Eike pode ter de devolver blocos

Ministro da Energia fala em exigir desistência de áreas de concessão se não houver pagamento

Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão disse ontem que os blocos para exploração de petróleo arrematados pela OGX, do empresário Eike Batista em maio deste ano, podem ter de ser devolvidos ao governo. Isso pode ocorrer caso não seja feito o pagamento dos lances no prazo – fim de agosto.

– As empresas vencedoras do leilão anterior tem prazo para cumprir o seu papel, ou seja, pagar os lances que foram dados – disse. – Todas as empresas que eventualmente não cumprirem a determinação terão de devolver os blocos e uma determinada punição.

De acordo com o ministro, o governo não tem o que fazer neste momento para ajudar o grupo do empresário, que enfrenta problemas de credibilidade, alto endividamento e escassez de recursos para novos investimentos.

Apesar da data marcada para a assinatura dos contratos dos blocos da 11ª rodada de licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP) ser 6 de agosto, os concessionários terão até o fim do mesmo mês para pagar por eles.

– Esse grupo está tentando encontrar caminhos ou soluções vendendo participações. O governo tem de aguardar. Confiamos que o mercado vai dar uma solução para isso – afirmou Lobão.

A empresa de petróleo do empresário Eike Batista comprou 13 blocos no último leilão, por cerca de R$ 370 milhões. Na semana passada, a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, disse não se preocupar em uma eventual falta de recursos de Eike para honrar o compromisso, lembrando que no caso da vencedora no leilão não pagar, os blocos são automaticamente oferecidos ao segundo colocado pelo preço pago pelo vencedor.

Nesta semana, a agência de classificação de risco Moody’s piorou pela segunda vez neste mês a avaliação sobre a capacidade da OGX, petroleira do grupo do bilionário Eike Batista, de honrar dívidas. A nota da empresa foi rebaixada em dois degraus – de Caa2 para Ca, penúltimo nível na escala da agência.

A Moody’s justifica a mudança citando a “baixa probabilidade” de que a empresa contar com a injeção de R$ 1 bilhão que Eike deveria fazer devido a um mecanismo financeiro acordado no passado. Diante de uma “perspectiva muito negativa” e da má governança, a agência deixa aberta a possibilidade para novo rebaixamento.

Fonte: Zero Hora

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