De olho no futuro, Capital observa São Francisco

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Se o objetivo é reinventar a vocação de Porto Alegre, nada melhor do que começar olhando o exemplo de São Francisco, uma das cidades que fazem parte do Vale do Silício, na Califórnia (EUA). Berço do nascimento de gigantes mundiais como Apple, Google, Intel e Facebook, a região foi a escolhida para uma missão gaúcha que se iniciou ontem.

Liderada pelo Grupo Cite – Cidadãos, Inovação, Tecnologia e Empreendedorismo – iniciativa de empreendedores gaúchos focados em ajudar a buscar soluções diferentes para resolver os problemas de Porto Alegre, o grupo tem a presença do prefeito da capital gaúcha, José Fortunati, secretários, representantes de universidades e de startups.

Até o final da semana, estão agendadas visitas a empresas e instituições referência em tecnologia, como San Francisco Park Jay Primus, Singularity University, Linkedin, Google e o Laboratório de Pesquisas da IBM. Mais do que fazer networking, a meta é gerar novas oportunidades para Porto Alegre. “Queremos ajudar a cidade a fazer o ponto de inflexão, a mudar a curva. Temos ativos interessantes, mas que não estão conectados”, comenta Jose Cesar, CEO da Paradoxa e um dos líderes do Cite.

O modelo a ser seguido por esse grupo de empreendedores é o do São Francisco City, movimento que surgiu há alguns anos e que hoje reúne cerca de 300 lideranças articuladas. Juntos, eles ajudaram a mudar a cara da cidade. No passado, São Francisco era quase um dormitório para as pessoas que trabalhavam no Vale do Silício – a cerca de 50 minutos de distância. Hoje possui uma história própria. “Eles criaram uma cultura de empreendedorismo e passaram a gerar modelos de referência. É isso que queremos para Porto Alegre”, comenta Cesar.

José Fortunati afirma que a cidade tem adotado uma série de políticas públicas voltadas para essa área. E cita como exemplo o Centro Integrado de Comando da Cidade de Porto Alegre e o prêmio mundial IBM Smarter Cities, recebido no início do ano. “Somos parceiros da iniciativa privada e das universidades nesse processo. Estamos aqui para pensar a cidade de uma forma diferenciada e investir em tecnologias que permitam que a criatividade dos nossos jovens empreendedores possa se consolidar”, salientou.

Um ambiente mais criativo e colaborativo é justamente o que os jovens empreendedores esperam ter ao alcance para realizar os seus projetos. “São Francisco é o que é pela cooperação. Você vai em um café, fala de um plano de negócios que está desenvolvendo e troca figurinhas com outros profissionais. Esse clima está começando a se instalar em Porto Alegre”, comenta Pedro Axelrud, 22 anos, que está participando da missão.

Ele fala isso com conhecimento de causa, já que fez parte da Engage, uma incubadora de projetos que reúne diversos jovens. Na época, participou do desenvolvimento da Catarse, primeira plataforma de crowndfunding do Brasil e que captou mais de R$ 7,5 milhões para a realização de eventos. Hoje, o seu foco é a expansão do Mailee.me, plataforma de newsletters que em breve terá a sua versão para o mercado interacional. “Apesar de estar nesse novo projeto, ficamos em um ambiente dividido com a Engage e outros empreendedores. Somos amigos e estamos sempre trocando ideias”, comenta.

Projeto de big data pode ajudar cidade a gerenciar seus projetos

De olho em uma possível parceria para o desenvolvimento de um projeto de big data para a cidade, a delegação também passou pela Splunk, considerada a mais inovadora do mundo na área de big data pela publicação Fas Company.

As soluções de captação e análise de grandes volumes de dados da companhia permitem, por exemplo, que uma empresa de telefonia acompanhe em tempo real o mapa de vendas de telefones e quais aparelhos estão sendo mais vendidos em cada cidade. Mais do que isso, se digitar no sistema o número de determinado cliente, consegue quais os aplicativos que ele mais baixa e em que momentos do dia.

São informações que podem ser usadas pelas áreas de marketing e de vendas para analisar as especificidades de cada mercado e planejar ações mais assertivas. Mas, e como uma cidade pode se beneficiar com o big data? “É possível usar essa inteligência para analisar todos os dados colhidos nas últimas décadas sobre violência em diferentes pontos da cidade a fim de apoiar a tomada de decisões que visem ao aumento da segurança da população”, exemplifica o gerente de contas da Splunk para o Brasil, Marcelo Souza.

Nos Estados Unidos, a empresa já desenvolveu projetos para a área pública como uma ferramenta que permite o acompanhamento minucioso das doações feitas para campanhas políticas ou uma solução que permitiu a análise dos pedidos de ajuda durante o furacão Sandy, que atingiu cidades como Nova Iorque, em 2012.

A Splunk, cuja sede fica em uma rua calma da cidade de São Francisco, tem um ambiente de trabalho daqueles que se espera de um player de tecnologia dessa região dos Estados Unidos.

Jovens de todas as idades e nacionalidades trabalhando em seus computadores em ambiente descontraído, com camisetas e bandeiras penduradas nas paredes, prancha de surf, mesa de ping-pong e um bar recheado de guloseimas. O ambiente é informal, mas o trabalho é muito sério. A Splunk foi fundada em 2004, tem mais de 800 colaboradores e 5,2 mil clientes, 60 deles entre os 100 do ranking da Fortune.

“O segredo do nosso sucesso é estarmos conectados a um modelo de inovação que não leva em consideração apenas a tecnologia, mas que acrescenta valor de modo que esse diferencial chegue ao mercado”, afirma o gestor de área de produtos da companhia, Guido Schroeder.

Outra visita feita pela missão gaúcha foi ao SF Park Jay Primus, considerado um dos mais inovadores projetos de otimização de espaços de estacionamento nas grandes cidades americanas.

Tudo começou quando um levantamento mostrou que 30% dos problemas de tráfego na região de São Francisco eram causados por pessoas procurando vagas para estacionar. Diante dessa realidade, a prefeitura desenvolveu um aplicativo através do qual as pessoas podem consultar no seu smartphone as vagas e o preço – que é variável de acordo com a demanda. O SF Park, inclusive, incentiva os desenvolvedores e pesquisadores independentes a usarem dados públicos para criar novas aplicações para esse sistema.

Fonte: Jornal do Comércio

Porto Alegre não tem como atender internação em massa de dependentes

Coordenadora critica lei aprovada na Câmara e projeta falta de leitos para pacientes

Ao contrário do secretário da Saúde, Ciro Simoni, que disse haver leitos suficientes na rede estadual para atender às internações compulsórias de dependentes químicos, a coordenadora da área técnica de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Loiva dos Santos Leite, garante que, em Porto Alegre, a situação é diferente. Ela adverte que não há condições de dar conta de internações em massa, como pode ocorrer caso seja promulgada a lei aprovada pela Câmara dos Deputados, que permite a internação sem autorização do próprio dependente.

Ela explica que há 600 leitos de saúde mental nos hospitais da Capital, sendo que metade é destinada a dependentes de álcool e drogas. Também há opção de atendimento em Centros de Atenção Psicossocial (CAPs), onde há vagas para observação, para casos moderados. Atualmente, a quantidade é suficiente para atender a demanda, já que a procura varia, sendo maior em alguns períodos e menor em outros.

De acordo com Loiva, hoje já ocorrem internações involuntárias, a pedido de pais de dependentes que recorrem à Justiça. Com a possibilidade de internação facilitada, a coordenadora prevê que a procura deva aumentar consideravelmente, gerando a necessidade de o governo comprar leitos em instituições privadas.

A coordenadora entende que a lei, da forma proposta, não vai contribuir de forma efetiva para a resolução do problema das drogas. Ela criticou o projeto, que considerou higienista e contrário aos direitos humanos e civis. O alvo das internações, segundo ela, deve ser a população mais vulnerável. Loiva fala que a internação é parte do tratamento, mas não pode se basear apenas nisso. Entre outros medidas a serem adotadas, ela citou ações de prevenção, a fim de evitar a dependência, e criação de outros dispositivos de auxílio na rede.

O Projeto de Lei 7663/10 prevê a internação compulsória, a pedido de familiar ou responsável legal ou, na falta deste, de servidor público da área de saúde, de assistência social ou de órgãos públicos integrantes do Sisnad. Caso ocorra a promulgação, deve haver ainda cadastramento de usuários, isenções fiscais para empresas que contratarem dependentes em tratamento, e ampliação da pena mínima, de cinco para oito anos de prisão, para traficantes, e a instituição de uma cota de 3% das vagas de trabalho em licitações para obras públicas.

Fonte: Correio do Povo

Qualificação dos profissionais de turismo preocupa, alerta o Dieese

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Estudo mostra a existência de 191 mil trabalhadores do segmento na Região Metropolitana

A qualificação dos profissionais envolvidos nas atividades características do turismo (ACTs) é um dos principais desafios a serem enfrentados por Porto Alegre e suas cidades vizinhas nos próximos anos. Essa é a conclusão do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Com base nos dados da sua Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), a entidade fez um estudo sobre a situação do trabalho no setor na Região Metropolitana. Às vésperas da Copa do Mundo de 2014, 191 mil profissionais estão atuando na área, sendo 77 mil na Capital.

“Só saberemos se essa quantidade é suficiente ou não para acolher os turistas que virão para a Copa do Mundo durante o evento. Mas o nosso quadro atual é, na média, muito preocupante em termos de qualificação desses profissionais”, aponta Lúcia Garcia, economista do Dieese e coordenadora nacional do sistema PED. Segundo o levantamento, as ACTs atingem 10,9% do mercado de trabalho da Região Metropolitana. A representatividade aumenta para 11,3% quando se analisa somente a situação de Porto Alegre.

Do total de empregados no ramo na Região Metropolitana, 68 mil atenderam visitantes em 2011, ano utilizado como parâmetro na análise. E as perspectivas para a recepção em grandes eventos é pouco alentadora. “No geral, nossa população que vai atender ao turista na Copa não é bem qualificada. Ela não entende outro idioma, não sabe dar informações, não sabe fazer um cálculo. Além disso, esse é um trabalhador mal remunerado e que trabalha excessivamente.”

De acordo com o estudo, a jornada de trabalho dos profissionais envolvidos com turismo é de 46 horas semanais, superando o padrão de 42 horas constatado em outras atividades. De quebra, a remuneração média fica em R$ 1.453,00, contra R$ 1.971,00 das demais ocupações. O sinal amarelo ainda aparece no grau de escolaridade. Apenas 13,4% dos trabalhadores têm Ensino Superior completo, conta 30,4% das demais atividades. A maioria (46,5%), porém, possui Ensino Médio completo e Superior incompleto. Além disso, o emprego ilegal (sem carteira assinada) atinge 10,3% da população enquadrada nas ACTs, contra 9,2% do público em geral.

Garçons, barmen, copeiros e sommeliers integram o grupo de maior representatividade nas ACTs (9,8%). Em seguida, aparecem motoristas de veículos de cargas (9%), motoristas de veículos de pequeno e médio porte (8,2%) e cozinheiros (7,9%). Por outro lado, os técnicos de turismo (contingente formado por organizadores de eventos, agentes de viagens e operadores de turismo) representam menos de 2% do total. O levantamento ainda aponta a carência de cursos de qualificação para profissionais como taxistas, comerciantes varejistas e gerentes administrativos.

Fonte: Jornal do Comércio

 

Creches noturnas: uma necessidade real

Um debate importante foi lançado pelo Jornal do Comércio: a necessidade das creches noturnas. A bancada do PCdoB na Câmara Municipal, assim como todos os que entendem o significado da participação da mulher no mercado de trabalho e sua formação profissional, defende as creches noturnas. Os motivos são muitos: o déficit de 12 mil vagas públicas na Educação Infantil da Capital; a maior participação das mulheres no mercado de trabalho; e o dado do IBGE que aponta que 72% dos jovens estão no mundo do trabalho. Quantos deles são pais e mães e precisam, para contribuir nas despesas de casa, deixar seus filhos em creches?

Na cidade de Poá (SP), a implementação de creches noturnas foi aprovada. Em Maringá, já são uma realidade consolidada. Em Curitiba, as creches noturnas têm fila de espera. Em Santa Cruz do Sul, a creche Cooperativa de Educação e Serviços Renascer passou a oferecer o terceiro turno, das 22h30min às 6h30min. Na Suécia, há mais de 20 anos há creches que funcionam durante a noite e aos fins de semana para atender pais que trabalham em turnos não convencionais. E no Brasil, no Rio Grande do Sul e em Porto Alegre? Quando entenderemos que, para o Brasil crescer, jovens e adultos precisam trabalhar e, para isso, precisam que seus filhos sejam assistidos? É dever do Estado garantir vagas na Educação Infantil para todas as crianças, e isso significa garantir que o(a) trabalhador(a) que atua em horários não convencionais – como em hospitais – tenham onde deixar seus filhos.

Nossa cidade precisa de creches noturnas. Não será o preconceito, a falta de aceitação de parte da sociedade ou a suposta pequena demanda que mudarão essa realidade. Porto Alegre está atrasada e precisa garantir que mães trabalhadoras e de baixa renda tenham garantido o direito de seus filhos, para que possam trabalhar em segurança, sem comprometer a renda familiar ou a escolaridade de seus outros filhos.

João Derly e Jussara Cony
Vereadores/PCdoB

Brasil faz leilão da maior reserva da história

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Governo antecipa para outubro oferta da área de Libra, com petróleo estimado para suprir consumo atual do país por 12 anos

Animado com o interesse estrangeiro em áreas tradicionais, que rendeu um recorde de arrecadação na semana passada, e pressionado por novas fontes de energia que poderiam reduzir a cobiça pelo pré-sal, o governo anunciou ontem a antecipação do primeiro leilão exclusivo na nova fronteira de petróleo do Brasil.

Em outubro, será oferecida a área de Libra, com reservas estimadas entre 8 bilhões e 12 bilhões de barris, que a transformariam na maior descoberta da história – pouco abaixo de todo o volume de reservas provadas do país, de 16,440 bilhões de barris de óleo equivalente.

Prevista anteriormente para novembro, a estreia dos leilões exclusivos do pré-sal também marca a primeira vez em que serão aplicadas as novas regras aprovadas em 2010. O modelo é a principal mudança em relação à 11ª rodada, retomada na semana passada depois de cinco anos de interrupção.

As áreas oferecidas até agora tinham como regra o contrato de concessão, em que a vencedora pode dispor sobre óleo ou gás extraído, enquanto o pré-sal será explorado no sistema de partilha – a União mantém a propriedade sobre a produção.

Conforme a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard, o volume de petróleo estimado na área é “absolutamente incrível” e provocou “deslumbramento” entre especialistas em petróleo brasileiro. Magda comparou a estimativa de Libra ao campo de Marlim, atualmente o maior em produção no Brasil, com 600 mil barris diários de petróleo, que tem volume recuperável de 2 bilhões de barris, e o de Roncador, de 2,5 bilhões.

– Libra é uma área muito grande, muito diferente do que tínhamos até agora. Algo desse porte chamará a atenção de todo o mundo – disse.

Magda explicou que a estimativa de reservas recuperáveis é feita com base “em um número razoável de 30%” de recuperação de todo o petróleo existente no local.

Segundo Florival Carvalho, integrante da diretoria da ANP, apenas na reserva de Libra, haveria petróleo para abastecer o consumo atual do país durante 12 anos.

AS NOVAS REGRAS
Sistema de partilha será aplicado pela primeira vez
- Partilha de produção: as empresas escolhidas dividirão com o governo federal o petróleo extraído e serão remuneradas com parte dessa produção.
- Decisões: a Petrobras vai ser a única operadora e terá 30% de participação obrigatória em todas as concessões do pré-sal.
- Licitação: a ANP licitará os 70% restantes, em que a Petrobras também pode ter uma participação se ganhar a licitação sozinha ou em consórcio com outras empresas.
- Produção atual no pré-sal: cerca de 300 mil barris por dia.
- Como será: essas áreas foram licitadas antes da identificação da província do pré-sal, em 2007, pelas regras antigas, regidas pelo chamado contrato de concessão.
- A rodada anterior: depois de cinco anos sem licitar áreas de exploração de petróleo, a ANP ofereceu, na semana passada, 142 blocos fora da área do pré-sal e arrecadou valor recorde de R$ 2,8 bilhões.

Fonte: Zero Hora

Quatro casos de sumiço de crianças por dia na Capital

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Violência familiar, abuso sexual e drogas estão entre as principais causas de desaparecimentos

No dia em que comemoravam os dois anos das unidades de acolhimento da Fundação Pão dos Pobres, crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social soltaram aos céus de Porto Alegre dezenas de balões com fotos de meninos e meninas desaparecidos. Não por acaso, a ação para marcar o Dia Internacional da Criança Desaparecida foi antecipada de sábado para a tarde de ontem, durante os festejos da fundação.

De acordo com o Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca), grande parte dos adolescentes e crianças encontrados neste ano, em Porto Alegre, havia fugido de abrigos residenciais.

Desde o início de 2013, 661 casos já foram contabilizados pelo Deca. O número corresponde a uma média de quatro desaparecimentos por dia na Capital. A faixa etária com maior número de desaparecidos vai dos 14 aos 17 anos. Entre os principais motivos do sumiço de crianças e adolescentes estão a violência familiar, o abuso sexual, o uso de drogas e a transgressão – quando os filhos se recusam a seguir os limites impostos em casa.

– Eles fogem para a casa dos amigos, vizinhos e namorados. Alguns vão para a rua, não conseguem se manter e acabam voltando. Outros vão para abrigos, mas acabam saindo porque não querem seguir as regras – observa o delegado Leandro Cantarelli Lisardo, titular da Delegacia para Criança e Adolescente Vítima de Delito.

Na Operação Desaparecidos, realizada nos dias 2 e 3 de, 72 crianças e adolescentes desaparecidos em Porto Alegre foram localizados. O número representa quase a metade dos 150 jovens encontrados mensalmente na Capital. A ação também constatou o descuido das famílias ao não avisarem as autoridades após o retorno dos filhos ao lar.

Pais devem acompanhar a rotina dos filhos

Na tarde de ontem, além de evidenciar a necessidade de se fortalecer uma rede de proteção à criança, os balões coloriram o céu em um segundo apelo: que a localização também seja avisada à polícia – que pode, então, dedicar-se com exclusividade aos casos ainda não resolvidos.

Para que se drible os número e novos casos não venham a ocorrer, a orientação parece simples: acompanhar a rotina dos filhos, saber com quem andam e o que fazem. E, em qualquer sinal de desaparecimento, o fundamental é agir com pressa, comunicando a polícia pelo telefone 0800 642.6400.

Fonte: Zero Hora

 

Usar celular ou tablet à noite pode prejudicar o sono

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O alerta é do especialista Charles Czeisler, da Faculdade de Medicina de Harvard, em um artigo publicado na edição desta quinta-feira, 23, da revista inglesa Nature

Más notícias para os fãs de Angry Birds, Candy Crush Saga, viciados em Facebook e outras formas de entretenimento digital. Passar muito tempo olhando para a tela de seu smartphone ou tablet durante a noite pode prejudicar o sono e, consequentemente, a sua saúde.

O alerta é do especialista Charles Czeisler, da Faculdade de Medicina de Harvard, em um artigo publicado na edição desta quinta-feira, 23, da revista inglesa Nature.

O tipo de luz emitida por esses dispositivos, segundo Czeisler, é especialmente prejudicial à indução natural do sono, associada aos chamados ciclos circadianos. E em um mundo em que as pessoas já dormem tradicionalmente pouco, e mal, isso pode ser um problema sério para a saúde.

Várias pesquisas publicadas nos últimos anos revelam uma forte ligação entre privação de sono e a ocorrência de doenças como obesidade, diabete, problemas cardiovasculares, enfraquecimento do sistema imunológico e até câncer.

“O sono é essencial para a nossa saúde física e mental. Por isso, é vital que aprendamos mais sobre o impacto do consumo de luz e outras formas pelas quais nosso ‘modo de vida 24 horas’ afeta o sono, os ritmos circadianos e a saúde”, afirma Czeisler.

O “relógio biológico” do organismo é naturalmente controlado pela exposição à luz. Quando a única fonte de luz era o Sol, esse controle era simples: ou era dia ou era noite. Desde que a luz elétrica foi inventada, porém, criou-se uma área cinzenta – ou de penumbra – cada vez maior entre esses dois períodos, que desregula toda a fisiologia do organismo associada aos estados de alerta e sono.

“A exposição à luminosidade no período da noite interfere na liberação de melatonina, que é o hormônio que faz a gente ter vontade de dormir”, diz a neurologista Anna Karla Smith, do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Segundo ela, há sensores na retina dos olhos que, quando expostos à luz, bloqueiam a liberação do hormônio.

O resultado é que muita gente continua checando e-mails, fazendo lição de casa ou vendo TV até tarde sem nem se dar conta de que já está no meio da noite”, diz Czeisler na Nature.

O fator complicador dos tablets, smartphones, laptops e outros gadgets luminosos, segundo ele, é que a luz do tipo LED usada para iluminar suas telas é rica em radiação azul (de menor comprimento de onda), que interfere muito mais nos ciclos circadianos do que a radiação vermelha ou laranja (de maior comprimento de onda), que prevalece nas lâmpadas incandescentes e na luz natural do entardecer – que inicia a liberação de melatonina.

O período mínimo de sono recomendado pelos médicos é de sete a nove horas por dia. Nos Estados Unidos, porém, cerca de 30% das pessoas empregadas dormem menos do que seis horas, segundo dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, citados pela Nature.

Na cidade de São Paulo, a população dorme em média seis horas e meia por dia, segundo pesquisa realizada em 2007 pelo Instituto do Sono da Unifesp (a mais recente disponível). Quase 80% dos paulistanos sofrem de algum distúrbio do sono e mais de 45% têm dificuldade para dormir.

Diferença

Para a publicitária Nicole Bichueti, de 31 anos, a impressão é de que o tablet causa mais insônia do que o smartphones. “Em casa, uso para ler textos extensos, mas evito fazer isso antes de dormir, pois me tira o sono”, afirma. “Já com o celular, no qual acesso as redes sociais, costumo ficar até antes de dormir e sinto pouca diferença.”

Ela afirma, porém, que quando precisa de boas horas de sono deixa o celular de lado. “Se estou cansada e preciso realmente dormir, nem olho o telefone para não cair em tentação.”

Fonte: Estadão

 

Guerra perdida

A lei da oferta e da procura garante a sobrevivência perene do tráfico. A mais ferrenha repressão policial não resolve

Na semana passada tomei um susto quando li na capa de CartaCapital: “Legalizem as drogas!” No subtítulo vinha a justificativa: “Seria o fim do tráfico e da violência e corrupção a ele associadas”.

É a primeira vez que uma revista semanal brasileira coloca essa proposta em discussão.

Assinada pelo jornalista Willian Vieira, a reportagem de CartaCapital alinha argumentos e dados numéricos que comprovam o fracasso retumbante das políticas repressivas adotadas em países como o Brasil.

O exemplo dos Estados Unidos é didático. Nos últimos 40 anos, eles investiram mais de 1 trilhão de dólares nessa guerra insólita. Nesse período, a população carcerária saltou de 38 mil para 500 mil, a um custo anual de 30 mil dólares por preso.

Além de enriquecer os grandes bancos envolvidos na lavagem dos narcodólares, o que a sociedade americana ganhou com esse esforço? Formar o maior mercado consumidor do mundo.

A matemática é clara: 1 quilo de cocaína de boa qualidade pode ser comprado por cerca de 2 mil dólares na Bolívia ou Colômbia. Quando desembarca em Nova York, já vale 30 mil; em Roma, 55 mil; na Austrália e no Japão, mais de 80 mil. Em São Paulo ou Rio de Janeiro, depois de “batizada” para aumentar o rendimento, essa quantidade poderá render de 20 mil a 30 mil dólares.

Para a viabilidade comercial de qualquer mercadoria o gasto com transporte
é crucial. Plantar tomates no norte de Mato Grosso, para vendê-los nas feiras livres de São Paulo, levaria o produtor à falência. Quando o produto é uma droga ilícita, o custo do transporte torna-se, no entanto, desprezível.

Supomos que um comprador holandês pagasse 400 mil dólares por 200 quilos de cocaína colombiana, e um traficante pedisse a absurda quantia de 1 milhão de dólares para desembarcá—los em Amsterdã. Que diferença fará? Apesar de o transporte acrescer 5 mil dólares por quilo, a margem de lucro continuará estratosférica.

Lucros dessa magnitude, numa atividade não sujeita à taxação pela Receita Federal, obrigações trabalhistas e demais impostos que sufocam a produção em nosso país, têm um poder de corrupção irresistível. Não sejamos ingênuos: bocas de fumo são pontos de comércio estabelecidos em endereços acessíveis aos usuários. Se eles e até os cidadãos abstêmios sabem onde encontrá-las, só a polícia treinada para combatê-las é que não sabe?

A lei da oferta e da procura garante a sobrevivência perene ao tráfico. A mais ferrenha repressão policial poderá no máximo aumentar transitoriamente o preço das drogas nas ruas, e com isso talvez diminuir o consumo, jamais acabar com ele.

Está mais do que na hora de encontrarmos formas mais inteligentes de lidar com esse flagelo das sociedades modernas. Por que não começarmos mudando a legislação que criminaliza o consumo de maconha? Ou a solução será mandar para a cadeia todos os usuários, ainda que sejam da nossa família?

Por Dr. Drauzio Varella

Crianças vítimas de maus-tratos têm maior risco de obesidade adulta

Obesidade

Crianças que sofreram maus-tratos são 36% mais propensas a serem obesas na idade adulta. Os autores do estudo, da King Colllege, de Londres, concluíram que a cada sete crianças poupadas ou tratadas das sequelas psíquicas dos maus-tratos, um adulto deixa de ser obeso. Os resultados vêm da análise combinada dos dados de 190.285 pessoas de 41 estudos feitos em todo o mundo, publicada esta semana na revista “Molecular Psychiatry”.

Casos graves de maus-tratos na infância – abuso físico, sexual ou emocional, ou negligência) afetam aproximadamente um em cada cinco menores de 18 anos no Reino Unido. Além das consequências a longo prazo para a saúde mental, há evidências crescentes de que maus tratos na infância podem afetar a saúde física.

- Descobrimos que ser maltratado quando criança aumentou significativamente o risco de obesidade na vida adulta. A prevenção de maus tratos a criança permanece primordial, e nosso resultados destacam os graves efeitos na saúde a longo prazo dessas experiências – disse Andrea Danese, psiquiatra de crianças e adolescentes do Instituto King College de Psiquiatria de Londres e autor principal do estudo.

Embora estudos com animais já tenham demonstrado que o estresse em idade precoce aumenta o risco de obesidade, tal evidência em estudos populacionais ainda era inconsistente. Este novo estudo analisou exaustivamente, de acordo com comunicado da King College, as provas de todos os estudos populacionais existentes para explorar as potenciais fontes de inconsistência.

- São necessárias novas pesquisas para deixar claro se, e como os efeitos dos abusos infantis na obesidade podem ser aliviados depois que os maus-tratos ocorrem. Nosso próximo passo será explorar os mecanismos por trás dessa ligação – disse Andrea.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/saude/criancas-vitimas-de-maus-tratos-tem-maior-risco-de-obesidade-adulta-8458438#ixzz2U7NQjByH 
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Brasileiro trabalhará até o dia 30 apenas para pagar tributos

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Em 2013, o brasileiro trabalhará 150 dias somente para pagar impostos, taxas e contribuições aos cofres públicos, conforme o estudo divulgado atualizado neste ano pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário. Será até o dia 30 de maio.

No ano passado, o contribuinte também trabalhou 150 dias em função dos tributos. Só que, como 2012 foi bissexto, cumpriu as obrigações com o fisco um dia mais cedo, ou seja, em 29 de maio.

- O brasileiro destinará 41,08% do rendimento bruto para pagar tributos sobre os rendimentos, consumo, patrimônio e outros. Tem aumentado a cada ano. Em 2012, comprometeu 40,98% do seu ganho para este fim e, em 2011, 40,82%. – informa o presidente-executivo do IBPT, João Eloi Olenike.

Dias médios trabalhados por ano no Brasil somente para pagar tributos:
- década de 70 = 76 dias ou 2 meses e 16 dias
- década de 80 = 77 dias ou 2 meses e 17 dias
- década de 90 = 102 dias ou 3 meses e 12 dias

Outros países:
- SUÉCIA = 185 dias
- FRANÇA = 149 dias
- ESPANHA = 137 dias
- EUA= 102 dias
- ARGENTINA = 97 dias
- CHILE = 92 dias
- MÉXICO = 91 dias

Fonte: Blog Acerto de Contas – Giane Guerra

 

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