Sobre ainda acreditar na política

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Temos vivido uma crise política e social grave. O problema não é só a política e os políticos. Mas a sociedade. Somos, eu e vocês, parte desse problema. Não podemos viver nossas vidas alienados, dizendo que o problema está lá em Brasília, está longe, estão nos políticos, na corrupção, no outro. Eu acredito que tem solução no mundo. Como teimoso que sou, ainda acredito. Como uma pessoa que venceu as dificuldades, além de acreditar, assumo meu papel nesse mundo. E você? Qual o seu papel?

Te convido a fazer essa reflexão a uma semana das eleições para que penses que tens um papel no futuro de nossa cidade. Na cidade que, bem ou mal, vivemos. Na cidade em que nossas famílias e amigos vivem. Na cidade em que fazemos nossa vida. Votar, escolher, dizer quem te representará na Câmara e na prefeitura é ser parte do problema e, mais importante, da solução.

Quando decidi entrar para a política, decidi entrar com tudo. Com o que tenho de melhor. Com minha verdade, minha fé, minha vontade de fazer o mundo melhor. Sozinho não consigo. Com teu voto, com teu apoio, consigo. Por isso te peço que seja consciente na hora de votar, de escolher o que digitará na urna dia 2 de outubro.

Não adianta mais dizer que Cunha é ladrão, que Lula é ladrão, que é golpe da direita, que é o fim da esquerda. Antes disso tudo, o que existe é o teu poder de voto. Não há Cunha, não há Temer, não há Renan, não há ninguém no poder sem teu voto. Escolha fazer a diferença

Eu escolhi. E me coloco à tua disposição com a certeza de ter uma vida limpa, uma trajetória honrada. Com a certeza de ter sobrevivido quando a maioria apenas desiste. Pra mudar o mundo, a gente começa por nós mesmos. Qual tua parte nisso tudo?

 

Em Brasília, mais uma tentativa de trapacear o povo

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Enquanto o Brasil todo está voltado para as eleições municipais, a Câmara dos Deputados, mais uma vez, tentou trapacear. Ontem à noite, eles tentaram vota uma absurda proposta de anistia aos que praticaram caixa 2 no passado, seja recebendo dinheiro, seja doando. Ou seja, queriam se proteger, se blindar, se mancomunar. Enquanto o Brasil luta para combater e punir a corrupção, os deputados federais armavam para nos deixar, mais uma vez, sem esperança.

Pense comigo: você comete um crime. A justiça é cega. Você pagará por isso. Agora, se você for deputado… Bom, aí é outra história.

Como li hoje: “O deputados se esquecem de que em junho de 2013 milhões de pessoas foram às ruas exigir a retirada da pauta de votações da proposta que reduzia o poder de investigação do Ministério Público, além de exigir melhoria nos serviços públicos. Se a proposta da lei da mordaça, como era chamada, tivesse seguido adiante, certamente não haveria a Operação Lava Jato. Agora, caso seja aprovada a anistia ao caixa 2, a Lava Jato será do mesmo jeito atingida. Tal forma de pagamento foi feita ao marqueteiro João Santana pela campanha de Dilma Rousseff de 2010, conforme revelação dele próprio. Sem contar a mesma prática por parte de algumas empreiteiras, além de estatais, como a Transpetro, segundo a delação premiada do ex-presidente da empresa Sérgio Machado”.

Escrevi ontem e hoje repito a provocação: você lembra em quem votou para deputado federal? Sabe se ele estava lá na votação? Sabe o que ele pensa sobre esse absurdo? Nós os colocamos lá. Eles só têm o poder de votar e nos representar pelo teu, pelo nosso voto. Portanto, pense muito bem antes de apertar as teclas no dia 02/10.

Reta final da campanha

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Pensem comigo: quantas notícias ruins você ouviu nos últimos dias, semanas? Agora pense: quantas soluções o poder público deu para cada notícia ruim? Nenhum, certo?!

E quem é o poder público? São aqueles cidadãos em quem votamos. Ninguém chega ao poder porque quer. Mas, sim, pelo voto. Ou seja, somos co-responsáveis pelo caos que vivemos.

Morte na frente de escolas, morte na vila Cruzeiro, morte no aeroporto; assalto em todos os lugares da cidade; faltam vagas nas escolas; salários atrasados; emprego em falta… Tudo isso pode ser combatido. Mas pode ser combatido por pessoas capazes e comprometidas com o interesse público.

Você lembra em quem votou para vereador há quatro anos? O que ele tem feito para ajudar a cidade a vencer esse caos?

Pense bem. Daqui menos de 15 dias você decidirá o rumo de POA. Vai repetir o voto? Vai continuar deixando de votar e se eximindo. Vai fazer de conta que não é com você?

O teu voto é tua arma para combater a criminalidade, o desemprego, a crise financeira, o caos na saúde e na educação. Use-o bem.

Brasil perdeu 1,5 milhão de vagas formais de trabalho em 2015

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O Brasil perdeu 1,51 milhão de vagas formais de emprego em 2015, segundo os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério do Trabalho. Esse é o pior resultado desde 1985, quando começou a série histórica do indicador. O recuo em relação a 2014 foi de 3,05%. Com isso, o número de trabalhadores com emprego com carteira assinada passou de 49,6 milhões para 48,1 milhões de um ano a outro.

Ao todo, 8,3 milhões de estabelecimentos declaram a Rais no país. Segundo o Ministério do Trabalho, esse universo de declarantes é mais abrangente que o do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), já que, além do contingente de empregos formais do setor privado, abrange o de estatutários do setor público.

Os salários também caíram. Em dezembro do ano passado, o rendimento médio foi de 2.655,60 reais, montante 2,56% menor que os 2.725,28 reais do mesmo mês do ano anterior.

O número de empregos formais cresceu apenas em três Estados: Piauí (0,67%), Acre (2,14%) e Roraima (2,38%). Por região, as maiores quedas ocorreram no Sudeste (recuo de 3,63%) e no Nordeste (-2,56%).

Na análise por setores, houve crescimento apenas na agricultura, segundo os dados da Rais, com acréscimo de 1,41%, o equivalente a 20.900 postos. A indústria de transformação, com queda de 7,39%, ou 604.100 vagas, foi a que mais perdeu postos em termos absolutos.

Educação igual para todos

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A educação é um dos direitos garantidos por lei a todas as crianças. Mas, quando se trata daquelas que possuem dificuldades cognitivas e/ou comportamentais, nem sempre é fácil ter acesso a essa garantia. Mesmo com a Lei de Inclusão da Pessoa com Deficiência (ou Estatuto da Pessoa com Deficiência), sancionada em 2015, que estabelece que todos os alunos devem ser aceitos na sala de aula e contar com profissionais capacitados a atender suas demandas, ainda faltam pessoas qualificadas para desenvolver esse trabalho.

Sendo a escola o lugar em que a aprendizagem se inicia, torna-se fundamental que todas as crianças tenham oportunidade de frequentá-la, sem restrições, como iguais. Mas o que vemos hoje são pais e mães de crianças com necessidades especiais tendo de ultrapassar diversas barreiras para que seus filhos tenham acesso à escola e educação – direito esse que, como já disse, é garantido por lei a todas as crianças.

Por tudo isso, e sendo essa nova determinação do governo um impulsionador de mudanças nas escolas, os cursos de especialização nas áreas de pedagogia e psicologia são importantes para que nossos filhos estejam bem cuidados. É fundamental que nossas crianças sejam atendidas por profissionais capacitados para lidar com suas dificuldades e fazer com que elas possam avançar nos estudos, juntamente com seus colegas. E essa importância não é apenas para as crianças portadoras de deficiência, mas para todas.

Porque para aprender aquilo que é necessário, o aluno – seja ele especial ou não – precisa sentir-se acolhido e compreendido pelo educador. Aí se encontra a necessidade não só da dedicação e do amor pela profissão, como em qualquer outra área, mas também de um conhecimento aprofundado nas necessidades dessas crianças. Esse profissional, capacitado para essa tarefa, é o Neuropsicopedagogo, figura que será cada vez mais comum nas escolas.

Os neuropsicopedagogos atuam no sentido de conduzir as crianças no desenvolvimento do seu intelecto e também dar apoio aos pais e aos demais educadores sobre a forma mais adequada de lidar e superar as dificuldades enfrentadas pelos alunos portadores de deficiências motoras ou cognitivas como autismo, déficit de atenção, hiperatividade e dificuldades de aprendizagem.

Assim, são fundamentais para a melhoria da condição de acesso à educação dessas crianças e jovens que necessitam ainda mais atenção, cuidado e carinho nesse processo tão doloroso quanto importante que é o aprendizado e o crescimento.

Chega de hipocrisia na segurança pública

Todos estamos preocupados com a violência batendo na nossa porta. As notícias – sejam dos jornais ou das conversas com amigos e vizinhos – apontam novas vítimas a cada dia. Estupro, latrocínio, roubo, assalto, assassinato, acerto de contas… Tem de tudo. E vejo apenas indignação nas redes sociais e nas conversas. É justo.

Quero, aqui, que façamos um exercício. O que cada um de nós tem a ver com isso tudo? 

Você que fuma maconha, que defende sua legalização, acha que nada tem a ver com isso tudo? Você, aliás, que usa qualquer tipo de entorpecente EVENTUALMENTE tem, sim, responsabilidade. Ainda é crime. E, enquanto for, você é culpado, também pelos estupros e mortes e toda forma de violência.

Você que tem gato da TV a cabo, de luz, também é responsável. Por quê? Porque gera renda na ilegalidade e deixa de pagar imposto. E não é pelo imposto! É pelo certo, pelo justo, pela lei. Enquanto houver quem financie o mundo paralelo, haverá crime.

Você que empresta carro para o filho que sabe dirigir mais ainda não tem carteira de motorista; você que bebe e dirige; você também é culpado. A sensação de impunidade que você tem é a mesma dos “bandidos” profissionais.

Você que compra peças de carro no desmanche, que compra celular roubado, que usa um perfil fake para acusar é disseminar boatos na internet… Todos são responsáveis por esse drama que vivemos.

Você, que há poucos dias comemorava a violência enquanto era “bandido matando bandido” também tem responsabilidade. Não se celebra a morte de ninguém. Violência nunca foi e nunca será solução.

Governantes têm culpa é muita. Não geram emprego, não geram renda, não garante o que manda a Constituição. Mas colocar a culpa apenas nele é repetir um modelo padrão de distanciamento: o medo me atinge, mas a responsabilidade não.

O tráfico de drogas movimenta milhões e milhões de reais. É um mundo imenso e organizado. Ou damos um fim no consumidor, no cara que financia esse sistema, ou não teremos chance. Não terceirize a culpa. Uma mudança na sociedade não depende do governo A ou B, da política ou de qualquer setor isolado. Depende de todos, absolutamente todos.

Governo autoriza envio da Força Nacional para reforçar segurança no RS

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No Brasil, parece que primeiro deixamos ocorrer uma tragédia para, depois, agir. Perdemos muitas vidas nos últimos anos. Vimos o presídio central ter o seu “melhor” pavilhão ser implodido pelo governador Tarso Genro. A violência cresceu. A crise econômica e o desemprego pioraram esse cenário. Nenhum governo, nos últimos tempos, chamou para si a responsabilidade da segurança pública.

Quero, portanto, reconhecer a medida do governador Sartori. Pode ser ter demorado – e acredito que demorou – mas tomou uma medida. Não podemos culpar um só homem. Não é uma situação que acontece desde 1º de janeiro de 2015. Vamos seguir pressionando e cobrando medidas. Esse é nosso papel.

Ao  presidente Michel Temer, à Força Nacional de Segurança, ao governo do Estado e à prefeitura cabe garantir nossa segurança. Que venha a Força Nacional e que sejam planejadas ações de longo e médio prazo.

Corpo esquartejado e decapitado encontrado no Bairro Mario Quintana

Ainda chocado e cada dia mais assustado com a violência sem medida em Porto Alegre. “Apenas 20 dias depois do encontro do corpo de um jovem decapitado e esquartejado no Bairro Mario Quintana, Zona Norte de Porto Alegre, a cena se repetiu na madrugada desta quinta-feira. Moradores da Estrada Martim Felix Berta ouviram barulho de carro e os cachorros latindo na sequência, pouco antes da 1h. Quando saíram para ver o que acontecia, a surpresa macabra: havia um corpo em pedaços sobre um tapete à beira da calçada.” O trecho é de uma reportagem do jornal Diário Gaúcho.

Quando teremos mudança? Quando teremos ação? Até quando ficaremos reféns da violência?

Segurança pública é responsabilidade do Estado, da União e da prefeitura. Mas não vejo essas três esferas de poder dialogando para mudar a realidade. Estamos na mão de quem?

Atuais vereadores de POA adiam votação de relatório sobre projeto do Uber

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Mais uma vez a Câmara de Vereadores de Porto Alegre não cumpre seu papel. E, mais uma vez, protela uma decisão importante. O projeto que regulamenta o UBER foi, novamente, adiado. Desta vez por pedido de um vereador: “Não dá pra aceitar o Uber do jeito que está aí. Quero analisar o parecer sobre o projeto e sobre as emendas que nós protocolamos”, disse o vereador Clàudio Janta.

O que fazem nossos vereadores? Há quanto tempo a discussão já existe e está sendo feita? Quando virá a próxima manobra?

Chega de política de manobras! Queremos solução! Queremos uma política que responda às demandas da sociedade no tempo em que a vida acontece. Fico indignado com esse tipo de jogo político. O único prejudicado é o povo.

Fique atento. Temos a chance de mudar isso nestas eleições!

 

Até onde vamos? Motoristas podem “furar” sinaleiras depois das 22h

Somos cada dia mais reféns da violência, da falta de ação e de planejamento. A cada dia vemos nos jornais notícias e relatos de assaltos, latrocínios, mortes. Até quando? Será que a violência em Porto Alegre pode aumentar? Será que vivermos sob o regime do medo?

Desde o início do ano, 24 pessoas morreram vítimas de assaltantes em Porto Alegre. Por conta disso, há uma série de medidas que estão sendo “liberadas”. Por exemplo, passar no sinal vermelho após às 22h. Mais, há uma lista de “cuidados” que a população deve tomar:

– Procure guiar, sempre que possível, na pista central porque as laterais ficam mais propícias ao ataque.

– Mantenha os vidros fechados.

– Durante o trajeto, procure seguir por ruas movimentadas.

– Procure locais iluminados para estacionar.

– Ao chegar à garagem, verifique se não há pessoas suspeitas no entorno. Se for necessário, dê uma volta.

– Evite ficar aguardando alguém no interior do veículo. É preferível circular até seu passageiro chegar ou estacionar em local seguro.

– Evite ostentar joias, dinheiro e aparelhos celulares.

– Procure estar atento a tudo que está acontecendo ao seu redor, se não há alguém lhe seguindo.

– Estabeleça um roteiro iluminado e movimentado. De preferência, ande acompanhado.

– Evite passar junto ou atrás de terrenos baldios e matas.

– Evite manter o estabelecimento aberto em horários de menor movimento.

– Tenha um tipo de apoio, como câmeras de segurança.

– Mantenha a porta da garagem sempre fechada.

– Atenda à porta somente depois de prévia identificação.

– Não deixe a luz acesa durante o dia.

– Revise as fechaduras, principalmente à noite.

– Evite ostentar joias, dinheiro e aparelhos celulares.

– Mantenha-se sempre atento ao que está ocorrendo dentro do transporte coletivo.

 

Eu me pergunto: quais os cuidados que o poder público está tomando? Se é para evitarmos vias escuras, por que os governos não iluminam as ruas? Por que é sempre o cidadão que tem pagar a conta, mudar os hábitos?

Sigo acreditando que o melhor enfrentamento para a crise é a geração de emprego e renda. A violência diminui quando as pessoas têm oportunidade e escolha. Ou Porto Alegre e o RS mudam de caminho e de postura, ou os índices de violência aumentarão muito e cada vez mais. Chega de divulgar listas de cuidados que nós devemos ter. É hora de vermos uma lista de medidas efetivas para mudarmos a situação.

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