abril 2013 archive

Campos: é importante que PSB e Dilma ‘falem na mesma linha’

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), é o possível adversário em 2014 de Dilma, mas, por enquanto, ainda é da base aliada

Após se esquivar sobre perguntas relacionadas às eleições de 2014, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) disse que é importante que PSB e a presidente Dilma Rousseff (PT) “falem na mesma linha”. Nos últimos dias, campanhas foram veiculadas na televisão, uma em que Campos afirma ser “possível fazer mais” e outra em que a presidente adotou slogan semelhante – “é possível fazer cada vez mais” – logo após a campanha do governador ir ao ar.

Campos é o possível adversário em 2014 de Dilma, mas, por enquanto, ainda é da base aliada. Neste cenário, ele disse a jornalistas nesta segunda-feira, no 12º Fórum Empresarial de Comandatuba (BA), que a relação com Dilma é “a mesma de sempre”. Quando questionado se isso significava um relacionamento bom ou ruim, Campos respondeu brincando: “vocês (da imprensa) sempre disseram que era ótimo.”

“É fundamental que tenhamos a compreensão de que sempre é possível fazer mais. O jornalista quer sempre uma matéria que dê manchete, todo médico quer fazer tratamento que dê mais vida aos pacientes… Eu acho que quem está na vida pública sonha em poder fazer mais e procura fazer mais”, argumentou o governador sobre as campanhas.

Para o Dia do Trabalhador, celebrado na próxima quarta-feira, Campos afirmou que cumprirá uma agenda de visitas ao sertão nordestino, por conta do momento de seca que os trabalhadores enfrentam. “Escolhemos passar junto aos trabalhadores sertanejos que estão passando por um momento extremamente duro”, disse.

Quando questionado sobre a redução da maioridade penal, o possível candidato presencial afirmou não ser possível fazer esse debate no meio do “calor das emoções”. O assunto entrou em debate no País por conta dos recentes assassinatos do estudante Victor Hugo Deppman e da dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza, em que adolescentes estavam envolvidos.

“Se você perguntar a um advogado, ele dirá que a solução é mudando a lei; a um trabalhador social, que é com medidas preventivas; a um educador, que apenas com educação se resolve tudo; e para um policial, é prendendo (os adolescentes)”, afirmou. “Não tem solução mágica (para a violência cometida por menores) a não ser colocar criança na escola desde cedo, promover a inclusão, distribuir renda, dar oportunidade.”

Para Campos, essa é uma alternativa mais longa e “muito mais difícil, mas o único meio para fazer com que um País como o nosso não tenha medo de criança e de adolescente”. Ele afirmou que nos últimos seis anos, Recife foi a única cidade do Brasil a diminuir a violência em 50% a partir desse “receituário”.

O 12º Fórum Empresarial de Comandatuba é promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), de João Doria Jr., na Ilha de Comandatuba (BA) e conta com a participação de companhias, empresários e políticos. O evento discute a preparação do Brasil para receber tanto a Copa do Mundo quanto as Olimpíadas.

Fonte: Terra

Dilma vai enviar nova MP sobre pré-sal para educação

A presidente Dilma Rousseff anunciou ontem que vai insistir na destinação exclusiva dos recursos dos royalties do petróleo e do pré-sal para a educação. Durante discurso em Campo Grande, onde entregou300 ônibus escolares a 78 municípios de Mato Grosso do Sul, Dilma anunciou que uma nova proposta será encaminhada ao Congresso Nacional.

Depois de a presidente vetar o trecho da lei do petróleo que distribuía os recursos entre vários setores, 0 governo editou em dezembro uma medida provisória que determina que os recursos sejam destinados à educação, mas a MP não foi votada no Congresso e perde a validade em 12 de maio. Como não pode repetir a anterior, o mais provável é que o governo envie nova MP, em outros termos, mas com o mesmo propósito.

“Nessa questão da educação somos teimosos, insistentes. Nós vamos enviar uma nova proposta para uso dos recursos de royalties, participações especial e recursos do pré-sal para chegar exclusivamente na educação (…) Vamos insistir, vamos teimar: o Brasil tem de destinar essa sua grande riqueza para ser gasta em educação”, discursou Dilma.

A presidente disse que não é apenas a economia que fará o Brasil se consolidar como “um país de classe média, um país desenvolvido” e atenuou o peso do desempenho do PIB e do setor produtivo. “Se falarem para vocês que é só o PIB crescer, vocês acreditem parcialmente”, disse Dilma.

“Tem uma coisa sem a qual nós não daremos nenhum salto, nenhum passo a frente: educação”, disse a presidente, que, em vários momentos da solenidade, foi vaiada por produtores rurais inconformados com a demarcação das terras indígenas em Mato Grosso do Sul.

Ao anunciar investimentos de R$ 200 milhões em oito aeroportos regionais do Estado, Dilma anunciou também que o governo vai subsidiar assentos nos aviões, mas não deu mais detalhes de seu plano. A presidente também anunciou uma série de obras de construção e ampliação de 1.400 quilômetros de estradas no Estado, sem especificar quanto a União vai investir nas obras. Ela destacou a importância do investimento em rodovias para melhorar o patrulhamento das fronteiras.

Fonte: Estadão

O custo do trabalho no Brasil: salário é baixo, produtividade também

O custo da hora do trabalhador brasileiro é baixo, mas a produtividade também, o que afeta o custo total do trabalho no país. O valor da hora que a indústria paga por aqui é quase o dobro do México, mas cerca de um terço do que se vê nos Estados Unidos e em países europeus. E o preço da hora no Brasil vem em franco crescimento desde 2008: a alta acumulada chegou a 38%. Ganho salarial e câmbio explicam essa valorização. Especialistas afirmam, no entanto, que a produtividade vem comprometendo o desempenho do trabalho. O custo e a produtividade são o tema do terceiro dia da série de reportagens sobre os 70 anos da CLT.

Em 2011, a hora de trabalho na indústria era de US$ 11,65 no Brasil, quase o dobro dos US$ 6,48 do México, mas abaixo dos US$ 15,91 da Argentina, segundo dados do Escritório de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos (BLS, na sigla em inglês). Os números são bem menores que os registrados em países desenvolvidos como Estados Unidos (US$ 35,53), França (US$ 42,12) e Alemanha (US$ 47,38).
Ao mesmo tempo, dados da instituição de pesquisa americana The Conference Board apontam que o desempenho da produtividade no país está aquém do de outros emergentes. Em 2012, a produtividade no Brasil caiu 0,3%, na contramão do crescimento de 1,8% no mundo e de 4,8% nas maiores economias emergentes. O comportamento do país foi classificado pela entidade como um “declínio dramático”. O Brasil já vinha registrando desaceleração: a expansão da produtividade, que tinha sido de 4,1% em 2010, caiu para 0,7% em 2011.
— Nosso grande problema aqui no Brasil não é o custo do trabalho isoladamente, mas a produtividade do trabalhador, que cresceu pouco nas últimas décadas — afirma Eduardo Zylberstajn, professor de Economia da Fundação Getulio Vargas.
A falta de mão de obra qualificada e a disputa por pessoal com o setor de serviços, o mais dinâmico da economia, fez cair a produtividade da indústria. Apesar da queda da produção de 2,7% em 2012, o quadro foi reduzido em 1,4%, e os salários subiram 4,3%, segundo a pesquisa do IBGE.
Qualificação, ambiente regulatório e investimento em equipamentos são alguns dos aspectos que deveriam melhorar no país para garantir maior produtividade, na avaliação do ex-ministro do Trabalho e economista da Gávea Investimentos Edward Amadeo:
— O nível educacional no Brasil ainda é muito ruim, temos um ambiente hiper regulado e o país investe pouco em equipamentos. Nos países asiáticos, um terço do PIB vai para investimentos, enquanto aqui é apenas um quinto.
Patrão paga 183% mais que valor da carteira
Estudos apontam que o custo do trabalho para o empregador no Brasil varia entre 65,7% e 183% a mais que o valor do salário de carteira do trabalhador. No livro “As Normas e os Fatos”, o sociólogo e professor do Instituto de Estudos Políticos e Sociais da Uerj Adalberto Cardoso estima que o desembolso total do empregador chegue a 65,7%. Já o professor da FEA/USP José Pastore fez um levantamento nos anos 90 em que estimava esse custo em 102%. Pesquisa recente do Centro de Microeconomia Aplicada da Fundação Getulio Vargas calcula que o valor pode chegar a 2,83 vezes o salário de carteira, para um vínculo trabalhista de um ano. Para cinco anos, o custo cai para 2,55 vezes.
— O estudo considera a indústria têxtil, e há alguma variação dependendo do setor. Mas a questão é que o custo da empresa com o trabalhador é muito maior que o valor da carteira — diz André Portela Souza, que coordenou o estudo.
Sem vínculos formais com empresas, o casal Juliana Veronezi e Dalton Coelho trabalha há mais de dez anos por conta própria. Ela é professora de teatro musical e ele é regente de coral e professor de música. Os dois se organizam financeiramente para lidar com a falta de décimo terceiro salário, por exemplo, e têm planos de previdência privada para garantir a renda na aposentadoria.
— O único momento em que senti falta da carteira foi quando tive meu filho. Tive que voltar a dar aula um mês depois, sem direito a licença-maternidade — conta Juliana, mãe do pequeno Vinicius.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/o-custo-do-trabalho-no-brasil-salario-baixo-produtividade-tambem-8246478#ixzz2Ry66SK8X
© 1996 – 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Porto Alegre volta a ter menor desemprego do País

Índice de pessoas sem emprego em Porto Alegre chega a 6,5%, o menor volume já registrado para o mês de março

Depois de perder o posto de capital com menor desemprego para Belo Horizonte, Porto Alegre voltou a ser a cidade brasileira, entre as pesquisadas, com o volume mais baixo, conforme a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) do mês passado. Apesar da consolidação do desemprego em 6,5%, frente a 6,2% em fevereiro, e de uma queda de 0,5% do nível ocupacional no mesmo período, o volume de desempregados na Capital é o menor da série histórica (iniciada em 1993) para um mês de março.

Elaborada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Diese) em parceria com a Fundação Gaúcha de Trabalho e Ação Social (Fgtas) e Fundação de Economia e Estatística (FEE), a PED referente a março foi divulgada ontem. “Todas as regiões (analisadas no Brasil) tiveram aumento de desemprego em março, o que é um comportamento típico para o mês”, contextualiza a supervisora da pesquisa na FEE, Dulce Helena Vergara.

Entre os ocupados, o recuo de 0,5% representa a saída de 9 mil pessoas do mercado de trabalho, saldo acompanhado pela queda de 0,2 da população economicamente ativa. Entre fevereiro e março, o volume de desempregados passou de 100 mil para 104 mil na Região Metropolitana de Porto Alegre, enquanto o nível de ocupados totalizou 1.785 pessoas. A maior redução em termos absolutos foi observada na construção, onde o contingente de trabalhadores caiu 6,1%, o equivalente a 8 mil indivíduos, seguida pela indústria de transformação, com queda de 2,3% nas vagas (7 mil trabalhadores). No emprego doméstico a queda foi de 3 mil postos. Comércio e serviço, ao contrário, agregaram mais trabalhadores a seus quadros, com crescimentos de 0,8% (3 mil pessoas) e 0,5% (5 mil pessoas).

Os fatores considerados mais positivos nos resultados da pesquisa são a massa de rendimentos reais e o rendimento médio real dos trabalhadores. Com base em dado de fevereiro, a massa de rendimentos avançou 1,3% entre os ocupados, chegando a 2,6% entre os assalariados. Em 12 meses, o indicador observa uma alta de 7,1% e 7,3% para ocupados e assalariados, respectivamente. No caso dos rendimentos médios reais, houve crescimento tanto para ocupados (1,3%) quanto para assalariados (2,2%). Apenas para os autônomos houve queda na remuneração (-3,9%). Com isso, a média de vencimentos dos trabalhadores em Porto Alegre e região correspondem a R$ 1.628 (ocupados), R$ 1.605 (assalariados) e R$ 1.440 (autônomos). Em 12 meses, os rendimentos médios reais tiveram crescimento de 4,6% para ocupados e assalariados e 1% para autônomos.

Levando em conta as demais regiões pesquisadas, o desemprego total cresceu de 10,4% em fevereiro para atuais 11%. O total de desempregados nas sete regiões pesquisadas chegou a 2,4 milhões, com a saída de 215 mil pessoas do mercado de trabalho entre fevereiro e março deste ano.

Fonte: Jornal do Comércio

Câmara aprova pena de prisão de até 10 anos para morte decorrente de racha

rachas

A Câmara dos Deputados aprovou um projeto que estabelece pena de até 10 anos de prisão para homicídio cometido por motorista que participava de racha. A proposta amplia ainda as multas para quem praticar essa infração, igualando as penalidades à da lei seca, que pune o motorista que dirigir embriagado.

O projeto fixou a pena de detenção de 6 meses a 3 anos para quem participar de racha, mas ampliou a sanção quando isso resultar em lesão corporal grave ou morte. No caso de lesão corporal, a pena sobe para de 3 a 6 anos de prisão. Ocorrendo morte devido ao racha, a pena vai de 5 a 10 anos de prisão. O relator do projeto, Hugo Leal (PSC-RJ), destaca que a pessoa que participar de um racha que tenha vítimas passará a responder por homicídio doloso por ter assumido o risco de cometer o crime.

O líder do PSB, Beto Albuquerque (RS), afirma que com o projeto as penas para os infratores ficarão mais altas. “É a primeira vez que estamos igualando o homicídio cometido no trânsito a outras formas de assassinato. Até hoje muitas vidas perdidas acabaram no pagamento de cesta básica, isso vai acabar”.

O projeto ainda eleva a multa para quem “disputar corrida”, “promover ou participar” de racha, “utilizar o veículo para demonstrar ou exibir manobra perigosa, mediante arracada brusca, derrapagem ou frenagem com deslizamento ou arrastamento de pneus” ou forçar ultrapassagem perigosa. Todas essas ações passam a ter multas semelhantes a da lei seca, hoje em R$ 1,9 mil. Ultrapassagens pelo acostamento, pela contramão em curvas, faixas de pedestre, pontes, entre outros, passam a ser infrações gravíssimas e ter multa de aproximadamente R$ 950,00.

A Câmara fez ainda uma pequena alteração na lei seca para incluir a possibilidade de exame toxicológico como possibilidade de prova de direção sob efeito de álcool ou outra substância psicoativa que determine dependência.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Aprovado projeto que regulamenta meia-entrada

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara aprovou nesta quarta-feira o texto base do projeto de lei que regulamenta a meia-entrada para estudantes, jovens de baixa renda, portadores de necessidades especiais e idosos em cinemas, teatros, eventos esportivos e culturais. Neste momento, a CCJ analisa os destaques ao relatório apresentado pelo deputado Vicente Cândido (PT-SP). Entre outros pontos, a proposta determina que a meia-entrada fique limitada a 40% do total de ingressos disponíveis para cada evento.

O projeto prevê, entre outros pontos, a emissão da CIE (Carteira de Identificação Estudantil) que ficará a cargo da ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandos), da UNE (União Nacional dos Estudantes), da Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) e entidades estaduais e municipais filiadas a essas instituições.

O documento terá validade de um ano e modelo único nacional padronizado, com certificação digital atestada pelo ITI (Instituto Nacional de Tecnologia da Informação).

Serão considerados jovens de baixa renda aqueles com faixa etária de 15 a 29 anos inscritos no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal), cuja renda familiar mensal seja de até dois salários mínimos.

Fonte: Band News

Brasil é o 4º mais desigual da América Latina

f_123862

Já as nações de menos desigualdade são Nicarágua, Argentina, Venezuela, Uruguai, Jamaica e Peru

A América Latina se mantém como a região do mundo com maior desigualdade de renda, e o Brasil aparece em quarto, apesar das melhorias nesse setor na última década. A informação é do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).

Segundo dados do PNUD, Honduras, Bolívia, Colômbia, Brasil e Chile são os países mais desiguais por renda. Já as nações de menos desigualdade são Nicarágua, Argentina, Venezuela, Uruguai, Jamaica e Peru.

“A América Latina continua sendo a região do mundo que tem, de longe, a mais alta desigualdade”, anunciou o coordenador do Relatório Nacional de Desenvolvimento Humano da Colômbia 2013, Hernando Gómez, em uma entrevista coletiva.

Essa circunstância se mantém, embora na América Latina, “pela primeira vez em quatro décadas”, durante os dois últimos anos a desigualdade na distribuição de renda “tenha diminuído”, o que não aconteceu em nenhuma outra parte do mundo, destacou Gómez.

Segundo o assessor do PNUD, que apresentou no Panamá o Relatório Mundial de Desenvolvimento, a desigualdade na América Latina se deve ao fato de ser a região com mais milionários do que em outras áreas do mundo.

Na região, em seu conjunto, “a desigualdade diminuiu” e isso “deve ser comemorado e valorizado”, comentou o representante do PNUD.

A queda na desigualdade se deve, principalmente, ao aumento no nível educacional, à melhora no sistema de saúde e a um maior acesso ao emprego, além dos programas públicos de transferência de renda.

Fonte: AFP

Comissão aprova MP dos Portos com mudanças; Dilma pode vetar

Pontos que envolvem a renovação das concessões devem ser vetados pela presidente; Câmara e Senado ainda precisam aprovar o texto

O relatório da Medida Provisória dos Portos foi aprovado nesta quarta-feira pela comissão mista do Congresso que analisou o texto enviado pelo Executivo, mas os parlamentares fizeram mudanças que contrariam os interesses do governo.

A MP dos Portos – considerada pela presidente Dilma Rousseff como uma medida essencial para dar competitividade ao setor, um dos principais gargalos para o crescimento do país – tem de ser aprovada pela Câmara e pelo Senado até 16 de maio. Caso contrário, perderá a validade.

Pelo menos duas das mudanças aprovadas pelos deputados e senadores nesta quarta devem ser alvo de veto da presidente na avaliação do relator da MP, senador Eduardo Braga (PMDB-AM).

Numa delas, os congressistas criaram a obrigatoriedade para que os futuros contratos de concessão, firmados por 25 anos, sejam renovados por igual período, totalizando uma concessão de 50 anos.

“Obviamente não há nenhum entendimento (com o governo) quanto ao mérito dessa matéria”, disse Braga.

Outra mudança pedida pelo setor empresarial e aprovada pelos parlamentares cria a obrigatoriedade de renovação dos contratos nas áreas portuárias firmados antes de 1993, pelo igual período estabelecido nesses contratos, que varia entre cinco e dez anos.

O governo tinha fechado um acordo para prorrogar esses contratos em até cinco anos, quando considerasse necessário. Essas condições, porém, foram rejeitadas pelos parlamentares, a pedido dos empresários.

“Nós construímos um acordo para os (contratos) antes de 93, o acordo estava feito. Jogaram fora e construíram um texto que vai ser vetado (pela presidente)”, disse Braga, que também é líder do governo no Senado.

No caso dos contratos de concessão firmados depois de 93 e que ainda não venceram, o poder público poderá decidir sobre sua renovação, pelas novas regras e exigindo novos investimentos, se considerar necessário. Essa possibilidade tem acordo com o Executivo e não deve sofrer vetos da presidente.

O relator também incluiu mudanças no texto original da MP dos Portos que desagradam o governo, como a criação do “Porto Indústria”, que mantém as vantagens dos terminais privativos que o governo tentou limitar por meio da medida provisória.

O “Porto Indústria”, que também pode ser alvo de veto da presidente, só poderá ser operado por empresas do setor agropecuário, mineral e de hidrocarbonetos.

Apesar das mudanças e das possibilidades de vetos, Braga acredita que a essência da medida provisória foi mantida e o país ganha com o novo marco regulatório.

A aprovação do relatório ocorreu após muita polêmica e ameaças de greves de trabalhadores, que temiam perder direitos com as mudanças propostas. Na semana passada, sindicatos dos portuários decidiram suspender uma paralisação agendada, diante de reivindicações atendidas.

Fonte: Estadão

Entendimento para acabar com a guerra fiscal está próximo, diz Campos

Por Ramiro Furquim/Sul21
Foto: Ramiro Furquim

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, disse na quarta-feira (24), após encontro com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que nunca se esteve tão perto de um entendimento para acabar com a guerra fiscal entre os estados. Campos e Mantega discutiram as mudanças nas alíquotas do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

O relatório do senador Delcídio Amaral (PT-MS) sobre o assunto foi aprovado hoje na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, mas ainda falta aprovar a medida provisória (MP) que trata dos fundos que compensarão as perdas dos estados e ajudarão os menos desenvolvidos após a redução das alíquotas.

“Acho que é um momento importante”, disse o governador, ressaltando que já vinha discutindo o assunto com o ministro da Fazenda. Segundo Campos, na conversa desta quarta-feira, foi possível contribuir para um entendimento em torno do relatório sobre o fundo que garantirá aos estados a possibilidade de atrair investimentos, o que antes eram feito por meio da guerra fiscal.

A medida provisória prevê a criação do Fundo de Compensação de Receitas (FCR), que compensará as perdas dos estados, e do Fundo de Desenvolvimento Regional (FDR), que financiará projetos de infraestrutura nos estados menos desenvolvidos. O governo propõe que 25% dos recursos do FDR venham do Orçamento Geral da União e 75%, de financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O governador de Pernambuco, no entanto, defendeu o aumento da participação de recursos diretos do Orçamento.

Campos destacou o esforço dos estados em busca do entendimento sobre as mudanças de alíquota e a criação dos fundos de compensação, mas ressaltou que alguns pontos precisam de novo acordo. “Acho que estamos muito perto e precisamos de mais um pouco de diálogo e entendimento para que tenhamos o fundo com essas característica: metade do Orçamento Geral da União e metade de financiamento”, defendeu.

Sobre o indexador da dívida dos estados, que também está em discussão no Congresso, Eduardo Campos disse que acha a proposta do governo “suficiente”. A dívida é indexada ao IGP-DI (Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna), e o que se discute é a mudança para a taxa básica de juros (Selic).

“Pernambuco tem um endividamento muito baixo, e a nossa questão sempre foi sobre o indexador. Era insustentável todo esse esforço com a redução de juros, e o estado, pagando duas vezes mais do que a taxa básica de juros”, ressaltou.

Fonte: Agência Brasil

Exposição acessível a todos os públicos inicia sábado

05

Mostra “Cinco Sentidos” exibe maquetes táteis de Porto Alegre e esculturas de atletas

Diferentemente de um museu ou de uma mostra de artes, onde as obras não podem ser tocadas, a exposição “Cinco Sentidos” tem como regra a interação. Especialmente para o público com necessidades especiais. Paisagens conhecidas de Porto Alegre estarão acessíveis, em tamanho reduzido, a partir deste sábado, quando inicia o evento promovido pelo Instituto Ame. Seis maquetes táteis e quatro painéis retratando atletas gaúchos estarão em exibição no Palácio da Justiça, no Centro da Capital.

“A exposição é toda acessível, inclusive com audiodescrição, para um público que dificilmente tem essa oportunidade”, explica a diretora-presidente do Instituto Ame, entidade que visa promover a acessibilidade e o meio ambiente, Noara Tubino. “Em um museu ou em uma exposição, dificilmente você pode tocar (nas obras). Nossa exposição é o inverso, o público tem de interagir com tudo.”

A proposta da exposição é apresentar diferentes aspectos da formação da cidade de Porto Alegre. As maquetes a serem apresentadas mostram, entre outros pontos, o Cais do Porto e o relevo do Centro da Capital. Um dos enfoques é a apresentação da cidade como uma das subsedes da Copa do Mundo de 2014. Entre os atletas que fazem parte da mostra, exibida por meio da técnica de matrizes em relevo estão a ginasta Daiane dos Santos e o judoca João Derly. “A pessoa que tem a deficiência consegue tocar e sentir toda a fotografia através das dimensões do relevo”, explica Noara.

Essa é a segunda exposição totalmente acessível realizada pelo instituto. A primeira, em 2011, registrou mais de 30 mil visitantes. Após passar pelo Palácio da Justiça, as obras irão para a Faculdade de Arquitetura da Ufrgs, no dia 6 de maio, e para o Tribunal de Justiça, no dia 14 de maio. Segundo a diretora-presidente do Instituto Ame, a exposição antecipa a criação do Memorial de Acessibilidade e Inclusão Social, cujo projeto já foi aprovado pelo Ministério da Cultura. A entidade estará localizada na zona Sul da Capital. O espaço, que ainda necessita de adaptações, deve ser concluído até o final do ano. “Nossa meta é transformá-lo em um local onde tudo possa ser tocado”, projeta Noara.

Fonte: Correio do Povo

WP-Backgrounds Lite by InoPlugs Web Design and Juwelier Schönmann 1010 Wien