junho 2013 archive

Porto Alegre: Tarifa deve cair mais 5 centavos

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Vereadores de Porto Alegre se preparam para votar na próxima segunda-feira projeto do Executivo que deve retirar imposto do cálculo da passagem.

AJustiça define hoje o futuro da liminar que reduziu a tarifa em Porto Alegre de R$ 3,05 para R$ 2,85, mas a decisão que pode, na prática, mexer no preço na catraca será tomada na segunda-feira. É quando os vereadores da Capital votarão o projeto de lei do Executivo que isenta as empresas de ônibus do pagamento do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) e reduziria a passagem para R$ 2,80.

A atmosfera na Câmara é de que o projeto será aprovado. Ele passou nas comissões, mas emendas receberam pareceres contrários, inclusive uma que previa a mudança na base de cálculo da tarifa. Sendo aprovado, o projeto vai para sanção do prefeito José Fortunati. Ele tem então 15 dias para sancionar, porém, fala-se que em até 48 horas o documento estará assinado. O resultado é que na semana que vem Porto Alegre já poderá contar com uma tarifa mais barata.

O projeto para isenção do ISSQN – cuja alíquota é de 2,5% – foi encaminhado no dia 18 pela prefeitura à Câmara Municipal. A discussão sobre o projeto pelos vereadores começou na última segunda-feira. O presidente da Casa, vereador Thiago Duarte (PDT), garante que não houve lentidão na tramitação, que ocorre em regime de urgência.

– Ele tem de passar por duas sessões de pauta, demora porque é o regimento do Legislativo para propiciar discussão. A minha proposta era de que ele fosse votado na quarta-feira (ontem), mas muitas lideranças se posicionaram no sentido de discutir o projeto – afirmou o pedetista.

O impacto nas contas da prefeitura com o fim da cobrança de ISSQN será de R$ 15 milhões.

Justiça aprecia hoje recurso contra liminar

Na esfera judicial, será apreciado hoje o recurso das empresas contra a liminar de autoria dos vereadores do PSOL Pedro Ruas e Fernanda Melchionna, concedida pela Justiça em 4 de abril e que obrigou o retorno da tarifa ao valor de 2012. O julgamento será às 14h, na 22ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado.

– O grande mérito da liminar é que venceu o ceticismo do movimento popular, e as pessoas passaram a acreditar que é possível baixar o preço das passagens – afirmou Ruas.

Em caso de derrota, as empresas poderão recorrer em Brasília. No entanto, mesmo se conseguirem derrubar a liminar na sessão de hoje, a passagem continuará em R$ 2,85 (pelo menos até segunda-feira, quando os vereadores votam o projeto) devido a uma ação cautelar do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de meados de junho que determina a manutenção do preço pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). Na ação, o TCE pede uma série de explicações à EPTC, que deverão ser respondidas até 1º de julho. O presidente do órgão, Vanderlei Cappellari, diz que não há chance de a tarifa voltar a R$ 3,05:

Fonte: Zero Hora

Metrô da Capital aguarda definição de mais verba

Para alavancar a obra de mobilidade urbana, seria necessário um adicional de pelo menos R$ 2 bilhões

Com o dinheiro que se tem hoje, Porto Alegre não consegue tirar o metrô do papel. É o que diz o secretário municipal de Gestão, Urbano Schmitt. Mas o anúncio da presidente Dilma Rousseff de que seriam destinados R$ 50 bilhões para obras de mobilidade urbana em municípios brasileiros serviu de esperança para que a prefeitura deslanche os trâmites burocráticos que envolvem o projeto.

Urbano explicou que estão disponíveis R$ 3 bilhões para a obra, mas que seriam necessários, pelo menos, mais R$ 2 bilhões para alavancar o projeto.

Enquanto a definição de quanto da fatia prometida pela presidente no início da semana será destinado a Porto Alegre, as Propostas de Manifestação de Interesse (PMI) vêm sendo refeitas desde abril, quando o prefeito José Fortunati considerou inviável a adoção dos dois projetos apresentados no início do ano. Ele pediu que os técnicos da prefeitura trabalhassem em uma nova proposta, mais específica.

– Deixaremos claro que o projeto precisa se encaixar no valor que tivermos e vamos dizer qual será este valor. Isso evita que as empresas ofereçam projetos mirabolantes, mas sem viabilidade de execução. Por isto, só poderemos lançar novamente a PMI depois que o governo federal destinar uma quantia para nós – disse.

O prefeito José Fortunati segue em tratativas com o governo federal, mas ainda não tem qualquer sinalização sobre como será o rateio da verba. Somente depois desta divulgação é que a PMI será relançada e as empresas ainda teriam entre 60 e 90 dias para encaminhar os projetos. Depois de escolhido o mais viável é que uma licitação será aberta para que outras empresas possam disputar a execução da obra – processo que tende a levar, pelo menos, 60 dias para tramitar.

Sistemas de escavação podem ser adotados ao mesmo tempo

A nova proposta deve contemplar novamente 14,9 quilômetros de extensão e 13 estações, ligando o Centro à Fiergs. Cogita-se, inclusive, um projeto que inclua os dois sistemas de escavação: o tatuzão, com a máquina Shield, que consiste na perfuração de um buraco logo abaixo da linha do solo, sem interferência na superfície, e o cut and cover – uma vala a céu aberto, com escavações rentes à superfície.

– O tatuzão é o melhor, mas é muito caro. O cut and cover é mais barato, mas afeta em muito o trânsito. Vamos deixar em aberta a possibilidade de ser um projeto misto – disse Urbano.

Caso a presidente recue em disponibilizar mais verba, Porto Alegre não tem como fazer o metrô, nem se o trajeto for reduzido em quatro quilômetros, como uma empresa chegou a propor em projeto no início do ano.

Fonte: Zero Hora

Menos da metade dos alunos do 3º ano está alfabetizada

De acordo com os resultados da prova ABC, aplicada nas redes pública e privada, os alunos não têm as habilidades mínimas de leitura e escrita. Apenas um terço sabe as operações básicas de matemática

Menos da metade dos alunos brasileiros do 3º ano do ensino fundamental tem as habilidades esperadas em matemática (33,3%), leitura (44,5%) e escrita (30,1%) para essa etapa do ensino básico. Esse é um dos resultados da segunda edição da Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização, a Prova ABC, feita pelo movimento Todos Pela Educação em parceria com a Fundação Cesgranrio, o Instituto Paulo Montenegro/Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

A Prova ABC tem como objetivo avaliar a qualidade da alfabetização e do ensino da matemática de crianças nos primeiros anos escolares. Nesta edição, aplicada no final de 2012, foram avaliados 54 mil alunos de escolas públicas e privadas distribuídas em 600 municípios brasileiros. Metade da amostra é de alunos do 2º ano e a outra metade do 3º ano, ano considerado limite para a alfabetização de acordo com o recém-lançado Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic).

O desempenho ruim dos alunos é preocupante. Só as crianças plenamente alfabetizadas têm condições de continuar aprendendo em sua jornada escolar – ou seja, ter seu direito à educação atendido. Para definir os critérios do que é “plenamente alfabetizado”, a prova ABC usa escalas de proficiência do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), com exceção da escrita, que não é avaliada nacionalmente, para a qual foi adotada uma escala de 0 a 100. O nível de proficiência considerado adequado nesse caso é acima de 75 pontos.

Em leitura, os alunos que pontuaram acima de 175 conseguem identificar temas de uma narrativa, localizar informações explícitas, identificar características de personagens em textos como lendas, contos, fábulas e histórias em quadrinhos e perceber relações de causa e efeito contidas nestas narrativas. Em matemática têm o domínio da adição e subtração e conseguem resolver problemas envolvendo notas e moedas. A avaliação da escrita foi feita a partir de redações dos alunos, em que foram avaliadas as competências de adequar o tema ao gênero; a coesão e coerência textuais e o uso das normas gramaticais, pontuação e segmentação de palavras e frases.

Os resultados da avaliação também mostram dois dos maiores desafios da educação brasileira. O primeiro é a grande diferença de desempenho dos alunos entre estados e regiões. Em áreas mais vulneráveis economicamente, o resultado é pior nas três áreas avaliadas. Em matemática, por exemplo, o Amazonas (9,7%) e o Maranhão (10%) são os que têm menor percentual de alunos com 175 pontos ou mais e Minas Gerais (49,3%), Santa Catarina (49%) e São Paulo (48,4%) os que apresentam maior percentual neste nível de aprendizado. A busca pela qualidade da educação passa necessariamente pela equidade. Todos os alunos, independentemente de sua condição social, devem receber educação de qualidade.

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O segundo desafio é a chamada defasagem idade-série. O fluxo escolar é um dos principais indicadores da qualidade de um sistema de ensino. No 2º ano, espera-se que estejam matriculados alunos de 7 e 8 anos de idade. No 3º ano, alunos de 8 e de 9 anos de idade. Ao analisar o desempenho de alunos mais velhos, é evidente a queda no desempenho. Em matemática, alunos de 9, 10 e 11 anos matriculados no 2º ano têm proficiência média de 10 a 25 pontos abaixo de seus colegas de 7 e 8 anos de idade. Essa diferença é ainda maior quando comparamos o desempenho de alunos de 10 e 11 anos matriculados no 3º ano com seus colegas de 8 e 9 anos de idade. Em leitura, a diferença é mais acentuada, chegando a 30 pontos, entre alunos de 11 anos matriculados no 2º ano e seus colegas de 8 anos; e a 50 pontos, entre alunos de 11 anos matriculados no 3º ano e seus colegas de 9 anos.

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De acordo com o Todos pela Educação, a prova ABC foi aplicada entre novembro e dezembro de 2012, final do ano letivo. A amostra probabilística compreendeu 1.185 escolas urbanas com Ensino Fundamental de 9 anos da rede pública (estaduais e municipais que participaram da Prova Brasil 2011) e privada, distribuídas em 600 municípios brasileiros.

Em cada escola da amostra foram sorteadas duas turmas: uma do 2º ano e uma do 3º ano. Do total, 27 mil alunos eram do 2º ano e 27 mil do 3º ano, sendo que, em cada um destes estratos, metade dos alunos (13.500) fez a prova com questões de matemática e a outra metade a prova com questões de leitura. Todos os alunos fizeram a avaliação de escrita.

Em todos os estados, foi mantida a proporção mínima de 30% dos alunos localizados nas escolas das capitais e o número de alunos em cada estrato da amostra é proporcional ao número de alunos na população que frequentam essas séries.

Todas as escolas sorteadas participaram voluntariamente da prova, com a aplicação realizada por um aplicador externo. Cada prova continha 20 itens (questões de múltipla escolha) de leitura ou de matemática, e um de escrita para que o aluno fizesse uma breve redação sobre um tema único.

A Fundação Cesgranrio foi responsável pela elaboração e aplicação das provas, análise e a adequação dos resultados às escalas Saeb, com a colaboração voluntária do professor Dalton Francisco de Andrade na definição do plano amostral, e contribuições do Inep e do Instituto Paulo Montenegro, responsável pelo Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) da população brasileira.

Fonte: Revista Época

Manifestantes querem passar aos parlamentares responsabilidade por mudanças

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Depois de ocupar as ruas em protesto por melhorias nos serviços públicos e contra a corrupção, um grupo de manifestantes pretende hoje (26) passar simbolicamente aos parlamentares a responsabilidade pelas mudanças exigidas pela população. Para isso, voluntários posicionam, desde o início desta manhã, 594 bolas de futebol no gramado em frente ao Congresso Nacional.

De acordo com o presidente da organização não governamental (ONG) Rio de Paz, responsável pelo ato, Antônio Carlos Costa, as bolas representam os 594 deputados e senadores.

“A ideia é passar a bola para o Congresso, saber o que ele vai fazer a partir de agora. Queremos um Legislativo que fiscalize o Executivo, mas não o boicote, que desengavete projetos de lei de grande interesse popular e que não se sujeite a lobbies que visam apenas ao interesse próprio e não da nação”, explicou Costa.

Ele disse ainda que entre as reivindicações do grupo está o afastamento do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do cargo até que o Supremo Tribunal Federal (STF) se pronuncie sobre as acusações que ele sofre de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso, além de compromissos mais concretos por parte das autoridades em relação à segurança pública.

Costa ressaltou que as 594 bolas, que receberão cruzes pintadas em vermelho ao longo do dia, também simbolizam o número de assassinatos que ocorrem no país. Segundo estimativa da entidade, 550 brasileiros morrem dessa forma a cada quatro dias.

“Estamos vivendo um momento histórico no Brasil, em que, pela primeira vez, o fator medo está sendo observado nos governantes. Eles estão com medo do povo e é preciso aproveitar este momento para promovermos uma reforma profunda no país, no modo de fazer política”, destacou. “Queremos um Brasil padrão Fifa”, acrescentou.

Ainda como parte da mobilização, está previsto para as 17h30 um chute coletivo das bolas posicionadas no gramado em direção ao Congresso.

Ato semelhante foi feito no sábado passado (22) no Rio de Janeiro, quando 500 bolas foram fincadas, também por voluntários ligados à ONG, na Praia de Copacabana, na zona sul.

Fonte: Agência Brasil

TJ-RS determina pagamento do piso do magistério pelo governo estadual

A decisão foi tomada na tarde desta terça-feira (25) em Porto Alegre. Tribunal avalia que os R$ 1.451 devem ser pagos como salário-base.

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul confirmou na tarde desta terça-feira (25) a sentença que obriga o estado a pagar o piso nacional ao magistério gaúcho. Na decisão, os desembargadores da 25ª Câmara Cível determinaram o dia 27 de abril de 2011 como a data retroativa para o pagamento. Foi quando o Supremo Tribunal Federal declarou a constitucionalidade da lei aprovada no Congresso Nacional.

O Judiciário considera que o valor de R$ 1.451 deve ser pago como salário-base, e não como um complemento. O governo pode recorrer da decisão ao Supremo Tribunal Federal.

Fonte: G1

Câmara pode votar já a reforma, diz Fontana

Defensor da reforma política, o deputado federal gaúcho Henrique Fontana (PT) foi relator do conjunto de propostas que acabou barrado em abril no Congresso Nacional. Ele anunciou que irá tentar retomar a votação do texto na Câmara dos Deputados. Para isso, precisa reunir 257 assinaturas de deputados que apoiem o texto. A reforma instituiria o financiamento público de campanha, o voto em lista – sistema belga -, o fim das coligações proporcionais e uma data única para eleições municipais e gerais, assim como para as posses.

O anúncio da presidente Dilma Rousseff (PT) propondo a convocação de plebiscito para a criação de uma Assembleia Nacional Constituinte com objetivo específico de produzir a reforma em período determinado, na avaliação de Fontana não exclui a possibilidade de que o Congresso vote a matéria. Para o parlamentar, que é vice-líder do governo na Câmara, a inciativa da presidente só reforça a necessidade de deputados federais e senadores atenderem aos anseios da população por mudanças no sistema vigente.

Nesta entrevista, ele também prega que, caso seja aprovada a criação de uma Constituinte para criar a nova legislação, ela terá de ser exclusiva para apreciar a reforma política. Fontana ainda avalia que as manifestações não irão abalar o prestígio da presidente junto à população.

JC – Como o senhor está se mobilizando para viabilizar novamente a reforma política?

Fontana – Vou trabalhar em três frentes. Primeiramente, vou coleta as assinaturas individualmente de cada deputado para um requerimento de urgência na Câmara dos Deputados. São necessárias 257 assinaturas. Se a Câmara quiser, pode votar imediatamente essa matéria. Segundo, se o tema não for votado até 5 de outubro – e vou lutar muito para que seja votado –, aí tem que entrar em cena uma Assembleia Constituinte exclusiva. Será um sinal definitivo de que o Parlamento não vota essa matéria. O importante é que a Constituinte exclusiva tem de ser só para o sistema político e eleitoral.

JC – O senhor acredita que a Constituinte seja a tendência mais forte no cenário?

Fontana – O Congresso vai sofrer pressões no sentido de votar a reforma e, se não votar, evidentemente cresce a possibilidade de Constituinte. O que diminuiria a possibilidade de constituinte seria o Congresso decidir se pautar e votar, que é o que vou defender em primeira instância. Mas já trabalho com os outros dois cenários. A terceira frente é a de menor impacto, mas ajuda também. É que, se por ventura atravessar 5 de outubro sem votar, então teremos eleições de 2014 com a regra do financiamento privado, a mesma que temos hoje. Nesse caso, existe uma lei que permite a regulamentação da legislação já em vigor, que diz que até maio do ano da eleição – ou seja, de 2014 – o Congresso deverá votar teto de gastos para as eleições. Enquanto o teto não for votado, cada partido apresentará seu teto. Estou trabalhando também na redação, que seria também uma maneira de coibir o uso do poder econômico.

JC – A continuidade das manifestações pode aumentar o apelo à reforma?

Fontana – O recado dos movimentos que estão nas ruas tem um conjunto de significados. Lemos nos cartazes e acompanhamos a necessidade do combate à corrupção, de melhorar a política de transportes, saúde, educação, baratear preços. Aparece, inclusive, diretamente a pauta da reforma política, mas mesmo quando ela não aparece diretamente, para mudar o que a população pede, o freio principal que vivenciamos é um freio de um sistema político que gera uma governabilidade muito difícil e o tema também do impacto que tem o financiamento privado. As mesmas empresas que negociam com o setor público financiam campanhas. Então, não há dúvida que o cenário se abre positivamente para a reforma política.

JC – O senhor, que defende que o Congresso tome a frente nas negociações pela reforma, percebeu alguma mudança com relação aos parlamentares que barraram a proposta em abril?

Fontana – Já eram necessidades muito grandes do País. E agora se tornaram necessidades maiores ainda. É evidente que se há milhares de jovens se manifestando. E, mesmo que haja ajustes necessários a fazer, foi divulgada uma pesquisa do Ipobe, 85% dos jovens dizem que os partidos não os representam. É um sinal de que os partidos estão com baixa credibilidade, e a política está com baixa credibilidade. O que gera uma baixa credibilidade da política perante a sociedade? É só a sorte ou o azar de ter elegido os certos ou errados, ressalvado aqueles que merecem o respeito da população e se reelegem? Evidente que não. Esse distanciamento que uma parcela da população crescente está tendo com a política é porque o sistema político afasta as pessoas. Tem de ter um grande consenso do Congresso de que o sistema atual não pode continuar. Esse é um dos sinais fundamentais desse movimento que nós políticos temos de ouvir. Estamos escalados para isso, porque o poder emana do povo.

JC – Como analisa o impacto das críticas nas manifestações à gestão Dilma Rousseff?

Fontana – Está cheio de gente querendo instrumentalizar o movimento, como bem coloca a Carta Capital desta semana. Na realidade, existe, sim, um movimento de setores que estão por dentro de um movimento que surgiu para criticar temas importantes, como o transporte coletivo urbano. Mas setores mais ligados a uma ala conservadora, que quer a vitória do Aécio (Neves, pré-candidato do PSDB ao Palácio do Planalto), procuram amplificar uma crítica à presidenta Dilma, como se o País não tivesse melhorando na área da educação, por exemplo, como se estivesse um caos. Inclusive, muitos querem tirar do cenário os limites de governabilidade a que um governo está submetido. Acredito que essa tentativa não vai ser bem-sucedida, a ideia desse movimento fora-Dilma vai dar com os burros n’água, porque a presidenta tem prestígio.

Fonte: Jornal do Comércio

Royalties do petróleo serão divididos entre educação e saúde

Congresso
A Câmara dos Deputados aprovou já na madrugada desta quarta-feira o projeto de lei do Executivo que destina 75% dos recursos dos royalties do petróleo para a educação pública, com prioridade para a educação básica, e 25% para a saúde. O governo queria que todos os recursos fossem destinados à educação. Mas, para a aprovação do projeto, as lideranças partidárias fizeram um acordo destinando parte dos recursos para a saúde.

O texto aprovado estabelece que será obrigatória a aplicação dos recursos dos royalties na educação e na saúde pela União, estados e municípios. A proposta também determina que 50% dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal sejam aplicados na educação até que se atinja o percentual de 10% do Produto Interno Bruto (PIB).

A maioria dos destaques que visava a alterar o texto foi retirada pelos seus autores e os que chegaram a ser votados foram rejeitados pelo plenário da Câmara. Com a conclusão da votação, o projeto segue agora para apreciação do Senado, em regime de urgência.

Antes, os deputados rejeitaram a Proposta de Emenda à Constituição 37, que retirava poderes de investigação do Ministério Público. Após a análise, os deputados começaram a debater sobre o Fundo de Participação dos Estados.

Fonte: Correio do Povo

Emprego doméstico cai 10% em apenas um mês

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Dados do IBGE mostram redução de 10 mil pessoas no mercado na Região Metropolitana em maio

O susto com as novas regras do trabalho doméstico contribuiu para uma queda de 10,4% nos empregados na atividade em maio, o equivalente a 10 mil trabalhadores na Região Metropolitana de Porto Alegre, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além das regras, o mercado aquecido, que drena mão de obra para outros segmentos, está na causa da redução mais abrupta em 12 meses.

Como o impacto no bolso dos patrões causado pela aprovação da Lei das Domésticas ainda é pequeno – sete das 16 regras ainda não entraram em vigor –, existe o temor de que, com a regulamentação de obrigações como pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a redução se acentue.

Carla Borges já sente os efeitos da mudança. Depois de dois anos com carteira assinada, foi dispensada em abril. Os patrões não esclareceram a razão da demissão, mas Carla sabe que o motivo foram as novas regras.

– Empregada doméstica não tem boca, mas tem ouvidos. Eu sabia que eles estavam preocupados com as despesas – conta.

Mãe de quatro filhos, Carla diz que, apesar de o trabalho como diarista render mais, prefere a segurança da carteira assinada. Mas em quase dois meses de busca, não encontrou novo trabalho. A dificuldade de emprego atinge principalmente moradores da Região Metropolitana, apontam donos de empresas de recrutamento.

– Com o aumento de gasto do pagamento de horas extras, patrões evitam contratar funcionários de outras cidades para economizar nas passagens – conta Ovidio de Fagundes de Macedo, responsável técnico da agência Eficaz.

Macedo percebeu queda na procura por domésticas nos últimos dois meses. Quando cadastra pessoas que procuram trabalho, costuma ligar para os antigos empregadores para saber a causa do desligamento.

– O motivo que mais escuto é a nova lei. Patrões estão se precavendo antes que o custo aumente – diz Macedo.

O peso no bolso foi o principal motivo para a aposentada Vera Martins dispensar a empregada doméstica que trabalhava em sua casa havia cinco anos. Preferiu contratar uma diarista, que faz faxina uma vez por semana.

– As demais tarefas eu divido com meu filho. Agora todo mundo entra na limpeza – resume.

Às vezes, a troca não traz economia. Com o mercado aquecido – uma faxina custa de R$ 130 a R$ 150 – contratar uma diarista sai bem mais caro do que pagar o salário mínimo regional para uma empregada com carteira.

A diminuição no número de trabalhadores no setor não reflete apenas mudanças na legislação. A redução também é resultado da migração dos trabalhadores para outros empregos, com maior remuneração, apontam especialistas. Lucia Garcia, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-RS) não se surpreende com o recuo no número de trabalhadores domésticos. Para a economista, as novas leis acentuam tendência que já se desenhava há algum tempo.

– Porto Alegre tem o menor índice de desemprego do país. É o mercado mais aquecido. Com oferta de postos de trabalho, é natural que domésticas procurem outras oportunidades, mais valorizadas socialmente – explica a economista.

Lucia ressalta também que o possível aumento no número de demissões reflete a reação da classe média.

– A lei ainda não trouxe reflexos financeiros. Mas, na dúvida, muitos preferem demitir – afirma.

Medidas que poderiam evitar que mais patrões demitam empregados estão à espera de avaliação no Congresso. A previsão é de que a proposta da comissão mista fosse apreciada no plenário do Senado na semana passada. Mas uma manobra do Planalto, que não concorda com redução da alíquota de 12% para 8% na contribuição do INSS, adiou a votação.

F0nte: Zero Hora

Porto Alegre vive mais um dia de protestos e de violência

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O cenário mudou, mas a história não. De diferente na manifestação realizada ontem, em Porto Alegre, só o itinerário escolhido pelos militantes. O final da história foi o mesmo dos demais protestos: enquanto a multidão marchava pacificamente pelas ruas da Capital, não houve problemas. Depois que pequenos grupos entraram em conflito com a Brigada Militar (BM), foi um passo para o início das depredações. Entre contêineres incendiados e lojas saqueadas, a noite de segunda-feira na Capital terminou com uma série de confrontos na Cidade Baixa e no Centro. O saldo de presos bateu um recorde. Segundo a BM, pelo menos 80 pessoas foram detidas. E em um universo menor de manifestantes: dessa vez, cerca de 10 mil enfrentaram a chuva e saíram às ruas – nas anteriores foram 20 mil e 15 mil.

Os ativistas se reuniram no Paço Municipal erguendo bandeiras contra diversos temas: a PEC 37 (que retira do Ministério Público o poder de investigação criminal), a “cura gay” e os gastos com as obras na Copa do Mundo eram apenas alguns deles. Havia, ainda, gente defendendo os direitos dos animais e dos índios, e até exigindo que o governo revisse a decisão de trazer médicos do exterior. Os que defendem valores mais justos para as passagens do transporte público – demanda que impulsionou os protestos -, também se fizeram presentes.

Não fossem os cartazes, a concentração em frente ao Paço poderia se confundida com uma grande festa ao ar livre. Enquanto as pessoas iam chegando e se aglomerando nas proximidades do Mercado Público, ambulantes aproveitavam para fazer um dinheirinho extra, vendendo churrasquinho, bebidas, capas de chuva e bandeiras do Brasil. Diante da prefeitura, um batalhão da BM permanecia impassível diante da multidão.

Por volta das 18h30min, a marcha partiu pela rua Júlio de Castilhos até a avenida Mauá, em um percurso diferente dos anteriores. Os ativistas seguiram na direção da Usina do Gasômetro, sempre de forma pacífica e sem tumultos. Quando subiram a avenida Loureiro da Silva, alguns ficaram em dúvida sobre qual o rumo que o grupo tomaria. A expectativa de alguns era de que se retomasse parte do trajeto seguido nas demais passeatas, indo pela avenida João Pessoa até a Ipiranga. Mas a marcha decidiu tomar o sentido contrário, em direção ao Centro, entrando na avenida Borges de Medeiros.

Segundo a Brigada Militar, pelo menos 80 pessoas foram detidas ontem

Na Esquina Democrática, os militantes pararam. O cheiro de vinagre (usado para atenuar os efeitos das bombas de gás lacrimogêneo lançadas pela BM) tornou-se forte. Pode-se dizer que nesse momento, por volta das 20h30min, a passeata terminou. Um pequeno grupo entrou em atrito com a BM, que desde o meio da tarde fazia um cerco às ruas que desembocam no Palácio Piratini. O gás se espalhou rapidamente, provocando pânico e um corre-corre no viaduto da Borges.
“Sem violência! Sem violência!”, gritavam os manifestantes. Mas já era tarde. O regimento montado da Brigada se espalhava por diversas ruas transversais, dispersando a multidão. Com a passeata “desmanchada”, só ficaram na rua os depredadores e aqueles que não sabiam como voltar para casa.

Segunda-feira foi de clima apreensivo no Centro

Quando a Brigada Militar fechou as ruas no entorno do Palácio Piratini, ontem, no meio da tarde, a tensão tomou conta dos moradores do Centro. Afinal, o prédio do Executivo estadual já havia sido alvejado por vândalos, mas nunca tinha sido o destino final das manifestações até então.

Devido aos atos de depredação registrados nas mobilizações anteriores, vários estabelecimentos comerciais resolveram antecipar o encerramento das atividades. Depois das 17h, era difícil encontrar lojas e bares abertos na região próxima ao possível trajeto da marcha. Temendo serem alvos de vandalismo, órgãos públicos municipais, estaduais e federais tiveram expediente mais curto.

A impressão é de que o horário de pico do trânsito foi antecipado em uma hora. A pressa de muitas pessoas em garantir condução de volta para casa denotava preocupação com a provável falta de ônibus após o início da passeata, embora o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, tenha garantido que todas as linhas seguiriam funcionando normalmente, com pequenas alterações no trajeto, se fosse necessário.

No final da noite, pessoas que estavam na manifestação tentavam tomar ônibus ou táxi, mas sem sucesso. A cavalaria da BM fechou algumas das principais ruas do Centro e da Cidade Baixa, limitando as alternativas para quem queria voltar para casa. O jeito foi seguir a pé, tomando cuidado a cada esquina para não dar de cara com o “choque”.

Sem foco específico, protesto volta a reunir milhares na Capital

Os protestos realizados na noite de ontem em Porto Alegre tiveram um início pacífico. Sob chuva constante e, em alguns momentos, até forte, pelo menos cinco mil pessoas se concentraram em frente à prefeitura municipal e cobraram avanços e melhorias para o País.

A manifestação, quando convocada pela rede social Facebook, convidava a população a protestar contra um transporte público de má qualidade e contra a aprovação da PEC 37 pelo Congresso. No entanto, durante o ato, as bandeiras se perderam diluídas pela violência e vandalismo.

Os manifestantes eram os mais diversos no que se trata de perfil. Idosos, adolescentes, jovens e adultos mostaram sua insatisfação com pontos que acreditam merecer maior atenção por parte dos governos.

O Jornal do Comércio realizou uma enquete com os manifestantes ontem. Foram entrevistadas 57 pessoas, de forma aleatória, sobre o motivo que as levou à passeata.

Os pontos educação e passe livre tiveram 17 votos cada. O item reforma política obteve seis indicações, enquanto que saúde teve cinco. Contra a PEC 37 foram quatro votos. Melhorias no transporte, saída de Renan Calheiros e fim da corrupção tiveram dois votos cada. Falta de valores e contra a cura gay ganharam dois votos.

O aposentado Ibanez Ferreira, de 63 anos, espera que as manifestações consigam combater a corrupção. “Eu vim pela segunda vez protestar. E também estou aqui porque sou aposentado e precisamos de mais respeito com os aposentados, inclusive, no transporte público”, diz. Seu filho, Franco Ferreira, de 21 anos, estuda Economia e foi participar da caminhada contra a PEC 37. “Olha, eu ouvi o comandante da Brigada Militar dizendo que eles só reagiram depois que os manifestantes agrediram os policiais. Isso é mentira. Também estou aqui por isso”, afirma.

Assim como pai e filho, o casal de estudantes de Farmácia, Cristiano Larini, de 48 anos, e Luana Cardoso, de 31, acreditam que a ação da Brigada Militar (BM) acaba por incitar mais raiva na população, o que gera mais vontade de ir para a rua protestar. Eles esperam que o movimento alcance uma reforma política. “Podia começar aqui em Porto Alegre, na Câmara de Vereadores e na prefeitura. Acho ideal que o protesto aconteça em frente ao Palácio Piratini”, argumenta Larini.

“Nós trabalhamos para os ricos e para os bancos. A Dilma reduz o IPI dos carros, mas nem estrada nós temos! A saúde está falida. É preciso acabar com a corrupção urgente e com esse governo fraco. E tem mais: achei ótimo que vamos para o Palácio Piratini. Devíamos também ir para a frente do Palácio da Polícia para acabar com a impunidade”, declarou Jorge Lampert, de 39 anos, que é portador de deficiência e vem participando das manifestações. Segundo ele, na última passeata acabou sendo “salvo” por pessoas que retiraram sua cadeira de rodas do meio da avenida Ipiranga. “Não fosse isso, eu teria sido atropelado pelo grupo que corria fugindo da BM e por este pessoal que fica quebrando tudo.”

Na Praça Montevidéu, em frente à prefeitura, a banca de livros de Juarez Araújo da Silva, de 62 anos, expõe entre as revistas o cartaz de As 5 Causas, divulgada por um grupo anônimo em resposta às mídias de rádio e TV que alegam que as manifestações não têm uma causa específica, o que pode enfraquecer o movimento.

Além da PEC 37, um grupo distribuiu panfletos e cartazes pedindo a saída de Renan Calheiros da presidência do Senado e a criação de uma lei que torne a corrupção crime hediondo. “Minha banca foi pichada. Deixo o cartaz aqui porque quero mudanças no País. Esses que depredam as coisas se espelham nos deputados”, analisa Silva.

Tribunal de Justiça julga recurso da ATP contra redução da tarifa na Capital

A 22ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) julga nesta quinta-feira o recurso impetrado pela Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP) contra a liminar que suspendeu o aumento da tarifa de ônibus em Porto Alegre.

A decisão, proferida no dia 4 de abril, pelo juiz Hilbert Maximiliano Obara, da 5ª Vara da Fazenda Pública, determinou que os valores cobrados nos ônibus da Capital retornassem a R$ 2,85, em vez dos R$ 3,05 aprovados pela prefeitura. A ação cautelar que resultou na medida é de autoria dos vereadores do P-Sol, Fernanda Melchionna e Pedro Ruas.

Fonte: Jornal do Comércio

7 regras (e um contraponto) para administrar a Geração Y

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Há mais de 20 anos, o Brasil não via uma juventude tão questionadora – ou, no mínimo, barulhenta. Concordando ou não com as manifestações e protestos, não dá para negar que há algo de diferente no comportamento dessa turma – seja na política ou no cotidiano profissional.

Quem está no mundo corporativo observando o comportamento desses jovens no dia a dia do trabalho já percebeu as diferenças há algum tempo. Autoridade e legitimidade, com eles, só se for conquistada. O chefe está com os dias contados – quem manda é o líder. E se eles não se sentirem honrados pelo seu esforço, saem em direção a outra empresa sem olhar para trás.

Em tempos de mão-de-obra escassa, muitas empresas não se dão ao luxo de perder os jovens talentos. Márcia Luz, psicóloga, autora do livro “Agora é pra Valer” (DVS Editora), dá sete sugestões para reter – e um bom motivo para demitir os famosos e temidos profissionais da Geração Y da sua equipe.

1 Não diga que ele está errado

Não adianta falar para jovem que ele está errado, tampouco mostrar todos os livros e experiências lidas e relidas para provar que uma ideia ou um projeto tem potencial para não dar certo. A orientação aqui é lançar mão das técnicas de coaching e ir conduzindo o raciocínio dos liderados.

“Faça perguntas fortes, que possam colocar a proposta dele em xeque, conforme ele for respondendo, ele verá que sua ideia pode estar mal fundamentada e procurará se informar e preparar melhor”, diz Márcia. “Provocando a reflexão através das perguntas, ele vai montando um plano de ação em mente.”

E se ele responder a todas as perguntas que pudessem conduzi-lo à desistência? “Dê uma chance. Pode ser que ele tenha descoberto, sim, uma saída para algo que não vinha funcionando como previsto”, afirma Márcia.

2 Busque decisões em equipe

Cabe à liderança conduzir e tomar todas as decisões. No entanto, os métodos poderão ser debatidos com o time, incluindo os mais jovens. “O líder levanta o problema e aponta o objetivo. Abrir a possibilidade debate sobre os caminhos para chegar ao alvo é um bom meio de valorizá-los”, diz Márcia, que acredita que decisões, quando tomadas em conjunto, ajudam a valorizar o potencial criativo dos mais novos e faz com que eles se sintam ouvidos.

3 Seja coerente

Esqueça os discursos pró-forma. Os mais novos cobrarão atitudes alinhadas com o que você afirma acreditar – por isso, não adianta dizer que não concorda com a decisão do altíssimo escalão, mas que cumprirá essas ordens porque “é melhor assim”. “O perfil da chefia vai ter de mudar, pois eles cobram coerência, não aceitam desrespeito nem decisões unilaterais”, diz Márcia.

4 Seja claro nos planos de carreira
Não é uma questão apenas de transparência. Eles querem saber exatamente o que você espera deles, para que consigam galgar postos (e salários) maiores. “Explique exatamente quais as possibilidades de desenvolvimento dentro da empresa e quais as competências e habilidades que ele precisará ter e conhecer para chegar em novos postos”, afirma.

5 Reduza a ansiedade

Se perceber que sua equipe de juniores muito afoita e ansiosa pelos próximos passos, Márcia sugere calma e um discurso conciliador. Somada à um feedback, uma boa conversa é infalível. “Eles precisam ouvir sempre que todo processo tem um tempo de maturação”, diz.

6 Ofereça (e peça) feedbacks

Regra de ouro para lidar com a turma mais jovem: não abra mão de dar o bom e velho feedback. “Eles querem saber onde estão errando e onde estão acertando”, diz Márcia. Eles usarão esse conhecimento a favor do próprio desempenho e, consequentemente, a favor da empresa.

7 Evite a frustração

Mais uma regra magna para a gestão de pessoas concentrada em jovens – crie mecanismos para observar o amadurecimento desses profissionais. Márcia menciona programas de estágio e de trainee. “Com essas ferramentas você consegue ter os mais novos dentro de casa pelo tempo suficiente para conhece-los e ver se eles têm, de fato, aderência com o perfil da empresa.”

O contraponto

No entanto, não tenha medo de demitir um jovem e estar perdendo a grande oportunidade de ter um Mark Zuckerberg dentro da sua equipe. “Uma empresa não precisa se apegar e achar que tem de aguentar até as últimas consquência”, defende Márcia.

Para saber se vale a pena dispensar, observe se há postura proativa – aí ofuscada pela ansiedade e pela falta de direcionamento. Márcia afirma que, se houver essa postura, bastará fornecer mais feedbacks para que a rebeldia seja canalizada em eficiência.

No entanto, se a postura é reativa, não vale o esforço. “Se você percebe que é um jovem que reclama de tudo, com uma postura sempre reativa, você terá uma maçã podre na equipe”, diz. “Demitir é a melhor opção para que a pessoa se encontre em uma empresa com seu perfil e não prejudique o time.”

Fonte: Exame

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