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A união entre empresas e estado

O Brasil passa por transformações e melhorias na política e em seu ambiente macroeconômico. Nesse cenário, surgem os setores naval e petrolífero com investimentos da ordem de US$ 350 bilhões para os próximos 10 anos, segundo estudo da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip).

As encomendas para ambos os setores já são um referencial na criação e na consolidação da cadeia de fornecimento interno, o chamado ‘Conteúdo Local’, cujo objetivo é ampliar o suprimento de produtos e serviços. De início, o desafio é adequar tecnologia e escalas de produção para atender à demanda emergente.

A estratégia para absorver esse crescimento é a união. Para isso, empresários devem se aliar, buscando parcerias na produção, na implantação de tecnologia e nas escalas de produção. O antigo modelo de terceirização de mão de obra deve ser substituído pela ‘parceirização’, que é a divisão do trabalho e do lucro proporcional à atividade realizada.

Alguns executivos já enxergam isso. O modelo vem sendo adotado com sucesso no Arranjo Produtivo Local do Vale do Aço, em Minas Gerais. Lá, a indústria metal-mecânica voltou-se para as oportunidades criadas nos setores naval e petrolífero. Além da produção regional, as empresas vêm expandindo suas atividades.

Recentemente, produtores mineiros de blocos de navio — sem logística marítima — foram à Região Sul do País buscar parcerias. Não há dúvidas de que esse novo formato de negócio terá um importante desdobramento no futuro. Ele atende à demanda local e impulsiona o crescimento de empresas ‘gêmeas’ em regiões diferentes, e sem a concorrência predatória e a nociva guerra entre estados.

Nelson Naibert

Economista e Consultor

Artigo publicado no jornal O Dia (17/05/2012)

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