Dia internacional da mulher

dia da mulher

 

Não acho que eu precise lembrar os motivos do 8 de março ser o dia internacional da mulher. Também não acho que precise falar sobre a importância da data e das reflexões que ela traz. Mas é sempre preciso reforçar a luta pela igualdade de direitos. Não queremos ser iguais, homens e mulheres, na forma de pensar e agir. Sabemos das diferenças que nos enriquecem a todos. Mas não podemos admitir que mulheres ganhem menos que homens, que estejam alijadas da política, que sofram violência doméstica sem ter a quem recorrer. Há muito para mudarmos e só há mudança se caminharmos – homens e mulheres – lado a lado.

Mulher na política

Em 12 meses, contados desde outubro de 2012, a filiação feminina a partidos políticos representa 64% das 136 mil pessoas que ingressaram nas mais de 30 legendas no período. Mesmo com esse avanço, apenas nas eleições de 2012 foi alcançada a meta de 30% de candidaturas femininas prevista na Lei Eleitoral. Desde 2009, quando ocorreu a mudança na legislação e foi estabelecido o aumento do percentual mínimo de candidaturas do sexo feminino por partido, várias medidas foram criadas para incentivar a participação das brasileiras na vida política e partidária do país. A tarefa agora é fazer com que esse aumento de filiações se traduza em candidatas eleitas tanto para as assembleias nos estados quanto para o Congresso Nacional. Enquanto a representação feminina chega a 9% na Câmara dos Deputados e a 10% no Senado Federal o percentual de eleitoras supera 51%. Nesse sentido, a Reforma Política precisa sair do papel, virar realidade e efetivar a participação das mulheres na política, não apenas com nomes para preenchermos a cota de 30% de candidatos, mas com mulheres eleitas para o parlamento e cargos executivos.

Diferença salarial entre homens e mulheres

As mulheres são maioria nas universidades, são 40% da força de trabalho formal no Brasil. Elas ganham, em média, 41% a menos do que seus colegas que estudaram tanto quanto elas. São R$ 2.150 a mais para os homens todo mês. A diferença salarial duplica entre os homens e mulheres que fizeram faculdade. É preciso punir essa diferença, pois não há justificativa. Além disso, as mulheres, mesmo ganhando menos, são chefes de família. Em 1996, 20,81% dos lares tinha como chefe uma mulher, segundo pesquisa do IBGE. No Censo realizado em 2000, a porcentagem subiu para 26,55%. Já a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), que teve como ano base 2011, levantamento mais recente do IBGE, divulgada nesta sexta-feira (21), aponta que 37,4% das famílias têm como pessoa de referência uma mulher. O Brasil possui 24,099 milhões de famílias chefiadas por mulheres, de um total de 64,358 milhões de grupos familiares que vivem em domicílio particular no país.

Combater a violência contra a mulher, garantir igualdade de direitos e equidade salarial, criar condições para que as mulheres ocupem espaços de poder e de tomada de decisão é fundamental para o Brasil ser um país igualitário, justo e que respeita sua história e o papel das mulheres na sociedade. O desafio é grande. E a luta não é das mulheres ou pelas mulheres. A luta é de cada um de nós, por um país que sirva de modelo para o mundo todo.

A todas as mulheres, meu reconhecimento e meu compromisso de lutar, a cada dia, pelos seus direitos, pelo justo, pelo correto.

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