março 2013 archive

Homicídios seguem com tendência de alta na Capital

image

A madrugada de ontem registrou a marca de 250 assassinatos na Região Metropolitana desde o começo do ano. São três pessoas mortas por dia. Em Porto Alegre, estão 41% das vítimas.

Conforme levantamento feito pelo jornal Diário Gaúcho em 19 cidades, já foram assassinadas 104 pessoas na Capital em 2013, mais da metade mortas em crimes relacionados ao tráfico ou a acertos de contas entre criminosos.

Mas, se o número de vítimas é 8,3% maior do que o registrado no mesmo período em 2012, ao menos os territórios da paz (regiões onde a BM faz policiamento comunitário) parecem, finalmente, ter engrenado. Até 25 de março do ano passado, haviam sido assassinadas 31 pessoas nos bairros Rubem Berta, Santa Teresa, Restinga e Lomba do Pinheiro. Em 2013, o número caiu para 19.

– É resultado direto do fortalecimento do policiamento ostensivo que vem sendo feito nessas quatro áreas. A partir do combate aos homicídios, a Brigada Militar priorizou as regiões e o resultado vem com o tempo – avalia o recém-empossado comandante do policiamento da Capital, tenente-coronel João Diniz Prates Godói.

Ele lembra que os quatro territórios tiveram reforço de 60 viaturas:

– A atuação nessas áreas tem dois pilares fundamentais: repressão forte ao tráfico e melhoria nas relações diretas entre os comandantes dos batalhões locais e a comunidade.

O sinal de alerta maior para as autoridades de Porto Alegre, no entanto, está nas mortes de vítimas de assaltos. Quadruplicou o número de latrocínios desde o começo do ano em relação ao mesmo período do ano passado. Foram oito na Capital em 2013 – contra dois casos em 2012.

A morte nº 250

– A marca dos 250 homicídios na Região Metropolitana foi atingida por volta das 2h de ontem, no ponto mais movimentado de Gravataí.

– Gilnei Senna Coelho, 22 anos, foi executado com 18 tiros ao lado de uma lancheria na Avenida Dorival de Oliveira, bairro São Geraldo. Os disparos teriam partido de um Celta e de uma moto. Ainda não há suspeitos do crime.

Mais da metade dos porto-alegrenses sente-se insegura 

A pesquisa eleitoral Porto Alegre, realizada pelo Instituto Methodus, encomendada pelo Correio do Povo e divulgada em julho de 2012, apontou que 64,9% dos 1,6 mil entrevistados têm a sensação de que não estão protegidos. A segurança é o segundo item na ordem de prioridade destacado na pesquisa da mesma instituição, publicada em março do ano passado. A média dada pelos pesquisados para essa área foi de 3.22, sendo que 21,4% responderam que o serviço municipal é péssimo, e 26,9%, ruim. Entre ruim e regular, foram 12%; regular, 24,7%; entre regular e bom, 7,2%; bom, 7,7%; e ótimo, 0,2%. Segundo levantamento da Secretaria Estadual da Segurança Pública, a maior parte dos crimes teve o índice aumentado de 2011 para 2012. Um deles foi o de homicídios. No ano passado, foram 451 na Capital e nos 12 meses anteriores, 382. Os furtos de veículos também subiram. Em 2011, o registro foi de 2.773 e no ano seguinte, 3.562. A doutora em Sociologia e professora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Ufrgs Ligia Mori Madeira, que faz parte do Grupo de Pesquisa Violência e Cidadania, afirmou que existe uma discussão sobre a influência das condições gerais de uma cidade nos índices de criminalidade. Ela acredita que esse fator não é determinante e depende de vários outros para interferir nos números.

De acordo com Ligia, o sentimento de insegurança não é exclusivo do morador de Porto Alegre. “O cidadão da América Latina se sente inseguro. Convivemos com índices altos de criminalidade e, em Porto Alegre, os principais deles têm subido. A exposição midiática também leva a essa sensação”, destacou. Na opinião da professora, as câmeras de segurança, além de ajudar a inibir a criminalidade, ajudam na elucidação e, nos casos em que os autores são presos, a diminuir a reincidência. Por outro lado, Ligia pensa que com a frequência de instalação desses equipamentos, em algum tempo, as pessoas têm a tendência de esquecer.

ILUMINAÇÃO É FATOR DECISIVO

Número de efetivo nas ruas, iluminação e limpeza das vias públicas são os três fatores que mais interferem na sensação de segurança da população, segundo pesquisas do Instituto Methodus. A diretora da empresa, Margrid Sauer, cruzou dados do estudo divulgado no ano passado e constatou que, nas regiões em que a insatisfação em relação à iluminação foi superior a de outros bairros, o sentimento de insegurança também foi mais elevado. Cristal, Cavalhada, a união dos bairros Partenon, São José e São João, além do Passo das Pedras, Mario Quintana, Restinga e Morro Santana foram os locais com índices mais altos. “É um fator que poderia ser rapidamente resolvido”, afirmou Margrid. Contudo, há outros pontos da cidade totalmente às escuras. A avenida Castelo Branco, próximo à Mauá, é um deles. No viaduto Leonel Brizola, a situação não é diferente, assim como em paradas de ônibus da Farrapos. O supervisor de Iluminação Pública de Porto Alegre, Luiz Fernando Colombo, explicou que a prefeitura conta com dez equipes contratadas e duas próprias para fazer a manutenção dos pontos de iluminação. O trabalho ficou pendente durante todo fevereiro, por conta de um problema na licitação. “Em 20 dias tudo deve estar normalizado.” Colombo disse que há problemas crônicos na Castelo Branco, mas devem ser solucionados esta semana. Na Farrapos, a situação foi resolvida, segundo ele. O frequente furto de Alguns pontos da cidade estão totalmente às escuras cabos de cobre é um problema.


Fonte: Zero Hora e Correio do Povo

Aos 241 anos, Porto Alegre substitui indústria por serviços

Porto Alegre

Um olhar atento aos edifícios antigos e às obras em execução no 4º Distrito de Porto Alegre – que vai da estação rodoviária à Arena do Grêmio – é capaz de ilustrar um dos mais significativos movimentos econômicos vividos na Capital: a constante substituição da indústria pelo setor de comércio e serviços. Os exemplos nesses bairros de ligação entre o Centro e a zona Norte são muitos. Da cervejaria que deu lugar a um shopping center à antiga indústria têxtil que será transformada em um empreendimento imobiliário de característica mista, com torres residenciais e comerciais. Há, ainda, uma série de casarões, antigos prédios residenciais construídos para moradia de operários e galpões com preços já aumentados, compatíveis com a revitalização que essa metamorfose econômica da região promete.

Tamanhas valorização e expectativa dos proprietários talvez sejam a exacerbação de um movimento que o economista Vinícius Dias Fantinel, da Fundação de Economia e Estatística (FEE), aponta como natural. O pesquisador, que é membro do grupo dedicado a estudar o Produto Interno Bruto (PIB) de Porto Alegre, lembra que esse êxodo das plantas industriais para municípios menores é comum a todas as grandes cidades e que, com o passar do tempo, essas capitais tendem não só a perder participação na geração de riquezas do Estado, como a ver a indústria perder peso na economia municipal.

Em Porto Alegre, que completa hoje 241 anos, segundo a Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic), apenas 1,35% dos alvarás ativos na cidade são de atividades industriais, enquanto 59,76% são de empresas prestadoras de serviços. O levantamento mais recente, feito em janeiro, mostra que há 1.434 alvarás industriais ativos, com destaque para a confecção de roupas (357 alvarás), para a impressão serigráfica (60 alvarás) e para a indústria metalúrgico-serralheira (56 alvarás).

O mesmo relatório divulgado pela prefeitura, ao citar dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), diz que existem na cidade 14.906 estabelecimentos envolvidos com 14 tipos de atividades industriais. Desses, apenas seis ramos tiveram aumento no número de empresas atuantes entre 2008 e 2011, com destaque para a construção civil (16,88%) e as indústrias da borracha, fumo, couros, peles e similares (13,96%). Já na indústria calçadista, o número de empresas atuantes em Porto Alegre caiu 26,83% no mesmo período, e a indústria têxtil perdeu 16,11% de suas empresas.

O economista da FEE observa, ainda, que esse processo tem reflexo em outros aspectos da economia da cidade. É o caso da qualidade do emprego oferecido em Porto Alegre. Os grandes acordos coletivos, com a conquista de diversos benefícios, já não são tão comuns, segundo ele, porque “a questão industrial perdeu força no Brasil”. Essa perda de influência, porém, não determina uma queda na geração de riquezas em si. O PIB de Porto Alegre saltou de R$ 16,5 bilhões, no ano 2000 (R$ 12.073,00 per capita), para R$ 43 bilhões em 2010 (R$ 30,5 mil per capita).

Esse fato leva o secretário-adjunto da Smic, José Peres, a ser enfático. “O foco do desenvolvimento econômico de Porto Alegre hoje está no setor de serviços.” De acordo com ele, interessam à cidade atividades como turismo, hotelaria, desenvolvimento de recursos humanos e informática, as chamadas indústrias sem chaminés. “Hoje, instalar uma indústria de informática em Porto Alegre é mais fácil do que instalar uma fábrica de móveis, que demanda o trânsito de caminhões pesados e isso é difícil de conciliar com o fluxo urbano”, exemplificou.

Segundo Peres, a principal ação de fomento à indústria em Porto Alegre está no Parque Industrial da Restinga, voltado para pequenas e médias empresas. Lá operam 34 empresas, que geram 550 empregos diretos. Há a previsão de instalação de outras duas indústrias no parque, com a geração de mais 100 postos de trabalho. Mas os problemas de infraestrutura da área ainda estão em processo de solução.

O secretário-adjunto afirma que apenas em novembro deste ano será inaugurada a subestação da CEEE na região. O empreendimento vai garantir a estabilidade no fornecimento de energia tanto para o parque quanto para o hospital que está sendo construído na Restinga. A iniciativa na área de saúde faz parte de uma parceria com o Hospital Moinhos de Vento. Já a via de acesso, que irá melhorar as condições de escoamento da produção da localidade, está recém em fase de estudos para licitação.

Fonte: Jornal do Comércio

Mais de um terço das brasileiras é chefe de família

Nós últimos sete anos, passou de 31% para 36% o grupo de mulheres que são chefes de família no Brasil. Ainda segundo o Target Group Index, do IBOPE Media, 42% dessas mulheres se dizem satisfeitas com o padrão de vida que levam.

Em relação à administração das finanças:

– 76% das chefes de família não gostam de ter dívidas
– 57% gostariam de economizar, mas acham difícil
– 58% se consideram boas administradoras do próprio dinheiro

Consumo

Entre as mulheres brasileiras, chefes ou não de família, 27% afirmam que pretendem comprar um automóvel nos próximos 12 meses. Já quase 7% querem viajar pela primeira vez ao exterior. Outras 34% querem aproveitar o presente sem se preocupar em fazer planos para o futuro.

Fonte: Blog Acerto de Contas

Rio Grande do Sul desperdiça quase metade da água tratada

agua

O Rio Grande do Sul desperdiça 47% do faturamento das empresas responsáveis pela água tratada no Estado. Para comparar, a média nacional é de menos de 38%.

Mas é mais assustador quando o dado é da Europa, onde se perde 15% da água tratada. No Japão, é apenas 3%.

O percentual gaúcho é ainda o maior da Região Sul. É o dobro de Santa Catarina.

O levantamento é do Instituto Trata Brasil. Os principais motivos do desperdício são: ligações clandestinas, vazamentos, obras mal executadas e medições incorretas no consumo de água.

A tarifa média de água no Rio Grande do Sul é a segunda mais alta do País: R$ 4,54 por metro cúbico. Fica atrás apenas de Alagoas.

Caso o Rio Grande do Sul reduzisse em apenas 10% o desperdício de água tratada, aumentaria a receita em R$ 187 milhões ao ano. O mais aberrante é que esse valor fica acima do que é investido por ano em abastecimento de água.

A pesquisa mostra ainda que o Rio Grande do Sul participa com 6,84% da água produzida no Brasil.

No bolso

Se reduzisse em 10% a perda de água, o gaúcho pagaria R$ 4,10 de tarifa. Se o desperdício fosse 50% menor, a tarifa média cairia para R$ 2,96. Ou seja, pagaria 38% menos.

Fonte: Blog Acerto de Contas

Vice-governador do RS recebe Nelson Naibert

foto

As políticas de desenvolvimento do estado do Rio Grande do Sul foram a pauta do encontro entre o vice-governador, Beto Grill, e o empresário Nelson Naibert. A reunião aconteceu na manhã desta segunda-feira (25), em Porto Alegre.

Naibert e Grill debateram a importância do equilíbrio entre o público e o privado, visando à geração de emprego e renda para todo o estado do RS. Nesse sentido, Nelson Naibert apresentou ao vice-governador o trabalho que já realizou através da Rosa,Naibert no estado do Rio de Janeiro. “Acredito que iniciativa privada e governos podem e devem trabalhar juntos, sempre na busca de soluções de problemas antigos. As soluções conciliadas, em muitos casos, são as mais acessíveis e melhores, mas dependem da boa vontade e do diálogo entre o poder público e o privado”, disse o empresário.

Grill colocou-se à disposição para seguir conversando com Naibert sobre o desenvolvimento do RS.

Rodoviária de Porto Alegre: revitalização terá votação popular

rodoviaria2lj1

Governo abre amanhã concurso que escolherá as melhores propostas de empresas para modificar a estação de Porto Alegre

Diretor de Transportes Rodoviários do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), Saul Sastre é cuidadoso ao falar sobre o projeto de revitalização da rodoviária de Porto Alegre. Não apenas porque ele sabe a quantidade de passageiros que circulam na área diariamente – entre 40 mil e 50 mil –, mas também por levar em consideração o expressivo número de trabalhadores que atuam no local.

Levando em conta a população e os interesses que serão afetados pelas mudanças, Sastre prefere não definir data para que elas ocorram.

– Esse é um projeto de 20 anos – diz o diretor.

Um dos primeiros passos do projeto será dado amanhã, quando a Diretoria de Transportes receberá as propostas dos participantes do concurso para a revitalização da rodoviária. Segundo o diretor, a expectativa é de que quatro ou cinco empresas apresentem suas propostas, que passarão por comissões de avaliações.

As duas melhores ideias serão encaminhadas à consulta popular em maio, e as empresas deverão construir maquetes representando a futura rodoviária para que as pessoas possam votar na sua favorita.

O melhor projeto receberá R$ 1 milhão, que será pago pela empresa vencedora da concessão em uma futura licitação. Essa licitação definirá a concessionária que administrará a rodoviária por 20 anos e terá a obrigação de colocar em prática o projeto escolhido.

Projeto não deve ficar pronto para a Copa

As propostas devem visar, principalmente, ao bem-estar dos usuários e à integração do transporte intermunicipal com outros meios de transporte coletivo urbano e metropolitano. Também têm de prever espaço para estacionamento, área de embarque e desembarque adequada e melhorias na segurança.

– Fala-se que a rodoviária é muito aberta, permitindo acessos por vários pontos. Queremos um projeto menos aberto – adianta Sastre.

O concurso para escolher as melhores propostas seria finalizado em janeiro, mas, por ser considerado inovador, segundo Sastre, acabou passando por vários órgãos de controle, e cada um deles foi incorporando sugestões.

– Isso foi bom, evitou problemas, mas mexeu com o cronograma. Agora, começamos a correr contra o tempo, porque temos a Copa do Mundo pela frente. Não deverá estar pronto em 2014 – avisa o diretor.

Para contornar esse problema, a empresa vencedora da concessão precisará fazer mudanças para melhorar a rodoviária antes da Copa de 2014 e, depois, terá de dar continuidade ao projeto.

– Queremos melhorar para a Copa. Bom se conseguirmos fazer um projeto rápido e bonito até 2014, mas precisamos analisar as propostas.

Diretor da empresa de transporte Ouro e Prata, Carlos Bernaud não vê grandes problemas na rodoviária da Capital, mas salienta que a revitalização é bem-vinda. Para ele, a situação do local melhorou nos últimos anos, quando foram resolvidos problemas como o do anel superior, que estava defasado.

– Obviamente, é uma rodoviária que já tem alguns anos, e sempre é importante uma melhoria – ponderou Bernaud.

Fonte: Zero Hora

Alta de alimentos, chega a 34% no ano

cesta-basica_0

 

Apesar de o País colher neste ano uma safra recorde de 185 milhões de toneladas de grãos, os preços dos alimentos foram o principal foco de pressão inflacionária nos últimos 12 meses. Daqui para frente, o comportamento dos preços do tomate, da batata, do arroz e do feijão será o fiel da balança na decisão do Banco Central (BC) de aumentar os juros básicos para que a inflação não supere o teto da meta de 6,5% prevista para este ano.

Em 12 meses até março, os preços dos alimentos ao consumidor descolaram da inflação em geral e subiram mais de 30%. Enquanto o índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)-15 subiu 6,43% até março, os preços das frutas, verduras e legumes acumularam altas de 33,36% e os dos cereais, que incluem arroz e feijão, de 34,09%, revela um estudo feito pelos economistas da Universidade de São Paulo (USP), Heron do Carmo eJackson Rosalino. Eles usaram os dados do IPCA-15, uma prévia do IPCA, o índice de referência para o sistema de metas de inflação.

No caso dos alimentos semie-aborados e industrializados, a alta também foi na casa de dois dígitos no mesmo período, de 16,50% e de 11,44%, respectivamente. Já os preços dos serviços privados, que variam ao sabor do mercado, exceto aqueles regidos por contatos, subiram 8,82% em 12 meses até março.

“Poderemos ter uma melhoria da inflação dos alimentos por causa da supersafra, mas existe um pedaço importante da inflação, que reúne cereais de consumo doméstico, legumes, frutas, que está ao sabor do clima”, diz Heron. Só o tomate mais que dobrou de preço nos últimos 12 meses, com alta de 105,87%. A trajetória dos preços de outros alimentos foi semelhante. A batata, por exemplo, ficou 86,51% mais cara em 12 meses até março, a farinha de mandioca subiu 140,57% e a cebola, 58,83%.

Heron explica que o que provo-i ca oestrago no índice de inflação é o tamanho da variação dos preços desses produtos, não o peso que eles têm isoladamente no indicador. De toda forma, o grupo alimentação e bebidas respondeu no mês passado por 24,3% do ÍPCA. Desse total, a alimentação no domicílio, onde são computados os gastos com os ingredientes para o preparo das refei ções, representou 16% e a alimentação fora do lar respondeu pela diferença (8,26%).

Heron observa que não é a primeira vez que os preços dos alimentos se descolam do índice geral de inflação. Movimento semelhante ocorreu em março de 2008. De lá para cá, nada foi feito. “Falta política agrícola e de abastecimento de longo prazo para esses produtos. Há um descuido com essa parte dos alimentos de consumo doméstico”, diz o economista. “Todo mundo querpensar macro, mas se esquece do pão, pão, queijo, queijo. O BC pode até aumentar os juros, mas se vier uma geada no meio do ano, estraga tudo.”

Graças à pesquisa agropecuária feita pelo próprio governo, a soja pode ser hoje produzida em lugares até pouco tempo inadequados.”Por que não fizeram isso com o feijão e o tomate?”, pergunta Heron. Ele não vê evolução na área de estocagem desses produtos que são mais perecíveis em relação a outros grãos. Também falta, na sua opinião, uma política de estímulo a essas culturas.” É qüé quando o preço do milho e da soja disparam, o produtor reduz a área plantada com arroz e feij ão e migra para as lavouras de exportação.

Dobradinha. A soja e o milho, basicamente lavouras de exportação e com efeitos indiretos no abastecimento doméstico das carnes, porque são usados como ração animal, respondem neste ano por 70% da safra. A produção recorde está sendo sustentada pela soja, cuja safra cresceu 23,6% neste ano, segundo a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab). No caso do milho e o do arroz, a alta na produ-: ção foi de 4,36% e 3,9%. Já no feijão da primeira safra, que está em fase de colheita, há queda de quase 6% na produção em relação à safra anterior.

Para o sócio da RC Consultores, Fabio Silveira, a supersafra já está ajudando a segurar a inflação. Ele observa que os preços no ata cado, tanto dos alimentos cotados no mercado internacional, como soja, milho, café, açúcar, como aqueles voltados para o consumo doméstico, como arroz e feijão, estão desacelerando no atacado. Além disso, a recente desoneração dos oito grupos de produtos da cesta básica deve contribuir para atenuar preços. “Projeto para este ano um IPCA de 5,5% e alimentação vai ficar em torno de 6%. Os alimentos vão devolver muito preço daqui para frente, pois a inflação dos alimentos está em 12%.” “Olhando para frente, esperamos uma volta importante nos preços dos alimentos”, diz Elson Teles, economista do Itaú Uni-banco. Ele espera para este ano alta de 6% para alimentação no domicílio, o subgrupo mais importante do IPCA. Em 12 meses até fevereiro, o indicador está em 13,9%. “O resultado deste ano será alto, mas haverá uma melhora em relação à situação atual. Os preços dos alimentos subiram muito e é difícil imaginar que o preço da batata e do tomate vão continuar subindo.”

Fonte: O Globo

 

Empresas divergem sobre a desoneração de salários

As desonerações de folha de pagamentos, iniciadas em dezembro de 2011, têm sido avaliadas de maneiras diversas entre os mais de 40 setores beneficiados. Até companhias do mesmo ramo sofrem impactos diferentes, dependendo do faturamento, da maior ou menor automatização e do volume de mão de obra terceirizada. A desoneração substitui a contribuição patronal de 20% sobre a folha de salários pelo pagamento de 1% ou 2% sobre o faturamento. Em 2013, deve responder por uma renúncia fiscal do governo de R$ 12,83 bilhões.

Os setores de varejo e construção, que entram no novo regime no dia 1º, estão divididos e gostariam que a adesão fosse facultativa, possibilidade negada pelo governo. Para os fabricantes de vidro para a construção civil e eletrodomésticos da linha branca, desonerados desde setembro, o impacto foi “zero”. Essas companhias têm capital intensivo, são bastante automatizadas e, por isso, não têm uma folha de pagamentos “pesada”. Já companhias que utilizam mais mão de obra, como aquelas que produzem insumos para o setor de cosméticos e farmacêutico, sentiram “grande impacto”. Algumas estimam que farão uma economia de milhões de reais.

 

Impacto da desoneração da folha varia dentro de um mesmo setor

A desoneração da folha de pagamentos, promovida em etapas pelo governo federal desde dezembro de 2011, tem sido sentida de maneira diferente dentro dos mais de 40 setores beneficiados. Tamanho do faturamento, maior ou menor automatização e volume de mão de obra terceirizada explicam o impacto distinto que a mudança de regime provoca entre as empresas de um mesmo setor. A desoneração substitui a contribuição patronal de 20% sobre a folha de pagamentos pela arrecadação de 1% ou 2% sobre o faturamento bruto e corresponderá, em 2013, a uma renúncia fiscal de R$ 12,83 bilhões.

Os setores de varejo e construção, que entram no novo regime no próximo dia 1º, estão divididos e gostariam que a adesão fosse facultativa, possibilidade até agora negada pelo governo. Nas indústrias de vidro e de plásticos, a divisão é entre grandes e pequenas empresas. Nos setores da primeira leva de desoneração – como calçados e confecções – os efeitos da medida agora são mais claros na exportação e no emprego.

Os fabricantes de vidro, que estão entre os 25 setores incluídos na lista de desoneração em setembro de 2012, com vigência a partir de janeiro, sentiram efeitos diferentes. Para os produtores de vidro comum, usado na construção civil e em eletrodomésticos da linha branca, o impacto foi “zero”, diz Lucien Belmonte, superintendente da Associação Técnica Brasileira da Indústria de Vidro (Abividros).

Essas empresas, segundo Belmonte, têm capital intensivo, são bastante automatizadas e, por isso, não têm uma folha de pagamentos “pesada”. Já companhias que usam mais mão de obra, como as que produzem insumos para o setor de cosméticos e farmacêutico, sentiram “grande impacto”, ainda não medido quantitativamente pela associação. “Algumas empresas já disseram que farão uma economia de oito dígitos”, afirma Belmonte.

Os membros da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs) também estão divididos. Jurandi Machado, diretor de mercado interno, diz que a medida beneficiou as empresas maiores, com folha de pagamento mais onerosa, e que, por isso, ela não estimulou a competitividade no setor.

As entidades representativas do setor de tecnologia da informação, um dos primeiros a entrar no projeto de desoneração, têm avaliações discrepantes sobre a medida. A Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), que tem entre os associados a Google e a Cisco, defende que a medida continua “sendo muito positiva” e afirma que 70% dos custos do setor são de mão de obra. Por outro lado, o Seprosp, sindicato que reúne microempresas de processamento de dados do Estado de São Paulo, afirma que “boa parte” das companhias que representa, com poucos funcionários e faturamento alto, perdeu com a contribuição de 2% sobre receita.

Luigi Nese, presidente do Seprosp, diz que a organização recorreu à Justiça no ano passado, pedindo que a mudança fosse opcional, mas não foi concedida liminar e a ação não teve ainda o mérito julgado. Segundo Nese, a alteração é neutra para as empresas com folha de pagamentos equivalente a 10% do faturamento. Para quem tem despesa menor com salários, a carga tributária aumenta.

No comércio varejista, que começa a operar sob o regime de desoneração a partir de abril, também não há unanimidade sobre o assunto. A FecomercioSP pede uma emenda à medida provisória, para que a adesão ao pagamento da alíquota sobre o faturamento seja facultativa. Já o Instituto para o Desenvolvimento do Comércio (IDV), que reúne os maiores grupos do setor, sustenta que a contribuição de 1% sobre a receita atenderia a quase todo o segmento.

Ivo Dall”Acqua Júnior, presidente do conselho de assuntos sindicais da FecomercioSP, afirma que 83% dos 1,3 milhão de varejistas do país são microempresas, ou empresas de pequeno porte, e que elas empregam cerca de 60% do total de 7,3 milhões de trabalhadores do setor. Essas companhias têm até 19 empregados e tendem a ter folha correspondente a menos de 5% do faturamento bruto – percentual considerado “ponto de equilíbrio” entre os dois regimes de arrecadação tributária. Nesse caso, continua, elas perdem com a nova cobrança. “Não somos contra a desoneração, mas queremos uma solução que beneficie todo o segmento”, diz Dall”Acqua.

As distorções têm se mostrado menores entre os setores que usam mão de obra de forma mais intensiva. Para o segmento de cerâmica vermelha, bastante pulverizado e pouco afetado pela concorrência externa, a desoneração tem sido vista como “extremamente positiva” e tem tido um efeito colateral benéfico para algumas empresas. César Gonçalves, recém-eleito presidente da entidade, diz que a mudança do regime de cobrança tem estimulado pequenas empresas a produzir mais. Enquadradas no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples), essas companhias já estavam sujeitas a um regime tributário que incidia sobre a receita bruta e “evitavam crescer” para não elevar custos.

Para o setor de transporte rodoviário coletivo, a medida representa, em média, uma economia de 3%, de acordo com Marcos Bicalho, diretor administrativo e institucional da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU). A folha de pagamento representa 40% dos custos das empresas, segundo a entidade.

A Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) calcula que a medida de desoneração da folha de pagamentos beneficiou 85% das empresas e teve o efeito de uma redução de 5,2 pontos percentuais na alíquota usada como parâmetro para a cobrança do tributo anteriormente, de 20% sobre a folha de pagamento. “É como se o setor pagasse agora 14,8% sobre a folha”, afirma José Ricardo Roriz Coelho, presidente da entidade. O ganho líquido, diz, foi de R$ 250 milhões.

Uma consequência direta da medida, segundo Roriz, foi o número menor de demissões no fim do ano passado, em comparação com o mesmo período de 2011. O setor de plástico é o terceiro maior empregador da indústria, com 12,5 mil postos. “Se a medida fosse perenizada, as empresas com produção terceirizada teriam grande estímulo para contratar.”

Flávio Castelo Branco, gerente-executivo da unidade de política econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), acredita que a percepção destoante entre empresas do mesmo setor em relação à medida deve diminuir com o tempo, já que as companhias serão estimuladas a adaptar seus respectivos modelos de gestão para aproveitar os benefícios da desoneração. Para que isso aconteça, a CNI defende que a medida tenha validade além da data prevista, que é dezembro de 2014.

Fonte: Valor Econômico

Falta de professores obriga escolas a dispensar alunos mais cedo em Porto Alegre

M2081S-1029

Colégio do Bairro Cristal faz ginástica para reduzir o prejuízo de estudantes do ensino médio. Alunos reclamam de serem dispensados mais cedo
O Colégio Estadual Professor Elpídio Ferreira Paes, no Bairro Cristal, está sem dois professores de Português. Mas, para se ter uma ideia do prejuízo para a aprendizagem dos alunos do ensino médio, é preciso usar conhecimentos de matemática: são cinco turmas (dos primeiros e segundos anos do ensino médio) sem cinco períodos semanais de Língua Portuguesa cada uma.

A direção tenta contornar a falta com outras atividades, mas nem sempre consegue evitar que os alunos sejam dispensados antes da hora.

– Estamos no terceiro ano e estar com falta de professor é horrível, porque logo teremos o Enem – observa Luana Brehm, 17 anos.

Acúmulo de matéria preocupa

Para Guilherme Vitt, 16 anos, também do terceiro ano, não ter professor de Português significa prejuízo nos conteúdos de gramática e na produção da redação.

– Depois, para recuperar vai ser difícil. Teremos muita matéria acumulada – diz o estudante.

De acordo com a vice-diretora Cláudia dos Santos Carlos, professores de outras disciplinas estão se desdobrando para atender os alunos.

“Estamos nos virando”

Para piorar a situação, neste início de ano, segundo ela, a escola perdeu cinco professores (das disciplinas de Geografia, Inglês, História, Ciências e Religião) porque a Seduc solicitou os profissionais para que atuassem em outras escolas nas quais havia falta de professor.

Com isso, o Elpídio Ferreira Paes ficou ainda mais carente. Mas a equipe vem atendendo os 1,1 mil alunos mesmo assim.

– Estamos nos virando, mas, quando não conseguimos atender, temos que liberar mais cedo – lamenta a educadora.

Levando trabalho para casa

Neste momento, há professores com toda a carga-horária ocupada em sala de aula (os que têm regime de 20 horas devem estar até 15 horas em sala de aula e, os de 40 horas, até 30 horas em aula). Por conta disso, o preparo da aula e as correções de trabalhos estão sendo feitos fora da escola. Ou seja: tomando o tempo de lazer dos educadores.

O que diz o governo do Estado

A coordenadora-adjunta da 1ª Coordenadoria Regional de Educação (1ª Cre), Lucia Wendlaend, contesta informações prestadas à reportagem pelas equipes diretivas das escolas.

Segundo ela, não há registro de falta de docentes nas escolas Afonso Emílio Massot, Alcides Cunha, Helena Litwin Schneider, Professor Sylvio Torres (em parte), Doutor Oscar Tollens, Marieta Cunha, Anne Frank e Professor Elpídio Ferreira Paes (veja liga completa na página 10).

DG comprova o que Cre nega

Detalhe: a reportagem esteve na Elpídio Ferreira Paes, quarta-feira, e conferiu pessoalmente que havia turmas sendo dispensadas pela falta de professor de Português.

Nas restantes, conforme a coordenadora-adjunta, há mesmo ausências. Mas Lucia Wendlaend repassa a responsabilidade sobre a comunicação:

– Não temos essa demanda aqui na Cre. Vamos conferir. Quem abre a vaga é a direção da escola, quando detecta a falta do professor e vem até a coordenadoria com o estudo de quadro de recursos humanos.

Para completar, Lucia nega que haja professores com carga-horária além da permitida em sala de aula. Direções dizem o contrário.

O que diz a prefeitura

Sete escolas municipais se negaram a responder o questionário do Diário. Então, a diretora de recursos humanos da Secretaria Municipal da Educação (Smed), Zuleica Beltrame, forneceu os dados e explicou que há casos em que a equipe diretiva prefere deixar a manifestação à equipe de recursos humanos da Smed.

Possibilidade de ampliar regime

Em relação à falta de profissionais, Zuleica afirma que além de futuras nomeações, em caso de cargos em aberto, há possibilidade de ampliação de regime (quem tem 20 horas por semana passaria a trabalhar 40 horas por semana), ganhando para isso.

Como há professores volantes, que significa sobreposição de carga-horária, os alunos “não têm ficado sem aulas” e os conteúdos são recuperados quando o titular assume.

– Encaminhamos professores durante o ano inteiro – conclui.

Onde estão faltando professores

A terceira etapa do levantamento que o Diário Gaúcho está fazendo nas escolas públicas da Capital expõe a falta de mais de 30 professores em quase um mês de aula. Confira:

Rede Estadual

Professor Carlos Rodrigues da Silva: um de Matemática
Cel. Afonso Emílio Massot: um de Espanhol
Prof. Alcides Cunha: um de Artes
Piratini: um de Matemática
Lions Club Poa Farrapos: dois professores para séries iniciais
Helena Litwin Schneider: um de Educação Física
Paula Soares: um de Espanhol
Anne Frank: um de Matemática
Professor Sylvio Torres: um de Artes, um de Ciências e um de Português.
Professor Elpídio Ferreira Paes: dois de Português
Coronel Travassos Alves: um de Matemática e um para Séries Iniciais
Dr. Oscar Tollens: um de Matemática, um de Português e um de Ciências
Marieta Cunha Silva: um de Educação Física e um de Séries Iniciais

Rede Municipal

Centro Municipal de Educação dos Trabalhadores: um de Matemática
Escola Especial Professor Luiz Francisco L. Borges: dois professores de regência de sala.
Escola Especial Tristão Sucupira Vianna: quatro professores de regência de sala.
Escola de Surdos Bilíngue Salomão Watnick: faltam um de Ciências e um de Matemática.
Vila Monte Cristo: faltam professores nas áreas de Português, Música e Educação Física.
Nossa Senhora do Carmo: falta um professores de Artes e um de Educação Física.
Jardim Camaquã: por motivo de licença gestante, deverá abrir carga-horária na direção da escola.

15 soluções, 30 faltando

Na terceira reportagem da série que está conferindo a situação da falta de professores na rede pública da Capital, o Diário Gaúcho voltou a fazer contato com as 24 escolas que registraram a falta de 45 professores.

Na nova checagem, foi constatado que houve 15 reposições. Seguem faltando 30 professores e duas escolas registraram novas demandas, um professor em falta em cada escola.

Reposição pela metade

No Instituto Rio Branco, visitado pelo Diário na semana passada, onde havia carência de dois professores de Português, um de Matemática e um de Física, o problema foi reduzido pela metade: os dois de Português foram repostos.

Rede Estadual

Imperatriz Leopoldina: os dois professores de Matemática foram repostos. Agora, falta um de inglês.
Brigadeiro Francisco de Lima e Silva: chegaram os dois de séries iniciais.
Rio Branco: os dois de Português foram repostos. Falta Física e Matemática.
Oswaldo Aranha: reposição em Ciências, mas o de Matemática segue faltando.
General Daltro Filho: segue em falta o professor de Matemática.
Jeronimo de Ornelas: reposto o que faltava (Matemática, Ciências e História).
Olegário Mariano: ainda falta um professor de séries iniciais. A escola vem cobrindo a falta enquanto não chega o docente para evitar que os alunos fiquem sem aula.
Cristo Redentor: os dois de educação especial seguem em falta.
Paraíba: o professor de Português já veio.
Profª Maria Thereza da Silveira: segue em falta de um professor de séries iniciais.
Onofre Pires: seguem faltando um de Português e um de Artes.
Medianeira: a falta de um professor de Matemática ainda não foi suprida.
Otávio Mangabeira: ainda estão faltando um de Ciências, um de Séries Iniciais, um de Espanhol.
Pedro Américo: com a chegada de um professor de História, o quadro está completo.
Desiderio Torquato Finamor: segue faltando um professor de Inglês.
Iba Ilha Moreira: a falta de professor de Educação Física foi suprida, mas ainda há a carência de um de Português.
Poncho Verde: ainda segue faltando um professor de Português e um de Inglês.
Jardim Vila Nova: continuam em falta um professor de Português e um de Matemática.
David Canabarro: segue faltando um de Matemática.

Rede Municipal

Campos do Cristal: ainda não foi reposto o professor de Sociohistória.
São Pedro: seguem em falta um de Séries Iniciais e um de Inglês.
Chapéu do Sol: dois para séries iniciais.
Wenceslau Fontoura: quadro completo.
Afonso Guerreiro Lima: não foram repostos um de Português, três de Séries Iniciais e um de Línguas Adicionais (Francês).
Jean Piaget: o professor de Ciências foi reposto, mas ainda falta um professor volante (qualquer turma) e um de Artes.

Fonte: Diário Gaúcho

Cotão de deputados vai subir 12,7% e chegar a R$ 38 mil

Congresso

A assessoria técnica da Câmara definiu ontem em 12,71% o índice que balizará o reajuste do chamado cotão dos deputados – a verba indenizatória à qual todos “os parlamentares têm direito para gastos do exercício do mandato (soma das despesas de passagens aéreas, transporte e alimentação e aluguel de escritórios). A aplicação desse índice vai Elevar o valor do cotão de R$ 34.258,50 para R$ 38.616,18, no caso dos deputados de Roraima, o maior valor, e dos R$ 23.033,13 atuais pagos para os parlamentares do Distrito Federal, a menor verba indenizatória, para R$ 115.962,94.

O aumento ainda precisa do crivo da Mesa Diretora. O índice de 12,72% significará uma nova despesa de mais R$ 21 milhões por ano – apenas com o cotão. A definição do reajuste da cota parlamentar leva em conta o índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2011 e 2012.

Além desses gastos, está em votação no plenário o projeto da Mesa Diretora que autoriza a criação de 44 novos cargos de preenchimento sem concurso e de mais 15 funções comissionadas – gratificações para servidores – que significarão um custo adicional de R$ 7 milhões no ano.

Uma terceira pro vidência está sendo tomada pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN): ele decidiu atender à mais uma antiga reivindicação dos deputados e vai aumentar o valor do auxílio-mora-dia, verba destinada ao pagamento de aluguel em Brasília pelos parlamentares.

A proposta da equipe técnica da Casa é elevar esse benefício de R$ 3 mil para R$ 3.800 por mês, mesmo valor recebido pelos senadores. O reajuste de 26% aguarda aprovação de Henrique Alves. Esse item, isolado, vai aumentar os gastos da Casa em mais R$ 1,5milhão por ano.

O aumento na verba de aluguel e o reajuste do “cotão” são uma forma de Henrique Alves compensar os deputados pela extinção, no mês passado, dos dois salários extras anuais que eles vinham recebendo e foram extintos – o 14.º e o 15.º salários, pagos no início e no final do ano legislativo.

Economia. A cúpula da Câmara argumenta que a soma desses reajustes, que chegam a R$ 29,5 milhões anuais, ficará abaixo da economia que foi feita com a extinção dos dois salá-. rios extras dos parlamentares -que representavam R$ 27,4 milhões -, mais o corte estimado com a mudança no critério de horas extras pagas aos funcionários da Casa. Definida na quarta-feira passada, em ato da Mesa, essa nova medida trará economia de R$ 23 milhões ao orçamento da Câmara.

Dos 513 deputados, 207 recebem o auxílio-moradia. Os demais moram em apartamentos da Câmara. Grande parte desses imóveis passou por demoradas reformas nos últimos anos para atrair os deputados – que, em sua maioria, evitavam utilizá-los por causa do seu péssimo estado de conservação.

Embora a decisão de aumentar o valor da verba indenizatória e do auxílio-moradia já tenha sido tomada pela Mesa, até a noite de ontem o presidente da Câmara não havia dado a palavra final sobre os índices.

O cotão varia de acordo com o Estado de origem do deputado – o que ocorre principalmente por causa da diferença no custo das passagens aéreas. A verba serve para cobrir gastos com aluguel e despesas com escritório no Estado, correio, alimentação, telefones, gasolina, aluguel de carros, avião ou embarcação, além das passagens aéreas. Atualmente, a Câmara gasta em torno de R$ 170 milhões por ano com esse tipo de despesa.

Benefícios

12,72% é o aumento da cota na Câmara.

R$ 3.800 é o novo valor do auxílio-moradia.

Fonte: Estadão

WP-Backgrounds Lite by InoPlugs Web Design and Juwelier Schönmann 1010 Wien