Comissão Parlamentar de Inquérito da Procempa tem depoimento nesta semana

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Os vereadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Procempa continuam o trabalho de investigação esta semana. Na quarta-feira, o presidente interino da empresa, Maurício Gomes da Cunha, prestará o primeiro depoimento da CPI e deve apresentar aos vereadores as ações que a companhia está adotando para auxiliar nas investigações sobre a suspeita de desvio de mais de R$ 50 milhões dos cofres da Procempa. Na sexta-feira passada, os parlamentares estiveram na sede da companhia, onde visitam instalações e conversaram com funcionários.

“A CPI da Procempa não vai acabar em pizza. Vamos até o fim com essa investigação, acredito que o dinheiro desviado é muito mais do que R$ 50 milhões e vamos buscar os responsáveis e suas ligações. A Procempa tem que voltar a ser reconhecida por ser a companhia de tecnologia e informação e não local de desvios”, disse o presidente da comissão, Mauro Pinheiro (PT), durante visita à sede da companhia. Acompanhado de outros membros da CPI, o petista se reuniu com diretores da empresa, funcionários e sindicalistas e visitou instalações como o setor financeiro e as obras de ampliação.

Em algumas salas, como a do setor de desenvolvimento, os legisladores encontraram computadores considerados obsoletos e muita fiação externa. “E isso que é uma empresa de tecnologia”, comentou a vereadora Fernanda Melchionna (P-Sol). O presidente da empresa explicou que já está em andamento um processo licitatório para a aquisição de novos e modernos equipamentos.

Na sala-cofre do datacenter da Procempa – local de armazenamento de dados da prefeitura – os vereadores ouviram explicações sobre a tecnologia de ponta do local e a necessidade de armazenamento seguro das informações. Enquanto isso, integrantes do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados (Sindppd) apresentavam dados sobre o valor da construção. De acordo com os sindicalistas, a obra custou 17,7% acima do preço de mercado. Cunha afirmou que não houve solicitação de informações sobre os contratos, mas a construção do espaço deverá ser um dos assuntos debatidos pela CPI.

O presidente também garantiu que a empresa está contribuindo ativamente com as investigações. “Temos um quadro técnico excelente e estamos prestando informações e tomando nossas próprias medidas internas contra as irregularidades”, disse. Já a presidente do Sindppd, Vera Guasso, afirmou que os trabalhadores esperam que a CPI “investigue todas as irregularidades” da empresa. Vera também destacou que o Sindppd “condena as ações irregulares” da Associação dos Funcionários da Procempa (AFP). “Não temos nenhuma relação com eles e viemos denunciando que também há irregularidades no local” – no início do mês, o restaurante comandado pela AFP foi fechado, após a descoberta de que um dos sócios do local era o ex-diretor financeiro da Procempa Ayrton Fernandes, investigado na fraude de desvio de recursos.

O Sindppd aproveitou o encontro dos vereadores com a direção da Procempa para reivindicar livre acesso do sindicato ao local. Conforme os dirigentes, os diretores da entidade que são funcionários licenciados da companhia vinham sendo sistematicamente impedidos de entrar na empresa. Após intermediação dos vereadores, a presidência garantiu que permitirá o acesso ao local.

Fonte: Jornal do Comércio

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