Brigada Militar registra 20 homicídios neste ano em bairro de Porto Alegre

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O número de homicídios cometidos neste ano no bairro Restinga, na Zona Sul de Porto Alegre, já alcançou o total de 2012, segundo a Brigada Militar. Entre janeiro e o início deste mês, foram 20 assassinatos, mesmo número do ano passado, como mostra reportagem do RBS Notícias (confira no vídeo). A polícia afirma que a criminalidade em geral vem caindo na região, mas as brigas entre quadrilhas elevam os casos.

“De todos os mortos até agora, há apenas um caso de um rapaz que não tinha passagem policial, o que não quer dizer que não possa estar de alguma forma envolvido com o trafico”, disse o major Egon Kvietinski, da Brigada Militar.

A Restinga é um dos bairros com Território da Paz, iniciativa da Secretaria da Segurança para reduzir a criminalidade. “Há uma redução de, no mínimo 50%, daquilo que havia antes da instalação do Território de Paz, consagrando essa política de segurança pública de aproximação com a comunidade”, declarou o oficial.

Cerca de 50 mil pessoas moram na Restinga, segundo dados do Censo de 2010 do IBGE. Muitos deles, como a operadora de telemarketing Rosa Maria da Silva, vivem em zonas de risco. “Eu moro na primeira rota, que eles chamam do ‘maconhão’. Ali, volta e meia há tiroteio”, afirma a moradora.

Segundo o funcionário público Luis Jorge dos Santos, que também mora no bairro, falta policiamento nas ruas. “Passou, por exemplo, das 18h30, já não tem segurança nenhuma. Temos de nos se cuidando”, declarou.

Outro fator preocupante para os moradores são as ocorrências de tráfico de drogas perto de escolas. Segundo o diretor da Escola Professor Larry José Ribeiro Alves, Carlos Henrique de Oliveira Aigner, a instituição toma iniciativas para atrair a atenção dos menores, evitando que se envolvam com drogas.

“A escola tem trabalhado no sentido de ampliar projetos como o aluno cidadão, projetos de musica, de esportes, que mantenham o aluno mais tempo dentro da escola”, declarou.

O conselheiro do Orçamento Participativo André Seixas sugere que o Território da Paz seja itinerante. “Tem de passar uma semana numa boca, uma semana perto de outra gangue, uma semana na outra… Ele fica parado no pátio de um colégio. Pode até ser perto, mas ele não está in loco lá onde acontece o tiroteio”, declarou.

Fonte: G1

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