Campos defende capital privado, e PSB combate leilão

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No dia em que o governador de Pernambuco e pré-candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, defendeu a importância do capital privado nas parcerias e nas concessões para impulsionar um crescimento sustentável, deputados de seu partido se posicionaram contra o leilão do campo de petróleo de Libra, previsto para segunda-feira, o primeiro a ser realizado no sistema de partilha.

— Esse leilão é afronta aos interesses nacionais — bradou o deputado Isaías Silvestre (PSB-MG), ao lado de pelo menos cinco colegas de bancada, durante o seminário “O petróleo é nosso?” organizado pelo Comitê Nacional em Defesa do Petróleo, da Soberania e do Fim dos Leilões.

Segundo o deputado Severino Ninho (PSB-PE), parlamentares do PSB foram orientados pelo líder da bancada, Beto Albuquerque (RS), na manhã de ontem, a comparecerem ao evento e se manifestar contra o leilão. Beto é um dos líderes do PSB mais afinados com o governador pernambucano.

— O PSB está aqui massacrando (a proposta de leilão) — disse Paulo Foletto (PSB-ES), ao comentar a presença de diversos colegas no auditório da Câmara.

O deputado José Stédile (PSB-RS) conclamou a população a ir às ruas amanhã para protestar contra o leilão, assim como ocorreu em junho.

— O leilão de Libra é trezentas vezes mais importante do que a redução das passagens de ônibus — defendeu Stédile.

O grupo é contrário à atuação de empresas internacionais na exploração do pré-sal, e cobra da presidente Dilma

Rousseff a promessa de campanha de que não “privatizaria o pré-sal” Para o grupo, o leilão significa privatização e, por isso, desrespeitaria leis federais.

Em Recife, onde participou da abertura da 30^ Conferência Mundial de Parques Científicos e Tecnológicos e do 23^ Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas, Campos criticou o governo Dilma pela falta de parcerias com o setor privado.

— Eu acho que a gente demorou a tomar a iniciativa de chamar a iniciativa privada, seja para as parcerias público-privadas, seja para as concessões. E, nesse momento, é importante que a gente veja este desafio da infraestrutura como importante para aumentar a produtividade da economia com qualidade de vida nas cidades — declarou.

Ao defender regras claras nas concessões de obras públicas, Campos voltou a fustigar o governo federal:

Temos que ter regras claras, que passem confiança para os investimentos que têm retorno em 25 anos. É fundamental para os agentes econômicos que eles percebam que há um rumo estratégico. Se eles imaginam que o país está sendo discutido só para a próxima eleição, ele bota os dois pés atrás, antes de colocar recursos.

Debate para apontar caminhos

Campos disse que o debate proposto pela Rede e pelo PSB sobre a economia ajuda o Brasil a olhar para o futuro:

— Eu tenho acompanhado o que Marina tem falado. É uma crítica que muitos têm levantado. A própria imprensa, os analistas. Mais do que levantar críticas, tem se apontado também caminhos. É esse debate que nos interessa fazer.

O presidente do PSB também respondeu a declarações de Dilma, que havia sugerido aos adversários estudar o Brasil:

— Eu acho que estudar é sempre bom. Eu, todo dia, preciso estudar alguma coisa. Acho fundamental que a gente possa aprender, ter ouvidos abertos. Estudar nos livros, estudar na academia e aprender com o povo.

Fonte: O GLOBO

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