RS perde mais um investimento

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Tenho acompanhado nos últimos dias inúmeras manifestações sobre a transferência da Stemac para Goiás. Nas opiniões, vi dois lados contraditórios: o primeiro dos que defendem que a empresa poderia ficar aqui com o mesmo tratamento tributário que recebeu em Goiás; o segundo, daqueles que acreditam que a logística não era de fato um problema.

Vamos aos fatos. Em primeiro lugar, este não é um caso isolado. O RS tem perdido empresas para outros Estado há muito tempo como a Grendene, Azaleia, Ford e os investimentos mais pesados da Gerdau. Nada disso é de agora.Essa saída permanente tem pelo menos 15 anos. E, apesar disso, ainda não tivemos tempo de descobrir o por quê? Não tivemos capacidade de nos planejar e agir para conter essa evasão?

Soma-se a isso uma outra visão, que considero bastante equivocada. Os movimentos do atual governo do RS sinalizam eles acreditam que a guerra fiscal é uma anomalia. Anomalia para quem? Para os Estados que a utilizam para levar nossas empresas e atrair investimentos, ou para um governo que não pensa no longo prazo? Para os cidadãos que recebem a chance de novos empregos ou dos gaúchos que perdem seus empregos?

O RS não é previlegiado do ponto de vista logístico. Mas isso sempre soubemos. E, num curto prazo, essa stiuação não vai mudar, principalmente se continuarmos com as políticas populistas que incham o Estado e afastam as empresas e o desenvolvimento sustentável dos gaúchos. Para um Estado sem dinheiro, com endividamento monstruoso, acho difícil mudar isso buscando novas despesas e não vendo novas receitas.

Há muitos anos o ambiente de negócios estabelecido no RS vem se deteriorando. Se não há atração de investimentos, não há recursos a serem investidos em políticas sociais. Sem atração de investimentos e com o agravante de não sermos capazes de matermos as empresas e indústrias que aqui estão, perdemos duas vezes. Enquanto não foi feita a reforma tributária, temos que trabalhar com as regras que valem hoje. Nossa inércia está nos colocando cada vez mais distantes do cenário ideal. Quem pagará essa conta? Novamente a população.

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