março 2014 archive

Os 50 anos do golpe e a ditadura no Brasil

ditadura

A semana que inicia hoje será marcada por um tema: os 50 anos do golpe que levou o Brasil a viver um dos mais terríveis período de sua história. Há 50 anos o presidente Jango foi tirado do poder por um golpe que marcou nossa história e deixa algo muito importante e que precisamos lembrar todos os dias: a importância da liberdade.

 

A história vista de longe, com o décadas passadas, é mais clara. Hoje, ninguém defende o que foi feito. Melhor, alguns defendem. Me parecem poucos. Mas em alguns momentos, parecem ter força. Contra esse pensamento que luto a cada dia. Ninguém jamais poderá defender uma ditatura e suas consequências. Cercear o livre pensamento e a liberdade de expressão não nos leva à nada, a não ser ao fundo do poço. Precisamos valorizar o que temos de melhor e fazer valer nosso direito à voz.

Fico triste e revoltado quando vejo jovens bradando: no tempo da ditadura é que era bom! O que sabem esses jovens sobre a tortura, a morte, a violação de direitos fundamentais? Como achar que é certo tomar o poder e usar a força de forma arbitrária e voraz? Não! Nunca mais queremos passar por isso.

Nosso papel, nesse sentido, especialmente nesses dias, é lutar pela nossa democracia, pelo que ela representa, pelo papel que podemos e devemos ter em seu fortalecimento.

Deixo com vocês um especial do G1, que mostra um pouco dessa tragédia que o Brasil viveu. Ao contar essa história e relembrar seus personagens principais, quero que cada um de nós repense nossa história. O que estamos fazendo para termos um país melhor? O que temos feito para que a luta pela democracia tenha valido a pena? O que temos dito para fazer valer nosso direito à liberdade de expressão?

Precisamos caminhar rumo ao desenvolvimento, à igualdade, ao fortalecimento da democracia. Não podemos calar diante daqueles que defendem o indefensável. Precisamos combater a intolerância em suas diversas formas de manifestação. Sejamos hoje, amanhã e nos próximos séculos, a voz daqueles que perderam a vida na ditadura militar. Sejamos o seu legado de luta por um Brasil livre! Façamos nossa parte em busca da verdade, da democracia verdadeira. Ditadura nunca mais!

Uma ótima semana a todos! Vamo que vamo!

http://g1.globo.com/politica/50-anos-do-golpe-militar/linha-do-tempo-33-dias-do-golpe/platb/

 

MP pretende firmar TAC sobre estruturas temporárias do Beira-Rio

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O Ministério Público (MP) pretende assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Prefeitura de Porto Alegre e o governo do Estado para acompanhar a aplicação dos recursos públicos na montagem das estruturas temporárias do Estádio Beira-Rio para a Copa do Mundo.

Os detalhes foram divulgados na sede do MP nesta quarta-feira (26), um dia após a aprovação, na Assembleia Legislativa, da lei que concede incentivos fiscais para empresas bancarem a instalação dos espaços complementares no entorno do estádio durante o evento.

De acordo com o promotor Nilson de Oliveira Rodrigues Filho, da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, o objetivo do TAC é evitar o desperdício do dinheiro público. Além disso, o órgão estuda cobrar da Fifa o ressarcimento do valor gasto nessas obras.

“O Ministério Público entende que essas obrigações com as estruturas temporárias é da promotora do evento e que qualquer recurso público utilizado para bancar essas estruturas teriam que ser regressados aos cofres do estado e do município”, diz o promotor.

Com o TAC, o MP quer ter acesso às decisões do poder público sobre a compra dos equipamentos para as estruturas temporárias que poderão ficar como legado para o estado ou município. O promotor aguarda retorno da solicitação feita à prefeitura e ao governo do Estado sobre quais são estes itens, seus valores e possível utilização futura.

Segundo o MP, os valores investidos pelo poder público em estruturas temporárias direta ou indiretamente (isenções fiscais) serão informados ao Ministério Público Federal (MPF), autor da ação civil pública que tramita na Justiça Federal questionando tais investimentos. A ação do MPF foi proposta em setembro de 2013 e tem como réus, além da União, Fifa e Comitê Organizador Local (COL), o Distrito Federal e os 12 estados e municípios que sediarão partidas do Mundial.

Conforme o projeto de lei aprovado na Assembleia, as empresas receberão isenção de ICMS no mesmo valor investido para financiar a montagem das áreas anexas ao Beira-Rio, até o limite de R$ 25 milhões. A prefeitura diz já existem cinco empresas interessadas em aderir o programa.

Agora, o projeto deve ser sancionado pelo governador Tarso Genro, o que deve ocorrer na próxima semana. Depois, o Internacional, dono do estádio,  precisa indicar uma empresa para gerenciar o dinheiro das obras e contratar mão de obra. A construção deve começar até 25 de abril, e o prazo para que a maior parte das estruturas fique pronta encerra em 21 de maio, mas os organizadores trabalham com o prazo final de 10 dias antes do primeiro jogo, em 15 de junho.

Fonte: G1

Parabéns, Porto Alegre!

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Hoje, Porto Alegre completa 242 anos. Uma história longa, contada em muitas músicas, muitas poesias, muitos filmes, muitas propagandas, mas, sobretudo, por muitas vidas. Vidas de pessoas que nasceram aqui e daquelas que vieram de tantas partes do RS e do mundo. Hoje, Porto Alegre comemora o que tem de melhor: as pessoas que a fazem todos os dias.

Meu desejo para a cidade que vivo, em que tenho minha família, em que casei e vi nascerem minhas três filhas, são dias melhores. Dias de paz, de pessoas caminhando nas ruas, de menos grades nas casas, de mais gente nos parques; dias de mais convivência pacífica no trânsito, menos buzinas, mais  gentilezas. Dias de solidariedade, de olhar para o outro, de ajudar, de ser mais gente. O que desejo para Porto Alegre é que sua gente seja mais gente.

Temos vários desafios econômicos e políticos. Os anos não têm sido fáceis para nossa capital. Mas, como realmente acredito que o melhor de Poa somos nós – cidadãos -, acredito no nosso poder de mudança. Se não cuidam da nossa cidade como ela merece, mostramos a eles como fazer! Esse é nosso presente para a cidade que nos escolheu e que escolhemos.

Parabéns, Porto Alegre! Parabéns, porto-alegrenses, de coração e de alma. Que esses 242 anos sirvam de exemplo para sermos uma cidade melhor a cada dia.

Vai ter Copa em Porto Alegre?

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(Foto: Zero Hora)

Grenalizaram a Copa do Mundo em Porto Alegre, assim com o grenalizam todas as coisas em nosso Rio Grande do Sul. Dessa vez, porém, o risco é grande e pode deixar nossa imagem arranhada diante do mundo. Não faz muito tempo, escrevi por aqui sobre isso. E hoje volto ao tema, porque se decide, na Assembleia Legislativa, a questão das Estruturas Temporárias. Exigência da Fifa, compromisso assumido pelo Internacional em contrato, as Estruturas Temporária são o problema que podem impedir a realização dos jogos da Copa em Porto Alegre. A menos de 80 dias da Copa, corremos o risco de não termos nenhum jogo na capital gaúcha…

O triste disso, além da falta de preparação, de planejamento, de compromisso, de respeitar contratos, é a grenalização barata. Não se trata de Arena ou Beira-Rio. Trata-se de Rio Grande do Sul, de Brasil. Muitos de nós apontou o dedo para Curitiba, que correu sério risco de perder a Copa há algumas semanas. Fizemos pior por aqui. Não quero culpar o Inter ou a Fifa. O contrato assinado basta para vermos quem está errado, quem rompeu o que havia assumido. Venho da gestão privada. Sei que um contrato precisa ser cumprido na íntegra. Sei que se assumo algo, preciso cumprir. Mas a questão não é apenas o Inter não cumprir seu papel, sua palavra empenhada. Aqui é tudo um pouco maior. A vergonha mundial de perdermos a Copa seria avassaladora para nossa imagem.

O projeto que será vota hoje à tarde – aliás em cima da hora de novo – prevê a concessão de incentivo fiscal de até R$ 25 milhões a empresas que bancarem as Estruturas Temporárias. Aposto na aprovação. Mas com muito debate. Afinal, quem não quer aparecer? O Ministério Público tem se mostrado favorável à aprovação do projeto, afinal (e talvez somente por isso), é o último recurso para que o Mundial ocorra na cidade.

Ainda espero que a política seja aquela pensada para as pessoas, não para as câmeras. Que seja aquela que pensa em soluções e não em apontar erros. O Rio Grande do Sul e o Brasil merecem grandes eventos sem risco, sem superfaturamento, sem prazos perdidos, sem obras inacabadas.

Petrobras é a menos rentável das petroleiras

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Você já pensou ir ao supermercado e pagar, por qualquer produto, muito mais do que ele vale? Pense se fazer isso em uma proporção grande não afetaria a sua renda mensal. Por que pagar muito mais caro por algo que não vale? Se no nosso cotidiano isso é impossível de entender, imaginem em um negócio de milhões, bilhões de reais. Pensem isso com nosso dinheiro, com dinheiro público.

Por um erro de comunicação, de relatório, de resumo de contrato, o governo brasileiro autorizou um negócio impossível de explicar. Talvez isso ajude a petroleira brasileira valer o mesmo na bolsa que em 2005, antes da descoberta do pré-sal. É quase três vezes menos do que o pico de valor, R$ 510 bilhões, em 2008. A Petrobrás tem um potencial incrível. Um dos maiores do mundo. Não pode ser alvo de erros absurdos como esse que está sendo apurado. Não pode, jamais, ser usada como manobra política ou como esquema de arrecadação ilegal.

Nada ainda foi provado e todas as informações que temos através da imprensa são suspeitas, suposições. É preciso ir até o fim, saber o real motivo da autorização de um negócio que deixa o Brasil exposto no mundo todo e com um prejuízo de milhões de reais.

Não temos dinheiro para gastar à toa. Temos muitos problemas sociais e econômicos para serem resolvidos. Não dá para aceitar. É preciso ter capacidade de gestão – e não apenas tarefas políticas – para fazer crescer uma empresa como a Petrobrás.

Concordo com a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar como se deu a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, pela Petrobrás, e que gerou esse caos. Mas que seja uma CPI séria, que busque respostas e responsáveis. Está na hora de darmos um basta na velha prática política que trata o que é público com descaso, com descuido. Nosso patrimônio público precisa ser bem cuidado, pois dele depende nossos futuro.

O que é felicidade?

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Ontem, quinta-feira (20), foi o dia internacional da felicidade. Passei o dia pensando no que é ser feliz, no que é felicidade, se existe felicidade plena… Uma série de pensamentos e lembranças de filmes e livros que já vi e li. Um deles – “À procura da felicidade” – me veio à cabeça. Um filme lindo, uma história de superação. Esse filme me lembra um pouco minha vida. E a vida de tanta gente que ajudei de forma indireta ou direta.

O que é felicidade? A resposta, pra mim, é simples: passa pela nossa família, nossos amigos, nosso trabalho, nossos sonhos e realizações, nosso dia a dia, nossos valores, nossa ética. Sempre penso que deitar a cabeça no travesseiro e ter a certeza que fizemos nosso melhor durante todo o dia é ser feliz. Ter a certeza de fomos éticos e verdadeiros com todos, é ser feliz. Ter valores que nos guiam na direção certa, embora caminhos mais fáceis surjam, é ser feliz.

Tenho tido anos de muito trabalho. E, felizmente, meu trabalho melhora a vida das pessoas. Poder ajudar famílias inteiras a terem uma vida digna, com renda, trabalho, saúde e educação é espetacular. Tive, em minha vida, oportunidades que me fizeram ser melhor a cada dia. Aprendi a olhar para os outros e me ver em cada história. A vida é isso! Ser recíproco, ser verdadeiro, ajudar de coração aberto, fazer a  nossa parte.

Vivemos um momento difícil, em que todos corremos muito. Mas ter a consciência de que fazemos a diferença no dia de alguém simplesmente porque fomos gentis, honestos, porque olhamos verdadeiramente o outro é, para mim, ser feliz. Mesmo diante de tantos desafios, de cidades caóticas, de falta de saúde, de insegurança… Cada vez mais me convenço de que a mudança do mundo está dentro de cada um de nós. Precisamos aprender a nos ouvir mais. Precisamos aprender a agir com a razão e a emoção. Não somos uma coisa só. Somos uma convergência de pensamentos e ações.

Minha dica de felicidade é essa: sermos verdadeiros com a gente para sermos verdadeiros com o mundo. Que todos nós saibamos enfrentar tudo com tolerância, com amor, com razão e coerência. Coerência com o que criticamos no outro e com o que queremos para nós e para os que amamos.

Sejamos felizes!

 

 

 

Simers denuncia ao MP falta de medicamentos em postos de saúde em Porto Alegre

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Saúde pública doente de Porto Alegre… Até quando?

O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) e a Associação Brasileira em Defesa dos Usuários de Sistemas de Saúde (Abrasus) recorreram, nesta quarta-feira, ao Ministério Público Estadual (MP) para resolver imediatamente a falta de remédios em farmácias e postos do Sistema Único de Saúde (SUS) em Porto Alegre.

O presidente do Simers, Paulo de Argollo Mendes, defende que o MP firme um termo de ajustamento de conduta com o município para que seja feita uma compra emergencial dos itens em falta, principalmente medicamentos de uso comum e para tratar doenças crônicas, como hipertensão, doença cardíaca e diabetes.

O Sindicato constatou no Posto de Saúde Modelo, próximo à avenida João Pessoa, a falta de 20 remédios, informação que está exposta em um mural no acesso à farmácia do local. As pessoas, principalmente de mais idade, formavam fila na unidade e muitas saíram de mãos vazias. A Secretaria de Saúde Municipal, reconheceu a limitação e explicou que o impasse é reflexo de um incêndio no fornecedor de medicamentos, mas já foi feita compra emergencial e a expectativa é que o problema seja resolvido em 15 dias.

Fonte: Rádio Guaíba

Exportações do Estado caem 5,8% em fevereiro

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Há algumas semanas escrevi por aqui que o Rio Grande do Sul não ter uma capacidade de atração de investimentos. Mais que isso, que no nosso Estado não tem pensado em como melhorar as condições para aqueles que já estão instalados no RS. Se não agirmos para que os empresários que se mantêm no RS permaneçam e tenham competitividade com o mercado nacional e internacional, eles certamente sairão daqui. Isso representaria uma queda de emprego, renda, arrecadação… Uma cadeia de notícias ruins que ninguém quer receber e viver.

Mas, pelas notícias que vejo, as exportações do Rio Grande do Sul somaram US$ 1,02 bilhão em fevereiro. Isso representa uma queda de 5,8% comparado com fevereiro de 2013. Falta de competitividade dos produtos gaúchos é um risco grande e que está posto. Se o governo não souber olhar com cuidado para isso, o trabalhador pagará por mais essa conta. Para termos uma ideia de valores, o saldo da balança comercial ficou negativo em US$ 530 milhões!

Deixo com vocês mais dados, que o Jornal do Comércio traz em sua edição de hoje:

No que se refere aos destinos das exportações totais do Rio Grande do Sul, a China ficou na primeira colocação ao elevar em 177,8% os seus pedidos, basicamente soja. A Argentina garantiu a segunda posição e ampliou suas importações em 0,9%, em especial de partes e acessórios para tratores e veículos automotores. Na sequência veio os Estados Unidos, que incrementou em 3,5% as compras, principalmente de blocos de cilindros e cabeçotes para motores de explosão.

As importações totais tiveram queda de 6,5% em fevereiro, em comparação com o mesmo mês de 2013, somando US$ 1,55 bilhão. A maior queda ocorreu em bens de consumo (-6,8%), devido à retração de veículos automotores. Por outro lado ocorreram elevações em bens de capital (7,5%), veículos de carga; e bens intermediários (1,2%), naftas para petroquímica.

Produção industrial prioriza vendas internas

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou ontem que a produção da indústria de transformação brasileira está cada vez mais destinada ao mercado interno, em detrimento das exportações. De acordo com a entidade, o coeficiente de exportações líquidas, a diferença entre o valor das exportações e o valor dos insumos importados para a produção industrial, ficou negativo em 0,1% no setor em 2013. Os dados estão publicados no Coeficientes de Abertura Comercial, divulgada CNI, em parceria com a Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex).

Na avaliação dos técnicos, os números indicam que a indústria de transformação passou a gerar receitas com exportação inferiores ao dispêndio com insumos importados. A CNI informa também que o coeficiente de penetração das importações, que mede a participação dos produtos importados no consumo doméstico, atingiu a marca recorde de 22,3%, o maior valor desde o início da série histórica da pesquisa, em 1996.

Outro fator que influenciou, indica o estudo, foi a desvalorização do real: em dólares, as importações de produtos industriais cresceram 7% e, em reais, 18%. A CNI divulgou ainda que foi recorde o coeficiente de insumos importados, que representa a participação dos insumos importados no valor total dos insumos adquiridos pela indústria, atingindo 24,13% em 2013.

Contratação de mão de obra começa ano menor do que em janeiro de 2013

Pessoal ocupado pela indústria se manteve estável no mês de janeiro de 2014, em relação a janeiro de 2013, divulgou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, no entanto, houve queda de 2%, sobre uma base de comparação que já havia caído 1,2% em relação a janeiro

de 2012. A variação mês a mês do pessoal assalariado na indústria vem se mantendo estável ou negativa desde janeiro do ano passado. Em 2013, em todos os meses houve queda em relação a 2012.

Nos últimos 12 meses, a queda acumulada do pessoal ocupado assalariado é de 1,2%. Os estados de São Paulo e Rio Grande do Sul tiveram os maiores impactos na taxa nacional na comparação com o mesmo mês de 2013. O pessoal ocupado na indústria paulista caiu 3,1%, e o da gaúcha, 3,3%, o pior resultado nacional. Bahia (-3,2%), Paraná (-2,3%), Espírito Santo (-2,2%), Rio de Janeiro (-1,8%), Minas Gerais (-1,4%), Ceará (-1%) e Pernambuco (-0,5%) acompanharam as reduções no pessoal ocupado. Santa Catarina teve alta de 0,4%. A taxa atribuída pelo IBGE às regiões Norte e Centro-Oeste subiu 1,3%.

Apenas quatro setores pesquisados expandiram o pessoal ocupado em janeiro de 2014, em relação a janeiro de 2013, 14 caíram. A maior alta foi no setor de produtos químicos, de 1,9%, seguido pelo de fumo, com 1,4%, e pelo de alimentos e bebidas, com 1,2%. O ramo de calçados e couro teve a maior queda no pessoal ocupado, 6,6% ante janeiro de 2013. Produtos de metal (-6%), refino de petróleo e álcool (-5,8%), têxtil (-5,8%) e máquinas e equipamentos (-5,6%) são os outros que mais caíram. Outro dado da pesquisa, o número de horas pagas pela indústria ao pessoal ocupado subiu 0,1% em janeiro, ante dezembro, mas caiu 2,1% na comparação com janeiro de 2013. A queda manteve o número em patamares semelhantes aos de 2009, ano afetado pela crise internacional.

Os setores em que houve maior queda entre os 14 que recuaram foram os de fumo (-7,8%) e têxtil (-6,5%), e, entre os que subiram, se destacaram minerais não-metálicos (1,8%) e alimentos e bebidas (0,8%). Já em categorias regionais, a retração foi maior no Rio Grande do Sul e na Bahia, onde chegou a 4,1%. As regiões Norte e Centro-Oeste elevaram as horas pagas em 3,1% ante janeiro de 2013, e Santa Catarina e Rio de Janeiro também subiram, 1,1% e 0,9%. A indústria paulista reduziu as horas em 3%, resultado parecido com a mineira (-2,9%) e com a média da nordestina (-3,5%). A folha de pagamento real, que soma os gastos com pessoal, teve queda de 0,5% de dezembro para janeiro, mas subiu 3,7% de janeiro do ano passado para o deste ano.

À beira da Copa, histórias de uma obra que ficou pelo caminho

Por Ramiro Furquim/Sul21

Li o texto abaixo através de um link do Facebook. Escolhi dividir com vocês para que vejam um pouco da realidade que falávamos em 2012  e que muitos desacreditaram. Não preciso falar muito mais, o texto explica uma situação difícil e que poderia ter sido evitada.

Há meses que as ruas da Vila Cruzeiro, bairro da Zona Sul de Porto Alegre, parecem incompletas. Ao lado de casas bem construídas estão terrenos baldios com acúmulo de lixo e restos do que um dia foram paredes, móveis, objetos pessoais e outros materiais. Ao longo da Avenida Tronco os sinais de destruição são visíveis desde o ano passado, quando a duplicação da rota exigiu a remoção de centenas de famílias.

A obra, que envolve recursos estimados em mais de R$ 150 milhões pela Prefeitura de Porto Alegre, já foi prioridade para a Copa do Mundo, mas hoje está suspensa e à espera de definições. A menos de três meses do Mundial, há muita polêmica em torno das estruturas temporárias no Beira-Rio e outros temais urgentes como o futebol. A situação dos moradores da avenida Tronco deixou de ser assunto. Mas eles estão lá, convivendo com escombros e com a realidade de não serem mais prioridade para a Copa.

Dados da Prefeitura de Porto Alegre apontam para mil e quinhentas famílias diretamente afetadas pela duplicação, que, mesmo antes de ficar pronta, já altera de maneira drástica o cenário da área. Próxima de bairros como Menino Deus e Santa Teresa, a Vila Cruzeiro fica a poucos minutos do Centro.

Mesmo ciente da dificuldade de mover milhares de pessoas, algumas vivendo há anos na Zona Sul, para outros pontos da cidade, a Prefeitura de Porto Alegre acreditava na finalização do processo até a Copa do Mundo. Importante rota da região, a Avenida Tronco também se relacionaria com o trânsito das imediações do Beira-Rio, o estádio que irá receber o Mundial. Para tanto, o Departamento Municipal de Habitação (DEMHAB) ofereceu às famílias possibilidades como o bônus moradia (pelo qual, ao serem removidas, receberiam o valor de R$ 52.340,00 para adquirir outra moradia) e o aluguel social (destinada aos moradores que preferiam permanecer no bairro, a modalidade pagaria R$ 500,00 mensais até a construção de residências do programa federal Minha Casa, Minha Vida).

No entanto, a iniciativa do Executivo municipal encontrou forte resistência e reclamações entre a população do bairro e das imediações. Nos meses de junho e julho de 2013, dezenas de pessoas se queixaram do atraso no pagamento das parcelas do bônus moradia e do aluguel social. Mais do que isso, exigiam garantias formais da Prefeitura para deixarem as suas casas. Formado por moradores da Vila Cruzeiro e militantes de movimentos sociais, o Comitê Popular da Copa incentivava a exigência do “chave-por-chave”, ideia que defendia a saída das atuais moradias apenas quando as chaves e os papeis das novas casas já estivessem nas mãos de cada família. Quase nove meses depois, ainda é possível ouvir reclamações semelhantes quando se conversa com alguém nas calçadas da larga Avenida Tronco.

Ainda não há prazo para a entrega das moradias populares do Minha Casa, Minha Vida, como admite Marcos Botelho, o diretor do DEMHAB responsável pelo escritório do departamento na Tronco. Ele afirma que os avanços dependem também da Caixa Econômica Federal e que, em abril, “os projetos das empresas que participaram da licitação podem ser aprovados”. Em fevereiro, representantes da secretaria de Gestão da Prefeitura de Porto Alegre afirmaram ao Jornal do Comércio que a duplicação da Avenida enfrenta atrasos por conta da remoção das pessoas que habitam o contorno da avenida e das árvores que crescem no local.

Por Ramiro Furquim/Sul21

A remoção estampada em vermelho

As casas que serão demolidas nos próximos meses mostram uma marca vermelha com um número nas suas fachadas. É o que acontece na casa de Dircéia, próxima ao ponto em que a reforma na pista foi interrompida. A dona de casa diz que não tem a situação definida e que espera por uma visita do poder municipal para avaliar o imóvel, que pode ser indenizado. “Eu já tinha intenção de sair, mas o pior de ver no bairro são as casas derrubadas, com as paredes no chão, juntando lixo, ratos”, conta. Dircéia afirma que “as condições e os prazos” da Prefeitura são confusos, e que não sabe exatamente quando precisará ir embora.

O temor de uma saída abrupta da Vila Cruzeiro existe até mesmo nos que puderam negociar de maneira clara a compra de outro imóvel. Ivan Cazarotto, proprietário de uma oficina mecânica na avenida, afirma que foi indenizado pelo seu negócio e que já tem à disposição um terreno para recomeçar os trabalhos em outro lugar. “O que me assusta é eles chegarem aqui e mandarem sair logo, mas espero que não aconteça comigo. Até aqui, não tenho do que reclamar, mas alguns vizinhos eu sei que tem”, relata. Para ele, o fato de boa parte das residências estarem em situação irregular deixa a população fragilizada nas negociações.

Vera Müller, que trabalha numa funilaria da avenida, vive há aproximadamente 20 anos na Cruzeiro. Para ela, a indenização oferecida pelo DEMHAB é insuficiente para que consiga arranjar uma nova área em outro bairro da Zona Sul de Porto Alegre. “O metro quadrado por aqui está caríssimo, principalmente com a proximidade do shopping (Barra Sul Shopping, situado nas cercanias do bairro Cristal), e com o valor que me ofereceram fica difícil conseguir qualquer coisa”, diz. Vera lembra que, ao contrário do que ouvia há meses atrás, agora a duplicação da avenida não parece ser prioridade para a Prefeitura. “Ouço na mídia que vai ficar tudo para o final de 2015, sendo que a previsão era para a Copa do Mundo”, recorda.

Para Vera, os moradores perderam força ao não se organizarem em conjunto para pleitear uma saída mais digna. “Não se fala nisso por aqui”, resume ela. No início de julho de 2013, o Bloco de Lutas pelo Transporte Público e o Comitê Popular da Copa realizaram uma manifestação em que mais de mil pessoas caminharam pelas ruas da Cruzeiro. A duplicação da Tronco também foi objeto de estudo para professores e alunos da Faculdade de Arquitetura da UFRGS. Em outubro, uma série de encontros discutiu com professores estrangeiros as alterações urbanas que o bairro tem enfrentado atualmente e irá enfrentar após a conclusão da obra. O previsível aumento nos preços dos imóveis e consequentemente do custo de vida da população também foi abordado nos debates.

Por Ramiro Furquim/Sul21

Hoje, com parte das casas já destruídas, a continuação do processo de duplicação e a saída dos moradores parecem inevitáveis. “A gente quer sair, mas tem que sair corretamente. As pessoas daqui, desde que isso começou, vivem angustiadas, irritadas, e não há um atendimento adequado para os moradores”, opina Paulo Pereira. É ele quem diz que tem a impressão de que “caiu um terremoto” na Vila Cruzeiro. Outros moradores das imediações do Postão da Cruzeiro, o posto de saúde do bairro, falam que o consumo de drogas e a insegurança aumentaram com as casas destruídas e o acúmulo de destroços.

Os números da Prefeitura

O DEMHAB informou, ao final da primeira quinzena de março de 2014, são 1.525 as famílias cadastradas no escritório da Avenida Tronco – todas elas precisarão deixar as suas casas. Até o momento, 428 optaram pelo bônus moradia, 112 foram indenizadas pela Prefeitura e 105 estão recebendo o aluguel social no valor de R$ 500,00. De modo que, da totalidade dos casos, 880 permanecem indefinidos e sem previsão para deixar o bairro.

Mais de uma vez, a Prefeitura e o DEMHAB afirmaram que a obra não avança depressa porque “o tempo da duplicação é o tempo das famílias”. Militantes e parte dos moradores opinam que a demolição de algumas casas foi feita para pressionar as demais famílias a deixar a Vila Cruzeiro de forma rápida e intimidar os que resistem na Zona Sul. “Quando se tira sem garantias, as pessoas saem daqui para formar outra vila. E no futuro a Prefeitura irá tirar essas mesmas pessoas de lá também. Aqui na Cruzeiro, tem gente que já passou por outra indenização e por remoções”, afirma Vera Müller, moradora da Avenida Tronco.

Fonte: http://impedimento.org/a-beira-da-copa-historias-de-uma-obra-que-ficou-pelo-caminho/

Economia gaúcha cresceu menos do que o País e o mundo na última década

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Foto: Agência RBS

A economia do Rio Grande do Sul cresceu, em média, 3% nos últimos dez anos. Enquanto isso, o PIB do Brasil avançou 3,7% e o do mundo, 3,8%. O levantamento foi feito pela Fecomércio-RS.

O que o se destaca no Rio Grande do Sul frente ao Brasil é a agropecuária que, na maior parte do tempo, consegue registrar percentuais muito mais altos. Como o Estado tem maior participação do campo no cálculo do PIB do que o Brasil, o impacto é maior aqui. O problema é que a agropecuária tem um comportamento muito volátil, o que faz com que o PIB gaúcho fique oscilando em resultados muito negativos em tempos de estiagem e resultados “matematicamente muito positivos” nos anos de safra subsequentes.

Os demais setores tiveram comportamento diferente. Tanto a indústria quando o setor de serviços tiveram crescimentos superiores no Brasil do que no Rio Grande do Sul.

Média dos 10 anos:

Agropecuária:
RS +4,6%
Brasil +3%

Indústria:
RS +1,3%
Brasil +2,8%

Serviços:
RS +3,4%
Brasil +3,8%

Na última semana, foi divulgado o desempenho do ano passado, quando a economia gaúcha cresceu 5,8%. O número deveu-se principalmente ao bom desempenho da agropecuária e também à base fraca do ano anterior, quando havia recuado 1,4%.

Exatamente por depender muito do campo, o PIB do Rio Grande do Sul mostra variações muito extremas ao longo dos anos, ao sabor do clima e da boa vonade de São Pedro. Por isso, o Destaque Econômico optou por analisar um período mais longo, no caso, uma década.

Fonte: Blog Acerto de Contas

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