março 2013 archive

Governo desonera PIS/Cofins e IPI para banda larga

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, assinou nesta terça-feira, a portaria que regulamenta o regime Especial de Tributação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) de Redes de Telecomunicações. Segundo ele, o governo faz três desonerações: PIS/Cofins e IPI – para a construção e ampliação das redes do setor. A renúncia fiscal deverá chegar a R$ 6 bilhões até 2016, e a expectativa do governo é de que as empresas antecipem investimentos de R$ 18 bilhões neste mesmo período.

O objetivo é massificar o uso da internet no país. Ele lembrou que o PNBL foi lançado em 2009 e que o governo quer lançar o PNBL 2 para acelerar o desenvolvimento de redes em todo o país. Segundo Paulo Bernardo, é necessário fazer atualizações e que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tem ajudado muito neste trabalho. As redes do setor de fibra óptica, satélite, e cabo, entre outras serão integradas em todo o país.

Nas áreas menos densamente povoadas, por exemplo, citou o ministro, como a região Norte, poderão ser usados serviços de rádio e de satélite, que poderão ser desoneradas. Ele disse que algumas estações satelitais de pequeno porte deverão entrar em operação nos próximos meses.
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Congresso aprova Orçamento de 2013

Depois de quase três meses de atraso, o Congresso Nacional concluiu hoje (12) a votação do Orçamento Geral da União para este ano. A votação ocorreu apenas entre os senadores. A matéria foi aprovada pelos deputados na semana passada, mas um acordo com os oposicionista adiou a votação para esta terça-feira.
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A proposta foi aprovada por 54 votos favoráveis e 2 abstenções dos senadores. A votação foi nominal porque o PSDB do Senado pediu a verificação de quórum. Na semana passada, a votação da matéria na Câmara foi simbólica. O Orçamento segue agora à sanção presidencial.

A proposta orçamentária aprovada por deputados e senadores fixa em R$ 2,27 trilhões a receita total da União, sendo R$ 610,1 bilhões para rolagem de dívidas e R$ 83,3 bilhões destinados a investimentos. A votação deveria ter ocorrido no ano passado, mas ficou pendente por causa da polêmica em torno da votação dos vetos presidenciais.

Com o atraso na deliberação da matéria, o governo vem usando, mensalmente, um doze avos da proposta original para o pagamento de despesas de custeio, repasses constitucionais e compromissos já firmados. Além disso, o governo editou uma medida provisória para a liberação de R$ 42,5 bilhões para investimentos.

A proposta orçamentária prevê crescimento de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013. O texto previa salário mínimo R$ 674,96 a partir de 1º de janeiro. A peça orçamentária relatada pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR) prevê ainda que a taxa básica de juros (Selic) ficará em 7,25%, a inflação em 4,91% e o superávit primário de 3,1% do PIB.

Fonte: Agência Brasil

Atividade industrial gaúcha inicia 2013 com avanço moderado, aponta Fiergs

A atividade industrial gaúcha iniciou 2013 com um moderado crescimento. Conforme pesquisa divulgada nesta terça-feira (12) pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), o setor fabril avançou 0,5% em janeiro na comparação com dezembro, sem os efeitos sazonais, manifestando a segunda alta consecutiva.

Como vem ocorrendo sistematicamente, os componentes do índice apresentaram sinais contraditórios, mas a sua expansão resultou, sobretudo, dos fortes aumentos do faturamento, crescimento de 4,9%, e das compras industriais, que tiveram aumento de 13%.

O emprego seguiu a tendência de aceleração da atividade, subindo 0,7% e apresentando a primeira taxa positiva em 13 meses. O mesmo ocorreu com a utilização da capacidade instalada, cujo crescimento chegou a 2,1%, após dois meses de queda. Por outro lado, a massa salarial e as horas trabalhadas na produção registraram contração de 13,5% e 0,3%, respectivamente.

Em relação ao mesmo mês de 2012, janeiro obteve uma taxa positiva. A recuperação em curso e a base de comparação deprimida do início do ano passado explicam a expansão de 2,9%. Compartilharam esse movimento as variáveis compras de matérias-primas e insumos, 16,7%, e faturamento, 6,8%. As demais seguiram em retração, com destaque para a massa salarial, que apresentou retração de 1,3%, primeiro recuo em 36 meses.

A expansão da atividade fabril gaúcha ante janeiro do ano passado resultou do desempenho positivo de 11 dos 17 segmentos da indústria analisados. Os avanços mais significativos partiram dos setores de Veículos Automotores (6,0%), Produtos de Metal (9,8%) e Móveis (8,3%). Entre as quedas, destaques para Químicos e derivados de petróleo e biocombustíveis (-3,3%), Alimentos (-3,0%) e Máquinas e equipamentos (-1,0%).

“Esperamos que esse passo em direção à recuperação seja contínuo nesse ano”, afirmou o presidente da Fiergs, Heitor José Müller. De acordo com Müller, com estoques ajustados e menor incerteza no cenário externo, e as medidas de incentivos do governo, sobretudo, as desonerações tributárias, a redução de juros e a desvalorização do real, permite a retomada gradual da atividade industrial.

Fonte: Jornal do Comércio

Balança comercial tem superávit de US$ 236 milhões no início de março

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A balança comercial brasileira teve superávit de US$ 236 milhões nas duas primeiras semanas de março, informou hoje (11) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O saldo positivo foi resultado de exportações de US$ 5,734 bilhões e importações de US$ 5,498 bilhões. Os números são referentes a seis dias úteis.

Nos meses de janeiro e fevereiro, a balança ficou deficitária e registrou somente um saldo positivo semanal. Em janeiro, registrou o pior déficit da história, de US$ 4,035 bilhões. Já o resultado de fevereiro, negativo em US$ 1,276 bilhão, foi o mais fraco para o período desde o início da série histórica em 1959.

De acordo com dados do ministério, a média diária de exportações nas duas semanas deste mês, de US$ 955,7 milhões, foi 0,5% superior à registrada em março de 2012. Houve aumento nas vendas externas de bens semimanufaturados (29,8%), com destaque para catodos de cobre, açúcar bruto, ouro, ferro fundido, alumínio, couros, peles, celulose, e ferro-ligas. Por outro lado, caíram as exportações de produtos básicos (1%) e manufaturados (8%). No caso dos primeiros, os principais responsáveis foram trigo em grão, farelo de soja, fumo em folhas e algodão bruto. Já entre os manufaturados, caiu a venda de aviões, bombas e compressores, máquinas para terraplanagem, pneumáticos, açúcar refinado e papel cartão.

Quanto às importações, a média diária de aquisições chegou a US$ 916,3 milhões, 6,7% superior à registrada no mesmo mês do ano passado. Os destaques foram as compras de adubos e fertilizantes (91,1%), cereais e produtos de moagem (69,1%), cobre (21,2%), aparelhos eletroeletrônicos (16,6%), plásticos (15,2%) e instrumentos de ótica e precisão (12,3%).

Fonte: Agência Brasil

Preços baixos incentivam as compras pela internet

Pesquisa da PwC detalha os hábitos dos e-consumidores em 11 países

Patricia Knebel

O que leva os brasileiros a fazerem compras pela internet? Para 75% dos e-consumidores, a busca por melhores preços é o principal motivo, seguido pela facilidade em comparar preços e ofertas (59%) e comodidade de receber o produto em casa (46%).

Os resultados fazem parte da edição 2013 de uma pesquisa sobre os hábitos de compras dos e-consumidores, realizada pela PwC. Foram 11 mil consumidores entrevistados em 11 países. Os dados mundiais revelam que a maioria (83%) faz mais de uma compra online por ano e apenas 17% não compram dessa forma porque preferem ir pessoalmente às lojas.

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No Brasil, cerca de um terço das pessoas compram mensalmente pela internet e 23% não adquirem produtos pela web ou o fazem muito raramente. “Os consumidores ainda estão aprendendo que ambiente online é possibilidade real de fazer compras e negócios e, dependendo da categoria de produtos, o uso é mais intensivo ou menos”, observa o sênior manager da PwC Brasil e especialista em varejo, Jorge Inafuco.

Dentro desse processo de amadurecimento, mesmo aquelas pessoas que estão acostumadas a adquirir produtos pela internet começam a descobrir novos pontos de interesse. É o caso do segmento de vestuário. “A web era um canal pouco relevante para a venda de roupas no Brasil, mas nos últimos 12 meses virou um fenômeno. As empresas estão se organizando e despertando o interesse dos consumidores para essas ofertas”, comenta.

Em relação às categorias de produtos, o estudo da PwC evidencia que o perfil de compra varia. Assim, ao comprar eletrônicos, computadores, eletrodomésticos, brinquedos e produtos de beleza, os usuários fazem as pesquisas de preços e modelos pela web, mas preferem efetuar a compra na loja física.

Já quando a intenção é adquirir livros, música e vídeo, tanto a pesquisa quanto a compra são feitas online e a entrega do produto é em casa. O computador pessoal é o principal meio escolhido para o e-commerce. Dos usuários entrevistados na pesquisa, mais de 70% afirmam não fazer transações por meio de smartphones, tablets ou sites de mídia social.

Uma das surpresas diz respeito às mídias sociais. Em alguns dos países pesquisados, uma significativa parcela dos consumidores virtuais é usuário de mídias sociais. Mas essas ferramentas não são os principais direcionadores de tráfego para as lojas online. A China é o único país que vai na contramão desta tendência: 56% dos consumidores virtuais chineses já fizeram compras por meio de uma plataforma de mídias sociais enquanto a média global é de 24%.

Inafuco comenta ainda que, tanto o varejo baseado exclusivamente em lojas físicas quanto nas compras virtuais, já percebeu que os consumidores comportam-se cada vez mais como compradores multicanais. Por isso, assim como as lojas físicas rapidamente se lançaram no e-commerce, o varejo online está trilhando o caminho inverso para oferecer a experiência “in loco” aos seus consumidores. “Isso é muito importante, porque hoje em dia as empresas não sabem mais por qual desses canais o consumidor vai querer pesquisar, comprar e dar os seus feedbacks. Então, é preciso estar presente em todos”, diz.

Fonte: Jornal do Comério

O dia internacional da mulher: reviver o passado e construir o futuro

Historicamente, o 8 de março nos remete a momentos de lutas fundamentais das mulheres e, por conseguinte, da sociedade. A data foi escolhida como homenagem às mulheres que trabalhavam em uma empresa de tecelagem em Nova Iorque e que, ao reivindicarem uma jornada de trabalho digna e respeito, perderam a vida de forma violenta e trágica. Relembrar essa história – e a de Maria da Penha, por exemplo – a cada ano, nos mostra o quanto precisamos avançar.

Alguns ainda acham hipocrisia a data. Mas lembrar disso anualmente é preciso. Respeito quem pensa que é hipocrisia, mas acredito que, com um pouco mais de interesse pelo tema e conhecimento, entenderiam que ainda é necessário que tenhamos uma data para que o mundo volte seus olhos para as desigualdades, para a opressão, para o preconceito. Sim, nada disso deixou de existir. Muito do preconceito passou a ser velado, afinal, não se pode mais gritar o preconceito. Enquanto isso, milhões de mulheres sofrem toda sorte de violência física, psicológica, moral…

Será que esses que acreditam que seja hipocrisia a data sabem que a cada cinco minutos uma mulher é espancada no Brasil? Será que eles sabem que o salário das mulheres que desempenham a mesma função que homens chega a ser 70% menor que o deles? Será, realmente, que é hipocrisia ou necessário?

Dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), elaborada em conjunto por Dieese, FGTAS e FEE, aponta que a hora trabalhada permaneceu em R$ 7,48 para mulheres e, no caso dos homens, o índice passou de R$ 9,10 (em 2011) para R$ 9,43 (em 2012). O que justifica a diferença?

Entendo que as mulheres têm que lutar por seu espaço e que nós, homens, devemos respeitá-las. Se o Brasil cresceu nos últimos anos e temos hoje a nova classe média como uma potência, é porque as mulheres foram para o mercado de trabalho e passaram a ser chefes-de-família. Em Porto Alegre e região metropolitana, cresceu o número de casas chefiadas por mulheres: entre 2011 e 2012, o índice passou de 33,3% para 34,8%. Esse número no nordeste é ainda maior e, nas classes D e E maior ainda!

Se não voltarmos nossos olhos e ação para as políticas públicas que promovam a igualdade de gênero, o respeito e fim do preconceito, milhões de mulheres seguirão sendo humilhadas, torturadas, assediadas, violentadas a cada segundo. É nosso papel debater os problemas, nos inspirar nos bons exemplos e ter, a partir disso, metas e planos de ações. É papel de todos a luta pela igualdade de direitos e ainda estamos longe dessa conquista ser real e concreta.

Nelson Naibert

Poupança bate recorde para o mês em fevereiro, com depósito líquido de R$ 2,3 bilhões

A caderneta de poupança teve o melhor fevereiro da história. A aplicação captou R$ 2,3 bilhões, já descontados todos os saques feitos pelos correntistas. De acordo com os dados do Banco Central (BC), o melhor desempenho registrado até então para o mês foi em fevereiro foi em 2008, quando a chamada captação líquida (a diferença entre depósitos e retiradas) foi de R$ 1,4 bilhões.

A captação recorde aconteceu apesar da mudança de regra feita no ano passado que que achatou o rendimento para novos depósitos. Segundo os economistas, há uma migração de recursos que estavam nos fundos de investimentos para a caderneta de poupança por causa da queda dos juros básicos que afeta o rendimento dos títulos públicos que compõem esses fundos.

Atualmente, o brasileiro guarda R$ 505,6 bilhões na caderneta de poupança. No entanto, a aplicação tem perdido para a inflação acumulada nos últimos 12 meses. Ou seja, não consegue garantir o poder de compra do trabalhador.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/poupanca-bate-recorde-para-mes-em-fevereiro-com-deposito-liquido-de-23-bilhoes-7758792#ixzz2Mr6n1ZVM
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Copom mantém taxa Selic em 7,25% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) terminou hoje (6) sua segunda reunião no ano e manteve a taxa básica de juros (Selic) em 7,25%, em linha com as expectativas da maioria dos analistas de instituições financeiras, que estimam juros no mesmo patamar até o final do ano.

Foi a terceira reunião seguida em que o colegiado de diretores do BC manteve a taxa fixada em 11 de outubro do ano passado, no nível mais baixo da história do Copom, criado em junho de 1996. A taxa está em 7,25% há cinco meses e assim permanecerá pelo menos até 17 de abril, na próxima deliberação do Copom.

Em nota divulgada logo depois do final da reunião, ocorrida ontem (5) e hoje, o Copom informou que vai acompanhar a evolução do cenário macroeconômico, até a reunião de abril, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária.

A taxa básica de juros teve dez reduções seguidas, de agosto de 2011, quando estava em 12,5%, a outubro do ano passado, quando foi fixada em 7,25%. Em 14 meses, a Selic perdeu 5,25 pontos percentuais, equivalentes a 42%, mas a rede bancária não acompanhou a redução dos juros na mesma proporção.

Pesquisa da Fundação Procon de São Paulo nas sete maiores instituições bancárias do país mostra que a taxa média cobrada sobre empréstimos pessoais, em agosto de 2011, era 5,87% ao mês, e a mesma taxa no início do mês passado era 5,35%, com redução de apenas 8,85%. No mesmo período, a taxa média sobre cheque especial caiu de 9,56% ao mês para 7,92%, com queda de 17,15%.
De acordo com o boletim Focus, divulgado na última segunda-feira (4) pelo BC, a maioria dos analistas financeiros da iniciativa privada acredita que a Selic deve permanecer no atual patamar, pelo menos no curto prazo, como forma de estimular a retomada da atividade econômica, que cresceu só 0,9% no ano passado, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Fonte: Agência Brasil

O enfrentamento aos problemas do cotidiano

Há algum tempo, quando pensei em lançar um site, uma das minhas principais motivações era criar um canal de comunicação, de acesso à informação, de troca com as pessoas. Ao trabalhar com o desenvolvimento de cidades, acabo conhecendo de perto a realidade de um país que vem mudando muito nos últimos anos, mas que ainda tem muitos compromissos fundamentais a cumprir com seus cidadãos. Compromissos básicos para o século em que vivemos: da tecnologia, da ciência, de inovação, da indústria criativa, das grandes obras viárias… 

Em Porto Alegre, através do site, recebi o convite dos moradores da rua Dorival Castilho Machado, Aberto dos Morros, Hípica. Junto com os moradores, percorri a rua, conheci famílias, vi os problemas de perto, ouvi histórias… O que é sempre igual em todos os lugares que vou: há esperança nos olhos das pessoas. Eles acreditam na mudança, acreditam que serão olhados, acreditam que serão contemplados, em algum momento, com as soluções que lhes são prometidas de tempos em tempos.

É possível que em pleno século 21 famílias convivam com esgoto a céu aberto, com animais que transmitem doenças em meio às crianças e com um córrego que, toda vez que tem uma chuva forte, inunda as casas e a rua? Na rua Dorival Castilho Machado, a cada chuva intensa, as famílias perdem o pouco que conseguiram conquistar com muita dificuldade. Mas, é importante deixar claro, a chuva não é a vilã desses casos. A ausência do poder público é. Ausência de anos, que piora com o passar do tempo.

Para pegar um ônibus que os levem fora do bairro, ou ao centro, por exemplo, as pessoas precisam caminhar no mínimo dois quilômetros, porque o ônibus que passa na região só transita internamente e a passagem não permite integração. Os alunos da rede pública caminham pelo menos 20 quadras até chegar à escola. Não transporte público escolar. Como garantir, então, que as crianças tenham frequência escolar? Onde chegamos sem educação?

Foram muitos os problemas relatados pelos cidadãos. Ao ouvi-los, perguntei-me: será que vivemos momentos onde tudo perdeu sentido, onde os órgãos responsáveis agem como simples fiscalizadores e não levam soluções onde o problema já foi constatado? Porque o problema está há mais de 30 anos lá! Ou seja, houve tempo de planejar e executar alguma solução com certeza.

Outra reclamação dos moradores é a sazonalidade das visitas que recebem. Segundo eles, em período eleitoral, são muitas as visitas e promessas. Após, o resultado das urnas, são novamente esquecidos. Não podemos conceber que algumas pessoas insistam na velha prática de prometer e sumir. Não podemos mexer com as expectativas das pessoas e torná-los reféns das circunstancias para a cada pleito. Renovar a esperança das pessoas é algo muito sério, mas que exige resultados concretos.

Com base na visita, vamos elaborar um documento pautado no que foi visto, anexando as fotos, depoimentos e filmagem do local. Encaminharemos às autoridades pertinentes, pois é inconcebível e inadmissível que Porto Alegre ainda tenha situações como essas. Neste momento somos a voz e o instrumento de atitude para mudar essa realidade que é muito maior do que este caso especifico.

Nelson Naibert

Nelson visita bairro Hípica, em Porto Alegre

No sábado (02/02) pela manhã, Nelson Naibert e sua equipe visitaram a rua Dorival Castilho Machado, Aberto dos Morros, Hípica, em Porto Alegre. Lá, eles puderam ver de perto a situação dos moradores e ouviram o depoimento deles. As famílias convivem com esgoto a céu aberto, com animais que transmitem doenças e com um córrego que, toda vez que tem uma chuva forte, inunda as casas e a rua. Eles perdem o pouco que conseguiram conquistar com muita dificuldade.

“Para pegar um ônibus que os levem fora do bairro, ou ao centro, as pessoas precisam caminhar no mínimo 2 quilômetros, porque o ônibus que passa na região só transita internamente e a passagem não permite integração”, relatou Nelson. A escola mais próxima fica a 20 quadras e não existe ônibus escolar da prefeitura para garantir a ida e a volta das crianças.

Foram muitos os problemas relatados pelos cidadãos. “Será que vivemos momentos onde tudo perdeu sentido, onde os órgãos responsáveis agem como simples fiscalizadores e não levam soluções onde o problema já foi constatado? Porque o problema está há mais de 30 anos lá! Ou seja, houve tempo de planejar e executar alguma solução com certeza”, disso Nelson Naibert.

Outra reclamação dos moradores é a sazonalidade das visitas que recebem. Segundo eles, em período eleitoral, são muitas as visitas e promessas. Após, o resultado das urnas, são novamente esquecidos. “Não podemos conceber que algumas pessoas insistam na velha prática de prometer e sumir. Não podemos mexer com as expectativas das pessoas e torná-los reféns das circunstancias para a cada pleito. Renovar a esperança das pessoas é algo muito sério, mas que exige resultados concretos”, defendeu Naibert.

De acordo com Nelson, sua equipe irá elaborar um documento pautado no que foi visto, anexando as fotos, depoimentos e filmagem do local. “Encaminharemos às autoridades pertinentes, pois é inconcebível e inadmissível que Porto Alegre ainda tenha situações como essas“, relatou. “Neste momento somos a voz e o instrumento de atitude para mudar essa realidade que é muito maior do que este caso especifico”.

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