maio 2013 archive

Casa Civil diz que governo garantirá desonerações e redução na conta de luz

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Diante do impasse no Senado, que não decidiu se começa a leitura em plenário das medidas provisórias (MPs) 605 e 601, o que viabilizaria a votação dos textos amanhã (29), a chefe da Casa Civil da Presidência da República, ministra Gleisi Hoffmann, lamentou ter sido essa a decisão dos parlamentares, mas disse que o governo garantirá a entrada em vigor das políticas previstas nas MPs, mesmo que elas não sejam votadas.

A MP 605 permite o uso de recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para compensar descontos concedidos a alguns setores na estrutura tarifária e viabilizar a redução da conta de luz, vigente desde janeiro deste ano. Já a MP 601 desonera a folha de pagamento de vários setores da economia.

As MPs chegaram nesta tarde ao Senado, logo após terem sido votadas na Câmara, mas vencem na próxima segunda-feira (3), e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tem compromisso firmado com todos os senadores de que não leria mais MPs que chegassem com menos de sete dias para apreciação. Renan garantiu que cumprirá o acordo firmado previamente.

Segundo Gleisi, embora lamente que duas medidas provisórias importantes não tenham sido colocadas em votação, o governo garante que não há risco para a redução da tarifa de energia. “A população não precisa se preocupar. O governo tem os mecanismos para garantir a redução da tarifa até encontrar uma solução legislativa adequada”, disse Gleisi, em rápida declaração no Palácio do Planalto.

No caso das desonerações, Gleisi admitiu que, até ser encontrada outra solução, alguns setores perderão o benefício, que estava em vigor com a medida provisória.

“Faremos um esforço grande para que as desonerações previstas na MP 601 possam ter efeito na sequência. Infelizmente, teremos um período em que elas não terão efeito, tanto para a construção civil, quanto para o Reintegra [Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras] e para outros setores que estavam lá sendo beneficiados”, disse Gleisi. Ela reiterou que o governo se esforçará para que esses setores voltem a ter os benefícios o mais rápido possível.

Fonte: Agência Brasil

Ajuda médica a crianças envolvidas com violência pode demorar até um ano em Porto Alegre

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Com equipes desfalcadas, auxílio psicológico oferecido pelo poder público é precário

Entrar para o mundo do crime antes dos 12 anos insere a infância não apenas no contexto policial. Escancara um problema social e de atendimento médico. Afinal, menores de 12 anos pegos em atos infracionais não entram na Fase – são encaminhados ao Conselho Tutelar.

Pelo Sus, a demora para um menor fazer uma consulta com especialista em saúde mental (a quem cabe acompanhar estes casos) pode chegar a um ano em Porto Alegre. Isso porque, de oito equipes exclusivas, a prefeitura admite ter só duas completas – em área que requer urgência e monitoramento frequente.

Um longo e sinuoso caminho

O reflexo desta agrura é visto nos conselhos tutelares.

– A maior dificuldade da rede de proteção à criança e ao adolescente é a área de saúde – frisa o coordenador do Conselho Tutetar da 6ª Microrregião (Centro Sul/Sul), Elton Fraga.

O caminho é sinuoso para quem precisa desse serviço. Quando o Conselho Tutelar, ou até mesmo a escola, identifica que um menor necessita de atendimento em saúde mental (com psicólogo, psiquiatra ou outro profissional), orienta a família a procurar o posto mais próximo.

Após consultar com um médico, o jovem é encaminhado ou para atendimento em hospitais ou para as equipes de saúde mental de crianças e adolescentes.

– A demora depende de cada região. Tem algumas com fila de duas, três semanas, e outras em que pode levar até um ano – admite a coordenadora da área técnica de saúde mental da Secretaria da Saúde de Porto Alegre, Loiva dos Santos Leite.

Algumas regiões são preteridas

Segundo a coordenadora Loiva dos Santos Leite, Porto Alegre conta com oito equipes especializadas em atendimento em saúde mental para pacientes de zero a 17 anos. Uma para cada região. Mas apenas duas equipes estão completas.

– Muitos profissionais foram nomeados (após concurso), mas se exoneraram. Eles não querem trabalhar, por exemplo, na Restinga ou na Zona Norte – afirma Loiva.

Elas desenvolvem atividades variadas, desde atendimento com psicólogo e neurologista até oficinas esportivas e culturais.

Para completar o quadro, a área fez um levantamento dos profissionais que estão em falta e encaminhou essa demanda ao secretário da Saúde. O andamento desse pedido não foi informado ao jornal.

Demora leva à reincidência

A conselheira tutelar Priscilla Erich Marques Ramires, da 9ª Microrregião (Lomba do Pinheiro) enxerga no dia a dia o quanto a falta de agilidade para o atendimento em saúde mental pode ser prejudicial:

– Toda criança que está precisando de atendimento psicológico fica muito vulnerável. E a experiência que nós temos é de que, em menos de 60 dias, isso (consulta) é raro de ocorrer.

Ela lembra de situações em que, muitas vezes, a criança ou o adolescente acaba reincidindo em atitudes violentas. Afinal, precisaria de atendimento com urgência. E os pais retornam a pedir ajuda ao Conselho Tutelar.

– Nós fazemos o que é possível, mas a gente precisa que a rede funcione como um todo – alerta Priscilla.

Saiba mais

Em Porto Alegre, são oito equipes especializadas para atendimento em saúde mental de crianças e adolescentes.

Só duas estão completas, com psicólogo, terapeuta ocupacional, assistente social, psiquiatra, pediatra, fonoaudiólogo, neurologista, nutricionista e monitor.

A Capital conta ainda com três Centros de Atendimentos Psicossociais (Caps) para infância e adolescência, voltados a casos mais severos de saúde mental. Porém, o encaminhamento aos Caps só pode ser feito depois do atendimento em um posto de saúde.

Para atendimento em hospitais, a fila para consulta de crianças de zero a 12 anos com psiquiatra tem 248 pacientes (em média, 11 meses de espera) e para neurologista tem 464 pacientes (um mês e meio, em média).

Uma consulta particular com psicólogo custa, em média, R$ 120, segundo o Conselho Regional de Psicologia.

Expulsos do lar, desistem do filho

O desespero de uma mãe e de um padrasto, que não conseguiram socorro do Estado para evitar que um guri de 14 anos sucumbisse ao assédio de criminosos, resume a ineficiência do poder público, da sociedade e da família frente ao envolvimento crescente de crianças e adolescentes com a violência. Na 7ª DP, no Belém Novo, o vendedor de loterias desabafou ontem:

– O perdemos. Somos incapazes de cuidar dele.

O homem, deficiente visual, se referia ao enteado envolvido com drogas desde os 11. Na DP, pedia proteção pois, desde sábado, é ameaçado de morte por traficantes para quem o guri estaria devendo R$ 200.

– Vamos ter que sair de casa, sem ter para onde ir – lamentou o vendedor.

Na segunda-feira, o garoto foi entregue ao Conselho, que solicitou à Justiça o encaminhamento a um abrigo. A mãe acredita que, estando sob proteção, o garoto não morrerá. Desesperada, ela assinou um termo afirmando não ter condições de cuidar do filho. Se aceito pela Justiça, ficará sob guarda do Estado. O guri está em lar de passagem.

Ele já sumiu por seis meses

Rebelde, o piá já ficou seis meses longe de casa. Até hoje, não saiu da terceira série do ensino fundamental.

– Há anos, temos avisado o Deca, o Conselho Tutelar de Sapucaia do Sul e de Porto Alegre, a BM, a Polícia Civil. Todos dizem que ele não cometeu nada para ser punido. Acho que esperam ele matar alguém – disse o padrasto.

O vendedor diz que o menino não consome, só vende drogas. Para fugir de ameaças, a família peregrinou por três lugares em dois anos: tem um piá de 16 anos e uma guria de dez.

– Saímos de Sapucaia, da Tinga e, agora, de novo. Quem paga pela falência de tudo somos nós – afirmou o padrasto.

Ontem, a DP fez buscas por suspeitos de aliciar o menor. Ninguém foi pego.

Fonte: Diário Gaúcho

 

A importância do Centro de Eventos

Porto Alegre tem se constituído, ao longo dos anos, como referência no turismo de eventos. Cada vez mais instituições e empresas escolhem a capital dos gaúchos para realizar seus congressos e seminários, tendo em vista atrativos como a qualidade dos serviços, a proximidade entre o aeroporto e o Centro e a variedade de hotéis com boa acomodação. O crescimento deste ramo de turismo, no entanto, esbarra na falta de opções de espaço para eventos de grande porte. Apesar de contar com dois estádios de futebol capazes de sediar jogos de nível mundial, não podemos dizer o mesmo sobre locais para a prática de outros esportes, tampouco sobre espaços para conferências internacionais na área científica ou de saúde, por exemplo. Esta barreira, porém, pode ser vencida com a construção do Centro de Eventos em Porto Alegre.

A Secretaria Estadual do Turismo está estudando o melhor local para a construção de um centro multiuso para eventos de nível mundial, com projeto arquitetônico assinado por Oscar Niemayer, sendo esta sua última obra. Defendemos que Porto Alegre receba o Centro de Eventos por toda a excelência em turismo, facilidades de acesso, hotelaria e gastronomia que a cidade já oferece, e para potencializar ainda mais nosso turismo. Ouso afirmar que seria uma aventura construir o centro em outra cidade que não tenha a mesma tradição conquistada por Porto Alegre nesta área de eventos.

A prefeitura já ofereceu uma grande área na região do Partenon, nas proximidades do Hipermercado Carrefour, para que o Estado possa construir o espaço. Enquanto o local não é definido, reforçamos a necessidade de um esforço conjunto de todos os segmentos da Capital para fazer com que o Centro Estadual de Eventos fique aqui.

Vereador Airto Ferronato

Porto Alegre vai aplicar exemplos de San Francisco

Depois de uma semana, a comitiva gaúcha que viajou para San Francisco (EUA) em busca de ideias inovadoras retorna a Porto Alegre trazendo propostas que podem mudar o cenário da cidade. Além de ideias e tecnologias que melhoram a vida do cidadão, uma parceria entre as prefeituras pode ser firmada para facilitar o intercâmbio de jovens entre as duas cidades.

A iniciativa prevê a vinda de 150 jovens americanos para ensinar inglês na capital gaúcha. Em contrapartida, jovens gaúchos seriam enviados para a Califórnia para ajudar a difundir o ensino de português. Bem recebida pelo prefeito americano Ed Lee, a intenção foi oficializada pelo prefeito José Fortunati em uma carta.

A viagem a San Francisco, no entanto, não se limitou a visitas a autoridades locais. Também foram feitos contatos com startups, incubadoras e investidores para conhecer iniciativas empreendedoras que possam causar um impacto positivo em Porto Alegre.

Do encontro com representantes da Universidade de Stanford, uma das instituições de ensino mais respeitadas mundialmente, surgiu uma parceria para transferência de conhecimento e tecnologia envolvendo as duas cidades.

Entre as empresas visitadas está a AirBnB, que reúne em um site pessoas interessadas em receber hóspedes em suas casas. A iniciativa poderia ampliar a oferta de vagas em Porto Alegre, sobretudo nos períodos de grandes eventos, como a Copa do Mundo.

Outra solução que chamou a atenção do grupo gaúcho foi o mapeamento de vagas no trânsito, que ajuda o motorista a encontrar um local para estacionar de forma mais rápida.

Partindo da constatação de que 30% do congestionamento nas áreas centrais de San Francisco se dava pela morosidade provocada por motoristas caçando vagas, a prefeitura desenvolveu uma solução disponibilizada em smartphones que informa, em tempo real, onde está a vaga mais próxima e qual o custo.

Fonte: Zero Hora

Ciclovia da José do Patrocínio preocupa comércio da Cidade Baixa, em Porto Alegre

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Empresários temem perder vagas de estacionamento e EPTC garante alternativas para carga e descarga

Ainda em construção, a ciclovia da Rua José do Patrocínio já se tornou tema de conversas à beira do meio-fio no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre.

Enquanto ciclistas utilizam o espaço inacabado tranquilamente, os comerciantes expõem o temor sobre possíveis prejuízos com o fim de cerca de 50 vagas para estacionamento ao longo da via, de 880 metros — perdas que a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) garante que não ocorrerão.

Olendário Bolinha, de nascimento Derly Conceição, é dono de um dos açougues mais famosos da Capital, com 57 anos de existência. Ele conversava com o proprietário da Agrofarmácia, Jorge Acosta, que fica do outro lado da rua, perto da esquina com a Rua Venâncio Aires. Ambos reclamavam dos prejuízos que poderão sofrer já que clientes e fornecedores costumam parar em frente ou a poucos metros das lojas. Com a ciclovia será possível estacionar no lado esquerdo da rua somente das 20h às 6h.

O diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, se apressa em tranquilizar, em parte, os comerciantes. Haverá estacionamentos para carga e descarga em vias que cortam a José do Patrocínio, próximo às esquinas. Nenhuma vaga será eliminada, somente transferida para outro ponto.

Ativistas apoiam instalação de via

A construção da ciclovia da José do Patrocínio recebeu apoio até de um costumeiro crítico do formato em que foram implantadas em outras vias para ciclistas na Capital, o vereador cicloativista Marcelo Sgarbossa (PT). Ele considera que, apesar de a faixa ter sido pintada no lado esquerdo — o melhor é que seja no direito —, a ciclovia tem boa largura. Sgarbossa cita a iniciativa como a primeira a realmente restringir o automóvel na cidade e ressalta que não há notícia de ciclovia que tenha matado comércio algum.

— Na Holanda, uma pesquisa mostra que as ciclovias até incentivaram o comércio local, já que tornam a cidade mais saudável. Mas os comerciantes têm de saber que há 495 quilômetros de ciclovias previstos — argumentou.

Uma das críticas mais contundentes à ciclovia parte da Associação dos Ciclistas de Porto Alegre (ACPA). Ainda que considere fundamental cada metro de via para ciclistas construído, o presidente da entidade, Pablo Weiss, lembra da possibilidade de acidentes.

— O motorista costuma ter mais cuidado com outros veículos. Agora deverá ter atenção com os ciclistas.

Fonte: Zero Hora

Quase 40 mil crianças trabalham no Rio Grande do Sul, aponta IBGE

Dados revelam que 5,8% dos menores de 13 anos exerciam algum tipo de ocupação em 2010

Quase 40 mil crianças, entre 10 e 13 anos, exerciam algum tipo de ocupação no Rio Grande do Sul em 2010. Havia 22.766 meninos ocupados e 16.893 meninas ocupadas – totalizando 39.659, o que equivale a 5,8% dos gaúchos acima dos 10 anos. Os dados fazem parte do mapa de indicadores do trabalho infantil divulgado nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a pedido do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O estudo utiliza informações do Censo Demográfico.

Do total de jovens gaúchos entre 10 e 17 anos, 15,6% trabalhavam em 2010. O percentual é maior no Rio Grande do Sul do que em alguns estados do Norte e do Nordeste. O índice só é menor do que em Santa Catarina (44,2%). No entanto, segundo o supervisor de Informações do IBGE no Estado, Ademir Koucher, a maior concentração é na faixa de 16 e 17 anos (35,8%), quando já é permitido trabalhar de acordo com a legislação.

A maoria dos jovens ocupados são meninos. Na faixa estária entre 14 e 15 anos havia 53.341 ocupados: 31.832 homens e 21.509 mulheres. Já entre os gaúchos entre 16 e 17 anos, havia 73.072 homens trabalhando em 2010 e 51.240 mulheres, totalizando 124.312 adolescentes.

Do total de 73 mil meninos de 16 a 17 anos que trabalhavam, apenas 25,9 mil tinham carteira assinada, enquanto que das 51,2 mil meninas ocupadas 18,3 mil tinham registro na carteira profissional. O IBGE não soube
informar o tipo de função que os adolescentes desempenhavam.

Evasão escolar

Os índices de frequência nas escolas eram semelhantes entre os dois sexos. Dos 10 aos 13 anos, 2,2% dos meninos não iam à escola. Já para as meninas, o percentual é de 1,7%. Na faixa dos 14 aos 15, 5,9% dos meninos não estavam matriculados em colégio, enquanto que as meninas chegam a 5,7%. Entre 16 e 17, 23,1% dos meninos não iam à escola e 21,6% das meninas.

Em 2010, 77.687 adolescentes com 16 ou 17 anos já não frequentavam a escola: 40.514 homens e 37.175 mulheres. Na faixa etária entre 14 e 15 anos, a evasão escolar é menor. Havia 10.659 meninos e 10.088 meninas – 20.747 – fora dos bancos escolares. Entre as crianças, os números caem ainda mais. Não fequentavam a escola, em 2010, 7.632 meninos e 5.626 meninas: 10.258.

Para ver o mapa na íntegra, clique aqui.

Fonte: Correio do Povo

Ranking coloca 11 universidades gaúchas entre as 300 melhores da América Latina

Brasil domina com 81 instituições no ranking regional, mas no contexto global apenas duas brasileiras estão entre as 300 mais bem classificadas

Das 81 universidades brasileiras que aparecem entre as 300 melhores da América Latina, 11 são do Rio Grande do Sul. No ranking liderado pela Universidade de São Paulo (USP), a melhor colocada entre as instituições gaúchas é a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em 14º lugar.

Os dados são do Ranking de Universidades da QS: América Latina, que leva em conta sete critérios que cobrem pesquisa, empregabilidade dos formandos, recursos de ensino e presença na internet.

Embora o Brasil domine em nível regional, no contexto global apenas 12 universidades brasileiras estão classificadas no QS World University Rankings, destaca o diretor de Administração da QS, Nunzio Quacquarelli. A USP é a brasileira com a melhor colocação: 139º lugar. A UFRGS aparece na poisção 501.

Nas áreas de ciências agrárias e florestais, e ciências da terra e marinha, a UFRGS figura entre as cem melhores do mundo, mas não há qualquer universidade latino-americana entre as 50 melhores nas áreas científica e tecnológica.

Para o diretor de Pesquisa da QS, Ben Sowter, o mau desempenho nos rankings globais tem a ver com o fato de que a maioria das universidades na região são carentes de recursos financeiros e competir em uma escala global exige investimentos significativos.

As 10 melhores da América Latina

1. Universidade de São Paulo (USP) — Brasil
2. Pontificia Universidad Católica de Chile — Chile
3. Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) — Brasil
4. Universidad de Los Andes — Colômbia
5. Universidad de Chile — Chile
6. Universidad Nacional Autónoma de México (Unam) — México
7. Tecnológico de Monterrey (Itesm) — México
8. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) — Brasil
9. Universidad Nacional de Colombia — Colômbia
10. Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) — Brasil

As gaúchas entre as 300 melhores

1. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) — 14º lugar
2. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) — 41º
3. Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) — 70º
4. Universidade Federal de Pelotas (UFPel) — 87º
5. Universidade Federal do Rio Grande (Furg) — 119º
6. Universidade do Vale do Rio do Sinos (Unisinos) — 125º
7. Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) — 191º
8. Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) — 191º
9. Universidade de Caxias do Sul (UCS) — 201º
10. Universidade de Passo Fundo (UPF) — 201º
11. Universidade Regional do Noroeste do Rio Grande do Sul (Unijuí) — 251º

Fonte: Zero Hora

Enem de 2013 bate recorde de inscritos

A edição de 2013 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) bateu o recorde do número de inscritos, alcançado no ano passado. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), 6.856.006 candidatos se inscreveram até as 18h07 de ontem no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Em 2012, foram 5.971.290 inscritos.Após participar da comemoração dos 35 anos do Telecurso da Fundação Roberto Marinho, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, comentou o volume de inscrições e disse que ficou acima de suas expectativas. “Estamos em torno de três mil inscrições por minuto. É que nem Imposto de Renda. Tem gente que sempre deixa para última hora. Hoje (ontem) é o ultimo dia e não haverá prorrogação”, disse o ministro. As inscrições se encerraram às 23h59 de ontem.

As provas serão aplicadas em 26 e 27 de outubro. Os estudantes que não são isentos devem pagar a taxa de inscrição de R$ 35 até amanhã, por meio da Guia de Recolhimento da União (GRU Simples). A taxa deve ser paga apenas nas agências do Banco do Brasil. É obrigatório o fornecimento dos números dos documentos de identidade e CPF, além de e-mail.

A isenção é garantida para estudantes que concluem o ensino médio este ano e estão matriculados em escolas da rede pública de ensino e para alunos que comprovarem baixa renda.

Na madrugada de ontem, o site do Inep teve problemas. Estudantes relataram pelo Facebook que o endereço eletrônico informava “inscrições encerradas”, 23 horas antes do prazo estipulado pelo edital do enem.

No entanto, mesmo com a informação indicando o inverso, era possível clicar no link e inscrever-se. Segundo o MEC, entre 0h a 1h de ontem, foram realizadas 8.237 inscrições. O site foi normalizado ainda de madrugada. Mercadante minimizou a falha. “Foi uma coisa muito específica. Não estamos tendo nenhuma dificuldade. Quem quis se inscrever se inscreveu”, disse.

No entanto, candidatos contestaram a versão do MEC. A estudante baiana Fernanda Scandura tentou se inscrever-se à 0h27 no portal, sem sucesso. Ela só conseguiu registrar sua participação no enem na manhã de ontem.

Os resultados do Enem podem ser usados em vestibulares de instituições de ensino superior que participam do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), no ProUni, no financiamento estudantil (Fies), dentre outros programas.

Fonte: Jornal do Commercio

Pressão por antenas na Capital

Um dilema paira sobre os porto-alegrenses que não dispensam o celular. Para melhorar o sinal, considerado precário, as operadoras pedem mudanças na legislação para instalar mais antenas pela cidade. No entanto, cientistas alertam que as irradiações das torres poderiam afetar a saúde.

A polêmica se robusteceu ontem, na Assembleia Legislativa, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga os serviços de telefonia móvel. Pressionado por queixas de usuários, o presidente do Sinditelebrasil (sindicato das operadoras), Eduardo Levy, pediu que a prefeitura de Porto Alegre revisasse a lei atual.

– É um apelo que faço aqui. A lei tem mais de 10 anos, precisa ser atualizada – destacou.

O argumento é de que a Lei das Antenas surgiu quando os celulares eram analógicos e precisavam de imensas torres de transmissão, chamadas de paliteiros. Levy observou que os celulares digitais, hoje, funcionam com antenas menores. Multiplicadas, geram sinal em baixa potência.

A proliferação de antenas é indispensável, segundo o Sinditelebrasil, para que Porto Alegre possa receber a rede de internet 4G (mais rápida que a atual, a 3G) até o início da Copa de 2014. Levy informou que a Capital é uma das mais restritivas do país para a expansão da telefonia móvel: 80% da área urbana sofre algum tipo de proibição legal para novas torres:

– No país todo, há mais de 250 leis estaduais e municipais que limitam a implantação de antenas.

A legislação está sendo revisada. O secretário extraordinário da Copa 2014 (Secopa), João Bosco Vaz, entende que a Lei das Antenas cumpriu a função no passado, mas foi ultrapassada pela evolução do celular. No entanto, ponderou que os cuidados com a saúde serão mantidos.

– A lei precisa ser alterada, mas não se pode abrir a porteira – disse.

A expectativa é de que o projeto da nova lei seja apresentado à Câmara de Vereadores até o final do semestre. O legislativo também formou CPI para verificar a precariedade na telefonia móvel. Um dos parlamentares envolvidos no assunto, Airto Ferronato (PSB) acha que a solução será o meio termo, para conciliar qualidade nos serviços com o bem-estar da população.

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Pesquisador pede mais estudos sobre os riscos
As ondas eletromagnéticas emitidas pelas antenas de telefone celular podem afetar a saúde, inclusive provocando câncer?

O assunto é controverso. Os cientistas divergem e pedem mais pesquisas sobre o assunto.

Interessado em multiplicar antenas para melhorar a qualidade dos sinais, o Sinditelebrasil recorre à Organização Mundial da Saúde (OMS) para demonstrar que as irradiações não são nocivas. A OMS informa que não existem, ainda, evidências concretas de “efeitos adversos à saúde”.

Mas há pesquisadores que discordam. Professor de Engenharia Elétrica na UFRGS, Alvaro Augusto Almeida de Salles alerta que as irradiações podem provocar “vários tipos de tumores, inclusive câncer”. Sugere que a população se acautele, afastando o aparelho do corpo e usando o fone de ouvido para falar.

– É algo que deve ser considerado seriamente – diz Salles.

Fonte: Zero Hora

Inflação assusta e exportações caem

A inflação está assustando. Até mesmo as refeições a quilo estão mais caras. Certo, o governo pode festejar os bons números da população empregada. A taxa de desemprego em abril continuou rondando os 5,6%, mantendo-se no recorde de baixa. Mas as contas externas de abril mantiveram o sinal amarelo no Banco Central. Economistas de grandes bancos apontam que esse indicador mostra que o Brasil continua gastando mais dólares do que deveria.

Mantém-se um forte aumento de gastos com viagens internacionais, e registramos outro mês de déficit da balança comercial em abril. Quanto ao Investimento Estrangeiro Direto (IED), ocorreu entrada de US$ 5 bilhões, uma melhora. Porém, após o auge de preços das commodities atingido em 2011, as cotações neste ano deverão continuar a trajetória de queda iniciada em 2012. O preço médio da tonelada de minério de ferro exportada em 2011 atingiu US$ 126 e, neste ano, até maio, recuou para US$ 107. O quadro se repete para soja, café, açúcar, celulose, carne bovina e petróleo. Em agosto, a soja foi embarcada por US$ 700 a tonelada. O ano começou com embarques a US$ 535, e hoje está em US$ 520. Na Bolsa de Chicago, a tonelada é cotada a US$ 470 e pode recuar para US$ 400.

A queda nos preços internacionais das matérias-primas agrícolas, metálicas e do petróleo deve tirar cerca de US$ 20 bilhões das exportações brasileiras entre 2011 e 2013. A venda de produtos básicos responde por 70% das exportações brasileiras. Praticamente todas as matérias-primas agrícolas e minerais estão com os preços em queda no mercado internacional, e por duas razões: o baixo crescimento dos países desenvolvidos e as incertezas sobre o desempenho da China, o grande comprador desses produtos. Entre 2011, ano de pico das cotações das commodities, e abril deste ano, os preços médios em dólar no mercado de commodities agrícolas, minerais e energéticas acumularam queda de quase 12%, segundo o índice do Commodity Research Bureau, referência mundial.

A inflação teve um refluxo, pequeno, mas sempre um recuo. A meta perseguida pelo Banco Central é de 4,5%, assim mesmo uma das mais altas dos países da América Latina.

As projeções dos especialistas – não necessariamente dos “pessimistas de plantão”, segundo a presidente Dilma Rousseff – apontam para alta de 5,8% para este ano e de 6% para o ano que vem. O problema é que ainda temos uma economia muito indexada, salário-mínimo sendo reajustado acima da inflação e alta taxa de emprego. Para esfriar esse estímulo, é preciso controlar a demanda por consumo. Esse apetite parece estar diminuindo por causa do excesso de endividamento da população e do encarecimento dos produtos provocado pela inflação até agora.

O Fed – o banco central dos Estados Unidos – mantém sua estratégia de inundar a economia com dólares, a quantia de US$ 85 bilhões por mês. No total, foram mais de US$ 2,4 trilhões desde 2008. Não é um movimento feito pelo governo para ajudar o nosso exportador, mas, sim, um movimento de fora para dentro, mais difícil de administrar e com efeitos mais desconhecidos. Então, se a Selic subir para 7,75%, não será surpresa. Não para o mercado.

Fonte: Jornal do Comércio

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