MP apura desvio para campanha

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Em um cenário em que dezenas de pagamentos da Companhia de Processamento de Dados de Porto Alegre (Procempa) estão sob suspeita – pois teriam sido feitos sem a comprovação do serviço prestado –, começam a surgir indícios de desvio de valores para a campanha eleitoral do ano passado.

Quatro notas da empresa AMG Marcenaria, no valor total de R$ 463,4 mil, são um dos alvos da apuração do Ministério Público. Uma parte do valor registrado nos documentos teria bancado a confecção de cavaletes e a outra, usada para produzir outros materiais eleitorais e quitar dívidas de campanha.

As notas têm como objeto a produção de mobiliário para o Centro Integrado de Comando de Porto Alegre (Ceic), que funciona em um prédio no mesmo terreno da Procempa. Conforme apurado em sindicância, os serviços para o Ceic foram executados por outras empresas, e não pela AMG.

Na tarde de ontem, agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriram mandados de busca e apreensão na marcenaria e no escritório do contador da AMG, em Porto Alegre. O pedido de buscas foi feito pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, que conduz investigação na Procempa.

O primeiro indício de que havia irregularidade no serviço de marcenaria surgiu durante inspeção especial da prefeitura na companhia, concluída em junho. Foi apurado que parte dos valores pagos para a AMG, em fevereiro, havia sido registrada sob a rubrica de pagamento de férias de funcionários da Procempa.

Sindicância instaurada a partir da inspeção constatou que o serviço relacionado às notas pagas em fevereiro fora executado por outra empresa. Outras duas notas da AMG, em um total de R$ 234 mil, foram encontradas pela comissão de sindicância. Igualmente, o trabalho descrito era de responsabilidade de outra marcenaria.

Fonte: Zero Hora

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