março 2013 archive

Agenda Econômica 05.03

Começa hoje a reunião do Copom. O Banco Central anuncia amanhã, no início da noite, a decisão sobre a taxa Selic.

BM&FBOVESPA apresenta mudança na estrutura de tarifação do mercado à vista de renda variável.

FGV divulga a Sondagem Conjuntural do Setor de Comércio do mês de fevereiro.

Sindilojas Porto Alegre promove cursos gratuitos na área de comunicação visual, estoque e vendas. As inscrições pelo e-mail cursos@sindilojaspoa.com.br ou telefone 51.30258300.

Começa a Febramec, feira do segmento de máquinas, equipamentos, informática e software aplicado. Na Fiergs, até sexta-feira. Quer movimentar R$ 80 milhões.

Acontece o Café COM Internet, promovido pela agência de comunicação digital WBI Brasil. Palestra de André Fonseca, da Graph Monitor, sobre marcas engajadas no Facebook. Também o diretor presidente da WBI Brasil, Paulo Kendzerski, detalha etapas para alcançar um modelo ideal de presença online.

Associação Brasileira de Recursos Humanos, seccional Rio Grande do Sul (ABRH-RS), realiza o curso Legislação do Trabalho.

Será publicado o edital de seleção dos oito novos arranjos produtivos locais (APLs) que receberão apoio do Governo do Estado. Propostas serão recebidas até 2 de maio.

ESPM-Sul promove painel sobre panorama da Gestão de Projetos no Brasil.

Fonte: Giane Guerra / Blog Acerto de Contas

PIB fraco eleva carga tributária para 36,2%

A carga tributária brasileira correspondeu a 36,27% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012, calculou o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). No ano anterior, o estudo apontou uma participação de 36,02% do PIB. Em 2000, a porcentagem era de 30,03%, pelos mesmos cálculos. Para a instituição, o baixo resultado do ano passado, de 0,9% de expansão do PIB na comparação com 2011, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e a alta arrecadação ocasionaram o aumento da carga tributária. Em 2011, a arrecadação do País tinha chegado a R$ 1,49 trilhão. No ano passado, avançou para R$ 1,59 trilhão. Em termos nominais, conforme o IBPT, a arrecadação tributária variou 7,03% e o PIB 6,26%.

“O IBPT havia previsto uma pequena queda da carga tributária de 2012, mas a surpreendente arrecadação de novembro e dezembro e o fraco desempenho do PIB resultaram em novo recorde histórico”, disse ontem, em nota distribuída à imprensa, o presidente do Conselho Superior e coordenador de estudos do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral. Para ele, as desonerações no ano passado “não afetaram” a arrecadação.

Na participação do PIB, a única esfera de governo em que a arrecadação tributária respondeu por porcentagem menor em 2012 foi a federal – 25,38%, o que é 0,01 ponto percentual menor do que em 2011. Tributos estaduais responderam por 8,96% (uma alta de 0,19 ponto percentual) e municipais, 1,93% (0,07 ponto percentual mais em 2012).

Em variação percentual, os tributos federais foram os que menos cresceram no ano passado ante 2011, com aumento de 6,22%. Os municipais subiram 10,53% e os estaduais, 8,64%. Em valores, a arrecadação de tributos federais foi R$ 65,38 bilhões maior em 2012, a de estaduais cresceu R$ 31,38 bilhões e a elevação dos tributos municipais foi de R$ 8,11 bilhões.

O item que registrou o maior crescimento, em valores, de 2011 para 2012 foi o INSS – Previdência Social. Foram arrecadados R$ 30,73 bilhões a mais de um ano para o outro. Na sequência, apareceram o ICMS (alta de R$ 28,48 bilhões), Cofins (R$ 16,39 bilhões) e o Imposto de Renda (R$ 14,33 bilhões).

Pelas contas do IBPT, cada brasileiro pagou R$ 8.230,31 em tributos ano passado, R$ 460,37 a mais do que em 2011. Foram arrecadados no País R$ 4,36 bilhões diários, ou mais de R$ 50 mil por segundo.

A instituição esclareceu que há diferenças entre as metodologias utilizadas para calcular a carga tributária nacional, o que pode gerar diferentes resultados. No caso do IBPT, são considerados todos os valores arrecadados pelas três esferas de governo (tributos mais multas, juros e correção). Além disso, para levantamento das arrecadações estaduais e do Distrito Federal são considerados dados do Confaz, das secretarias estaduais de Fazenda e da Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda. Para analisar as arrecadações municipais, entre outros fatores, a instituição acompanha os números divulgados por 1.425 municípios nos Portais da Transparência.

No caso da análise feita pela Receita Federal, assinalou o IBPT, são desconsiderados os valores recolhidos a título de multas, juros e correção monetária, nem são computadas as contribuições corporativas e custas judiciais, entre outras diferenças.

Fonte: Jornal do Comércio

Mesmo com PIB baixo, mercado de trabalho continua aquecido

Depois de um 2012 de bons resultados para o emprego e a renda, o mercado de trabalho deve voltar a fazer a alegria do brasileiro este ano. Apesar das ameaças de inflação, juros e crescimento ainda modesto, analistas preveem que a taxa média de desemprego de 2013 será ainda menor do que os 5,5% do ano passado, que já foi a mais baixa da série histórica do IBGE, iniciada em 2002.

— Este ano a indústria tende a crescer um pouco e evitar demissões. Além disso, o setor de serviços e a construção civil vão continuar se expandindo e o mercado de trabalho tem condições de manter sua força. A taxa de desemprego deve ficar um pouco menor do que no ano passado, em 5,2% na média anual — afirma Rafael Bacciotti, da consultoria Tendências.

No ano passado, o mercado de trabalho surpreendeu os especialistas por apresentar resultados tão bons, diante de um crescimento de apenas 0,9% da Produto Interno Bruto (PIB). Para a maioria deles, fenômeno foi explicado pelo setor de serviços, que emprega muita mão de obra e teve crescimento bem acima da média do país. Mas eles apontaram outras razões, como o aumento do salário mínimo, impacto de programas sociais e a resistência dos empresários em demitir, na expectativa de que a economia iria se recuperar depois.

— O PIB per capita cresceu zero e a renda per capita do trabalho cresceu 3%, uma diferença bem grande, um descompasso. O “pibinho” não chegou ao bolso do trabalhador — diz Marcelo Neri, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Neri vê várias possibilidades para explicar o descolamento, e destaca, por exemplo, um aumento de 8,5% no rendimento dos analfabetos durante o ano de 2012.
— Se o PIB é um bom retrato do Brasil, essas coisas do mercado do trabalho são um bom retrato do brasileiro. Então, chego à conclusão que os brasileiros vão melhor do que o Brasil.

Dieese vê pouca criação de vagas este ano
Para o economista José Márcio Camargo, da Opus Investimentos, o desemprego brasileiro já está com taxas inferiores ao que se pode chamar de pleno emprego e deve cair um pouco mais ao longo este ano, para algo em torno de 5,25%. O lado ruim, diz ele, é o risco de os salários pressionarem a inflação.

— Está começando a haver uma corrida entre salários e preços. Com o mercado aquecido, os trabalhadores buscam reajustes maiores e os empresários repassam para produção. No fim, quem sai perdendo com a inflação são os trabalhadores — avalia.

Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, diz que o consumo segue crescendo e a taxa de desemprego deve continuar baixa este ano, podendo cair um pouco em relação à média do ano passado, mas também pondera:

— Estamos chegando num limite perigoso. Essa taxa é condizente com um cenário de inflação em aceleração.

O diretor-técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio, espera um recuo na taxa de desemprego, mas nada tão significativo, diante da previsão de um crescimento maior da economia, de 2% a 3%. Ou seja, é possível que este ano, o PIB do país tenha um crescimento maior e o recuo do desemprego seja mais modesto. A hipótese do Dieese é que em 2012 os empresários evitaram demitir, porque acreditaram na recuperação da economia a curto prazo.

— Se isso tudo se confirmar, as empresas têm capacidade ociosa e podem aumentar a produção sem fazer contratações pesadas neste momento. A taxa nacional da nossa pequisa de desemprego, que é diferente da do IBGE e ficou em10,5% ano passado, deve baixar 10,2% ou 10% neste ano. Nada tão robusto, como por exemplo, quando a gente compara com a queda registrada no desemprego desde 2004, quando a taxa de 23%.

Fonte: O Globo

Para analistas, exterior investirá mais no País

Economistas acreditam que o esforço do governo brasileiro atrairá investidores estrangeiros para infraestrutura

A participação dos serviços nos estoques de Investimento Estrangeiro Direto (IED) é de 43,3% no Brasil, enquanto que, no mundo, esse percentual chega a 67%. O potencial de expansão nos próximos anos é ampliado pelo empenho do governo em atrair investidores estrangeiros para o pacote de concessões de US$ 235 bilhões em infraestrutura, reforçado na semana passada na apresentação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, a investidores de Wall Street. “Há uma lacuna de investimentos em infraestrutura, o desejo de preenchê-la e uma oferta de recursos sem destino de outros países que devem vir para cá”, diz Luis Afonso Lima, economista da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais (Sobeet). A Sobeet estima que os ingressos de IED no setor de construção e infraestrutura possam duplicar nos próximos anos.

Para o economista-chefe do Banco J.Safra e ex-secretário do Tesouro, Carlos Kawall, há uma fronteira de expansão clara também nos serviços influenciados pelo aumento da renda e menos sujeitos à interferência estatal, como educação e saúde. Kawall cita operações recentes, como a aquisição da operadora de planos de saúde Amil pela United Health Group, em 2012, por quase R$ 10 bilhões, e a compra da rede de drogarias Onofre pela americana CVS, em 2013. “Em termos relativos, a indústria é a perdedora. É afetada por problemas de baixa competitividade e alta carga tributária, embora possa ter grandes operações pontuais. Já os serviços são mais protegidos e passam por aumento de demanda”, diz.

Em uma década, o Brasil subiu 11 degraus no ranking dos destinos globais de investimentos estrangeiros diretos. Em 2003, o País era o 15º na lista, e, no ano passado, passou ao quarto lugar, atrás apenas de Estados Unidos, China e Hong Kong. A fatia brasileira nos fluxos de investimento foi a que mais cresceu no mundo, de 1,7% em 2003, para 5%, em 2012. O perfil do IED por aqui mudou nos últimos cinco anos, como mostra estudo da Sobeet. Houve crescimento na proporção relativa ao setor de petróleo e um recuo na fatia setor de serviços, que ainda lidera a preferência do capital externo em investimentos brasileiros. Mas a tendência é de que o setor retome espaço com o empenho do governo nas concessões de infraestrutura.

A análise da Sobeet foi baseada em dados do Banco Central e da Unctad (Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento). O levantamento dividiu a década em dois períodos: 2003-2007 e 2008-2012. O setor de serviços viu sua fatia no bolo cair de 51,8% para 42,1% nos últimos cinco anos. Os setores de telecomunicações, energia elétrica e saneamento foram os mais afetados. No caso das operadoras, os ingressos de IED despencaram de 10,3% para 2,7%. Para Lima, economista da Sobeet, a explicação é que houve forte concentração de investimentos logo após as privatizações, no fim dos anos 1990.

Composto por agropecuária e extrativismo mineral, o setor primário atraiu mais investimentos no último quinquênio, puxado pela extração de petróleo. O percentual do setor petrolífero nos fluxos de IED saltou de 8,2% para 18,9% na média dos dois períodos. O incremento reflete aportes de rodadas de petróleo concluídas no início dos anos 2000, já que os investimentos pesados costumam ocorrer cinco anos após os leilões.

Flávio Rodrigues, do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), destaca também o pesado plano de investimentos anunciado pela Petrobras, que acabou sendo acompanhado por suas parceiras estrangeiras. Ele alerta, entretanto, que a ausência de rodadas nos últimos quatro anos tende a refletir um menor ritmo da curva de IED do setor. “Isso deve aparecer nas próximas estatísticas, embora o pré-sal possa amortizar um pouco tais perdas”, diz ele, ao considerar que, manter o fluxo de recursos externos depende da constância dos leilões.

Apesar da perda de competitividade nos anos recentes, a indústria brasileira não viu seu percentual de atração de IED ser significativamente alterado. Houve uma perda de apenas 1,2 ponto percentual do período 2003-2007 (38,6%) para o período 2008-2012 (37,4%). Em termos absolutos, diz Lima, os recursos destinados a setores industriais nos últimos cinco anos foram até mais robustos. De um lado, porque houve esgotamento de capacidade de setores como metalurgia e produtos químicos e, de outro, pela aposta em setores voltados ao consumo interno, como alimentos e bebidas, turbinados pelo incremento na renda da população. “Isso se soma à crise, que reduziu oportunidades em países da Europa e abriu novas frentes nos países emergentes”, diz. A Sobeet aponta que a atração de IED para o Brasil nos últimos dez anos foi ao menos parcialmente influenciada por políticas públicas voltadas a atividades consideradas estratégicas em diferentes momentos.

Fonte: Jornal do Comércio

Para mercado financeiro, Selic deve ser mantida em 7,25% ao ano na reunião do Copom desta semana

A taxa básica de juros, a Selic, deve ser mantida no atual patamar, 7,25% ao ano, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, marcada para amanhã (5) e quarta-feira (6). Essa é a expectativa de analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) sobre os principais indicadores econômicos.

A mediana das expectativas das instituições financeiras é que a Selic seja mantida no atual patamar ao longo de 2012. Por essas projeções, a taxa só deve subir em 2013, encerrando o período em 8,25% ao ano.

O BC usa a Selic como instrumento para influenciar a atividade econômica e, por consequência, calibrar a inflação. Cabe ao BC perseguir a meta de inflação, que é 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

De acordo com a projeção dos analistas, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve chegar ao final deste ano em 5,7%, ante 5,69% previstos anteriormente. Para 2014, permanece a projeção de 5,5% há 16 semanas. As estimativas estão, portanto, acima do centro da meta de inflação.

A pesquisa do BC também traz a mediana das expectativas para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que foi mantida em 5,32%, neste ano, e ajustada de 5% para 4,95%, em 2014.

A projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi alterada de 5,17% para 5,18%, este ano, e mantida em 5%, em 2014. Para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), a estimativa passou de 5,2% para 5,16%, em 2013, e de 5,2% para 5,23%, no próximo ano.

Fonte: Agência Brasil

WP-Backgrounds Lite by InoPlugs Web Design and Juwelier Schönmann 1010 Wien