fevereiro 2014 archive

Saúde em estado de espera em Porto Alegre

16221413 (1)
(Crédito da imagem: Zero Hora Online)

A saúde está doente. A saúde pública de Porto Alegre está muito doente. E, mais uma vez, por inércia pura da administração municipal, a situação da saúde pública pode piorar ainda mais. Estou falando da falsa polêmica entre a ampliação do Hospital de Clínicas, algumas árvores e o Patrimônio Histórico. Por que falsa polêmica? Porque todos sabemos que saúde é prioridade. Que saúde não pode esperar. Que saúde é um direito humano e constitucional no Brasil. E que todo o resto vem depois disso. Não há o que discutir. Mas, em Porto Alegre, virou discussão.

Me pergunto nesses dias: por que inventar mais uma desculpa e adiar a ampliação do Hospital de Clínicas? Será que a saúde vai bem o suficiente para que milhares de pessoas possam seguir esperando anos por uma consulta com especialista ou por horas na emergência?

Um alento é que uma reunião de Comissões Permanentes da Câmara de Vereadores de Porto Alegre aprovou um parecer favorável ao projeto de lei complementar que prevê a ampliação do hospital. Graças a esse parecer, a liberação da obra poderá ser votada. Assim, no Plenário da Câmara, será desfeita falsa polêmica entre defensores do patrimônio histórico e ambientalistas.

Precisávamos chegar a esse ponto? Será que a prefeitura não poderia, com protagonismo que deveria possuir, ter resolvido esse impasse? Será que a saúde pode esperar dias ou mesmo meses para ter uma iniciativa liberada? A obra é do Hospital de Clínicas, que bancará os custos. Por que, então, não liberar de imediato a ampliação?

Não preciso dizer muito mais sobre isso, basta ver a comparação feita pelo jornal Zero Hora, que reproduzo abaixo:

510_zerohora_1383943893

 

 

Resultado de anos de trabalho: orgulho

veja

Há alguns anos, o meu sonho de transformar tudo o que estudei em trabalho, renda e dignidade para as pessoas começou a se desenhar. Tive que sair do RS, meu estado, ficar longe de minha família, para provar que desenvolvimento econômico e geração de renda são possíveis.

Hoje, lendo a revista Veja, tenho o maior orgulho de ter arriscado, ter escolhido seguir atrás de meu sonho. A reportagem fala sobre as cidades onde estão os melhores empregos. Saquarema, no Rio de Janeiro, está entre essas 10 cidades. Algo impossível de ser pensado há poucos anos. Realidade que foi construída com muito trabalho, estudo, dedicação, vontade política e parceria dos cidadãos. Com a Rosa,Naibert, pudemos transformar a realidade de milhares de pessoas. Com um trabalho árduo, revertemos uma situação de estagnação para uma realidade próspera e um futuro promissor.

Me emociona ver isso em uma das principais revistas do País. É sinal de que caminhamos no rumo certo, buscamos as melhores parcerias, acreditamos no potencial das pessoas. Que sirva de exemplo do Rio Grande do Sul. E aos meus parceiros nesse trabalho, minha gratidão. Mudar a vida das pessoas para melhor, dando a elas dignidade, perspectiva e um presente melhor é a maior recompensa de anos de trabalho.

 

Dica de cinema: A menina que roubava livros

cc

Mais de 8 milhões de livros vendidos em todo o mundo. 2 milhões somente no Brasil. “A menina que roubava livros” saiu das páginas e ganhou uma bela adaptação ao cinema. Assim c0m no livro, a Morte é que nos conta a história no cinema. A primeira cena – uma imensidão branca com um trem a cortando – nos mostra que o filme será muito próximo do que lemos (claro, levando em consideração que algumas mudanças são necessárias). Durante pouco mais de 2 horas, é o que se confirma. Uma linda história, simples, bem contada, com perdas sucessivas e recomeços teimosos. Liesel Meminger, personagem principal, nos mostra um pouco do mundo da Alemanha nazista, da infância em um período de guerra, da solidariedade, do amor, das pequenas gentilezas, do medo, das conquistas, das perdas, das amizades. A menina cresce no filme e acentua uma grande virtude: tirar das pessoas o que cada um tem de melhor. Muito embora alguns, como sua mãe adotiva, resistam em sorrir, abraçar ou se emocionar.

A palavra – antes mera estranha para Liesel – aos poucos vai se tornando sua cúmplice. E a ajuda a ser livre em relação à humanidade, à guerra, ao que não conhece, aos que ama… A Morte, narradora, aos poucos vai levando de Liesel as pessoas mais próximas e nos deixa, ao final, uma frase simples e faz todo sentido diante do que vemos no filme e na vida, logo após sairmos do cinema: “Os seres humanos me assombram”.

Quem puder assistir, corra aos cinemas nesse fim de semana. Vale muito a pena.

 

Insegurança total: um latrocínio a cada 41 horas em fevereiro

cerca eletrica residencial 5

Lendo a Zero Hora de hoje, vi em números a sensação de insegurança que sinto e que sei que muitos sentem todos os dias. Infelizmente, chegamos ao índice de um latrocínio (roubo seguido de morte) a cada 41 horas em fevereiro. Isso no Rio Grande do Sul. 11 pessoas assassinadas em apenas 19 dias. O número de vítimas vem crescendo. E há os casos que sequer entram para as estatísticas… Em contrapartida, o que vemos de ação dos governos para conter essa insegurança? Temos o fevereiro mais violento desde 2003 e ainda não chegamos ao fim.

Segundo a Zero Hora, 7 dos crimes em fevereiro ocorreram entre a noite e a madrugada; 4 vítimas trabalhavam no comércio; e 5 latrocínios aconteceram com invasão de moradias. Na maioria dos casos, as vítimas teriam reagido ou se negado a entregar pertences aos criminosos.

Enquanto os bandidos seguem livres, nós nos cercamos em casa, com medo. Grades e cercas elétricas nos separam das ruas. Crianças seguras somente dentro de casa e espaços cercados, nada de brincar na rua. Os verdadeiros reféns da violência somos nós. E o trabalhador, aquele que precisa estar na rua, em sua loja, supermercado, farmácia… Eles não podem fugir e uma grade não os afasta da violência gratuita e cada vez maior.

Que rumo estamos tomando? Daqui a pouco muros e vidros blindados não serão mais suficientes. Daqui a pouco teremos que parar nossas vidas para preservar, parece loucura, nossas vidas… E nada de atitude, nada de valorização e preparação da polícia… Tempos de mudanças precisam vir logo.

CPI da energia elétrica: que não termine em pizza!

pizza

O ano é eleitoral e as pautas devem ser as mesmas. Afinal, muito pouco foi solucionado em nosso Estado nos últimos três anos. Mas muito piorou. O sistema elétrico, por exemplo, vive um período turbulento. Quem não ficou sem luz durante esse verão? E não foi uma vez ou duas. Foram varias vezes. Não apenas em dias de forte chuva, ventos e temporais. Em dias normais, sem adversidades de tempo. O sistema é obsoleto, antigo, ultrapassado. Não há investimento, mas nossa conta de luz segue subindo. Fora os problemas em casa, no comércio (empresários já perderam todo estoque por causa da falta de energia), a falta de estrutura na área impede o RS de crescer e se desenvolver, afinal, grandes empresas e indústrias só podem crescer e gerar empregos se tiverem como funcionar…

Não sei, apesar disso, que fico feliz com a notícia de que teremos um CPI da energia elétrica na Assembleia Legislativa. Se ela for eficaz, podemos comemorar. Se for mais do mesmo, terminará em pizza… E isso nós, brasileiros, já sabemos bem como funciona. A CPI deve começar em março.

Vamos acompanhar de perto e ver a postura de cada deputado. Estamos fartos de desculpas, das mesmas desculpas de sempre. Queremos e precisamos de mudança, de postura, de uma nova atitude.

A greve acabou, a Copa do Mundo empacou

jerome_valcke_vai_voltar_ao_brasil_na_proxima_semana_13022014-103158-1

A situação de greve dos rodoviários de Porto Alegre foi encerrada ontem. Depois de semanas tensas, de prejuízos de milhões de reais para o comércio local, de desgaste para a categoria, de impasses na justiça, de prazos e acordos descumpridos, de mais de 1 milhão de porto-alegrenses sofrendo diariamente as consequências, a greve finalmente acabou. Todos os jornais de hoje falam sobre isso. Alguns falam que os patrões venceram. Outros falam que os rodoviários venceram. Outros, ainda, que os sindicato venceu. Venceu Porto Alegre. Venceram os porto-alegrenses. Espero que a Prefeitura tenha aprendido uma boa lição: é preciso disposição para administrar uma cidade e seus impasses. Talvez eles sigam dizendo que a responsabilidade era do TCE, dos trabalhadores, da ATP, dos empresários… Mas sigo acreditando que as cidades são as pessoas que as fazem no dia a dia. E a Prefeitura tem o dever de cuidar dessas pessoas, todos os dias, independente de com quem for a briga. Agora é esperar pela licitações do transporte público… deve vir encrenca por aí e precisamos estar de olho.

Foi-se a greve e veio o impasse da Copa do Mundo. E a visita do todo-poderoso da Fifa Jerome Valcke (foto acima) reforçou isso. Sou gremista, todos sabem.  Mas sou brasileiro e gaúcho acima disso. Quero, portanto, que a Copa do Mundo em Porto Alegre seja um sucesso. O que não dá para admitir é que nós, cidadãos, paguemos uma conta que é do Internacional. Assinar um contrato assumindo uma dívida e uma responsabilidade e depois, na véspera do maior evento esportivo mundial, dizer que não fará é motivo de vergonha. Não interessa a gestão que assinou o contrato. O que não dá para admitir é jogar uma conta de quase R$ 30 milhões no nosso colo… É o que está acontecendo. E as autoridades estão sendo complacentes. Nós, eu e vocês, vamos pagar pelas estrutura temporárias que a Fifa exige e que o Internacional comprometeu-se em contrato a pagar.

Pensem comigo: eu compro um carro, assumo as prestações, assino contrato ciente de tudo. Quando chega na hora de pegar o carro na loja eu digo: vou levar, mas não vou pagar. Quem paga são meus amigos ou minha família. Mas eu vou usar o carro. Dou carona para alguns. Mas ao carro é meu. É certo isso?

Se Porto Alegre estivesse com suas obras de mobilidade urbana prontas, se houvesse receita sobrando, se tivéssemos expertise em captação de recursos, se tivéssemos capacidade de atrairmos investimentos, ainda assim seria errado. Se falta organização, o problema não pode ser dos contribuintes… Av. Tronco parada, BRTs que sequer foram comprados e sem corredores terminados, obras paradas como a da Anita e da Cristóvão Colombo, Av. Beira-Rio inacabada… Uma cidade cheia de obras inacabadas mas com cerca de R$ 30 milhões para pagar uma conta que foi assumida pelo Internacional…

Não está fácil…

Justiça define reajuste salarial de rodoviários de Porto Alegre nesta segunda

16169874 (1)

Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Na tarde de segunda-feira será dado mais um passo na Justiça para desfazer o embate entre rodoviários e empresas de ônibus que deixou Porto Alegre desprovida de coletivos durante duas semanas. Dez integrantes da seção de dissídios coletivos do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) vão analisar 65 cláusulas e decidir questões como o índice de reajuste dos salários, o valor do vale-alimentação, a continuidade ou não do banco de horas e o funcionamento do plano de saúde da categoria.

Os sindicatos, porém, podem recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília, ao que for definido no julgamento de hoje. O dissídio dos rodoviários foi encaminhado para ajuizamento pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) depois de quatro tentativas sem sucesso de acordo em reuniões de mediação no tribunal.

Nos últimos dias, o TRT recebeu as reivindicações dos rodoviários e a posição das empresas. Nos principais pontos, elas são discrepantes. Enquanto os trabalhadores pedem reajuste salarial de 14%, por exemplo, os patrões oferecem apenas a reposição da inflação, de 5,2%.

Coube à relatora, Berenice Messias Corrêa, e ao revisor do processo, Marcos Fagundes Salomão, analisar as posições e preparar um voto a respeito de cada uma das cláusulas, sugerindo o que consideram a solução mais justa. São esses votos que serão acompanhados ou não, na sessão desta tarde, pelos demais desembargadores.

Um dos integrantes da sessão, Francisco Rossal de Araújo, afirma que os votos da relatora e do revisor já estão desde sexta-feira no sistema a que os desembargadores têm acesso. Segundo ele, a discussão deve se concentrar apenas naqueles tópicos em que faltar consenso.

— Só vai a votação o que tiver divergência. Na maioria das cláusulas, o processo está limpo. De 60 cláusulas, vamos discutir seis ou sete — prevê.

Expectativa é chegar em um ponto médio, diz magistrado

Uma dessas questões é o reajuste salarial. Segundo o desembargador, a tendência geral nos tribunais tem sido conceder apenas o INPC, que repõe a inflação do período — os 5,2% apresentados pelos empresários. Mas, durante as negociações, os empregadores chegaram a propor um acordo de 7,5% (leia o quadro). Isso pode ser levado em conta pelos desembargadores.

— Todos estão conscientes dos patamares da negociação coletiva. A jurisprudência é conceder a reposição, e não aumentos reais. Mas há exceções. Quando são documentados lucros superiores à inflação, pode ter aumento real. Mas é a exceção da exceção. A esperança é chegar em um ponto médio, no interesse de todos. Acredito que vamos contemplar os interesses de empregadores e empregados — conclui Araújo.

Ônibus irão circular nesta segunda-feira

Os rodoviários vão colocar os ônibus nas ruas de Porto Alegre hoje divididos sobre como reagir perante uma eventual decisão desfavorável no TRT. Enquanto a direção do sindicato da categoria defende a ideia de acatar a sentença que vier, integrantes do comando de greve falam em novas mobilizações.

Esta última posição é externada por Luís Afonso Martins, do comando grevista. Ele entende que a direção sindical traiu a categoria, ao não levar à Justiça todas as 117 pautas, especialmente a redução da jornada de trabalho para 36 horas.

— Estamos sendo muito cobrados pelas bases, que pedem ações radicais, que repercutam na sociedade. Não posso ser explícito, mas surpresas vão acontecer no decorrer do julgamento. A partir da decisão do Tribunal, vamos nos reunir. Todas as possibilidades serão avaliadas — afirma Luís Afonso.

Jarbas Franco, secretário do Sindicato dos Rodoviários, diz que havia repetições nas 117 pautas e que a redução da jornada deve entrar nas reivindicações do ano que vem. Ele propõe aceitar a sentença do TRT.

— Na minha opinião, se deixamos a decisão ir para a Justiça, temos de acatar. Se tiver alguma reação, é ilegal, é má vontade. Quem está falando isso são pessoas sem representatividade — argumenta.

Rodoviários anunciam que, a partir da manhã desta segunda-feira, farão uma vigília junto ao prédio do tribunal.

Fonte: Zero Hora

Site apresenta dados de 50 municípios do Estado

portoalegre_ifgf-1024x719

Hoje divido com vocês um importante instrumento de fiscalização e acompanhamento de nossas cidades, que a Zero Hora traz como destaque nessa segunda-feira.

Abaixo o texto na íntegra.

A partir de hoje, os gestores de 50 municípios do RS terão uma nova ferramenta para planejar políticas públicas. Trata-se do site Desafios das Cidades, desenvolvido pela Agenda 2020 a partir de uma compilação de indicadores sociais e econômicos.

A ideia surgiu em novembro de 2012. Na ocasião, a Agenda 2020 – entidade sem fins lucrativos criada em 2006 com o objetivo de pensar propostas para o futuro do RS – reuniu um grupo de prefeitos eleitos para debater os desafios que teriam pela frente.

– Mostramos uma série de dados e decidimos que seria interessante criar um site para organizar todas as informações e ajudar os novos gestores. É importante que eles conheçam os indicadores para poder embasar seus projetos e, com isso, melhorar a qualidade das administrações – afirma o diretor-executivo da entidade, Ronald Krummenauer.

O mérito do portal é reunir em um só local informações essenciais que estão espalhadas pela internet. Além de agrupar os números, a página apresenta os resultados de forma simplificada, sem que o usuário precise abrir arquivos em planilhas ou decifrar estatísticas complexas, como costuma acontecer nos endereços virtuais de institutos de pesquisa.

– Optamos por gráficos com uma proposta visual diferente justamente para facilitar as consultas, sem restrições – ressalta a economista Manuela Lopes, que integra o projeto.

O site contempla 50 cidades, que representam 70% do PIB e 66% da população do Estado. Por enquanto, o levantamento é apresentado por município, separadamente, o que impede que se estabeleça rankings. Mas a intenção da Agenda 2020 é oferecer a possibilidade de comparações ainda no primeiro trimestre.

Enquanto isso, a expectativa é de que os prefeitos acessem o material para identificar as deficiências em suas comunidades e produzir soluções mais eficazes. O trabalho também pode ser utilizado pela população, para fiscalizar as ações e cobrar respostas dos governantes.

DESAFIOS DAS CIDADES
COMO USAR
Trata-se de um site (http://www.desafiosdascidades.com.br) desenvolvido para ajudar os gestores das 50 principais cidades do RS a planejarem políticas públicas
1) Ao entrar no site, o usuário encontra os links para acessar os dados de 50 municípios.
2) Para cada um deles, o site disponibiliza uma compilação de indicadores sociais e econômicos. Por enquanto, não é possível fazer rankings nem estabelecer comparações entre eles.
3) O site também elenca as informações por região e os desafios propostos pela Agenda 2020 para o Rio Grande do Sul.
OS DADOS
A compilação inclui informações referentes a sete áreas. Confira como elas aparecem na página e veja alguns exemplos
1) EDUCAÇÃO
– Apresenta indicadores como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), as matrículas na rede municipal e o nível de instrução da população.
2) INOVAÇÃO
– Disponibiliza dados como população economicamente ativa e número de empregos formais por município. Em Uruguaiana, 62 mil pessoas correspondem à população economicamente ativa, mas existem apenas 20 mil empregos formais.
3) MOBILIDADE
– Informa o Índice de Motorização (número de veículos a cada cem habitantes) e a evolução da frota de veículos ao longo dos anos. Em Caxias do Sul, na Serra, a quantidade de veículos circulando nas ruas aumentou 81% entre 2005 e 2012.
4) SANEAMENTO
– Aponta a taxa de coleta e tratamento de esgoto. Em Novo Hamburgo, 2% da população é atendida por esgoto sanitário, quando a meta da ONU é 75%.
5) SAÚDE
– Relaciona o número de leitos de internação, a despesa total com saúde por município e, em alguns casos, a taxa de ocupação hospitalar.
6) GESTÃO FISCAL
– Elenca os resultados do último Índice de Gestão Fiscal (IGF), elaborado pelo Sistema Firjan. Gravataí e Rosário do Sul têm os piores índices entre as 50.
7) SEGURANÇA
– Apresenta a evolução das ocorrências por tráfico de drogas e da taxa de homicídios. Em Rio Grande, as ocorrências envolvendo tráfico de drogas aumentaram 500% entre 2002 e 2012.

Fonte: Zero hora

Ganância, poder e corrupção: o seriado político e a realidade brasileira

House of Cards Cast(2)

Hoje, sexta-feira (14) a segunda temporada do seriado “House of Cards” será liberada no Netflix e, após assistir todos os episódios da primeira temporada, fiquei pensando o que a política norte-americana tem a ver com a política brasileira. Dizer que corrupção só existe no Brasil é mentira. Estamos entre os países mais corruptos do mundo, mas não somos os únicos. Corrupção existe desde sempre, está ao lado do poder, são quase inseparáveis. Aliás, há alguns dias falei aqui sobre corruptores e corruptos… Um depende do outro.

Nos EUA, há algo bastante diferente do Brasil, além do volume de corrupção: lá o lobby é profissão. Alguém dizer nos EUA que é lobista é dizer sua profissão. No Brasil, lobistas são ilegais e talvez isso acentue ainda mais o poder devastador que têm quando decidem trabalhar e usar sua influência para pautas e ações negativas.

Mas vamos à serie. Ganância, poder, corrupção, troca de favores, jogo sujo, armadilhas… tudo faz parte da rotina do cenário político exibido na série. Parece não haver ingenuidade, parece não haver ideais. Todos têm um preço. Um preço que custa caro ao outro, seja aliado ou adversário. O individualismo fala mais alto, a vontade de ter mais poderoso e influente prevalece.

Não precisamos de um seriado para nos mostrar como isso acontece… Basta vermos de perto o que está havendo no Brasil… Uma guerra de informações, de dados distorcidos, de realidades inventadas. Talvez aqui o jogo não seja tão inteligente e sofisticado quanto nos mostram os personagens de “House of Cards“.  Mas existe e sabemos. A política não pode servir a interesses individuais, não pode ser pessoalizada. A política precisa ser vista como um meio de transformação da sociedade.

De toda forma, a série é ótima e vale a pena acompanharem!

Um cassado pelo voto no Plenário, o outro pelo voto do eleitor

Diga-NAO-ao-PRECONCEITO

Na vida, uma das piores formas de violência é o preconceito. De toda forma, contra qualquer ser humano ou situação. O preconceito não cabe mais em nosso tempo, onde todos lutamos pela liberdade de expressão e buscamos viver nossas vidas dividindo tudo o que temos.

Na política, uma das piores coisas que havia era falta de transparência.  Pelo menos nas votações no Plenário da Câmara. Escondidos por um painel que apenas divulgava  o resultado final das votações polêmicas, deputados já deixaram de cassar mandatos de forma inacreditável.

Por que falo sobre preconceito e transparência? Porque o dia de ontem foi movimentado. De uma forma triste, o preconceito mostrou sua face em dois momentos distintos. O caso do jogador Tinga serve como mais um alerta para o mundo entenda e respeite os negros. Chamaram Tinga de macaco dezenas de vezes no jogo da Libertadores da América. Como se sente alguém  que ofende o próximo dessa forma? Não há justificativa para tamanha estupidez. Tinga é um ídolo. Mas não é por isso. Há alguns dias, na Europa, Balotelli sofreu o mesmo preconceito. Chorou no banco de reservas ao sair do jogo. Que tipo de pessoa vai ao estádio – sua paixão – para ofender um jogador? Futebol é paz! Precisa haver punição a quem faz coisas assim.

Já no RS, um vídeo mostra dois deputados gaúchos usando uma Frente Parlamentar para tudo o que não deveriam fazer. Alceu Moreira e Luis Carlos Heinze incitaram a violência no caso das demarcações indígena. Ora, sempre pensei que parlamentares eram pessoas que apaziguam, que acalmam, que buscam pacificamente soluções para impasse. Apagar fogo com gasolina não é papel de deputado. Mas Heinze foi além e mostrou de um preconceito tão grande, que o chamaram de Bolsonaro Gaúcho. A ele, que reafirmou tudo o que havia dito no vídeo divulgado (era de novembro), eu digo: vossa excelência precisa entender que o Brasil é diverso, que sua riqueza maior está na diversidade, que nenhuma pessoa é uma “coisa”, que o ser humano tem liberdade para ser o que quiser e ninguém tem o direito de usar a estrutura pública e um mandato parlamentar para incitar a violência, o ódio e a intolerância.

O terceiro caso que me chamou à atenção ontem, na Câmara, felizmente, foi a cassação do mandato do deputado Natan Donadon.  Com voto aberto, apenas 1 abstenção. 468 deputados votaram a favor do painel! Digo, a favor da cassação. Não posso incorrer no erro e generalizar. Muitos deputados já haviam votado assim ano passado. Beto Albuquerque inclusive. E muito dessa cassação deve-se a ele.

Sinto vergonha por esse único deputado que se disse sem condições de votar (se foi eleito é para ter posição!). Sinto vergonha pelos deputados gaúchos envolvidos nesse caso. Sinto vergonha pelos torcedores preconceituosos. Há muito para mudar nesse país. Por isso eu digo: eduque seu filho ao levá-lo ao estádio e não deixe que repita nada que ofenda o outro torcedor; vote de forma consciente em outubro, escolha alguém que realmente o represente. Se o preconceito e a intolerância o representam, então escolha esses… Se não o representam, mude. Sempre é tempo de mudarmos para melhor.

 

WP-Backgrounds Lite by InoPlugs Web Design and Juwelier Schönmann 1010 Wien