Sensação de insegurança?

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Ontem, ao ler o jornal Zero Hora, me deparei com o artigo que reproduzo abaixo, de Fernando Souza, médico e professor universitário. O que nós temos em comum com Fernando? Tudo.  O Rio Grande do Sul registrou 29 homicídios em cinco dias do feriadão de Carnaval. Na terça-feira foram cinco mortes. Na sexta-feira, o dia mais violento, oito pessoas foram assassinadas. Mas, claro, tentam nos dizer que é exagero, que não há tanta insegurança. Vivemos atrás de grades por incompetência do Estado. Nós, cidadãos, nos tornamos reféns em nossas próprias casas e trabalho. Até quando viveremos essa onde crescente de violência? Deixo vocês com o artigo.

O brutal assassinato do publicitário Lairson Kunzler, de grande repercussão no Estado, nos faz refletir sobre o estado atual das coisas, sobre as limitações que sofremos no nosso cotidiano. Não podemos, jamais, e aí talvez tenha sido seu erro, sacar dinheiro vivo nos caixas dos bancos, porque, provavelmente, vai haver um olheiro dentro do banco a sinalizar para seus colegas no lado de fora que irão efetuar o assalto.

Não podemos trafegar de carro e muito menos a pé, em ruas de pouco movimento e mal iluminadas, à noite ou de madrugada, nem parar nos seus semáforos.

Não podemos deixar de cercar nossas casas ou apartamentos com aparelhos eletrônicos, trancar nossas portas e gradear nossas janelas.

Não podemos passear de carro com nossa família relaxadamente porque temos de vigiar os motociclistas, principalmente em dupla, pelo retrovisor do carro e ficar pensando se não seria melhor um carro blindado.

Não podemos jantar fora em um restaurante sem ficar com a preocupação do assalto no cardápio.

Não podemos, não podemos.

O governo argumenta que não é uma insegurança real, mas somente uma sensação provocada pela grande divulgação dos crimes pela imprensa.

O que há de verdade em tudo isso? Será que o governo tem razão, é somente uma sensação?

Vamos aos números: a ONU considera aceitável uma taxa de homicídios de 10 casos para cada 100 mil habitantes. Nosso Brasil apresenta 27 casos, o que nos coloca entre os 20 países mais violentos do mundo.

Muito bem, parece esclarecida a dúvida. Então, da próxima vez que você for assaltado, não se alarme, porque não será um assalto, será somente a sensação.

Sensacional.

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