novembro 2013 archive

Em Porto Alegre, Campos defende estabilidade econômica para retomar crescimento e melhorar a qualidade de vida das pessoas

Eduardo Campos em Porto Alegre - Jantar da Lide - Sheraton Porto Alegre Hotel

Palestrando sobre a conjuntura política e econômica, os desafios para o Brasil e as ferramentas de gestão implantadas no Governo de Pernambuco, o presidente nacional do PSB e governador do Estado nordestino, Eduardo Campos, participou na noite desta quinta-feira (28) de jantar com empresários gaúchos. Promovido pelo Lide- Grupo de líderes empresariais, o evento ocorreu no Hotel Sheraton em Porto Alegre. O presidente do Lide, Gustavo Ene, agradeceu a presença do governador e destacou a curiosidade em conhecer o modelo de gestão de Pernambuco.

Campos abriu sua palestra com uma contextualização histórica do momento em que vive o país. Discorreu sobre os três ciclos econômicos vividos no Brasil desde a redemocratização, com a consolidação da democracia nos anos 80, passando pela conquista da estabilidade econômica, com controle da inflação, e a redução das desigualdades sociais. O socialista avaliou o Brasil e o mundo pós crise destacando a necessidade da busca por um novo modelo de desenvolvimento. “O momento agora é de iniciar um novo ciclo econômico e social que preserve as conquistas, que tenha fundamentos econômicos consistentes,  que seja capaz de reconquistar a confiança dos investidores. “É preciso criar um ambiente de estabilidade econômica que preserve aa conquistas dos últimos 30 anos e precisamos melhorar o padrão dos serviços como a educação pública”, afirmou.

Eduardo Campos avaliou que vivemos uma crise de representatividade manifestada pelo povo nas ruas em junho. O socialista destacou que é preciso um novo pacto político e social que expresse o desejo da sociedade e não de alguns partidos. “As manifestações de junho expressaram o sentimento comum da população de mudanças, o desejo de melhoria da qualidade dos serviços públicos, de inconformidade com a estagnação do país”., lembrando que pesquisas demonstram repetidas vezes que 70% da população quer mudanças.

O governador ponderou que o desafio do crescimento é criar um ambiente de estabilidade política e econômica para melhorar a produtividade e melhorar a qualidade de vida das pessoas. Para posicionar o Brasil no mercado global, Campos defendeu reformas estruturais, investimentos em inovação e pesquisa, em infraestrutura. Citou o desenvolvimento econômico sustentável para o Brasil crescer de forma equilibrada reduzindo as desigualdades sociais e ainda a eficiência na gestão como eixo fundamental.

Defendeu um novo pacto federativo e sobre a reforma política avaliou que o que vem sendo trabalhado é uma reforma eleitoral, que serve à perspectiva da próxima eleição e isso é um erro. “Na verdade precisamos sair do imediatismo que favorece casuísmos e  pensar uma reforma política que possa entrar em vigor de forma fatiada”. Campos defendeu quatro grandes mudanças políticas: a unificação das eleições, o mandato de cinco anos, o fim das coligações proporcionais e a volta da cláusula de barreira como forma de propiciar um cenário politico mais coerente “Isso levaria a uma nova cena política, uma nova representação”.

O modelo de gestão de Pernambuco

Ao iniciar a fala sobre a experiência no governo de Pernambuco, Eduardo Campos frisou que ”para governar é preciso saber onde se quer chegar e para isso é fundamental o planejamento”. O governador mais bem avaliado do país explicou o modelo de gestão implantado em Pernambuco. “É preciso aliar mecanismos de participação popular, mantendo um diálogo permanente com a população,  com planejamento estratégico, com mecanismos de gestão com metas e avaliação de resultados”, disse ao exemplificar que em Pernambuco o governo trabalha a meritocracia, o fortalecimento das carreiras do Estado. Há controle de metas e avaliação constante de resultados e simplificação de processos. “Isso possibilitou que diminuíssemos em sete anos consecutivos os índices de criminalidade, diminuíssemos a evasão escolar e acabássemos com o caos na saúde”, exemplificou, ao ressaltar que também houve investimentos em setores estratégicos como a indústria naval e a energia renovável. Eduardo Campos informou sobre o aumento da capacidade de investimento do Estado e explicou que há quatro anos Pernambuco cresce mais que o país e que o volume de investimentos foi ampliado em 4,2 vezes.

A educação também foi outro ponto destacado por Campos que obteve resultados através do modelo de gestão. Explicou que Pernambuco hoje tem a maior rede de ensino integral do país, com 260 escolas de referência. “Em 2010 estas escolas atingiram metas estabelecidas pelo MEC para 2021, ou seja, 11 anos antes”, exemplificou.

Campos destacou que o  modelo de gestão de Pernambuco “Todos por Pernambuco”, através de seus programas como Chapéu de Palha Mulher e Pacto pela Vida, foi premiado por dois anos consecutivos pela ONU. “Trabalhar com gestão eficiente dá resultados para a população”.

Fonte: PSB RS

Prefeitura de Porto Alegre e MP firmam acordo para atendimento de vítimas de exploração sexual infanto-juvenil

De olho nos grandes eventos que terão Porto Alegre como sede, a prefeitura da Capital e o Ministério Público do Rio Grande do Sul firmaram um acordo nesta quinta-feira estabelecendo condutas para o atendimento de crianças e adolescentes vítimas de exploração sexual. O objetivo do documento é fortificar pontos frágeis na rede de proteção dos menores.

O termo de compromisso operacional foi assinado pelo MP, pelas secretarias de Saúde, dos Direitos Humanos, da Educação, da Governança, da Produção, Indústria e Comércio, de Turismo, de Segurança e a Fundação de Assistência Social e Cidadania (FASC).

Cabe a cada órgão responder por uma etapa do acolhimento as vítimas, que vai desde o recebimento em Centro de Referência ao Atendimento Infanto-juvenil (CRAI) até o encaminhamento para instituições de ensino.

Fonte: Zero Hora

Eduardo Campos busca apoio do PPS no Estado

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O governador de Pernambuco e pré-candidato à presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos, reuniu-se na tarde desta quinta-feira com lideranças do PPS gaúcho, dando seguimento às conversações que vem mantendo com a direção nacional da legenda, com o objetivo de atraí-la para apoiá-lo no pleito do próximo ano.

Vindo de São Paulo, onde lançou a “Plataforma digital” – uma síntese do conteúdo programático que vem sendo discutido com integrantes da Rede Sustentabilidade, da ex-senadora Marina Silva -, Campos pediu formalmente ao presidente estadual do PPS, Paulo Odone, apoio à sua candidatura para 2014, alegando que as pesquisas de opinião têm indicado que 70% da população quer mudanças na condução política do País.  Odone agradeceu e disse que o assunto deve ser discutido no congresso estadual da sigla, no sábado, e que já percebe uma tendência entre os correligionários de alinhamento à candidatura socialista à presidência da República. Já na disputa estadual, Odone entende que o cenário ainda está indefinido.

O socialista chegou ao Estado no meio da tarde, acompanhado pelo líder da bancada do PSB na Câmara dos Deputados, Beto Albuquerque. O encontro político antecedeu uma agenda com empresários gaúchos no Hotel Sheraton. Com o tema “Gestão pública eficiente”, Campos foi o palestrante em um jantar organizado pelo Grupo de Líderes Empresariais do Rio Grande do Sul (Lide-RS), falando sobre sua experiência à frente do governo pernambucano. Amplamente prestigiado pelo empresariado gaúcho, o político foi recepcionado pelo presidente do Lide, Gustavo Ene, em evento que teve a capacidade esgotada. Campos expôs como superou desafios de gestão nas áreas de saúde, educação e segurança.

Já no clima pré-eleitoral, Beto aproveitou para alfinetar a administração da presidente Dilma Rousseff (PT), afirmando que o Brasil está sofrendo de “um descontrole total das contas públicas”, citando a gestão socialista em Pernambuco como exemplo a ser seguido. O governador pernambucano defendeu ser necessário melhorar o planejamento, a execução e o controle da gestão pública. Campos disse pertencer a uma tradição de militância progressista. “Muitas vezes, nosso campo político tinha preconceito com os mecanismos de gestão dizendo que eram neoliberais”, criticou, defendendo o uso de um sistema de metas. “É preciso ter um governo voltado para a meritocracia, com metas claras e premiação para quem as alcança, com controle social em todas as etapas”, defende, ponderando que é preciso resistir às resistências. “Mas quando se percebe que este caminho tem resultados, as pessoas se aproximam, e as resistências vão baixando”, observa, salientando que sua reeleição em 2010, no primeiro turno, com 83% dos votos, demonstrou os acertos das políticas adotadas. Segundo ele, a gestão eficiente levou à diminuição da violência, melhorou a educação e a saúde, além de dinamizar o setor econômico.

Fonte: Jornal do Comércio

População já pode participar do programa de governo PSB-Rede

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O presidente Nacional do PSB, governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e a fundadora do Rede Sustentabilidade, ex-senadora Marina Silva, lançaram nesta quinta-feira (28) em São Paulo a plataforma digital com o primeiro conteúdo programático da aliança. A plataforma pode ser acessada pelo site http://www.mudandobrasil.com.bre permite que, até 1º de fevereiro, cidadãos de todo o país possam participar da construção do programa de governo da coligação PSB-REDE para 2014, apresentando sugestões, críticas e novas propostas de políticas públicas para melhorar o país.

Chamado de plataforma virtual colaborativa, o novo espaço consolida o que começou a ser construído há exatamente um mês, também em São Paulo, no 1º Encontro Programático que as duas siglas realizaram, em 28 de outubro. As propostas ali debatidas por mais de 160 participantes, entre dirigentes e militantes dos dois partidos, além de representantes de setores organizados da sociedade (empresários, agentes culturais, ativistas ambientais, etc), é que originaram o documento síntese que agora a plataforma digital compartilha na internet com a sociedade.

Os textos sistematizados deste encontro serão disponibilizados em dois ambientes para os internautas na plataforma: num primeiro, há o texto integral do documento síntese e, no segundo ambiente, o espaço para as manifestações do cidadão que quiser participar da construção do programa de governo. O processo será acompanhado por especialistas em cada área e o resultado, sistematizado, irá gerar um novo documento síntese.

Esse segundo material será aprofundado, ainda, em cinco encontros regionais do PSB-REDE, a serem realizados de 22 de fevereiro a 26 de abril em Porto Alegre, Rio de Janeiro, Recife, Goiânia e Manaus, além de em diversos seminários nos estados. O objetivo é estar com o programa de governo a ser apresentado ao país na campanha eleitoral de 2014 em maio.

“Estamos muito seguros de que esse é o caminho que vai nos conduzir à vitória política, que para nós é encantar milhares de brasileiros país afora e, com o engajamento deles no nosso projeto, aí podemos alcançar a vitória eleitoral”, declarou Eduardo Campos. “As pesquisas indicaram, após as manifestações de junho, que mais de 70% da população brasileira está convencida de que é preciso haver uma mudança no país, é um convencimento inquestionável – e o que nós estamos oferecendo para a população é justamente esse caminho”.

A plataforma digital é um compromisso assumido por Eduardo Campos e Marina Silva no próprio dia da formalização da aliança entre as duas siglas, em 05 de outubro. Ambos consideram essa construção conjunta com a sociedade fundamental para a renovação da política no Brasil e a implantação de mudanças que melhorem de fato o país.

A consolidação do documento síntese foi coordenada pelo primeiro Secretário Nacional do PSB e presidente da Fundação João Mangabeira (FJM), Carlos Siqueira, e pelo coordenador-executivo da Rede Sustentabilidade, Bazileu Margarido.

No documento, PSB e Rede reforçam três objetivos principais, que foram fundamentais na decisão de formar uma coligação política e eleitoral em torno de um programa comum para 2014. São eles:

1.Manter as conquistas das últimas décadas e fazê-las avançar, realizando, contudo, uma apreciação crítica do conjunto do processo, de tal forma a potencializar os elementos que dialogam com a autonomia e emancipação popular, levando as demandas sociais legítimas a sua plena realização.

2.Aprofundar a democracia, impulsionada por distintos atores sociais, atualizando os processos decisórios à nova realidade da era digital.

3.Construir as bases para um ciclo duradouro de desenvolvimento sustentável, com ampla participação de todos os atores na promoção do progresso socialmente justo, ambientalmente sustentável e libertador das potencialidades criativas da humanidade.

O documento também foi construído de forma especial para socialistas e membros da Rede, que se comprometeram a construir a aliança programática de baixo para cima, no diálogo permanente com os cidadãos e cidadãs e as organizações da sociedade.

“Nossa aliança representa uma inversão no que sempre aconteceu no país: iniciamos pela discussão do conteúdo programático como pré-condição para a participação nas eleições, ao invés de focar nas alianças eleitorais”, diferenciou Marina Silva. É um método que visa antecipar, nas práticas da própria campanha eleitoral, o modo como se deseja governar o País.  “Queremos desenvolver articulações em rede, que não impliquem adesão no momento estrito da eleição, mas engajamento contínuo e comprometimento cidadão com o desejo de construir um país melhor”.

Para tanto, o documento síntese definiu nove desafios estratégicos para o Brasil, a fim de discutir com a população:

1.REFORMA DO ESTADO

2.REFORMA URBANA PARA CRIAR CIDADES SUSTENTÁVEIS

3.PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E POLÍTICAS PÚBLICAS INTEGRADAS

4.POLÍTICA INTERSETORIAL E PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO

5.EDUCAÇÃO PARA O CONHECIMENTO E CULTURA COMO ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO

6.REDUÇÃO DAS DESIGUALDADES SOCIAIS E REGIONAIS

7.VALORIZAÇÃO DA BIODIVERSIDADE E DOS RECURSOS NATURAIS

8.POLÍTICA DE SAÚDE

9.  SEGURANÇA PÚBLICA

“Estamos fechando um ciclo no Brasil e essa força, essa energia que virá da população é o que precisamos para iniciar um novo ciclo e levar o país a dias melhores, a um desenvolvimento sustentável em todos os aspectos”, resumiu Eduardo Campos.

Fonte: PSB

Indústria calçadista gaúcha pode fechar 10 mil vagas

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As medidas protecionistas do governo argentino contra produtos brasileiros podem fechar entre 8 e 10 mil vagas nas empresas calçadistas das regiões dos vales do Sinos e Paranhana. O alerta foi feito pelo presidente da Abicalçados, Heitor Klein. Segundo ele, como as entregas da temporada primavera/verão foram frustradas, as empresas da Argentina não estão fazendo as encomendas de calçados para o outono/inverno. “Trata-se de um produto fabricado em dezembro e embarcado em janeiro e fevereiro. É muito provável que já no próximo mês tenha início o processo de dispensa de funcionários”, afirmou.

O entrave do governo argentino se dá através da exigência das Declarações Juramentadas Antecipadas de Importação (DJAIs), instrumento que visa a garantir o equilíbrio da balança comercial e busca garantir que, para cada dólar importado, um dólar deve ser investido no país. De acordo com a entidade, 700 mil pares foram negociados e impedidos de entrar em solo argentino pela não liberação das licenças, causando um prejuízo de mais de US$ 13 milhões. As exportações do Brasil à Argentina neste setor, que já somaram 20 milhões de pares, devem encerrar 2013 com menos de 10 milhões de pares.

De acordo com Klein, a entidade está tentando sensibilizar todas as esferas de poder e, sobretudo, o governo federal. “Há um mês e meio nós falamos e entregamos um documento para a presidente da República”, conta. “A presidente determinou ao ministro (Aloizio) Mercadante que acionasse os mecanismos de governo para dar uma solução a essa questão. Tentei vários contatos com o ministro e não obtive nenhum retorno”, lamenta. De acordo com o dirigente, houve um contato do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, garantindo uma audiência para tratar do assunto. “Depois me falaram que a audiência seria no dia 18 de dezembro. Eu respondi que seria uma audiência para agradecer os esforços feitos para resolver o impasse”, ironizou.

Klein disse não acreditar que o governo possa abrir um processo contra um sócio do Mercosul por uma questão política. Para ele, as opções são retaliar o país vizinho, bloqueando importações de origem argentina ao Brasil, ou então conceder uma linha de crédito ao governo argentino para que empresas brasileiras possam se instalar naquele país. “Se considerarmos todos os produtos, não só calçados, mas alimentos, móveis e assim por diante, não chega nem de longe a US$ 100 milhões. Para o governo, para o Bndes, esse valor não é nada. Se estabelece esse crédito para a Argentina, de algum tipo de financiamento, com a contrapartida de permitir que o produto entre lá, já que o problema deles é dinheiro, para pagar essas importações”,
propõe.

Segundo ele, é improvável que as empresas possam encerrar atividades, já que não são mais tão dependentes do mercado argentino. “Existe uma participação importante, porque a Argentina corresponde a 9% ou 10% das exportações brasileiras de calçados”, afirma. “Hoje o mercado brasileiro está presente em 150 países, mas isso não significa que nós vamos nos conformar em perder um mercado consolidado como o argentino”, acrescenta.

Fonte: Jornal do Comércio

Plataformas aumentam a fatia de exportações do Rio Grande do Sul

As plataformas montadas em Rio Grande para dar suporte à extração de petróleo da camada pré-sal pela Petrobras viraram uma espécie de joia da coroa no balanço das exportações gaúchas em 2013. Em outubro, graças ao segundo equipamento despachado para a Bacia de Campos no ano, o Rio Grande do Sul alcançou fatia de 16,7% da receita externa entre os estados. Segundo os especialistas da Fundação de Economia e Estatística (FEE), a taxa é um dos maiores patamares de participação gaúcha na balança externa.

No mês, a receita somou US$ 3,8 bilhões, alta de 157% frente a outubro de 2012. Somente outros equipamentos de transporte, que é a conta das plataformas, significou receita de US$ 1,9 bilhão. O Estado só ficou atrás de São Paulo, com 22,4% da receita, que caiu 9,5%. Até outubro, o fluxo total somou US$ 21,3 bilhões, alta de 41,2% frente aos dez primeiros meses de 2012. O Rio Grande do Sul ficou com fatia de 10% da receita com as exportações. Do total, US$ 3,6 bilhões entraram na conta de outros equipamentos de transporte, setor em que se enquadram as plataformas. Como em novembro a terceira plataforma foi enviada à área do pré-sal, a P-58, mais efeitos na indústria serão sentidos.

O economista Adalberto Maia, do Centro de Informações e Estatísticas da FEE, lembra que o fato de as plataformas serem exportadas numa operação contábil (como encomendas de subsidiárias da Petrobras no Exterior), sem deixar fisicamente o País, não desmerece o impacto na pauta externa gaúcha. “O polo naval já é parte da estrutura produtiva local. Temos de nos acostumar com essas plataformas, que estarão incluídas em um ano e poderão não estar no seguinte”, advertiu Maia. Em 2015, não há previsão de conclusão de encomendas, mas nos anos seguintes, sim.

Nos negócios externos, além das plataformas, a China foi o principal destino nos dez primeiros meses do ano, com US$ 4,4 bilhões, 20,5% no total negociado e 60% acima do mesmo período de 2012. Soja em grão é o produto mais comprado pelo país asiático. No total da pauta, o grão respondeu por 84,4% da receita vendida nos itens primários. No mês de outubro, o País foi superado pela Holanda, em primeiro lugar pelo efeito plataforma. Nos destinos, Argentina, mesmo com problemas de liberação de cargas de calçados, ficou em segundo lugar nos dez primeiros meses, com US$ 1,6 bilhão, 26,7% acima dos US$ 1,3 bilhão do mesmo período de 2012.

O economista Guilherme Risco, da equipe do Centro de Informações, lembrou que as adversidades não afetam todos os ramos produtivos. “A importação da Argentina está sujeita a instabilidades internas, mas mostra que tem muito peso”, adverte Risco.

As exportações da indústria de transformação registraram crescimento de US$ 3,9 bilhões no acumulado do ano (31,5% em valor, 1,2% em volume e 30,0% em preços). O setor respondeu por 75,6% da receita até outubro, somando US$ 16,1 bilhões. Entre os maiores crescimento do setor, estão derivados de petróleo (195%), metalurgia básica (87,6%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (17,3%). Os produtos com desempenho negativo no período incluem alimentos e bebidas, recuo de 9% na receita, que pode ter efeito da queda em exportação de óleo de soja.

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Fonte: Jornal do Comércio

Congresso promulga PEC do Voto Aberto

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Em meio a dúvidas e polêmicas a emenda constitucional que institui o voto aberto nas votações de processos de cassação de mandatos de deputados e senadores e de vetos presidenciais foi promulgada nesta quinta-feira (28) em sessão do Congresso Nacional. A polêmica foi levantada porque o texto promulgado apenas suprime a expressão “votação secreta”, mas não deixa explícito que as votações desse tipo terão que ser abertas.

Na avaliação do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) o fato de os regimentos internos da Câmara e do Senado ainda preverem a votação secreta nesses casos, pode fazer com que a medida não tenha efeito na prática. “Penso que à luz do que aprovamos ontem, não acabamos com o voto secreto na cassação de parlamentares. O meu receio é que nós estejamos vendendo, de alguma maneira, involuntariamente, gato por lebre”, disse o senador.

Minutos antes da promulgação o presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL) disse que não há motivos para preocupação. Segundo ele a mudança constitucional garante a votação aberta. “Este é um entendimento que não vai a lugar nenhum porque a Constituição prepondera sobre qualquer regimento. Não há nenhuma duvida jurídica em relação a isso, tanto que nós vamos promulgar”, garantiu Renan.

Com a entrada da lei em vigor os deputados Valdemar Costa Neto (PR-SP), João Paulo Cunha (PT-SP) e José Genoino (PT-SP), além de Pedro Henry (PP-MT) condenados pelo Supremo Tribunal Federal na Ação Penal 470 – conhecida como mensalão – já terão a cassação analisada em votação aberta.

Inicialmente os deputados aprovaram o fim do voto secreto em todas as votações na Câmara, no Senado e nos legislativos municipais e estaduais mas o Senado restringiu a medida. De acordo com o texto aprovado, o voto permanecerá secreto na votação de indicações de autoridades – como ministros do STF e agências reguladoras – e na escolha dos membros das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado.

Mesmo com as limitações, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), considerou um avanço a mudança a ser promulgada.

“Temos que respeitar a posição diferente do Senado, até porque algumas das prerrogativas do voto secreto são dos senadores, no exame de indicação para as agências reguladoras, para embaixador, para procurador. Não é uma prerrogativa do voto do deputado, mas do voto do senador. Então, eles têm todo o direito de ter uma avaliação própria das prerrogativas deles. Mas, pelo menos, em relação à cassação e a vetos já foi um avanço”, justificou.

Fonte: EBC

Contas do governo têm o pior resultado para outubro desde 2004

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O governo central – que reúne as contas do Tesouro Nacional, Banco Central (BC) e da Previdência Social (INSS), registrou em outubro superávit primário de R$ 5,436 bilhões. É o pior resultado para o mês desde 2004, que registrou superávit de R$ 4,741 bilhões. No acumulado do ano, a economia do governo central para pagamento dos juros da dívida atingiu R$33,432 bilhões – o que representa queda de 48,2% frente ao mesmo período de 2012, que foi de R$ 64,534 bilhões. A meta para 2013 está fixada em R$ 73 bilhões, portanto ainda estão faltando R$ 40 bilhões, a dois meses para encerrar o ano.

Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, a meta é “factível” e será alcançada com a ajuda de receitas extraordinárias em novembro, como a arrecadação de R$ 15 bilhões da concessão do campo de Libra (pré-sal) e de R$ 16 bilhões (estimativa), decorrentes da adesão das empresas ao programa de refinanciamento de dívidas (Refis). Só a Vale recolherá aos cofres públicos R$ 5,9 bilhões. O mês de dezembro é tradicionalmente um período com resultado positivo, puxado pela Previdência Social, devido ao recolhimento da contribuição relativa ao 13o salário.

– Novembro ainda não fechou, mas a nossa expectativa é que será resultado histórico. Estamos falando de números grandes (superávit primário), de dois dígitos – destacou o secretário.

De acordo com o relatório do Tesouro, no mês passado, a maior contribuição para o superávit primário veio do Tesouro, que registrou resultado positivo de R$ 8,276 bilhões; já o BC registrou déficit de R$ 127,3 milhões e a Previdência Social, déficit de R$ 2,712 bilhões.

Do lado do Tesouro, houve aumento de receitas com o pagamento trimestral de impostos e contribuições (IRPJ e CSLL) e de participação especial do petróleo. Por outro lado, cresceram as despesas com pessoal (precatórios), com abono e seguro desemprego, além do aumento de investimentos (PAC). Já no caso da Previdência, os desembolsos subiram com a concentração do pagamento da primeira parcela do 13 salário, em outubro.

O secretário aproveitou para rebater as críticas sobre a condução da política fiscal. Disse que os fundamentos da econômica são sólidos e “tranquilos”.

– Alguns têm feito um esforço muito grande para transformar fundamentos sólidos e tranquilos em tensão, mas isso não muda os fundamentos no Brasil – destacou.

Ele disse que não vê deterioração nas contas públicas e a que redução da dívida pública em relação ao PIB tem sido constante no Brasil. A alta dos juros, na avaliação dele, está ligada diretamente à inflação.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/contas-do-governo-tem-pior-resultado-para-outubro-desde-2004-10910584#ixzz2m1efHT9H 
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Aumento nos preços da gasolina e do diesel deve ser decidido na sexta

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O Conselho de Administração da Petrobras se reúne nesta sexta-feira em São Paulo e deve definir um novo reajuste da gasolina e do óleo diesel para vigorar ainda este ano. Segundo cálculos do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE), o preço da gasolina apresenta uma defasagem de 15% em relação aos preços internacionais, e o diesel, de 20%.

Embora a estatal apresente uma situação financeira crítica no curto prazo, devido às despesas com investimentos e impacto da importação dos combustíveis nas contas, a meta do governo é manter a inflação abaixo dos 5,84% de 2012. Por isso, os reajustes vêm sendo represados pelo governo. Se aprovado um aumento de 5%, percentual em discussão na equipe econômica, o impacto direto no IPCA será de 0,2 ponto percentual este ano. O diesel, que tem impacto menor no IPCA, pode subir 10%.

Por outro lado, a nova metodologia que prevê reajustes automáticos do combustível, em estudo pela Petrobras, ainda está em discussão e deve ser aprovada só no ano que vem. Ao apresentar a proposta no Conselho, sem aprovação prévia da equipe econômica, a diretoria da Petrobras entrou em rota de colisão com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. A polêmica gira em torno de uma possível indexação aos preços internacionais da commodity. Por isso, a discussão está em banho-maria por ora, com aval do Planalto.

Conforme afirmado por Mantega na terça-feira, a elaboração de uma metodologia para reajustes automáticos do combustível ainda está em elaboração.

Segundo analistas e investidores, um reajuste nos combustíveis é crucial para que a estatal tenha fôlego para arcar com custos de bônus e investimentos exigidos tanto em projetos em andamento como em novos projetos, a exemplo de Libra e os blocos de gás arrematados na quinta.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/aumento-nos-precos-da-gasolina-do-diesel-deve-ser-decidido-na-sexta-1-10915929#ixzz2m1dt8XdG 

Pesquisa mostra desinformação e preconceito entre jovens de 18 a 29 anos

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Pouco mais de quatro em cada dez jovens entre 18 e 29 anos concordam, total ou parcialmente, com a ideia de que mulheres que se vestem de forma insinuante não podem reclamar se sofrerem violência sexual e pouco mais de 10% são indiferentes a esse tipo de violência. É o que mostra a pesquisa Juventude, Comportamento e DST/Aids, encomendada pela Caixa Seguros, aprovada pelo Comitê de Ética da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília e feita com o acompanhamento da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids (DST/Aids) e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Os resultados mostram alto grau de desinformação, preconceito de gênero e contra homossexuais.

Para o coordenador da pesquisa, Miguel Fontes, que é doutor em saúde pública, o machismo ainda está muito presente entre os jovens, “principalmente os homens”. Pouco mais de 9% dos entrevistados concordam ou são indiferentes ao fato de um homem agredir uma mulher porque ela não quis fazer sexo e pouco mais de 11% têm a mesma opinião com relação a homens que batem na parceira que o traiu.

Para a socióloga do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea) Jolúzia Batista, essa geração de jovens sofreu um avanço conservador nos últimos anos. Na sua opinião, uma educação não sexista nas escolas é fundamental para mudar esse cenário. “Nós vemos que hoje a violência surge como uma forma de colocar a mulher nos trilhos, de corrigi-la. É preciso investir em educação para mudar isso“, defende.

Para a pesquisa foram entrevistados 1.208 jovens entre 18 e 29 anos em 15 estados e no Distrito Federal, sendo 55% mulheres. Os critérios da coleta de dados, feita em 2012, são semelhantes aos adotados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O trabalho foi concebido e analisado pela John Snow Brasil Consultoria, e a coleta de dados foi feita pela Opinião Consultoria.

Entre os jovens entrevistados, apenas 30% estudam e 56% já foram reprovados no colégio. Mais da metade são católicos e quase um terço, evangélicos. De cada dez, seis acessam a internet com frequência e cinco navegam pelo menos duas horas por dia.  A maioria perdeu a virgindade entre os 14 e os 18 anos, 10% ainda não tiveram relação sexual, 95% se declararam heterossexuais, 3% disseram ser bissexuais e os 2% restantes, homossexuais.

Fonte: EBC

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