dezembro 2013 archive

Findamos um ciclo para começarmos outro

feliz-2014
Chegamos à ultima segunda-feira de 2013. Um ano que marcou o Brasil, sem dúvida. Um ano em que paramos para ver e ouvir os brasileiros, que vimos tragédias inesquecíveis, que vimos imprudência e suas consequências… Um ano que vimos a força que temos diante do nos que é adverso. É sobre esse espírito que quero escrever aqui.

Durante todo o ano, usei o site para divulgar notícias importantes, para dividir informação e compartilhar dados. Nossa voz, para ser ouvida, precisa de conteúdo, de argumento. Isolados, não temos voz! Mas essa etapa se encerra para passarmos a uma nova. Quero dividir com vocês, diariamente, uma opinião crítica sobre o que lemos e vivemos.

Por quê? Porque 2014 pede isso, pede opinião, pede que sejamos atentos e críticos. 2014 é o ano que correrá mais que qualquer outro. É o ano da Copa do Mundo no Brasil, de eleições. Deve ser o ano que em as manifestações voltarão às ruas… A economia dá sinais de que precisa de rumo, é um ano decisivo para isso.

Então, ao invés de publicar as notícias, seguirei lendo (e as indicando com links) aqui. Mas dividirei com vocês minha impressão sobre o que acontece. Porque de nada adianta apenas lermos e estarmos informados. Temos que formar nossa opinião. E esse é um espaço para que todos possam fazer isso.

A todos, um feliz 2014. Que seja um ano de mudanças profundas, de reencontro com o que o Brasil tem de melhor, com mais desenvolvimento econômico e social, com menos violência e impunidade, com mais exemplos positivos, com mais manifestantes nass ruas, com menos vândalos nas ruas, com esperança renovada, com segurança e verdade em nossas palavras e ações.

 

Aprovado projeto que multa quem jogar detritos na rua

15997384

A Câmara de Vereadores aprovou ontem, por unanimidade, a lei complementar que atualiza o Código Municipal de Limpeza Urbana de Porto Alegre. Com isso, caso o prefeito José Fortunati sancione o projeto, porto-alegrenses que tomarem medidas anti-higiênicas, como jogar lixo no chão em vias públicas, podem receber multas que pesam no bolso.

As faixas de infração serão divididas entre leve, média, grave e gravíssima, variando de R$ 263 a R$ 4.221, dependendo da forma de descarte irregular. De acordo com a proposta, 20% da receita arrecadada com multas será destinada a ações de educação socioambiental.

Conforme o diretor-geral do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), André Carús, a atualização do código está adequada à Política Nacional de Resíduos Sólidos e, antes de punir, pretende conscientizar a população:

– Tão logo ocorra a sanção, vamos utilizar um período de 30 a 60 dias para orientar a população, porque as pessoas precisam tomar conhecimento. Não basta sair multando.

De acordo com levantamentos diários do DMLU, são recolhidas, em média, 2,2 mil toneladas de lixo nas ruas de Porto Alegre, 600 delas somente fruto do descarte irregular. Para limpar os focos de resíduos sólidos, o órgão gasta R$ 1,2 milhão mensais, segundo Carús.

TIRE SUAS DÚVIDAS
COMO SERÁ A FISCALIZAÇÃO
Veja como será a fiscalização, o que acontece se a multa não for paga e os valores estipulados
– Serão montadas blitze em pontos específicos da cidade, para notificar os que desrespeitarem a lei. Eles devem se aproximar do infrator, informar da multa e pedir que ele se identifique com documentos e e-mail. Na hora, o cidadão recebe o tíquete manual e, depois, será enviado um e-mail com o valor a ser pago. A prefeitura não tem verbas para comprar equipamentos eletrônicos para imprimir a multa na hora, como no Rio. O apoio da Brigada Militar poderá ser solicitado.
COMO VAI FUNCIONAR
– Se não for paga, a multa é transformada em dívida ativa.
– O cidadão fica impedido de retirar qualquer documento na prefeitura, como certidões negativas, exigidas na compra de um apartamento, por exemplo.
– O contribuinte também fica proibido de assumir cargos públicos.
– Serão 60 fiscais do DMLU, somados a todos os agentes da Guarda Municipal, com apoio da Brigada Militar.
O VALOR DAS MULTAS
Leve
R$ 263,82
Jogar no chão papéis, invólucros, embalagens ou assemelhados.
Média
R$ 527,65
Descarregar ou vazar água.
Grave
R$ 2.110,60
Varrer sujeira de prédio, terrenos ou calçadas, para locais públicos.
Gravíssima
R$ 4.221,21
Danificar equipamentos de coleta, como contêineres de lixo.

Fonte: Zero Hora

Renda sobe, desemprego recua

15996778

Se Porto Alegre fosse um país teria uma das menores taxas de desemprego do mundo. Um mercado com mais vagas com carteira de trabalho assinada e pequena quantidade de trabalhadores que vem de outros Estados disputar postos levaram a cidade a registrar desocupação de 2,6% em novembro, a menor desde o início da série histórica e entre as capitais pesquisadas.

A tendência de queda no número de desempregados na Capital aparece também na pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) – 6,2% no mês passado. A diferença nos resultados se dá por conta da metodologia usada pelas entidades. A renda dos trabalhadores também cresceu. O salário médio em Porto Alegre é de R$ 1.951,40, valor 8,9% maior em relação há um ano.

Porém, a redução de desemprego aconteceu por conta da saída de trabalhadores do mercado, e não por criação de vagas. Em Porto Alegre, foram 50 mil pessoas nessa situação nos últimos 12 meses. Entre as explicações para o aumento do desinteresse pela busca de emprego estão possíveis ajustes já feitos para trabalhos temporários a partir de dezembro, ou a própria alta do rendimento, que proporciona a jovens, mulheres e idosos não precisar mais trabalhar para complementar a renda familiar, avaliou o IBGE.

– Há dúvidas até onde o índice pode cair, mas há sinais de que há espaço para patamares ainda mais baixos. O número de domésticos, por exemplo, nunca foi tão baixo, e isso mostra que o mercado está tão aquecido que as empregadas estão migrando para vagas mais atraentes. Apesar de pequena queda no setor de construção civil, o segmento vai bem – explica Ana Paula Sperotto, estatística do Dieese.

O pesquisador Giácomo Balbinotto Neto, professor de Economia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), avalia que esse cenário tende a se manter no próximo ano com a conclusão de grandes obras viárias, mas ressalta que para manter o desemprego em níveis baixos será preciso atrair investimentos no futuro:

– É complicado ter uma taxa de ocupação apoiada na construção civil. É um setor sensível em que grande parte dos trabalhadores atua por empreitada. Se o mercado desaquece rapidamente, o emprego desaparece. É diferente da indústria, onde o empregado tem carteira assinada e o patrão pensa duas vezes antes de demitir.

Um conjunto de fatores, entre os quais nível de escolaridade acima da média nacional e mercado de trabalho com mais vagas com carteira de trabalho assinada. O fato de Porto Alegre receber menos trabalhadores vindos de outras regiões do país, em comparação com outras metrópoles, como São Paulo, Salvador, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, também contribui.

Sim. IBGE e Dieese usam metodologias diferentes para calcular o desemprego. Enquanto o IBGE conta pessoas que procuraram trabalho de maneira efetiva nos últimos 30 dias, o Dieese inclui quem realizou trabalhos ocasionais ou em ajuda a parentes e procurou vagas nos 30 dias anteriores. A existência do fenômeno conhecido como desalento (quem desistiu de procurar emprego devido a dificuldade ou demora de encontrar) é identificada pelo Dieese, mas esse contingente, segundo a pesquisa atual, está perto de zero.

Sim. Como os casais gaúchos são os que menos têm filhos no país, a população do Rio Grande do Sul cresce menos. Com a oferta de emprego estável e menos pessoas entrando no mercado de trabalho, a taxa de desemprego cai.

Não. A oferta de emprego ocorre principalmente em setores que não exigem alta qualificação, como a construção civil. Como a demanda por trabalho está alta, as empresas contratam profissionais sem experiência e fazem treinamentos para prepará-los.

Como é um cenário inédito no Brasil, especialistas encontram dificuldades para explicar o fenômeno. Uma das hipóteses está relacionada com o perfil etário da população, que está ficando mais velha. Assim, a oferta de trabalhadores cresce a taxas cada vez menores. Outra parte da explicação vem do aumento da demanda de mão de obra no setor de serviços, que tem crescido a taxas superiores à da indústria no país nos últimos anos.

A maioria na Região Metropolitana de Porto Alegre é formada por mulheres e jovens entre 16 e 24 anos.

Fonte: Zero Hora

Polêmica adia votação de projeto que altera Plano Diretor Cicloviário

ciclovia1_300x400

Após uma tarde de discussões exaltadas na Câmara de Vereadores, foi decidido nesta quinta-feira que o Projeto de Lei (PL) 010/13, que altera o Plano Diretor Cicloviário de Porto Alegre, será votado somente no ano que vem. Antes da votação, deve ser realizada uma audiência pública para debater a situação.

A oposição entrou em conflito com a base governista quando a pauta surgiu como prioritária na ordem do dia. O motivo do descontentamento foi um acordo unânime na última segunda-feira entre os parlamentares que retirava a proposta de apreciação até a volta do recesso da Casa.

“A Câmara chamou uma audiência pública anteriormente para falar sobre o assunto e o governo não se dignou a mandar um representante. É como uma criança mimada, que não aceita críticas. Foi uma surpresa quando hoje a pauta apareceu como prioridade na votação. Isso foi um golpe na democracia e na cidade”, afirma a vereadora Fernanda Melchionna (P-Sol). O vereador Cláudio Janta (SDD) anunciou que, em função do que considera uma ingerência da prefeitura na decisão de votar o PL, renunciará ao cargo de terceiro secretário da Mesa Diretora da Casa em 2014.

Membros da oposição ameaçaram discutir cada emenda dos cerca de 40 projetos que foram para votação na última sessão prevista do ano, atrasando, assim, a agenda caso o projeto fosse analisado. As discussões poderiam ir até as 3h30min de sexta-feira.

A principal modificação proposta no PL, criado pela prefeitura da Capital, é a extinção da obrigatoriedade de destinar 20% do dinheiro arrecadado com multas pela Empresa Pública de Circulação e Trânsito (EPTC) para o Plano Diretor Cicloviário da cidade. Em substituição, seria criado um fundo cicloviário.

Fonte: Jornal do Comércio

Empresários estão otimistas com a economia

Pesquisa realizada pelo Sebrae/RS junto a 800 micro e pequenos empreendedores (MPEs), durante os meses de novembro e dezembro, revela que 88% do segmento acredita que o País deve crescer mais em 2014, em comparação ao ano que se encerra. A expectativa é gerada pelo aceno de uma safra agrícola mais produtiva que a de 2013 e pelo aquecimento do comércio e dos serviços com a chegada de turistas ao Brasil, por conta da Copa do Mundo. “Também as eleições devem impactar positivamente, já que, tradicionalmente, os anos eleitorais são acompanhados de maior democratização do crédito e redução dos juros, alavancando o consumo”, opinou o presidente do Sebrae regional, Vitor Koch, durante balanço das ações desenvolvidas durante os últimos 12 meses.

De acordo com levantamento junto ao público-alvo do Sebrae, os microempreendedores individuais estão mais otimistas (61% dos entrevistados nesse segmento) em relação ao desempenho da economia brasileira. Outros 40% acreditam em crescimento moderado. A maior preocupação é com a elevação generalizada dos preços, em virtude do aumento da inflação, que, em 2014, deverá girar entre 5,6% e 6,5%, segundo o IPCA. “Temos histórico que assusta no País, que já viveu momentos de até 40% de inflação. Mas certamente o governo federal e o Banco Central deverão tomar medidas para controlar e fazer com que se mantenha o equilíbrio econômico”, ponderou Koch.

O dirigente lembrou que a Copa será uma oportunidade momentânea de negócios e ressaltou que as empresas que estão sendo capacitadas pelo Sebrae para receber os turistas do Mundial também estão recebendo orientações de gestão, controle de  negócios, e desenvolvimento de planos de marketing. “É uma gama de ferramentas disponíveis, que certamente continuarão dando resultados para esses empresários após o evento.” De acordo com Koch, o Sebrae identificou 780 oportunidades de negócios para pequenos empreendedores da área de souvenirs, que podem ser desenvolvidos para suprir a demanda dos visitantes por lembrancinhas, desde camisetas de Porto Alegre e do Laçador, até canecas e copos, entre outros.

O presidente da entidade também demonstrou otimismo frente ao ano que se inicia e destacou que “toda a economia deve se beneficiar” do campeonato, uma vez que os setores beneficiados diretamente também devem realizar uma série de melhorias em seus negócios nos próximos anos. Os dados da pesquisa da entidade confirmam que 30% das empresas pretendem investir em 2014. Destas, 68% querem ampliar ou reformar as instalações, 18% pretendem adquirir máquinas e equipamentos e 18% injetarão recursos em novos funcionários. “Aliando isso ao bom resultado estimado no agronegócio, em 2014, teremos crescimento igual ou melhor ao balanço apresentado neste ano.” Em 2013, o Sebrae teve um incremento de 23% nos atendimentos, em relação a 2012. No total, foram atendidos quase 153 mil empreendimentos formais. Também houve acréscimo de 35% no atendimento às empresas com soluções de inovação, totalizando mais de 12 mil. Conforme dados da entidade, as MPEs são responsáveis por 52% dos postos de trabalho formais do País e, a cada mês, contratam mais do que as grandes e médias empresas.

Fonte: Jornal do Comércio

Vendas de Natal terão alta de 9%

bolsas-de-compras-11
As compras de Natal devem render R$ 391 milhões ao varejo da Capital. Conforme levantamento da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL-POA) divulgado nesta quinta-feira, a data deve ter incremento nos negócios de até 9% em relação ao ano passado. Apenas as transações de última hora, fechadas às vésperas da festividade, devem render R$ 106 milhões ao comércio. Para a entidade, 27% das compras se concentrarão entre os dias 18 e 24 de dezembro.

“O crescimento que teremos neste ano é nominal. Se descontarmos a inflação, fica na casa de 2%. É um incremento modesto se comparado aos anos anteriores”, afirma Gustavo Schifino, presidente da CDL-POA. O dirigente ressalta que a expansão, ainda que modesta, está embasada no aumento da renda da população e no maior volume de crédito liberado pelas instituições financeiras. Entre os 400 entrevistados para o levantamento, 50% deles disseram que tiveram aumento salarial neste ano.

Os eletrônicos estão entre os presentes prediletos de 28,8% dos porto-alegrenses, na sequência aparecem as roupas (27,8%). “Percebe-se crescimento no consumo de produtos relacionados à qualidade de vida, higiene e beleza. A procura pelos eletrônicos arrefeceu em relação aos outros anos, mas equipamentos como tablets e smartphones seguem com boa demanda”, explica Schifino. O empresário enfatiza que a alta do dólar constatada em 2013 ainda não teve impacto nos preços dos eletrônicos para este Natal. No entanto, a tendência é de preços mais elevados para 2014.

Na avaliação da entidade varejista, o pagamento da segunda parcela do 13º salário é um dos principais motivos para que o público deixe para fazer as compras na última hora. As empresas têm até esta sexta-feira para efetuar o depósito. “A primeira parcela do 13º geralmente é utilizada pelas pessoas para pagar dívidas, enquanto a segunda vai para o consumo”, aponta.

Neste ano, 81,7% dos consumidores pretendem realizar alguma compra à vista, tendo o dinheiro como principal meio de pagamento (70,3%), seguido do cartão de débito (30%) e do cartão de crédito (6%). Entre os 34,1% que vão realizar algum pagamento a prazo, o cartão de crédito deve ser o principal instrumento de pagamento (91,2%).

Intenção de consumo dos gaúchos recua

A intenção de consumo das famílias gaúchas apresentou uma queda de 6,1% em relação ao mesmo período do ano passado, fortemente influenciada pelo indicador de momento para duráveis, que apresentou uma queda de 27,4% nessa base de comparação. O dado consta da pesquisa Intenção de Consumo das Famílias Gaúchas (ICF-RS), realizada pela Fecomércio-RS.

“Com o resultado de dezembro, a média do ICF-RS encerra o ano 2,9% acima da média de 2012. No entanto, a média dos últimos seis meses de 2013 em relação ao mesmo período do ano anterior é 6,3% menor, indicando que o segundo semestre foi marcado por uma redução da confiança dos consumidores”, avalia o presidente do Sistema Fecomércio-RS, Zildo De Marchi. Embora moderada, a inflação acumulada nos últimos 12 meses permanece alta, corroendo a renda real das famílias. Além disso, a elevação dos juros é fator que contribui para conter o otimismo.

O indicador que mede a segurança das famílias em relação ao emprego atual registrou elevação de 3,3% em dezembro, na comparação com o mesmo período de 2012. “Apesar da desaceleração recente na geração de empregos no País, a conjuntura do mercado de trabalho permanece muito favorável, especialmente no Estado”, diz De Marchi.

O indicador referente ao nível de consumo atual registrou aumento de 11,1% na comparação com dezembro de 2012. “Ao longo de todo o ano, esse indicador foi o que apresentou as altas mais relevantes, saindo do nível de pessimismo pelo qual passou praticamente todo 2012, passando para o estado otimista”, pondera. Esse resultado contrasta com o indicador de renda atual, que  recuou 6,7% na comparação com o mesmo período do ano passado, e o indicador referente às compras a prazo (acesso a crédito) em dezembro, que apresentou redução de 3,4% nessa mesma base de comparação.

Fonte: Jornal do Comércio

Ex-corregedora do CNJ se filia ao PSB e é lançada ao Senado por Campos e Marina

xIMAGEM_NOTICIA_5.jpg.pagespeed.ic_.LCJfqFvoWb

O governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos , pré-candidato à Presidência, e a ex-senadora Marina Silva lançaram ontem a candidatura ao Senado, pela Bahia, da ex-corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Eliana Calmon, com críticas à “velha política” e ao governo federal Durante a solenidade de filiação de Eliana ao PSB, numa casa de eventos em Salvador, Campos foi saudado aos gritos de “guerreiro do Brasil” e “futuro presidente” por cerca de mil pessoas. A chapa terá a a senadora Lídice da Mata como candidata ao governo.

Campos disse que o país parou por culpa da “aliança conservadora” que governa o país:

— Não podemos continuar administrando o combate a inflação, como se diz no Nordeste, da “mão para a boca” com ações pontuais imediatistas que, efetivamente, nos remete a um tempo em que o Brasil pôs duas décadas a perder. Nós sabemos que é preciso preservar as conquistas, e só vamos preservá-la se conseguirmos enxergar o futuro do Brasil acima dos interesses de partidos e grupos políticos — afirmou.

Marina foi mais explícita: frisou que a aliança PSB/Rede prega uma política que “não esteja baseada na distribuição de cargos, como vem sendo feita”.

— Já estamos com 39 ministérios e só não se chega aos 40 por constrangimento numérico — disse, numa alusão a “Ali-Babá e os 40 ladrões”

Eliana afirmou que optou por concorrer na Bahia, apesar de morar há 24 anos em Brasília, pelas suas “raízes”. Foi graças a essa ligação, afirmou, que enfrentou as pressões que sofreu quando combateu o corporativismo no Judiciário.

—Eu sempre dizia: não se meta comigo porque sou baiana!

Fonte: O Globo

A multiplicação das drogas

812_drogas1

Uma denúncia anônima levou a Polícia Federal a prender, em julho, uma brasileira que desembarcava no aeroporto internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, vinda de Foz do Iguaçu. Numa cinta abdominal, ela escondia uma substância identificada pelos policiais federais como LSD. A passageira já fora condenada por tráfico e cumpria pena em regime aberto. Oito dias depois, foi solta. A prisão foi revogada pela Justiça porque o laudo pericial atestou que a substância encontrada não era LSD, mas 2C-I, um alucinógeno mais potente. Ele parece cocaína, mas tem um nome mais simpático, smiles, o mesmo das carinhas amarelas, símbolo mundial de felicidade. A família de drogas 2C é ilegal nos Estados Unidos, onde seu uso foi relacionado a mortes de adolescentes. Ela ainda não foi proibida no Brasil.

O smiles é um exemplo do novo cardápio de drogas com potencial para causar dependência que prolifera pelo mundo e começa a aportar também no Brasil. Em busca de efeitos mais fortes ou fórmulas que escapem ao controle das autoridades, laboratórios clandestinos ampliam a quantidade de drogas sintéticas em circulação no mundo. Um relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc), divulgado em junho, informa que as novas substâncias psicoativas comunicadas pelos países-membros superaram no ano passado as substâncias controladas por leis internacionais. Eram 251 drogas novas contra 234 restritas.

Essas perigosas novidades encontram terreno fértil no Brasil, onde o consumo de drogas explodiu nos últimos 12 anos. Um levantamento inédito obtido por ÉPOCA mostra que a taxa de fatalidade por consumo de drogas cresceu 700% entre os anos 2000 e 2011. A análise foi feita pela Diretoria de Instituições e Estado do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Em números absolutos, o dado não impressiona. Foram 639 mortes por overdose no Brasil em 2011. “O aumento de mortes revela uma explosão do consumo”, afirma o economista Daniel Cerqueira, diretor do Ipea e especialista em violência urbana. “Vivemos uma epidemia. O mais triste é que drogas e crimes caminham juntos.”

As novidades no mundo das drogas trouxeram novos perigos. Até os anos 1990, a heroína injetável era o que havia de mais autodestruidor. Não mais. A substância mais assustadora do submundo das drogas chama-se krokodil. É uma concorrente barata da heroína. Usada na Rússia, injetável, ela provoca rapidamente síndrome de abstinência e – atenção – apodrece a carne do usuário. Ela mata por gangrena. Quem tiver estômago forte pode procurar na internet a palavra “krokodil”. As imagens dos viciados doentes causam repulsa.

Novas drogas, mais mortes (Foto: ÉPOCA)

Outra droga comparada a uma sentença de morte é um tipo de anfetamina conhecido como crystal meth. Ela se tornou conhecida no mundo todo por causa do seriado Breaking bad, aclamado neste ano com o Emmy, o Oscar da TV americana. Na ficção, um professor de química frustrado e com câncer terminal  recorre à produção e ao tráfico de crystal meth para sustentar a família. Na vida real, a droga é um problemão de saúde pública na Europa e nos Estados Unidos. Inalado, o crystal meth chega rapidamente ao cérebro. Produz uma sensação de prazer nove vezes mais potente que a cocaína e uma síndrome de abstinência mais rápida e duradoura. Aprisiona rapidamente o usuário ao vício. As campanhas nos Estados Unidos tentam desestimular a primeira experiência, devido ao risco enorme de viciar. Embora a PF não tenha registro de apreensão de crystal meth no Brasil, o psiquiatra Thiago Fidalgo, coordenador do setor de adultos do Programa de Atendimento a Dependentes da Escola Paulista de Medicina, diz que há dependentes da droga se tratando em clínicas particulares. “Os casos são raros, mas começam a aparecer em consultórios particulares, porque são pessoas que viajam muito e trazem do exterior”, afirma Fidalgo.

Há um risco adicional embutido na proliferação de novas drogas: o traficante não sabe mais o que vende, nem o usuário sabe o que usa. “Não sei no que difere uma droga da outra. O fornecedor identifica pelo desenho e diz ‘leva essa que tá bombando. Aquele com desenho de tubarão é mais forte’. Não entendo nada sobre a química ou composição. Confio, compro e entrego para os meus amigos”, diz o universitário Ricardo (nome fictício), de 22 anos, morador da Zona Sul do Rio e vendedor de drogas em baladas.

O comportamento irresponsável do jovem traficante é muito mais comum do que se imagina. Devido ao ritmo  acelerado com que aparecem no mercado e aos diversos apelidos que recebem, as novas drogas são essencialmente desconhecidas. O Centro Europeu de Monitoramento de Drogas e Dependência detectou 49 novos tipos de substâncias psicoativas em 2012, quase uma por semana. Muitas delas chegam ao Brasil. Dados inéditos da Polícia Federal obtidos por ÉPOCA revelam que, até agosto, foram apreendidos 30 tipos diferentes de droga no país. Em 2011, eram oito.

O fato de algumas dessas substâncias ainda serem legais não as torna menos perigosas. O desconhecimento sobre efeitos e doses letais faz delas uma amea­ça ainda maior, diz o psiquiatra Fidalgo. “Há dois perfis de usuário: o clássico, que usa cocaína, álcool e maconha, e o abusador de várias coisas. Esse segundo tipo está sempre em busca de  novas sensações. A gente não sabe o que ele está ingerindo”, afirma Fidalgo. O uso de drogas múltiplas, muitas delas desconhecidas dos médicos e das autoridades, complica o controle do vício e tem levado muitos jovens a desenvolver surtos psicóticos, com mania de perseguição ou depressão aguda. A psiquiatra Analice Gigliotti, chefe do Setor de Dependência Química da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, diz que, quanto maior a variedade de substâncias usadas, maior é a alteração na química cerebral – e maior as chances de o viciado encontrar o que procura no mercado clandestino de drogas. “Fica mais difícil contê-lo”, diz Analice.

“Educar o jovem para não usar drogas é um trabalho de formiguinha sobre o cuidado que ele deve ter com tudo o que bota para dentro do corpo”, diz o psiquiatra Jorge Jaber, presidente da Associação Brasileira de Alcoolismo e Drogas (Abad). No Brasil, a Polícia Federal e a Anvisa, a agência encarregada de fiscalizar e regular tudo o que possa afetar a saúde dos brasileiros, atuam em parceria para manter atualizada a lista das drogas proibidas. “Várias substâncias são redesenhadas para burlar o controle. É um desafio mundial”, diz Renata Moraes, coordenadora da área de produtos controlados da Anvisa. Para combater a multiplicação de novas substâncias, a PF tem optado por emitir laudos apontando detalhadamente para a Justiça as características das substâncias apreendidas, na esperança de que elas sejam rapidamente ilegalizadas. A traficante do smiles escapou do flagrante no aeroporto em julho. Da próxima vez, talvez não tenha a mesma sorte.

Os novos tipos de substâncias psicoativas (Foto: Divulgação e Thinkstock (7))
Fonte: Rvista Época

Justiça conclui processo da Operação Rodin

A Terceira Vara Federal de Santa Maria confirmou a conclusão do processo da Operação Rodin. Agora, o juiz Loraci Flores de Lima poderá trabalhar na definição das penas dos réus do caso que investiga suposto desvio de R$ 44 milhões do Detran gaúcho, descoberto em 2007.

Fundações ligadas à Universidade Federal de Santa Maria teriam sido contratadas sem licitação pelo Detran para exames de motorista e subcontratado empresas para fazer os serviços, que seriam superfaturados. A sentença poderá sair daqui a dois meses.

Em setembro deste ano, o Ministério Público Federal entregou as alegações finais do caso. Trinta e dois réus são acusados de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, peculato e falsidade ideológica.

Fonte: Rádio Gaúcha

EPTC tem 30 dias para explicar valor das tarifas de ônibus em Porto Alegre

O Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul (TCE-RS) deu um prazo de 30 dias para que a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) apresente esclarecimentos sobre o valor das tarifas de ônibus de Porto Alegre. O órgão da prefeitura da capital terá que responder vários aspectos citados pelo Ministério Público de Contas (MPC). Atualmente, o valor da passagem na capital gaúcha é de R$ 2,85.

O presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, visitou o TCE-RS na tarde de terça-feira (17) e garantiu que será ágil para responder todos os apontamentos. De acordo com a assessora jurídica da EPTC, Giovana Albo Hess, a análise do processo é extensa e complexa. “O relatório apresenta questões técnicas aprofundadas. O objetivo é, dentro das nossas possibilidades, enviar as informações no menor prazo.”

O presidente do TCE-RS, Cezar Miola, disse que a questão do valor das passagens em Porto Alegre é tratada como prioridade pela instituição. “Estamos atentos ao assunto, considerando especialmente sua relevância e grande interesse social”, disse.

Após os esclarecimentos da EPTC, o processo deve ser encaminhado à avaliação do MPC e, posteriormente, ao relator, para apreciação do Pleno.

O valor das passagens em Porto Alegre foi motivo de inúmeros protestos na cidade durante todo o ano de 2013, principalmente depois de um anúncio de que a tarifa passaria para R$ 3,05. Após as manifestações, a tarifa voltou para o valor antigo, de R$ 2,85.

Fonte: G1

WP-Backgrounds Lite by InoPlugs Web Design and Juwelier Schönmann 1010 Wien