 2009, quando ocorreu a mudança na legislação e foi estabelecido o aumento do percentual mínimo de candidaturas do sexo feminino por partido, várias medidas foram criadas para incentivar a participação das brasileiras na vida política e partidária do país. A tarefa agora é fazer com que esse aumento de filiações se traduza em candidatas eleitas tanto para as assembleias nos estados quanto para o Congresso Nacional. Enquanto a representação feminina chega a 9% na Câmara dos Deputados e a 10% no Senado Federal o percentual de eleitoras supera 51%. Nesse sentido, a Reforma Política precisa sair do papel, virar realidade e efetivar a participação das mulheres na política, não apenas com nomes para preenchermos a cota de 30% de candidatos, mas com mulheres eleitas para o parlamento e cargos executivos.

Diferença salarial entre homens e mulheres

As mulheres são maioria nas universidades, são 40% da força de trabalho formal no Brasil. Elas ganham, em média, 41% a menos do que seus colegas que estudaram tanto quanto elas. São R$ 2.150 a mais para os homens todo mês. A diferença salarial duplica entre os homens e mulheres que fizeram faculdade. É preciso punir essa diferença, pois não há justificativa. Além disso, as mulheres, mesmo ganhando menos, são chefes de família. Em 1996, 20,81% dos lares tinha como chefe uma mulher, segundo pesquisa do IBGE. No Censo realizado em 2000, a porcentagem subiu para 26,55%. Já a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), que teve como ano base 2011, levantamento mais recente do IBGE, divulgada nesta sexta-feira (21), aponta que 37,4% das famílias têm como pessoa de referência uma mulher. O Brasil possui 24,099 milhões de famílias chefiadas por mulheres, de um total de 64,358 milhões de grupos familiares que vivem em domicílio particular no país.

Combater a violência contra a mulher, garantir igualdade de direitos e equidade salarial, criar condições para que as mulheres ocupem espaços de poder e de tomada de decisão é fundamental para o Brasil ser um país igualitário, justo e que respeita sua história e o papel das mulheres na sociedade. O desafio é grande. E a luta não é das mulheres ou pelas mulheres. A luta é de cada um de nós, por um país que sirva de modelo para o mundo todo.

A todas as mulheres, meu reconhecimento e meu compromisso de lutar, a cada dia, pelos seus direitos, pelo justo, pelo correto.

Menos de 100 dias para a Copa do Mundo do Brasil

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Quem não se arrepia ao ver a seleção brasileira entrar em campo? Quem não espera com ansiedade o início da Copa do Mundo? Quem não para na rua, nas vitrines das lojas, no restaurante ou em qualquer lugar que tenha uma televisão e a seleção esteja jogando? Num único momento somos uma nação. Nem de direita, nem de esquerda. Apartidários. Brasileiros. Torcedores.

Desde muitos anos o futebol funciona como um remédio para nós, brasileiros. Se estamos tristes e vemos nosso time ganhar, a tristeza passa. Se o time perde, a vida parece que para. Mas logo vem outro jogo e a esperança se renova. É assim a cada ano, a cada novo campeonato… Mas com a seleção é diferente. Desde os tempos de Mané Garrincha e Pelé, passando por Sócrates, Zico, Júnior, Romário, Bebeto, Ronaldinho Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Felipão…

Não podemos torcer para dar errado. Não podemos torcer contra o Brasil. Estamos a menos de 100 dias para a Copa. Bilhões de pessoas estão olhando nosso país. Podemos mostrar o que temos de melhor, sem esconder nossas dificuldades. Ou podemos mostrar o que temos de pior. Podemos dar uma lição aos maus políticos, que usaram nossa fé e nossa torcida para roubar e superfaturar obras. Mas na hora do voto, em outubro. De junho a julho precisamos ser uma só voz: Brasil!

Se não fosse pela Copa do Mundo e suas obras inacabadas, talvez a gente não tivesse saído às ruas ano passado. Talvez algum outro motivo nos tivesse elevado a voz. Não sei. Sei que não podemos parar, que não podemos calar. Nossa voz, de 200 milhões de pessoas é mais forte do que tudo. Por isso, a menos de 100 dias da Copa, vamos torcer, vamos cuidar de nossas cidades, vamos ter fé. Fé redobrada, especialidade brasileira. Vamos mostrar que o Brasil pode ser mais, pode ser melhor. Vamos mostrar a força do nosso povo. A nossa voz. É hora de torcermos, de apoiarmos. E sempre, todos os dias, sempre é tempo de cobrarmos transparência, ética, verdade. Chega de politicagem. Chega de roubalheira. Chega de poder pelo poder. Queremos a Copa! Queremos um país para os brasileiros se orgulharem.

Sensação de insegurança?

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Ontem, ao ler o jornal Zero Hora, me deparei com o artigo que reproduzo abaixo, de Fernando Souza, médico e professor universitário. O que nós temos em comum com Fernando? Tudo.  O Rio Grande do Sul registrou 29 homicídios em cinco dias do feriadão de Carnaval. Na terça-feira foram cinco mortes. Na sexta-feira, o dia mais violento, oito pessoas foram assassinadas. Mas, claro, tentam nos dizer que é exagero, que não há tanta insegurança. Vivemos atrás de grades por incompetência do Estado. Nós, cidadãos, nos tornamos reféns em nossas próprias casas e trabalho. Até quando viveremos essa onde crescente de violência? Deixo vocês com o artigo.

O brutal assassinato do publicitário Lairson Kunzler, de grande repercussão no Estado, nos faz refletir sobre o estado atual das coisas, sobre as limitações que sofremos no nosso cotidiano. Não podemos, jamais, e aí talvez tenha sido seu erro, sacar dinheiro vivo nos caixas dos bancos, porque, provavelmente, vai haver um olheiro dentro do banco a sinalizar para seus colegas no lado de fora que irão efetuar o assalto.

Não podemos trafegar de carro e muito menos a pé, em ruas de pouco movimento e mal iluminadas, à noite ou de madrugada, nem parar nos seus semáforos.

Não podemos deixar de cercar nossas casas ou apartamentos com aparelhos eletrônicos, trancar nossas portas e gradear nossas janelas.

Não podemos passear de carro com nossa família relaxadamente porque temos de vigiar os motociclistas, principalmente em dupla, pelo retrovisor do carro e ficar pensando se não seria melhor um carro blindado.

Não podemos jantar fora em um restaurante sem ficar com a preocupação do assalto no cardápio.

Não podemos, não podemos.

O governo argumenta que não é uma insegurança real, mas somente uma sensação provocada pela grande divulgação dos crimes pela imprensa.

O que há de verdade em tudo isso? Será que o governo tem razão, é somente uma sensação?

Vamos aos números: a ONU considera aceitável uma taxa de homicídios de 10 casos para cada 100 mil habitantes. Nosso Brasil apresenta 27 casos, o que nos coloca entre os 20 países mais violentos do mundo.

Muito bem, parece esclarecida a dúvida. Então, da próxima vez que você for assaltado, não se alarme, porque não será um assalto, será somente a sensação.

Sensacional.

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