Vereadores aprovam moção de repúdio ao texto da ‘Cura Gay’

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O projeto conhecido popularmente como ‘Cura Gay’ que foi aprovado na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados Congresso Nacional, presidida pelo polêmico deputado federal Marco Feliciano (PSC) foi tema de uma moção de repúdio de autoria do vereador, Alberto Kopittke (PT). A matéria que foi aprovada no último dia 18 passará ainda por mais duas comissões antes de ir à votação no plenário do Congresso, porém já gerou discussões no Legislativo da Capital na sessão de ontem.

O vereador Mario Manfro (PSDB) disse ser contrário a qualquer forma de preconceito, porém afirmou que em nenhum momento o projeto prevê a autorização de tratamento a homossexuais. “Se propuserem uma moção que manifeste apoio à livre orientação sexual, vou assinar. Mas neste caso, não se configura”, afirmou o tucano. O progressista João Carlos Nedel (PP) também se manifestou contra a moção, que, segundo ele, não diz nada sobre cura. O peemedebista Professor Garcia (PMDB) se absteve de votar, pois se manifestou contrário a todos os tipos de moções de repúdio, mas afirmou apoiar a causa.

Koptikke foi até a tribuna para defender a moção e reafirmou a igualdade entre as pessoas. “Não quero que a religião afaste as pessoas, ou que elas sejam tratadas de forma diferente por sua opção sexual, por sua cor de pele ou por sua descendência”, disse o petista, apontando exemplos no próprio plenário, citandos parlamentares. A vereadora Jussara Cony (PCdoB), autora do requerimento para instalação de uma frente parlamentar para tratar da liberdade de orientação sexual criticou o projeto do pastor Feliciano. “Não há cura para o que não é doença”, exclamou a comunista. A moção foi aprovada por 19 votos a quatro e contou com três abstenções. Os vereadores Elizandro Sabino (PTB), João Carlos Nedel (PP), Luiza Neves (PDT) e Reginaldo Pujol (DEM) foram contrários. Já o Professor Garcia (PMDB), Lourdes Sprenger (PMDB) e Mário Manfro (PSDB) se abstiveram de votar. Waldir Canal (PRB), que estava conduzindo os trabalhos, admitiu que, se pudesse, votaria contrário à moção.

Fonte: Jornal do Comércio

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