Saúde em estado de espera em Porto Alegre

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(Crédito da imagem: Zero Hora Online)

A saúde está doente. A saúde pública de Porto Alegre está muito doente. E, mais uma vez, por inércia pura da administração municipal, a situação da saúde pública pode piorar ainda mais. Estou falando da falsa polêmica entre a ampliação do Hospital de Clínicas, algumas árvores e o Patrimônio Histórico. Por que falsa polêmica? Porque todos sabemos que saúde é prioridade. Que saúde não pode esperar. Que saúde é um direito humano e constitucional no Brasil. E que todo o resto vem depois disso. Não há o que discutir. Mas, em Porto Alegre, virou discussão.

Me pergunto nesses dias: por que inventar mais uma desculpa e adiar a ampliação do Hospital de Clínicas? Será que a saúde vai bem o suficiente para que milhares de pessoas possam seguir esperando anos por uma consulta com especialista ou por horas na emergência?

Um alento é que uma reunião de Comissões Permanentes da Câmara de Vereadores de Porto Alegre aprovou um parecer favorável ao projeto de lei complementar que prevê a ampliação do hospital. Graças a esse parecer, a liberação da obra poderá ser votada. Assim, no Plenário da Câmara, será desfeita falsa polêmica entre defensores do patrimônio histórico e ambientalistas.

Precisávamos chegar a esse ponto? Será que a prefeitura não poderia, com protagonismo que deveria possuir, ter resolvido esse impasse? Será que a saúde pode esperar dias ou mesmo meses para ter uma iniciativa liberada? A obra é do Hospital de Clínicas, que bancará os custos. Por que, então, não liberar de imediato a ampliação?

Não preciso dizer muito mais sobre isso, basta ver a comparação feita pelo jornal Zero Hora, que reproduzo abaixo:

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