janeiro 2014 archive

Dia mundial da solidariedade

fazer o bem sem saber a quem

31 de janeiro e o primeiro mês do ano se foi… Voando, como parece que todo ano tem sido. Hoje paro para falar um pouco sobre o dia mundial da solidariedade, celebrado hoje. Há uma frase, um ditado, que levo muito a sério: fazer o bem sem saber a quem. A reflexão que faço sempre que ouço ou leio essa frase é se estamos olhando pro lado, se fazemos o que é certo a todos, sem distinção. Nossa vida é reflexo de nossas ações. Não podemos ser corretos com umas pessoas e outras não; não é certo cumprir algumas regras e burlar outras. Num mundo onde o corre-corre virou sinônimo de sucesso e necessidade, ainda gosto de parar, olhar para os lados e ver as pessoas. Trabalhar pelo bem de todos, fazendo o que é correto. meu trabalho, felizmente, me permite ajudar diretamente a vida das pessoas, gerando emprego e renda, gerando dignidade e desenvolvimento social ( e econômico, claro). Meu convite a todos, façam o bem sem saber a quem. O retorno pode não vir das pessoas, mas virá na melhor forma de resposta: tranquilidade e paz.

Acordo no TRT define trégua da greve dos rodoviários por 10 dias

A greve dos rodoviários terá uma trégua de 10 dais a partir da próxima segunda-feira, dia 3. Em reunião no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), na tarde desta quinta, os representantes da categoria aceitaram a voltar com 100% da frota dos ônibus desde que a ação de ilegalidade da paralisação fosse retirada da Justiça.

Os trabalhadores devem voltar ao expediente nesta sexta. A previsão é de que 50% dos coletivos circulem em Porto Alegre. Uma assembleia da categoria está marcada para as 17h de amanhã para analisar os rumos do movimento. A trégua da greve vai contar partir de segunda, quando a negociação salarial voltará a ocorrer entre rodoviários e empresas.

Reunião marcada pela tensão

Representantes dos rodoviários, das empresas de ônibus de Porto Alegre e do Ministério Público do Trabalho iniciaram, às 15h, reunião de mediação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Após o encontro, a categoria pretende realizar assembleia fechada, possivelmente no Ginásio Tesourinha. O trânsito está bloqueado na avenida Praia de Belas, sentido bairro-Centro.

Mais cedo, o sindicato dos rodoviários admitiu garantir a circulação de 50% dos ônibus nos horários de pico e de 30%, nos horários normais. Em contrapartida, pedia que o sindicato patronal desse prazo de mais dez dias para negociar o plano de saúde e o vale-refeição da categoria. O percentual de reajuste, porém, ainda não foi discutido. As empresas oferecem 5,57% e os rodoviários pedem 14%.

Inicialmente, os patrões afirmaram não ter como negociar com os rodoviários em greve e pediam o retorno de 100% da frota às ruas. Já os trabalhadores mantinham a disposição de manter a circulação de apenas 30% dos ônibus ou a totalidade dos veículos com catracas liberadas.

Apenas 14% da frota de ônibus de Porto Alegre circulou nessa manhã, no quarto dia de greve. Mesmo com a decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinou que 70% dos veículos saiam às ruas no horário de pico e 30% nos demais, os trabalhadores decidiram esperar a reunião de hoje antes de tomarem outra decisão.

Fonte: Correio do Povo

Sobre a greve dos rodoviários de Porto Alegre

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(Foto: João Paulo Magalhães/Divulgação)

Há poucos dias (10/01) escrevi sobre o aumento da tarifa de ônibus em Porto Alegre, que deveria gerar debate e confusão. Não demorou muito e o debate sobre o aumento da tarifa e o aumento/reposição salarial dos rodoviários de Porto Alegre virasse pauta nacional. Do Rio de Janeiro (minha segunda cidade, a primeira é Porto Alegre), acompanho estarrecido as notícias e entrevistas sobre o tema. O bom da internet é isso: mesmo longe consigo acompanhar o que os trabalhadores da capital gaúcha estão passando.

Há muito por trás dessa polêmica. E pouco é dito, pouco é esclarecido. Do jeito que está, veremos essa mesma novela em 2015, 2016, 2017… Afinal, é a mesma notícia que vemos há anos. Minha opinião: se tivéssemos uma licitação já realizada no devido tempo para o transporte público, muitos desses problemas não seriam enfrentados a cada ano. No dia 10/01 perguntei se haviam renovado a frota de ônibus de Porto Alegre, se os ônibus têm ar-condicionado, se cumprem horários, etc… Todas as respostas são negativas. Mas os empresários querem aumento de cerca de 4%; os rodoviários querem 14% e a correção de outros benefícios. Uma larga distância…

Não cabe a mim discutir a margem de lucro dos empresários. Isso é dever do poder público, que tem sido bastante omisso, em minha opinião. De nada adianta culpar gestões anteriores. É preciso saber chamar a responsabilidade para si, afinal, toda a cidade sofre com a falta de ônibus nas ruas. Se 30% da frota já gerou um caos, imaginem nenhum ônibus circulando?! Nem precisamos imaginar, foi a rotina dos porto-alegrenses nessa quarta-feira.

O trabalhador tem o direito de ir e vir. O rodoviário tem o direito à greve. Será que o rodoviário pode sobrepor seu direito à greve ao direito dos trabalhadores? A velha máxima: nosso direito vai até onde começa o do próximo. Sem isso, não haverá avanço. Sem isso, seguiremos sem as respostas necessárias. Ou unimos força e voz para o bem de todos, ou a cada janeiro viveremos isso: cada um puxa a corda para o seu lado. E, como são muitos lados, nada sai do lugar.

Triste ver minha cidade passar por isso. Espero que mude o rumo, mude a perspectiva, mude a visão de todos os envolvidos. Preço justo, transporte de qualidade, salários dignos, licitação, transparência nas contas e planilhas. Isso é o mínimo que devemos cobrar. Além de postura de todos: gestores, empresários e grevistas.

Nova lei anticorrupção passa a valer no Brasil

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A partir de hoje, no Brasil, passa a vigorar a nova lei anticorrupção (lei 12.846/2013).  Sancionada em agosto de 2013 pela presidente, a nova legislação é mais uma ferramenta que servirá de apoio na busca pelo fim da corrupção em nosso país. Sabemos que o Brasil aparece nas listas que apontam os países mis corruptos do mundo. Infelizmente essa marca é forte e temos que fazer de tudo para revertê-la. A nova lei responsabiliza e passa a permitir a punição de empresas envolvidas em atos de corrupção contra a administração pública nacional ou estrangeira.

É preciso, nesse debate, sempre termos claro que, para haver corrupção são necessários dois agentes: o que corrompe e o que é corrompido. Ou seja, duas pessoas (oi lados) precisam estar de acordo para haja corrupção. Quem perde? Milhões de brasileiros que veem o dinheiro pago ao governo em forma de imposto fugir por entre suas mãos. Sem saúde pública, sem segurança pública, sem transporte público de qualidade, sem educação universal, os brasileiros assistem todos os dias as notícias de gente que vende facilidades. Enquanto poucos ganham rios de dinheiro, milhões pagam a conta e vivem sem água, sem luz, sem direitos básicos. Por isso é tão importante essa nova legislação.

Até ontem, as empresas podiam alegar, nos casos de corrupção, que um funcionário havia agido por conta própria, sem autorização da empresa. O mesmo no serviço público, quando um servidor era responsabilizado. Sabemos que isso é fuga, que se escolhe alguém para pagar pelo crime e livrar os grandes corruptores. Antes, era muito difícil comprovar a culpa da companhia ou do empregado. Hoje isso muda! E as empresas pegas em fraudes responderão processos civis e administrativos. Também podem pagar multas altas, que variam de 0,1% a 20% do faturamento anual bruto. Em casos muitos graves, a companhia pode ser até mesmo fechada!

Posso estar errado, mas acredito no valor preventivo dessa lei. Empresários que antes achavam o velho “jeitinho” de conseguir favores e liberações, pensarão duas vezes. O risco de serem multados pesa em suas decisões. Para aqueles que funcionam dentro dos rigores da lei, a nova situação gera mais igualdade em disputas de mercado.

Espero, daqui pra frente, ouvir, ler e ver menos noticias de propinas, de dinheiro em cuecas, de compra de votos, de mensalão, de corrupção. Está mais do que na hora de darmos um basta nessa vergonha que é a corrupção no Brasil. Mudar a cultura das pessoas é essencial para que tenhamos um país sério, comprometido com seu povo, com suas leis, com seu desenvolvimento.

Para entenderem mais, sugiro leitura do G1: http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/01/lei-anticorrupcao-entra-em-vigor-nesta-quarta-espera-de-regras.html

Dia internacional em memória das vítimas do holocausto – dica de leitura

MARCHA PARA A MORTE

Hoje, 27 de janeiro, é o dia internacional em memória das vítimas do holocausto. A cada ano é importante relembrar essa data porque é parte da história da humanidade. A mim, parece quase impossível acreditar que o ser humano fosse capaz de tantas atrocidades. Lembrar disso é estar sempre alerta para o que pode acontecer no futuro e para o que acontece no presente, diante de nossos olhos. Aproveito o dia para indicar um livro excelente, duro, real, histórico, fundamental para quem quer saber mais sobre a humanidade. Chama “A marcha da morte”, de Michael Stivelman. Ele é um sobrevivente do episódio que dá nome ao livro. No Brasil ele reconstruiu sua vida e tornou-se um homem bem sucedido. Mas isso não o impediu de contar a história de sua vida antes de vir ao nosso país. Uma história que vitimou milhões de pessoas. O horror da guerra pelos olhos de um inocente, que tinha sonhos de um futuro promissor. Stivelman e sua família viveram a marcha para a morte, sem rumo, sem saber o motivo das caminhadas, sem saber para onde iam, se voltariam… o livro traz, ainda, uma traição de um amigo, a quem Stivelman recorreu com o que restava de esperança em meio à guerra. É um relato duro de ler, mas necessário. Uma história de resiliência que nos ensina a sermos pessoas melhores. Leiam.

A lição de Santa Maria

Hoje é um dia marcante. Tristemente marcante. Há um ano vivenciamos a perda de 242 jovens, cheios de sonhos, que representavam o futuro de nosso país. A tragédia da boate Kiss voltou os olhos de todo país e de fora para Santa Maria. Ainda hoje a dor dos familiares, amigos e de toda uma cidade ecoa. Ainda esperamos pela justiça. E acredito que ela será feita. Enquanto isso não acontece, espero que a sociedade aprenda as lições daquele episódio, que evite novas tragédias, que valorize a vida nas ações cotidianas. Somos responsáveis, diariamente, por diversas vidas. E a todos familiares e amigos, especialmente aos pais das vítimas, minha solidariedade. Nada apagará a dor de suas perdas, mas nosso destino é seguir em frente e aprender algo com isso tudo.

 

Os desafios da economia municipal seguem os mesmos

No fim de 2012, escrevi um artigo alertando para os desafios dos prefeitos. Fazer dos municípios protagonistas na tarefa de atrair investimentos é necessário para a saúde financeira e social das cidades. Naquele artigo, fiz uma provocação afirmando que era necessário mais vontade, mais protagonismo e mais visão empreendedora por parte dos gestores públicos. Disse que eles deveriam acompanhar o ritmo da economia para serem menos dependentes dos recursos federais e estaduais. Passados 12 meses, vejo os municípios vivendo um período de economia instável e dependente das politicas de estímulo econômico do governo federal. Além de não haver atração de investimentos adequada, no Rio Grande do Sul, alguns municípios tiveram uma queda de até 22% na arrecadação. Pesquisa divulgada nesse domingo mostra que esse cenário é nacional: só 8% dos municípios brasileiros arrecadam mais do que gastam. Ou seja, 92% gastam mais do que arrecadam. É cada vez mais necessária a atração de investimentos adequada com a realidade de cada município, além da descoberta e da potencialização de vocações locais.

Mas, como na vida, há quem reclame e espere pelas soluções paliativas e há aqueles que agem. No início de 2013, conversei com representantes de quatro municípios no Estado. Ouvi suas colocações sobre desenvolvimento, mas não ouvi nada sobre a implementação e medidas concretas. A economia, para eles, fica no campo das ideias, apenas. Viamão, porém, mostrou-se diferente, pois a visão do desenvolvimento econômico local é semelhante a que se vê em cidades que se colocaram como indutoras do desenvolvimento.

Entendemos, durante as conversas, que Viamão precisava criar o ambiente para atrair investimentos consistentes, com visão de sustentabilidade e geradores de emprego e renda (dado que pelo menos 60% das pessoas que vivem em Viamão trabalham e geram renda em municípios vizinhos, mas usam os serviços públicos locais). Viamão quis criar esse novo ambiente e tornou esse desafio o principal de 2013. O Poder Executivo agiu de forma rápida, elaborou a proposta legislativa necessária. A Câmara Municipal respondeu também com rapidez e a aprovou.

Em seis meses, foram analisados todas as propostas, cada processo recebeu uma resposta, as empresas foram visitadas e todos receberam as informações necessárias para a tomada de decisão precisa. Ao final de 2013, foram aprovados R$ 51 milhões em investimentos, com geração de 1200 empregos diretos e pelo menos 3 mil indiretos. Outros R$ 20 milhões serão investidos em uma segunda etapa. É possível, é viável, basta assumir o papel de protagonista.

Nelson Naibert
Economista

O mordomo da Casa Branca – dica de filme

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Hoje trago mais uma dica de filme: O mordomo da Casa Branca. O filme  – baseado livremente em uma história real – tem como protagonista  um negro que se torna mordomo na Casa Branca. Somente essa função na morada oficial dos presidentes norte-americanos seria um feito, pois o racismo era muito forte na época em que a história acontece. Mas o filme vai além. O mordomo foi ouvinte de reuniões extremamente importante, em que se decidiam os rumos dos EUA, pois Cecil Gaines (o mordomo) trabalhou com  oito diferentes presidentes, durante três décadas, entre eles Dwight Eisenhower, Richard Nixon, John Kennedy, Lyndon Johnson e Ronald Reagan.

O filme é rico nos temas que suscita: do preconceito racial às relações familiares. Gaines enfrenta problemas com a esposa (alcóolatra) e dedica-se ao extremo ao trabalho. Deixa, assim, um vazio em casa. Ocupando uma posição que é essencial numa residência oficial, mas, ao mesmo tempo, de forma submissa, o mordomo vê o filho tornar-se um lutador pela igualdade racial e por direitos civis para os negros. Pode-se ver um certo antagonismo nas duas formas de ver e agir dos personagens. De toda forma, é sempre impactante ver a representação da sociedade norte-americana e o preconceito que vigorou lá por séculos (e que ainda existe, em menor grau, claro).

Fora a questão de preconceito, o filme me permitiu outro olhar, um que minha realidade me permite fazer melhor ainda. O olhar de quem vê uma oportunidade e corre atrás. Gaines fez isso a seu modo: ele tinha um objetivo, buscou da sua forma e conseguiu. O entorno do drama são os fatores que definem se os objetivos serão alcançados. Além disso, o filme nos mostra a família como o ponto forte das nossas vidas e os eternos conflitos internos que vivemos diariamente para entender a posição das pessoas.

O filme também mostra uma  causa naturalmente humanitária, sobretudo por lembrar-nos do valor da batalha diária, do quanto a união familiar é importante e, principalmente, que todos somos iguais e contribuímos de forma diferente para um país melhor, mas contribuímos.

Recomendo assistir e refletir.

Trânsito: até quando a imprudência seguirá vencendo?

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Quantas notícias sobre mortes em acidentes de trânsito já ouvimos e vimos apenas nesse primeiro mês de janeiro? Há quantos anos convivemos com notícias de acidentes fatais causados por imprudência? Até quando vamos conviver com isso e com a impunidade?

Já vi dezenas de pessoas falando que o Brasil é o país da impunidade, que aqui tudo se faz e o velho “jeitinho brasileiro” garante que nada aconteça a quem descumpre as leis. Temos que mudar isso! E precisamos de todos envolvidos e comprometidos nesse sentido.

E por que resolvi escrever sobre isso? Porque hoje li há pouco sobre mais um acidente fatal, na região de Porto Xavier. A esposa de um dos motoristas envolvidos no acidente ligou para a irmã para falar que estava com medo, pois o marido havia consumido bebida alcoólica e estava dirigindo. Engana-se aquele que pensa que apenas uma cerveja ou uma taça de vinho não alteram o sentido e os reflexos. É um risco dirigir embriagado. É um risco não apenas para quem dirige, mas quem está na carona e para quem está na rua. O risco para os inocentes é muito maior. Esse acidente é mais um exemplo dessa realidade.

Uma das famílias que acabou vitimada nesse mesmo acidente, voltava de um culto religioso. Penso que jamais eles esperavam por algo assim. E que direito têm alguém de colocar em risco pessoas que escolhem seguir as regras do jogo, que escolhem cumprir a legislação?

Não está provado e dificilmente ficará provado que um ou outro foi responsável pelo acidente. Com os carros destruídos, a perícia fica limitada. Haverá, sim, exame toxicológico em função da ligação da esposa de um dos motoristas. Fico imaginando o tamanho do desespero ou da angústia de alguém para ligar e pedir socorro. Infelizmente não houve tempo de evitar a tragédia. E a tragédia seguirá sendo vivida por duas famílias para o resto da vida.

Para alguns, claro, este acidente é apenas mais um dado, mais uma estatística, mais um exemplo que ajuda a confirmar o dado de que 90% dos acidentes acontecem por imprudência. Para os familiares e amigos é uma lembrança triste e que jamais se apagará.

Agora eu pergunto a cada um de vocês: fazemos nossa parte? Quando o celular toca e estamos dirigindo, atendemos ou deixamos tocar? Após uma ou duas cervejas, dirigimos ou pedimos a quem não bebeu nada para dirigir? Com muito sono, seguimos na direção ou paramos para descansar? Paramos na faixa de pedestre, cumprimos a velocidade estabelecida em cada via? Se cada um fizer a sua parte, as estatísticas serão melhores, sem dúvida. Também será menor o número de famílias que sofrerá com a perda de pessoas queridas em acidentes.

Vamos pensar e refletir sobre nossas ações e posturas. Vamos, cada um de nós, fazer nossa parte. Respeito ao outro, às leis e a nós mesmos. Isso é fundamental para preservarmos a vida.

Minha dica desse post é a Fundação Thiago de Moraes Gonzaga. VIDA URGENTE é um exemplo!

Taxa de juros sobe mais uma vez. O que isso representa para o cidadão comum?

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Ontem o Brasil se deparou com uma notícia que já está virando rotina. Uma rotina péssima, por sinal. Pela sétima vez o Banco Central decidiu aumentar a taxa de juros 9SELIC). A taxa, agora, é de 10,5%. Alta demais para os desafios que o Brasil enfrentar e não fugir. Com a nova taxa SELIC, estamos no topo do ranking mundial dos juros reais!

Aumentar a SELIC não é a melhor solução para enfrentarmos os problemas da política econômica do Brasil, nem tampouco a inflação. Uma das soluções necessárias e que seriam muito eficientes, com certeza, o governo federal não pensa em fazer: desinchar a máquina pública. Quantos milhões em recursos públicos são gastos anualmente? Quanto poderíamos economizar se o dinheiro público fosse usado com mais inteligência e responsabilidade? Não estou falando de diminuir os investimentos em infraestrutura, saúde, educação… Jamais! Estou falando em gastos supérfluos e desnecessários.

Consequências – Milhões de pessoas souberam dessa notícia pela TV ontem, mas não fazem ideia do que isso significa de mudança em suas vidas. De uma forma direta e objetiva, o aumento da SELIC segura a expansão do crédito, reduz o consumo e dificulta a criação de novos postos de trabalho. O comércio vem dando sinais de queda no consumo, o crescimento não tem sido o esperado. A mudança promovida pode significar uma maior dificuldade pro setor. Sem vendas, o número de vagas cai. Com mais pessoas fora do mercado de trabalho, o consumo cai ainda mais… E assim sucessivamente.

Além disso, o crédito para o brasileiro também está mais caro. Temos visto grandes volumes de recursos sendo liberados por empréstimos e isso vem ajudando a economia de consumo. Com a sétima alta, isso tende a mudar. Sem dinheiro circulando, o risco é grande.

Ou o governo federal faz a sua parte, ou essas altas serão medidas ineficazes. De nada adianta jogar o problema no colo do trabalhador e não fazer a sua parte. Não haverá redução da inflação sem redução de gastos públicos. Mas, claro, é preciso vontade política. E, em ano eleitoral, falta vontade política de trabalhar pelo país e sobra para trabalhar pela simples manutenção do poder. É hora de mudar, de avançar, de romper com essa velha forma de fazer política. Porque no fim das contas, o preço quem paga somos nós, cidadãos.

 

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