Mais impostos e quem paga é você!

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Há tempos venho dizendo que precisamos alterar nossa política econômica. O trabalhador brasileiro está pagando cada dia mais e mais imposto. Em contrapartida, não recebe o mínimo em suas cidades e estados. Vivemos presos em casa, porque não temos segurança; mesmo com planos de saúde privados, enfrentamos horas nas filas de emergências; pagamos IPVA e pedágios e as estradas deixam a desejar… A inflação está aí, para quem quiser ver. Basta ir ao supermercado, à farmácia, ver a mensalidade escolar, tudo… Entre o ano de 2000 e 2013, os impostos cresceram 277%. Já parou para pensar quem está pagando essa conta?

Divido com vocês minha leitura de hoje, do Estadão.

A carga tributária per capita anual cresceu 277,3% entre 2000 (quando era de R$ 2.086,21) e 2013, quando chegou a R$ 7.872,14, de acordo com uma pesquisa do Instituto Assaf, que analisa a carga tributária brasileira, com base nos dados do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Segundo o levantamento, nos últimos 14 anos, a carga tributária brasileira saltou de R$ 350 milhões em 2000 para R$ 1,53 trilhão até 13 de dezembro de 2013. Um aumento de 334%.

Segundo o estudo, o Produto Interno Bruto (PIB) no período de 2000 a 2012 cresceu 273,3%. Na mesma base de comparação, o aumento na carga tributária per capita foi de 284,3%. “Se analisarmos a carga tributária como porcentual do PIB, esses impostos representam cerca de 35,3%. Em 2000 este porcentual era de 30,4%”, diz o levantamento.

De acordo com o Instituto Assaf, o arrocho promovido pela Receita Federal “no controle, checagem e confronto de informações cadastrais está contribuindo para que esses valores se mostrem cada vez mais altos tanto para os brasileiros quanto para as empresas”.

Em relação ao salário mínimo e levando em consideração de 2000 até o ano passado, o valor passou de R$ 151 para R$ 678, um aumento de 349%. No início deste ano, o mínimo subiu para R$ 724. O levantamento destaca que a inflação no mesmo período (2000 a 2013) medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atingiu 137,9%, “o que deixa o aumento real do salário mínimo em 88,8%”, diz.

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