IPI de eletrodomésticos e móveis sobe na segunda

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Taxas serão reajustadas, mas ficarão abaixo dos percentuais originais

O governo deu ontem mais um passo rumo à retomada da cobrança integral do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para eletrodomésticos da linha branca e móveis. No início da noite, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que, a partir de segunda-feira, as alíquotas serão reajustadas, seguindo movimento iniciado em fevereiro.

As taxas não voltarão aos seus valores originais, como previsto inicialmente pelo governo. Será feito apenas um reajuste parcial. Os novos percentuais serão aplicados até setembro. O benefício vale apenas para produtos com nível A de eficiência energética. Ao não restaurar integralmente o valor do imposto, o governo optou por uma renúncia fiscal de R$ 307,5 milhões nos próximos três meses, segundo cálculos da Receita Federal.

Mantega disse que o varejo e a indústria de móveis e eletrodomésticos farão um esforço para absorver a recomposição das alíquotas de IPI sem que haja um aumento de preços. O tema foi tratado em reunião, no Ministério da Fazenda, da qual participaram representantes dos setores atingidos com a medida. O compromisso, acrescentou o ministro, tem o objetivo de não prejudicar as vendas e nem causar impacto na inflação.

– Os setores vão procurar absorver o aumento de tarifas de forma que preço não se eleve. Tanto o varejo quanto o setor produtor farão esforço para manter os preços atuais – disse Mantega.

Ainda assim, afirmou o ministro, os empresários se queixaram do aumento de custos de alguns insumos e componentes:

– Ficamos de estudar o que fazer para impedir que haja aumento de custos para a produção e que possa ser repassado ao consumidor.

A vice-presidente do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV) e presidente da Magazine Luiza, Luiza Trajano, que participou da reunião em Brasília, lembrou que indústria e o varejo querem manter os preços para não prejudicar o programa Minha Casa Melhor. A iniciativa beneficia os usuários do Minha Casa, Minha Vida com financiamento para compra de móveis e eletroeletrônicos. A sugestão, informou Luiza, é o governo segurar os custos dos insumos para os dois setores, como madeira e aço.

Fonte: Zero Hora

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