julho 2013 archive

Varejo deve crescer 4,5% no RS com Dia dos Pais, estima Fecomércio

Com o mercado de trabalho aquecido no Rio Grande do Sul, as vendas no comércio varejista para o dia dos pais devem ter um crescimento de 4,5% em comparação a 2012. A Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado (Fecomércio), responável pela projeção, aponta um cenário econômico favorável ao setor.

A atual taxa de desemprego de 3,9% na Região Metropolitana de Porto Alegre é determinante para a expectativa de crescimento. Com o número de pessoas empregadas, o aumento nos rendimentos médios proporciona uma expansão de 8,6% na massa salarial em relação ao último ano. O quadro estimula o consumo.

O Índice de Intenção de Consumo das Famílias do Estado (ICF-RS), produzido pela Confederação Nacional de Comércio (CNC), aponta que os consumidores gaúchos estão otimistas. As taxas de juros, que atualmente se encontram em patamar reduzido se feita uma comparação com anos anteriores, contribuem para o crescimento esperado.
O clima também atua a favor do varejo. As baixas temperaturas da estação devem influenciar nas vendas de vestuário. Por outro lado, o nível de inflação e a taxa de inadimplência atuais podem ter impacto negativo nas vendas no Dia dos Pais.

Fonte: G1

Arquiteto culpa burocracia por demora em projeto na Capital

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Revitalização do Cais Mauá e da orla do Guaíba e conceito dos BRTs (Bus Rapid Transit), cujas obras de corredores estão parcialmente paralisadas enquanto o sistema não tem data para ser contatado em Porto Alegre. Além de terem em comum a inspiração e mão do arquiteto e ex-prefeito de Curitiba, Jaime Lerner, o trio ainda não saiu do projeto para o cotidiano de Porto Alegre. Lerner culpou ontem, antes do evento que lançou o bairro planejado para Pelotas, a burocracia pela demora na execução das três iniciativas. “É o exagero da burocracia, que instaura a cultura do medo e retarda a execução”, resumiu o arquiteto.

Segundo o ex-prefeito da capital paranaense, que estreou o modelo de BRTs no País, as exigências de tramitação e fiscalização não deixam que as melhorias ocorram de forma acelerada. “Demora em todo o País”, lembrou Lerner, que aproveitou para fazer duras críticas aos investimentos acionados pelo País para atender a preparação para a Copa do Mundo de 2014. “O País está submisso ante a Fifa e desperdiça R$ 28 bilhões”, lamentou Lerner, citando a cifra prevista para projetos nas cidades e arenas. Mas o ex-prefeito lembra que pouca coisa avançou nas soluções em aeroportos e mobilidade.

A Capital gaúcha anunciou que não completará todas as 14 obras para o Mundial, pois esbarra em projetos técnicos deficitários, falta de areia e demora em licitações, caso do sistema BRT. O dono do escritório Jaime Lerner Arquitetos Associados disse que o modelo de transporte de ônibus é “complexo” e pode levar três anos para implantação, mas é mais rápido que metrô, citou. Sobre as obras no cais, concessão da Porto Cais Mauá do Brasil, e na orla, o arquiteto aguarda licenças e liberação por órgãos.

O secretário de Desenvolvimento Econômico da Capital, Edemar Tutikian, informa que a proposta da orla, conhecida em fim de 2012, está sendo examinada pelo Ministério Público e Tribunal de Contas. A reforma dos armazéns do cais, primeira fase do projeto e prometida para a Copa, não começou em julho, promessa dos empreendedores. Tutikian garante que o projeto sai do papel.

Fonte: Jornal do Comércio

Hospital da Restinga deve ser inaugurado até o fim do ano em Porto Alegre

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A comunidade, ansiosa à espera da inauguração do Hospital Geral da Restinga e Extremo Sul, pode ficar sossegada: até o final do ano, ele já estará funcionando.
A garantia é do superintendente de Educação, Pesquisa e Responsabilidade Social do Hospital Moinhos de Vento, Luciano Hammes. É ele quem está à frente da equipe que vai colocar a estrutura em atividade:

– Nós vamos fazer uma abertura gradual, aos poucos. Uma das primeiras áreas a ser transferida para lá é o pronto-atendimento.

Nos próximos dias, será batido o martelo sobre a data definitiva para inauguração. A partir daí, moradores que aguardaram quase 40 anos por um hospital na região poderão começar a contagem regressiva.

Um sistema de saúde regional

Nessa reta final, a obra está na fase de acabamento. Equipes trabalham em diversas frentes, e ainda há muito a ser feito. Mas toda a estrutura está pronta, e é possível caminhar pelas salas e corredores.

Luciano explica que não se trata apenas de um hospital, mas de um sistema de saúde regional, que contempla atenção primária (postos de saúde), ambulatório de especialidades, unidade de apoio e diagnóstico para a realização de exames e área de urgência e emergência.

Pensado para ser modelo

Construída por meio de uma parceria entre a Associação Hospitalar Moinhos de Vento, o Ministério da Saúde e a prefeitura de Porto Alegre, a estrutura deve ser um modelo de gestão e inovação para o sistema público de saúde.

– É um Sus para dar certo – define o superintendente.

Virando realidade

– O hospital só começou a se tornar realidade a partir da mobilização da comunidade e da parceria firmada entre a Associação Hospitalar Moinhos de Vento, o Ministério da Saúde e a prefeitura.

– Serão 145 leitos, sendo 24 de observação e emergência, 111 adultos, obstétricos, pediátricos e para recém-nascidos e dez para CTI, área que ainda está em negociação com a prefeitura.

– Serão beneficiados moradores de seis bairros da Capital: Restinga, Lageado, Lami, Belém Novo, Ponta Grossa e Chapéu do Sol.

– O Projeto Social Restinga e Extremo Sul contempla as unidades de Saúde da Família Paulo Viaro, Núcleo Esperança e Chapéu do Sol.

– Também são oferecidas oportunidades de qualificação profissional. Entre os cursos estão técnico em Saúde Bucal e Enfermagem.

Fonte: Diário Gaúcho

 

Conquistas da nova classe média devem sobreviver à desaceleração

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A recente desaceleração da economia brasileira e de outros países emergentes pode frear o processo de redução da pobreza e expansão da chamada “nova classe média” ou “classe C” nesses países, mas não deve significar uma reversão das conquistas da classe na última década.

Essa é a avaliação de especialistas no tema de redução da pobreza ouvidos pela BBC Brasil, como o brasileiro Francisco Ferreira, economista-chefe do Grupo de Pesquisa em Desenvolvimento do Banco Mundial.

“Se o critério para a classificação de indivíduos como pobre ou classe média é puramente a renda, evidentemente é possível que uma família específica que esteja no que chamamos de faixa de vulnerabilidade volte para a pobreza ─ por exemplo, se algum de seus membros ficar desempregado”, diz Ferreira.

“Mas estamos falando de casos individuais. Não acredito que uma desaceleração possa reverter os ganhos sociais dos últimos anos de forma generalizada ─ o que podemos ter é uma freada no ritmo dos avanços.”

Jens Arnold, economista sênior da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) especializado em Brasil, e Homi Kharas, do programa em Economia Global e Desenvolvimento do Brookings Institution, nos EUA, concordam que a expansão da classe média brasileira e de outros emergentes seria um fenômeno “sustentável”.

“No Brasil em especial, temos um processo de redução das desigualdades amparado em tendências bem estabelecidas como o avanço no acesso a educação e a redução das diferenças salariais entre trabalhadores qualificados e não qualificados, além de políticas de transferência de renda que dificilmente serão revertidas”, afirma Arnold.

Classificação
Segundo dados da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), ligada ao governo brasileiro, de 2001 a 2011 cerca de 35 milhões de brasileiros deixaram a pobreza para serem incluídos nas fileiras da nova classe média, segmento que hoje incluiria 53% da população.

Os critérios para classificação de uma família nesse grupo, porém, são tema de amplo debate. Pelos parâmetros da SAE, fazem parte da classe média indivíduos com renda entre R$ 291 e R$ 1.019 mensais, ainda que vivam em moradias precárias, sem saneamento básico, por exemplo.

No caso do Banco Mundial, são considerados de classe média indivíduos que recebem entre US$ 10 e US$ 50 por dia, ou entre US$ 300 (R$ 680) e US$ 1500 (R$ 3.400) por mês.

Segundo explica Ferreira, os que vivem com uma renda diária de US$ 4 a US$ 10 ─ o que equivale a um salário mensal de US$ 120 a US$ 300 (R$ 272 a R$ 680) ─ seriam parte de uma espécie de classe média baixa considerada “vulnerável”, que incluiria 37,5% da população latino-americana.

“Nossa estimativa é que, com essa renda, os indivíduos tem um risco de mais de 10% de voltar para a pobreza em 5 anos. Por isso eles são considerados vulneráveis”, diz.

Durante os protestos que tomaram as principais cidades do país no mês passado, uma das hipóteses levantadas por observadores e analistas era que algumas pessoas teriam saído às ruas motivadas pelo “medo” de ter seus ganhos da última década revertidos em um cenário de maior inflação e menor crescimento econômico ─ apesar de os níveis de desemprego brasileiros ainda estarem historicamente baixos.

Protestos

“Não acho que esse medo seja tão significativo, mas o que concluo desses movimentos é que a expansão da classe média deve ter um efeito importante sobre o equilíbrio político do país, embora a essa altura seja difícil estimar qual será tal efeito”, opina Ferreira.

“No longo prazo poderíamos ter uma pressão mais consistente por melhorias nos serviços públicos, por exemplo.”

Kharas, do Brookings Institution, vê na expansão da classe média o elemento de ligação entre os protestos brasileiros e os ocorridos recentemente em outros países em desenvolvimento, como os protestos por mais segurança na Índia, organizadas após uma estudante ser estuprada em Déli; a onda de manifestações iniciada na Turquia por um projeto de urbanização que destruiria um parque na praça Taskim e os protestos ocorridos na Indonésia em junho por causa do aumento dos combustíveis.

“Em todos esses países temos uma classe média em expansão, em um contexto em que é cada vez mais fácil se organizar por internet e a repressão política é menos aceitável”, diz Kharas.

“As classes médias dependem muito dos serviços públicos e boas regulamentações governamentais para manter seu padrão de vida, então é natural que a pressão pela melhoria da eficiência desses serviços cresça com a expansão de tal classe em diversas partes do globo.”

O economista admite que há “evidências contraditórias” sobre a agenda política das classes médias de países emergentes, o que faz com que seja difícil prever os resultados no médio e longo prazo de ondas de protestos como essas.

Alguns grupos tendem a ser mais conservadores e até apoiam regimes autoritários, enquanto outros são mais liberais.

“Mas, apesar dos riscos, tais movimentos representam oportunidades importantes para se criar mecanismos que garantam políticas públicas mais eficientes e um maior engajamento do governo e das classes políticas com os cidadãos.”

Fonte: BBC

A derrota da civilidade

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Brigada Militar se diz incapaz de garantir, no próximo domingo, a segurança dos torcedores colorados nas vias de acesso à Arena. Mas reunião entre Grêmio, Inter e o governo, hoje, pode alterar a decisão – e impedir que, pela primeira vez nos 104 anos de história, o clássico tenha as cores de apenas um dos times.
Em 2002, um torcedor foi morto durante briga de torcidas em Caxias do Sul. A quatro quilômetros do local, outro torcedor morria na explosão de uma bomba caseira. Em 2004, um adolescente foi assassinado por causa de rixa entre organizadas em São Leopoldo. Em 2005, a Brigada Militar usou bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha dentro do estádio, atingindo mulheres, crianças e idosos. Em 2006, torcedores atearam fogo em banheiros químicos. Em 2008, dois torcedores foram baleados durante briga entre torcidas do mesmo time. No final de 2011, um torcedor foi esfaqueado em jogo comemorativo. Na inauguração do novo estádio, nova briga entre integrantes da torcida organizada.

Em 30 de julho de 2013, enfim, a vítima foi a civilidade.

Ao tomar a controversa decisão por Gre-Nal com torcida única no próximo domingo, assumindo não poder garantir segurança à torcida do Inter nas vias de acesso à Arena, a Brigada Militar – com a chancela do Ministério Público (MP) – atesta a incapacidade do Estado e da sociedade para enfrentar a violência no futebol. A corporação afirma que o problema é fora do estádio. Em campo aberto, e devido às ruas estreitas da região, o controle seria mais difícil.

Ainda que a BM não confirme, o incidente do último domingo, quando torcedores do setor da Geral entraram em confronto com policiais militares, e a repercussão da agressão ao Gaúcho da Geral também pesaram na definição. A ausência dos 2 mil colorados que assistiriam ao primeiro clássico na nova casa gremista (a decisão vale apenas para esta partida) é apenas o resultado mais visível de um modelo ineficaz de relação entre autoridades de segurança, clubes e torcidas – sejam elas organizadas ou não.

– Os órgãos de segurança, leia-se a polícia, tornaram-se os únicos interlocutores responsáveis pelo acompanhamento das torcidas, e um monitoramento restrito aos dias de jogo. Uma visão mais ampla tem de considerar o envolvimento da sociedade, a começar pelos clubes, corresponsáveis pela existência das torcidas. Ações que envolvam pessoas das áreas de Serviço Social, Sociologia e Antropologia seriam positivas na mediação de conflitos – aponta Bernardo Buarque de Hollanda, professor da Escola de Ciências Sociais da Fundação Getúlio Vargas.

Autor do livro Para Entender a Violência no Futebol e professor da Universidade Salgado de Oliveira (Universo-RJ), Maurício Murad cobra planos de ação:

– Primeiro, repressão dentro da lei, para pegar os grupos de vândalos. A médio prazo, prevenção: é isso que está faltando, as polícias se integrarem, se articularem com as universidades que têm pesquisas sobre as torcidas, atacar a questão das redes sociais. Depois, políticas de reeducação, mudando a cultura das organizadas, fazendo parcerias para isolar os vândalos.

Em 2012, o Brasil conquistou o nada honroso primeiro lugar no ranking mundial de mortes comprovadamente por conflitos de torcida: foram 23 no total. Noventa por cento dessas mortes, conforme Murad, se deram fora do estádio. Uma estratégia para estancar a violência seria adotar torcida única, já comum na Argentina (veja quadro na página 5).

– No Brasil, começaram em Curitiba, mas logo voltaram da decisão. Em Minas Gerais, não impediu ataques de cruzeirenses a atleticanos, e vice-versa, nas vias de acesso – aponta Buarque de Hollanda.

Na tarde de hoje, às 17h, uma reunião entre representantes da Secretaria da Segurança Pública e da BM e os presidentes Fábio Koff e Giovanni Luigi pode mudar o rumo do Gre-Nal. Após a repercussão da decisão por torcida única, a Brigada aguarda medidas de Inter e Grêmio para avaliar uma mudança de posição.

– Vamos verificar se os clubes têm algum fato novo que possa fazer a BM reverter essa decisão, sempre pensando na segurança de todos – afirmou o coronel Silanus Mello, subcomandante geral da corporação.

Pode ser a última chance para que o azul volte a ficar um pouco mais perto do vermelho. E vice-versa.

Fonte: Zero Hora

 

PT e PSB já articulam apoio mútuo para segundo turno

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O PT e o PSB estadual já articulam a manutenção da aliança entre os partidos, mesmo com a possível saída dos socialistas do grupo de partidos que integra a base aliada do governador Tarso Genro (PT). O deputado estadual e presidente do PT no Rio Grande do Sul, Raul Pont, afirma que os partidos trabalham na construção de acordo para que, em caso de candidatura própria do PSB ao Palácio Piratini, exista um apoio mútuo em um possível cenário de segundo turno.

“Tivemos uma reunião com Beto (Albuquerque) e outras lideranças. A questão do PSB é exatamente o palanque para Eduardo (Campos), e consideramos legítima. Claro que preferíamos contar com eles ainda no primeiro turno, mas se tiverem candidato próprio, propomos um compromisso de coexistência pacífica e boas relações. A intenção é construir um apoio no segundo turno, em torno da candidatura que estiver com a melhor colocação”, detalhou o presidente do PT.

Pont ainda comentou a entrevista concedida pelo deputado federal Beto Albuquerque (PSB), publicada na segunda-feira pelo Jornal do Comércio. Beto afirmou que o partido está em busca de um palanque político para a candidatura à presidência da República do governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Como a presidente Dilma Rousseff (PT) pretende tentar a reeleição, a permanência dos socialistas pode se tornar inviável na chapa que busca reeleger Tarso Genro (PT) ao Palácio Piratini.

A construção de uma aliança entre PSB e PDT – outra sigla que integra a base aliada, mas que teve conflitos com o governador e pode deixar a administração – é inviável, na avaliação de Pont. “O PDT só sairá se lançar uma candidatura própria ao Piratini, e tem essa intenção. Mas eles já fecharam nacionalmente com a presidente Dilma. Então, o palanque para o Eduardo, que o PSB tem como requisito, não existiria”, disse.

Raul Pont destacou ainda que o partido continua trabalhando para a permanência de todas as legendas que integram o governo hoje. Caso as siglas confirmem as candidaturas próprias, o presidente projeta que a saída dos postos ocupados no governo deva acontecer o quanto antes, “em função da lealdade e para evitar constrangimentos”. De acordo com Beto, a definição do PSB deve ocorrer até o fim deste ano.

Fonte: Jornal do Comércio

Dilma libera R$ 6 bi em emendas até o fim do ano

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Presidente reúne dez ministros no Alvorada e decide que recursos para aliados vão sair em três parcelas

Pressionada por aliados e antevendo nova rebelião no Congresso a partir da próxima semana quando deputados e senadores voltam das férias, a presidente Dilma Rousseff decidiu abrir o cofre. Em reunião com dez ministros, ontem, no Palácio da Alvorada, Dilma determinou a liberação de três lotes de emendas parlamentares até o fim do ano, em parcelas, totalizando R$ 6 bilhões.

Na tentativa de driblar dificuldades previstas em votações importantes para o governo, a presidente pediu aos ministros uma lista dos principais projetos contidos nas emendas paradas em cada pasta. Embora o governo tenha anunciado corte adicional de R$ 10 bilhões no Orçamento, para cumprir a meta fiscal e recuperar a confiança do mercado na política econômica, Dilma decidiu manter a reserva para pagar emendas.

Num momento de perda de popularidade após os protestos de junho, desgaste na relação com a base aliada e com o PMDB liderando uma rebelião para tornar obrigatória a execução das emendas parlamentares, a presidente foi aconselhada a agir para neutralizar a proposta do orçamento impositivo. Nas três horas da reunião de ontem no Alvorada, Dilma cobrou dos ministros políticos novo esforço concentrado para controlar deputados e senadores de seus partidos e prometeu empenhar R$ 2 bilhões de emendas individuais em agosto.

As outras “prestações”, no mesmo valor, devem ser liberadas em setembro e novembro.

No mês passado o governo também reservou R$ 2 bilhões para o pagamento de emendas, mas até agora elas não efetivamente pagas. Chamado pelos congressistas de “peça de ficção”, o Orçamento da União prevê R$ 8,9 bilhões para essa finalidade, ao longo deste ano.

“E um primeiro passo para melhorar a relação com a base aliada”, afirmou o vice-presidente da Câmara, deputado André Vargas (PT-PR).

“Trata-se de um gesto fundamental porque, afinal de contas, as emendas são legítimas e importantes como investimento para os municípios. Mas, de qualquer forma, a presidente terá de ouvir mais a opinião dos parlamentares e debater projetos com mais antecedência.”

O governo, está preocupado com a ameaça do Congresso de derrubar vetos presidenciais a projetos que, no diagnóstico do Planalto, podem causar despesas para as quais não estão previstos recursos. Estão nessa lista a desoneração de alguns itens da cesta básica, o projeto conhecido como Ato Médico que regulamenta atividades na área da saúde e teve dez dispositivos vetados – e o fim da multa adicional de 10% do FGTS, paga pelas empresas em casos de demissões sem justa causa.

Estimativas do Planalto indicam que a rebelião dos aliados pode custar um rombo de R$ 6,2 bilhões por ano. Outros desafios do governo no Congresso são a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a aprovação da MP do projeto Mais Médicos e o Código da Mineração.

Comunicação. Para explicar as metas do governo, o marqueteiro João Santana e o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, tentam convencer Dilma – que é candidata à reeleição – a dar mais entrevistas a jornais, rádios e TV. A estratégia, porém, ainda está sob análise.

Para o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), a liberação das emendas parlamentares pode azeitar apenas em “alguns aspectos” o relacionamento entre Planalto e Congresso. Na avaliação de Eunício, porém esse não é o tema de maior preocupação dos deputados e senadores. “A grande questão do momento é a sobrevivência política de cada um”, disse ele, numa referência à proximidade do ano eleitoral e às alianças, Na prática, num momento de percalços para Dilma, deputados e senadores da base estão preocupados com a montagem de palanques para 2014, “Claro que a presidente está fazendo um gesto importante, pois serve para prestigiar o Parlamento de um modo geral e dará ajuda tos municípios, que hoje vivem com pires na mão”, admitiu Eunício. “Só que, no Senado, a influência disso é muito pequena. A rei ação conosco se esgarçou.”

A emenda e o soneto

“Claro que a presidente está fazendo um gesto importante (de liberar emendas), pois serve para prestigiar o Parlamento, Só que, no Senado, a influência disso é muito pequena. A relação conosco se esgarçou”.

Eunício Oliveira

Líder do PMDB no Senado

Fonte: O Estado de S. Paulo

Ação social leva cestas básicas à comunidade carente de Viamão

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No fim de semana, nossa equipe do site participou de mais uma ação social. Desta vez foi em Viamão. Liderada por Thaís Lacerda, diretora da Superpan, foram entregues mais de 70 cestas básicas para diferentes comunidades carentes. Entre os apoiadores da iniciativa, que arrecadou todos os alimentos em menos de 48 horas através de uma mobiliação via Facebook, estava a Madereira Tarumã. A nossa equipe ajudou com a doação de 50 cobertores. “”Poder ajudar a quem precisa é reconhecer nosso papel na sociedade. Fico feliz e orgulhoso de poder contar com Cristiano Castro, que representou todo nosso time nessa iniciativa. Se cada um de nós fizer sua parte, tenho certeza de que mudaremos a vida de centenas de pessoas. Parabéns a todos os envolvidos. Que venham as próximas ações”, disse Nelson Naibert.

Veja o vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=O8z_t-axnwI

Desembolsos do Bndes ao Estado batem recorde

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Os repasses do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) para o Rio Grande do Sul aumentaram 134,18% no primeiro semestre do ano em comparação com igual período de 2012. Foram destinados R$ 6,858 bilhões ao Estado, sendo R$ 1,618 bilhão aplicado pelos três bancos que formam o Sistema Financeiro Gaúcho (SFG), Badesul, Banrisul e BRDE. A participação do SFG também cresceu ao longo dos últimos três anos: em 2011, era de 16,5% e em 2012, de 20,83% na comparação entre os primeiros semestres. Neste ano, as três instituições juntas responderam por 23,6% dos repasses do Bndes ao Estado até o mês de junho. “Os números mostram o aquecimento da economia gaúcha. Depois de um ano em que a estiagem potencializou os efeitos negativos da crise mundial, as empresas do Rio Grande do Sul ampliaram investimentos”, comemora o titular da Secretaria de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (SDPI), Mauro Knijnik.

 

O ritmo de crescimento dos desembolsos do banco de fomento federal para o Estado supera a média nacional. Segundo dados consolidados pelo Bndes, os R$ 54,4 bilhões aplicados no País no primeiro quadrimestre do ano (janeiro-abril) representaram 59,3% a mais do que o valor registrado no mesmo período de 2012. Comparados os mesmos quatro meses, os repasses para o Estado aumentaram 117%. A região Sul como um todo também ficou acima da média brasileira, com 87,8%, inferior ao crescimento gaúcho. Os três bancos que integram o Sistema de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul aplicaram 133% a mais neste período.

 

Do total repassado, Caxias do Sul despontou com o maior volume de recursos, em sintonia com os setores que mais demandaram crédito no período. Automotivo e implementos rodoviários e máquinas agrícolas se destacaram, como mostra o desempenho da linha Bndes Finame, com R$ 1,78 bilhão destinado ao Estado nos primeiros quatro meses de 2013. Os dois setores são considerados estratégicos na política industrial do governo do Estado. Porto Alegre ficou em segundo lugar no ranking dos municípios que sediam investimentos apoiados pelo Bndes, posição que tem revezado com Caxias nos últimos quatro anos. Canoas foi a terceira cidade mais beneficiada.

 

O valor desembolsado no primeiro semestre deste ano supera também os montantes registrados em 2011 e 2010, de R$ 3,3 bilhões e R$ 3,7 bilhões, respectivamente.

 

Fonte: Jornal do Comércio

 

Brasil na inovação tecnológica

Acaba de ser publicada a 6ª edição do ranking da inovação global, elaborado pela Escola de Negócios para o Mundo (França), Universidade de Cornell (EUA) e Organização Mundial de Propriedade Intelectual (WIPO), tendo como base 84 indicadores avaliados no universo de 142 economias mundiais. A Suíça é, novamente, o maior inovador mundial, seguida por Suécia e Reino Unido. O Brasil ocupa a 64ª posição, estando abaixo dos Brics, com exceção da Índia (66ª), e de Chile (46ª), Uruguai (52ª), Argentina (56ª) e Colômbia (60ª). Apenas entre latino-americanos e Caribe, o Brasil está na 8ª posição, atrás de Costa Rica, Chile, Barbados, Uruguai, Argentina, Colômbia e México.

A inovação é consequência de ações integradas entre governo, academia, indústria e mercado, os principais agentes na elaboração de políticas para o desenvolvimento científico, tecnológico, industrial e dos serviços. Essa integração é marginalmente praticada no Brasil. Inovação tecnológica exige amadurecimento da ciência e tecnologia com rápida transferência do conhecimento ao setor produtivo. A pesquisa é imprescindível à inovação incremental ou radical e requer recursos humanos qualificados em várias áreas. O Brasil deverá formar, em 2013, menos de 10 doutores por 100 mil habitantes, enquanto economias com base no conhecimento formam 200 doutores, sendo acima de 500 na Suíça, Suécia e Alemanha. Com média atual de 11% ao ano no crescimento da formação de doutores, o Brasil levará, no mínimo, 28 anos para atingir a formação de 200 doutores por 100 mil habitantes. Uma nova política precisa ser discutida entre os agentes e adotada para alcançarmos o patamar da inovação sustentável, tornando o País um exportador de tecnologias e não apenas de commodities de baixo valor agregado.

Por Waldir L. Roque | Jornal do Comércio

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